O Ed vampiro é da Meyer, o abobalhado é da JustFork. E enquanto a danny dá uma de stalker na casa do Nickelback, eu piro relembrando a adolescência no show dos Backstreet Boys.
Três dias! Já faziam três malditos dias desde que eu tinha visto Edward pela última vez isso estava começando a me deixar ansiosa. Ele havia me ligado no sábado, avisando-me que o jantar com seus pais lhe tomaria mais tempo do que ele imaginava. Eu estava bem com isso. Daí, ele me ligou três vezes no domingo, e todas as três vezes me disse que sentia minha falta. Quando me ofereci para ir até seu apartamento, ou convidá-lo para o nosso dormitório, ele veio com desculpas esfarrapadas. Foi quando comecei a ficar irritada. Segunda-feira chegou e se passou sem telefonema e sem nada de Edward. Eu fiquei lívida. Hoje, terça-feira, era o dia da nossa aula de química, então fui até a aula e fiquei ainda mais puta quando ele nunca apareceu.
Então, se eu estava tão encaralhada de raiva, porque estava na porta dele? Por que é que concordei vir até aqui para estudar? Melhor ainda, por que diabos Edward não respondia minhas perguntas quando lhe perguntava onde diabos ele estava? Quando finalmente ele abriu a porta e sorriu para mim, eu mal consegui encará-lo. Se Edward queria por um ponto final nisso, então tudo bem. Mas isso não quer dizer que eu tornaria as coisas mais fácies para ele.
"Eu sei que você está com raiva." - ele disse baixinho enquanto me seguia pelo hall de entrada. - "Você tem todo o direito de estar."
Peguei meu casaco e joguei-o sobre o encosto da cadeira. Depois de largar minha mochila no chão, me virei e o encarei.
"Se você não quer mais me ver, ok. Mas lembre-se que você ainda é meu parceiro de laboratório, Edward! Metade da minha nota depende de você, então, por favor, só faça sua parte nesta maldita tarefa!" - Eu sibilei com raiva.
"Por que diabos eu não queria mais te ver?" - ele perguntou, ignorando o meu desabafo.
"Por que você me evitou por três dias?" - Eu perguntei, ao invés de responder sua questão.
"Eu não estava te evitando, Bella. Meus pais..." - Edward disse, balançando a cabeça enquanto olha para mim. - "Eu tive que lidar com algumas coisas. Não estava te ignorando de propósito."
Eu cruzei meus braços sobre o peito e ergui uma sobrancelha para ele. - "Com o quê você estava lidando?" - Perguntei sem rodeios. Se ele estivesse mentindo, então eu queria pegá-lo no ato, enquanto gaguejava como um idiota ao procurar uma desculpa.
Ele me olhou por alguns segundos e depois suspirou. - "Você se lembra quando lhe contei que haviam alguns amigos da minha família nesse jantar?" - Eu concordei e ele continuou. - "Bem, na verdade, ela é a minha ex-namorada. Os pais delas são grandes amigos dos meus pais e, por mais que eu tentasse me esquivar dessa merda, eu não podia."
"Então, um jantar com sua ex e seus pais te levou três dias?" - Eu perguntei, tentando segurar o ciúme que estava se apossando do meu corpo.
"Não, mas Tanya já está fora da faculdade para as férias de Inverno e..." - Edward começou, mas depois parou. Ele suspirou de novo e sacudiu a cabeça. - "Minha mãe acha que Tanya e eu deveriamos reatar, e aparentemente ela pensa a mesma coisa também."
"Ah." - eu disse baixinho e virando-me para pegar o meu casaco.
"Não, Bella." - Edward disse, agarrando o meu casaco das minhas mãos e me segurando pelos ombros. - "Eu não tenho o mínimo interesse de voltar com ela. Só que minha mãe está com essa idéia fixa na cabeça, e às vezes, é muito difícil lidar com isso, quando ela é contrariada."
"Bem, então como é que você saiu dessa?" - Eu perguntei, ainda um pouco chateada e morta de ciúmes.
"Disse para ambas que eu tinha uma namorada, e que eu não quero mais ninguém além dela." - Ele falou baixo e timidamente atou nossas mãos.
Ugh! Porra, ele é bom. Suspirei e tentei não sorrir quando ele me lançou aquele sorriso tortamente idiota. Deixei que ele me abraçasse, e quando ele sussurrou que estava arrependido, eu o abracei de volta. - "Da próxima vez, é melhor você me avisar." - Murmurei contra em seu ombro e sorri quando ele riu.
"Eu prometo que não haverá próxima vez." - disse ele antes de beijar minha testa.
Quase duas horas depois, a mesa de jantar dele estava toda coberta por papéis, cadernos, livros e textos. Eu tinha começado a notar como Edward estava agindo estranho, mas até que nos últimos 30 minutos ou algo assim, que começou a me irritar. Ele ficava olhando para mim, e não era apenas um olhadinha normal. Parecia até que ele estava tentando decorar o meu rosto. Isso estava me deixando desconfortável, e cada vez que eu lhe perguntei o que ele estava fazendo, ele me dizia "não é nada" e voltava para seu trabalho. Poucos minutos depois, começaria tudo de novo.
"Edward, você está começando a me irritar!" - eu disse sem tirar os olhos do meu livro. - "Se há algo que você quer dizer, desembuche logo agora."
"Desculpe." - ele murmurou. Ele jogou sua caneta na mesa e passou as mãos nervosamente pelos cabelos. - "Eu só estou distraído."
"Preciso ir embora?" - Eu perguntei sarcasticamente, olhando para ele e sorrindo.
Ele sorriu de volta antes vir até o outro lado da mesa e segurar a minha mão. - "Por favor, não."
"Por que não fazemos uma pausa?" - sugeri.
"Piano?" - Ele perguntou.
Meneei a cabeça e o segui até lá. Escutei enquanto ele tocava algumas músicas que eu já tinha ouvido antes, algumas das quais ele já sabia que eram minhas favoritas. Quando ele começou a tocar algo que eu não tinha ouvido antes, eu sorri.
"Você nunca tocou essa para mim antes, não foi?" - Questionei tranquilamente, enquanto observa seus dedos se moverem sobre as teclas.
"Não." - ele respondeu e eu notei que ele parecia um pouco estranho, como se ele estivesse nervoso com alguma coisa.
Decidi ignorar isso e apreciar somente essa nova peça, deitando minha cabeça no ombro dele enquanto ele tocava. Fechei os olhos e só ouvi a doce harmonia que flutuavam em torno de nós.
"O cara que compôs essa aqui, escreveu para a mulher que ele estava apaixonado." - Edward disse baixinho. Levantei o meu rosto e o olhei e ele sorriu para mim, me observando por alguns segundos para em seguida, voltar seus olhos para baixo em direção as teclas. - "Ele sabia desde o primeiro dia, quando ele a conheceu que estava apaixonado, só que ele estava muito assustado para dizer pra ela."
Sorri imaginando a cena, mas continuei a prestar atenção no que ele dizia.
"Então, ele decidiu escrever-lhe isso. Algo o qual ele esperava que pudesse expressar o quanto ela significava para ele. Algo que sempre que ela ouvisse, se lembrasse que tal música havia sido escrita só para ela. Apenas para lhe mostrar o quanto ele a amava." - ele disse calmamente.
"E eles viveram felizes para sempre?" - Eu perguntei enquanto sorria para o jeito que ele estava olhando para mim.
"Eu não sei." - ele murmurou depois de alguns segundo. - "Isso depende de você."
Eu ri. - "E porque é que depende de mim?"
Seus dedos pararam e ele se virou no banco do piano para me encarar. Seus olhos verdes como duas esmeraldas estavam tão brilhantes que era difícil ignorar. Seu sorriso era aquele mesmo sorriso torto que era impossível não sorrir de volta.
"Depende de você porque esta música é sua." - disse Edward enquanto sua mão se curvava ao redor do meu pescoço e seu polegar travaça a minha bochecha. - "Eu escrevi isso para você."
Senti como se meu coração fosse saltar pra fora do meu peito. Meus olhos se arregalaram enquanto eu olhava para ele. Minhas bochechas estavam queimando e de repente eu estava muito tonta. Será que ele realmente disse o que eu acho que ele disse?
"Como assim?" - Eu perguntei baixinho.
Edward sorriu e riu baixinho. - "Eu te amo, Bella."
Senti todo o ar em meus pulmões sair e pisquei lentamente enquanto eu o observava. Isso pode ser real? Quer dizer ... eu sabia que eu o amava, mas Edward estava lá, retribuindo o sentimento e me contando que se sentiria da mesma forma por mim? Sempre me achei meio sortuda, em ter um cara lindo como ele querendo algo comigo e talvez até arriscar um namoro sério em plena loucura da faculdade. Mas realmente, admitir que me amava era algo totalmente diferente e o qual nunca esperava. Eu tentei segurar as lágrimas que enchiam meus olhos, no entanto não podia. Antes que pudesse evitar, eu já estava chorando.
"Bella baby, o que foi?" - Edward perguntou, enxugando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.
"Eu ... te amo ... também." - Eu murmurei pateticamente.
Ele riu baixinho antes de envolver seus braços em volta de mim e me puxar para um abraço. - "Ok, eu sei que eu sou um porre às vezes, mas será que isso é tão ruim assim?"
"Não... Desculpa." - eu murmurei e enxuguei os olhos. - "Você... você me escreveu uma música e ela é tão bonita... e agora estou estragando tudo, chorando como uma idiota."
"Você entende agora porque eu estava meio sumido esses dias?" - ele perguntou enquanto acariciava minhas costas. Eu assenti e ele sorriu. - "Eu queria te dizer isso, mas eu não tinha certeza se você queria ouvir algo assim tão cedo. E então, quando estava dizendo a meus pais sobre você e só... sabia. Sabia que te amava e que eu tinha que te dizer, mesmo se você não se sentisse da mesma maneira. "
"Era isso o que você estava fazendo?" - respirei fundo e o fitei. - "Escrevendo essa música?"
"O domingo inteiro e ontem também." - Edward respondeu, balançando a cabeça.
"Eu te amo, Edward." - eu disse depois de tomar uma respiração profunda , tentando realmente não começar a chorar novamente.
Ele sorriu e limpou a última lágrima perdida em meu rosto. - "Eu também te amo."
Os dois estavámos ali sentados, sorrindo como idiotas e olhando para o outro. Um momento perfeito, ou era, até eu resolvi abrir a minha boca.
"Então, você vai me beijar agora? Ou será que tenho que esperar mais alguma coisa?" - Eu disparei.
"Eu ia fazer isso... Só que você começou a chorar e acabou estragando tudo." - Edward disse brincando e se inclinou em minha direção
Sorri quando a mão dele circundou o meu pescoço. Minha cabeça se inclinou para um lado, enquanto Edward fazia o movimento no sentido oposto, traçando seus lábios do meu pescoço até o queixo. Meus olhos se fecharam quando seus dedos se enroscaram na parte de trás do meu cabelo. Senti leve respiração dele soprando em meu rosto, para logo em seguida, finalmente, sentir seus lábios contra os meus.
Não haviam palavras. Não havia nada que eu pudesse pensar ou dizer que explicaria como fudadimente fantástico havia sido esse beijo. Sem nem sequer me preocupando com minha timidez, eu me joguei em cima dele. No segundo que a lingua dele língua tocou languidamente em meus lábios, pedindo permissão para aprofundar o beijo, eu gemi e me inclinei contra seu corpo, querendo ficar cada vez mais próxima. Isso não teria sido tão ruim se não estivéssemos sentados no banquinho do piano. Edward riu enquanto caímos para trás, mas logo após cairmos no chão os meus lábios procuraram os dele novamente.
"Isto vai dificultar meus estudos." - eu murmurei contra seus lábios. - "Todas as horas que passamos estudando foram pro lixo."
"Porquê?" - Edward perguntou. Eu sorri enquanto ele nos rolava até pairar sobre mim, para outra vez seus lábios suavemente beijarem os meus.
"Porque em vez de pensar nas teorias da Química Composta, tudo que conseguirei pensar é nisso." - expliquei com um suspiro dramático. Edward riu, mas parou imediatamente quando eu passei meus braços em volta do seu pescoço, puxando-o de volta para mim.
[...]
"Você está nervosa?"
Eu balancei minha cabeça assentindo para Alice enquanto me mantinha caçando algo bonito no meu armário.
"Conhecer os pais é um passo muito importante." - disse ela calmamente. - "Em especial, porque tecnicamente, você nunca teve um namorado antes do ..."
"Alice você não está ajudando!" - eu suspirei exasperada.
Se eu estava nervosa com esse encontro com os pais de Edward? Muito! Será que eu preciso desabafar e lamentar até o fim sobre isso com a Alice?Não. Tudo o que eu fizesse só me deixaria mais agitada do que já estava. Eu sei que um encontro com os pais dele seria algo inevitável, mas eu jurava que, pelo menos, isso só fosse acontecer depois das provas finais. Não tive essa sorte. Eu ainda tinha mais dois dias de aulas, e Edward estaria me pegando aqui em casa daqui a 20 minutos.
"Basta ser você mesma. Eles vão te amar." - disse Alice encorajando.
Eu bufei porque "ser eu mesma" significaria ser sarcástica e dizer coisas inapropriadas nos piores momentos possíveis. Edward poderia ter achado essas características minhas meio engraçadas, porém eu duvidava que seus pais concordassem com ele. Ser eu mesma definitivamente não era uma opção muito boa. Hoje à noite eu seria a Bella Forks. Seria a filha do chefe de polícia, que parecia centrada e perfeita. Era a atitude mais segura para que eu tomasse.
"Você está mais do que linda." - Edward me cumprimentou quando chegou. Ele deve ter sentido que eu estava uma pilha de nervos, porque ele estava pegando pesado com tanta bajulação. Não que eu estivesse reclamando. Isso fez com que eu me sentisse bem melhor a partir do momento em que ele segurou minha mão e se inclinou para me dar um beijo.
Nós estávamos sentados em uma mesa de algum restaurante com um nome tão complicado que eu não me atreveria nem pronunciar, à espera de seus pais. Meu estômago estava produzindo um som incômodo e me apavorei internamente sempre que alguém ficava remotamente perto da nossa mesa. Eu já tinha visto algumas fotos dos pais de Edward, mas provavelmente não iria reconhece-los no meio dessa multidão.
"Bella." - Edward disse baixinho. Olhei para ele que estava sorrindo, antes de pegar a minha mão e laçar seus dedos entre os meus. - "Você está se preocupando à toa. Eles vão te amar, assim como eu. "
"Ahhh." - Eu sorri melosa e me inclinei para beijá-lo. - "Você só está dizendo isso para me fazer sentir melhor, mas mesmo assim é muito doce."
Ele riu e balançou a cabeça. - "Bella, eu ..."
"Edward." - uma voz calma e profunda nos interrompeu. Olhei para cima para ver um homem sorrindo para nós dois.
"Pai!" - Edward riu e levantou-se para apertar sua mão. Eu rapidamente me levantei para me juntar a ele, e no processo quase derrubei minha cadeira para trás. Felizmente, Edward foi rápido o suficiente para pegá-la e colocar um braço em volta da minha cintura para me acalmar. "Papai está é a..."
"Edward!" - Uma mulher de aparência muito refinada praticamente correu até ele e o abraçou. Me mudei para o lado para que eu não fosse derrubada e sorri quando o pai de Edward me deu um leve sorriso pedindo desculpas.
"Eu suponho que você seja Bella, certo?" - Ele perguntou e estendeu a mão.
Eu balancei a cabeça timidamente, e retribui o cumprimento. - "É um prazer conhecê-lo Sr. Cullen... quer dizer... Dr. Cullen. Desculpe..."
Ele ria o mesmo riso do Edward e balançou a cabeça. - "Basta me chamar de Carlisle." - Eu assenti e ele chamou a mulher de pé ao lado dele. Ela finalmente tinha soltado Edward e estava esticando a camisa dele enquanto Edward empurrava as mãos dela. - "Esta é minha esposa, Esme."
Quando a mãe de Edward olhou para mim, eu não tive a mesma sensação de acolhimento que senti com Carlisle. Ela poderia até estar sorrindo e dizendo-me que um prazer me conhecer, mas eu não acreditei nem por um instante em suas palavras. O jeito com que ela me encarava, parecia até que ela estava tentando encontrar falhas.
Todos nós nos sentamos e eu imediatamente agarrei a mão de Edward por debaixo da mesa. Eu devo ter me empolgado além da conta, porque ele estremeceu e puxou a mão de volta. Eu balbuciei um pedido de desculpas e gentilmente peguei a mão dele entre a minha outra vez.
Nós quatro entramos em uma conversa educada até que o garçom veio e tomou nossos pedidos. Logo após isso, Carlisle virou-se para mim e sorriu. - "Então Bella, nos conte mais sobre você."
Imediatamente senti meu rosto queimar em um tom que deveria parecer um vermelho flamejante e olhei para Edward. - "Hmm ..." - Ele apertou minha mão e sorriu encorajador. - "Eu sou... lá de Forks, que fica a umas... duas horas de distância."
Seu pai assentiu com a cabeça enquanto Esme apenas me encarava.
"Eu hm ... Gosto de ler, estudo Inglês, com especialização em jornalismo. Minha cor favorita é verde ... e eu sou alérgica ao aipo." - eu terminei sem jeito. O que diabos havia de errado comigo? Deus, esses pais iriam pensar que eu era algum tipo de idiota socialmente retardada.
"Eu sou alérgico à morangos." - Carlisle deu de ombros e sorriu. - "As alergias alimentares não devem ser tratadas como besteiras."
"Minha amiga Alice é alérgica a frutos do mar. Se ela come, alguém tem que passar na Epipen na bunda dela." - eu soltei e logo em seguida me arrependi. PENSE ANTES DE FALAR BELLA, eu gritei mentalmente e pedi desculpas baixinho enquanto Edward e seu pai se acabavam de rir.
"E sua família?" - Esme interrompeu.
"Ah ... minha mãe é orientadora escolar do ensino médio e meu pai é o chefe de polícia de Forks." - eu disse calmamente. - "Eu tenho um irmão mais velho, ele é treinador de futebol na Franklin High School." - Ela só me feito uma pergunta, porém parecia mais a Inquisição Espanhola.
Felizmente Carlisle mudou o tema, e todos ficamos distraidos com as histórias de infância do Edward. Até mesmo Esme tinha se juntado a nós e sorrido. Tentei imaginar o Edward que eu conhecia, agindo da maneira que seus pais estavam descrevendo.
"E então, lá estamos nós, neste casamento muito formal, e Edward prestes a entrar na igreja como o porta-alianças. Ele estava tão bem comportado que nem sequer quis brincar com seus primos. Até que ele viu que no púlpito havia um microfone extra que não estava sendo usado..." - Carlisle explicou. Eu sorri e olhei para Edward, que estava rolando os olhos.
"... Ele caminhou até o púlpito e se apoiou em um dos entalhes de madeira para que ele pudesse alcançar o microfone. Foi aí que ele disse 'Todo mundo comigo!' e então começou a cantar I Wanna Hold Your Hand dos Beatles." - Carlisle disse e todos nós rimos.
"Pelo menos era uma música decente." - Edward disse encolhendo ombros e piscou para mim. - "E, eu tinha só seis anos. Dá um tempo."
"Ainda assim, tinha idade suficiente pra saber que isso era errado." - Esme ralhou.
"Mas ainda jovem o suficiente para se safar do pior." - eu acrescentei.
"Por que você não compartilha alguma história embaraçosos da sua infância? Hmm?" - Edward pediu. Eu balancei minha cabeça freneticamente, enquanto seu braço envolvia a parte de trás da minha cadeira. - "Ah, qual é!"
"Podemos guardar isso para quando você conhecer meus pais." - eu lhe respondi.
"E quando será isso?" - Carlisle perguntou com interesse educado.
Eu olhei para Edward e depois dei de ombros. "Eu não tenho certeza ... Quer dizer, eu vou voltar pra casa depois das finais ... talvez, se ..."
"Edward não vai passar o Natal longe da família dele." - Esme disparou.
"Eu não estava ... quer dizer ... Não iria nunca deixar que o Edward passasse por isso." - eu expliquei timidamente. - "Eu só estava querendo dizer que isso pode acontecer em qualquer momento das nossas férias... Que talvez ele possa ir até lá."
Eu vi Edward lançando um olhar irritado para sua mãe, antes do garçom chegar entregando nossa comida, os interrompendo. Eu comi e ouvi, enquanto Edward e seu pai dominavam a maioria da conversas. Esme provavelmente não tinha dito nem dez palavras desde que as histórias da infância de Edward tinha terminado. Porém, ela surpreendeu a todos nos quando entrou no meio da conversa quando Carlisle questionou Edward sobre as práticas de piano.
"Eu mal posso esperar até o Natal, Edward, só pra ouvi-lo tocando outra vez." - ela sorriu, voltando seu corpo totalmente para ele. - "Sabe, eu deveria chamar Tanya e ver se ela gostaria de levar seu violino. Vocês dois poderiam tocar juntos."
"Tanya não toca violino desde a sétima série, mãe." - Edward respondeu, balançando a cabeça.
Então, eles passavam o Natal juntos? Eu olhei para Edward e depois de voltar para o meu prato, tentando lutar contra a crise de ciúmes que estava borbulhando na minha barriga. Ele tinha dito que ela era uma boa amiga de toda a família. Acho que eu só não percebi o quão "boa" ela era.
"Ainda assim, ela era um musicista muito talentosa. Particularmente acho que essa é uma qualidade muito importante em uma jovem mulher. Você toca algum instrumento, Bella?" - Ela perguntou docemente.
"Não, senhora." - eu respondi educadamente. - "Eu não sou muito inclinada para a música."
"Isso é uma pena." - Esme deu de ombros. - "Eu sempre acho agradável encontrar uma jovem que seja bem prendada."
Eu trinquei meus dentes e tentei não ficar chateada. A mãe dele provavelmente não tinha a intenção de me desmoralizar, no entanto, quanto mais eu ouvia seus comentários rudes e suas opiniões de julgamento, mais inadequada eu me sentia.
"Bella, você disse que gostava de ler, certo?" - Carlisle perguntou. Eu balancei a cabeça e sorri. - "O que você gosta de ler?"
"Eu não tenho nada específico, não sou muito exigente. Mas, eu gosto muito dos clássicos. Acho que há muito a ser dito em um livro que manteve a atenção dos leitores por centenas de anos."
Carlisle assentiu e sorriu. - "Ok, e qual é o seu livro favorito?"
Eu ri e Edward sorriu se juntando a mim. Nós tínhamos gastado, pelo menos, umas duas horas falando sobre isso em outra noite. Eu insisti dizendo que não podia escolher simplesmente um; Ele me pediu para reduzir para os cinco primeiros, e depois de uma conversa de horas e horas eu lhe disse o quando era injusto que ele me pedisse para fazer isso.
"Se eu pudesse escolher somente um, eu diria Alice no País das Maravilhas." - eu comentei e depois balançei a cabeça. - "Não... acho que seria O Jardim Secreto. Ou talvez... Viu, eu não posso escolher apenas um!"
Todos na mesa riram, exceto Esme, que apenas me olhava de com um jeito desagradável em seus olhos. Talvez ela só estivesse tendo uma noite ruim. Talvez ela simplesmente não ache meu senso de humor divertido. Ou, talvez, ela era simplesmente um porre.
Lembrei-me da conversa que tivemos no apartamento de Jasper, sobre Edward comentando que escolheu uma profissão diferente apenas para deixar sua mãe louca. Na época, eu não entendi e pensei que ele estivesse somente brincando, mas agora que eu tinha conhecido Esme pessoalmente, eu podia perceber que poderia mesmo ser a realidade.
Eu não tinha dúvidas de que ela amava seu filho, mas havia algo ali, bem no fundo que não parecia normal. Talvez ela tivesse problemas de TOC ou mania de controle. De qualquer forma, era fácil ver que Esme tinha uma opinião muito forte nas coisas relativas à vida de Edward, e sinceramente, eu não acho que a opinião dela sobre mim era tão favorável.
Após o jantar, Edward e eu dirigimos em volta da cidade para olhar as luzes de Natal. Isso não era algo que eu gostava tanto, mas rapidamente percebi que o Natal era como Heroína para Edward. Ele ficava todo empolgado e agitado apenas em ver a decoração, então eu me calei e deixei com que ele falasse. Eu ri e sorri enquanto ele exagerava nos comentários, mas por dentro eu estava absolutamente distraída.
Edward tinha mencionado Tanya anteriormente e eu já sabia que eles haviam sido namorados no colégio. Sabia que sua mãe gostaria que os dois voltassem a ficarem juntos. Eu acho que fui meio cega por não perceber o quão próximos eles realmente eram.
"Posso te perguntar uma coisa?" - Eu pedi calmamente.
"Claro." - Edward concordou.
"Tanya." - eu disse, hesitante. Ele olhou rapidamente para mim antes de olhar de volta para estrada. - "Será que ela ... quer dizer ... vocês ainda são muito próximos?"
Edward balançou a cabeça e olhou para mim. - "Nós costumávamos ser. Ela era minha melhor amiga enquanto eu crescia. Mas, acho que quanto mais velho eu ficava, mais eu percebia que queríamos coisas diferentes. Na verdade, eu tentei terminar as coisas com no verão, antes do nosso último ano, mas ela meio adoeceu por conta disso e então eu pirei. Então, nós continuamos juntos até o final do ensino médio, mas eu já sabia que não queria mais nada. "
"Mas será que ela não acha que, algum dia, vocês irão reatar e voltarem a ficar juntos?" - Eu questionei quase sussurando.
Edward puxou o carro para o acostamente e se virou em seu assento para olhar diretamente para mim. - "Não precisa ter ciúmes. Você sabe disso, né?" - Dei de ombros, sentindo-se culpada por trazer isso à tona. Edward esticou o braço e pegou na minha mão suavemente. - "Bella, eu nunca amei a Tanya como eu amo você... Era apenas uma coisa natural para nós, termos ficado juntos, quando éramos mais jovens. Porém, eu não tinha sentimentos por ela como eu tenho por você."
Eu balancei a cabeça e apertei a sua mão em meu colo.
"Ela ainda é um boa amiga, e acho que ela sempre será, mas nunca será nada além disso. Sinceramente, eu não consigo me ver com ela pelo o resto da minha vida." - Edward disse, e depois beijou a minha mão.
Como eu não disse nada, ele soltou minha mão e correu seus dedos em baixo do meu queixo. Ele sorriu quando olhei para ele, e era difícil não sorrir de volta.
"Diga alguma coisa, Bella."
"Eu te amo." - eu sussurrei baixinho.
Ele sorriu e inclinou-se sobre o câmbio para roçar seus lábios contra os meus. - "Tá, mas eu te amo bem mais".
PS.: Mantive o título do capitulo como no original em Inglês, já que se refere a canção composta. Lá em "Honeymoons Over" fiz a mesma coisa quando Bella se refere ao nome da música no capitulo VI.
Demorei, eu sei! Mas voltei com ótimas notícias porque...
Satanás voltou! (Risada da Paola Bracho)
Pleas! Reviews! Façam uma tradutora ainda mais feliz, depois de ter visto os Backstreet Boys depois de 12 anos esperando! (Aaaaaaahhhhhhh)))
Bejos e até seman que vem.
