Disclaimer: Os personagens apresentados nesta fanfic pertencem à J.K Rowling. Não lucro nada com esta fic, só me divirto mesmo contando uma história. Boa fic a todos!

N/A: Um milhão de desculpa pela demora do cap! Não sei se sabem, mas os servidores do estão bastante instáveis, dificultando a postagem!


7. Per Amore

Poucas horas antes da explosão, Rony andava furtivamente pela fortaleza, sozinho, com uma idéia fixa na cabeça. Revanche. Se todo esse plano desse certo essa era sua última chance de derrotar Belatriz Lestrange. E se não desse certo, bem, infelizmente ele sabia que não teria muitas outras chances também.

Depois de aproximadamente meia hora ele encontrou a bruxa sozinha, em um jardim de inverno dentro da mansão. Ela sorria de uma maneira fria e ciníca quando Rony chegou.

- Mas veja só, que rumo inesperado de eventos! – ela se fingiu espantar ironicamente. Weasley, Weasley tão previsível. Eu tinha certeza que você iria vir atrás de mim e deixe adivinhar – ela fez uma cara pretensamente pensativa – você veio sozinho não?

O bruxo não se deu ao trabalho de responder, mantendo apenas um olhar distante e determinado.

- Tudo isso é por causa dessa cicatriz que eu te dei não foi? Eu não sei porque vocês vieram aqui hoje, esse ataque desesperado e suicida a minha mansão e a do Rodolfo. Mas eu sei que vocês não vão sair! Hoje é o dia em que eu vou terminar esse serviço e...

- Sabe de uma coisa Belatriz – Rony falou bocejando – a única coisa que todo esse seu discurso está conseguindo fazer é me deixar com sono...

- Tenho que admitir que você é bem espirituoso - disse a bruxa não conseguindo segurar uma leve risada. Já que é assim que você quer garoto, então vamos lutar! – Belatriz exclamou lançando uma poderosa maldição.

Rony e Belatriz compartilhavam uma história nesse universo alternativo. Sendo o líder da Armada de Dumbledore, os dois duelaram diversas vezes nestes sete anos. Em uma delas, a bruxa lançou o feitiço que marcou o rosto de Rony com uma cicatriz e provavelmente o teria matado se não fosse a ajuda de Neville. Belatriz Lestrange podia ser uma psicopata com um ego descontrolado, mas ela sabia que Rony era um dos poucos bruxos ainda vivos que estavam a altura dela.

A luta ocorria de maneira acirrada. Rony e Belatriz duelavam ferozmente, lutando por cada espaço, cada chance de contra-atacar. Os dois sabiam que qualquer deslize poderia ser o último. A bruxa era boa, balanceava ataques e maldições poderosas com feitiços defensivos eficientes. Mas Rony era melhor ainda. Após uma pequena brecha depois de um "Sectumsempra!", ele encontrou uma oportunidade perfeita, lançando um feitiço que derrubou Belatriz no chão.

Rony mirou a bruxa caída ao seus pés. Ele hesitou por um instante sobre em que feitiço lançar. Seus dedos coçavam para realizar um "Avada Kedavra!" e acabar logo com isso. Mas uma impertinente voz no fundo da sua mente ficava sempre o lembrando que ele precisava ser melhor que isso.

Mas, ele mal sabia que essa hesitação iria lhe custar caro. Ao olhar para a mão esquerda de Belatriz ele reparou que ela estava com o punho cerrado. Antes que ele pudesse se defender ela abriu a mão e lançou uma mistura da pó, areia e terra direto nos olhos do bruxo.

- Ah, meus olhos, sua maldita... – ele gritava enquanto seus olhos ardiam de irritação.

- "Statue Murum!" – a bruxa gritou, grudando Rony em uma parede próxima, imobilizando-o completamente.

- Sabe Weasley, eu nunca entendi essa sua fixação pelo mundo trouxa – ela começou pensativa. Você é um bruxo puro sangue, forte, poderoso, bem treinado. Porque Weasley, porque? Porque você insiste em se misturar a ralé quando podia estar entre os deuses?

- Eu podia lhe dar um milhão de motivos – ele falou cerrando os dentes – começando por "não matar inocentes" e passando por "questão de princípios", embora você não tenha a menor idéia o que esse conceito quer dizer – ele adicionou ironicamente.

Eu não luto pelo poder Belatriz, eu luto pelas pessoas. Pessoas como a minha irmã Gina, que sempre me apoiou, me dando forças para chegar até aqui. Ou como a Rose, que mesmo não sendo uma bruxa, se esforça diariamente por um mundo melhor, vencendo suas limitações e medos. E tem ainda a Hermione, cuja volta me atingiu de maneira tão fulminante quanto o cair de uma avalanche. Eu amo essa garota, sempre amei, eu lutaria até o fim por ela, por entre os mundos e as dimensões paralelas!

- Hermione? – a bruxa estranhou, enquanto sua mente tentava lembrar este nome que lhe era vagamente familiar. Mas ela nunca chegou a obter uma resposta. Porque nesse instante um Harry desesperado, afoito e sem folego entrou em cena. Ao ver o amigo em perigo ele não pensou duas vezes e lançou o feitiço mais explosivo que conseguia lembrar.

A explosão se fez ouvir em uma tempestade de som e fúria, abalando as estruturas do jardim de inverno onde eles estavam. Depois do tremor, parte do desmoronamento do teto atingiu Belatriz, fazendo-a desmaiar instantaneamente.

Com um sorriso orgulhoso de orelha a orelha, Harry foi ajudar Rony a levantar. O bruxo tirava a poeira das vestes e também sorria quando falou:

- Obrigado Harry, você salvou a minha vida...

- Sabe como é, é aquela história, "Divididos Caímos..." – Harry começou

- "...Mas juntos, podemos viver para sempre!" – Rony completou com simplicidade

Rapidamente, Harry se dirigiu ao corpo de Belatriz desmaiado no chão e tirou a aliança em sua mão esquerda.

- Cara, mas o que foi isso.. – perguntou Rony confuso

- Uma longa história Rony, mas pra resumir, é que precisamos das alianças da Belatriz e do Rodolfo para chegar ao Olho das Eras.

- Então vamos, quanto antes chegarmos as meninas, mais rápido esse pesadelo irá acabar...

- Claro, claro é só que... – Harry disse dano olhadas disfarçadas a Belatriz – "Petrificus Totalus!" – ele completou enfeitiçando a bruxa

Rony fez novamente um cara de interrogação

- Só para garantir – Harry respondeu, meio sem graça

Algum tempo depois todos se encontraram em frente ao grande portal de pedra que protegia a entrada para a câmara onde o Olho das Eras estava. As meninas estavam se recuperando ainda de toda a adrenalina do combate que tiveram e, por via das dúvidas, traziam Rodolfo Lestrange amarrado e desmaiado junto com elas. Quando Harry e Rony chegaram, felizes, abraçados e sorrindo um para o outro, Hermione não se conteve. Ela correu e deu um abraço forte e apertado em Rony, segurando as lágrimas que tentavam fugir de seu rosto.

- Nunca mais ouviu? Nunca mais deixei de atender seu walkie-talk – a garota dizia com uma mistura de paixão, raiva e alívio.

- Pode deixar madame! – Rony respondeu com um sorriso maroto.

Gina também estava muito contente em ver Harry ali, vivo, confiante e decidido, como fazia muito tempo ela não via. Mesmo depois de todo esse tempo, seu coração ainda palpitava um pouco mais forte quando ela estava do lado dele. Sorrindo ela comentou:

- Sabe Harry, finalmente estou te reconhecendo.

- Me reconhecendo? Como assim? – o garoto respondeu curioso.

- Finalmente estou vendo aquele garoto que me salvou do Lord Voldemort na câmara secreta quando eu tinha apenas 11 anos de idade – ela respondeu com sorriso mais bonito que Harry viu em muito tempo.

Os dois ficaram ali, trocando sorrisos bobos e apaixonados um para o outro. Gina fez menção de dar um abraço forte em Harry também. Havia tanto a ser dito, tanto sentimento reprimidos ao longo dos anos que agora voltam com força à flor da pele. De uma maneira um tanto quanto desajeitada, Harry tomou a iniciativa e deu um abraço apaixonado na garota.

Rony, que ainda estava abraçado junto a Hermione, lhe sussurou ao pé do ouvido:

- Esses dois viu, não sei não. Eu acabo de perdoar o cara e ele me retribui dando em cima da minha irmã? Assim fica difícil também! – Ele falou em um tom pretensamente magoado

- O amor é uma coisa engraçada Rony, não há uma lógica, uma razão por trás de tudo. Apenas uma loucura fulminante que cria um vínculo entre duas pessoas. Um desejo latente de estar ao lado de quem se ama. E não é o tempo ou qualquer dificuldade que faz esse sentimento mudar...

- Huum, então quer dizer que você já sabe como a história desses dois vai terminar?

-Sei sim Rony, e é uma história linda quanto a nossa – respondeu Hermione sorrindo.

Lentamente Rodolfo recobrou a consciência. O bruxo acordou cabisbaixo e completamente imobilizado pelas cordas conjuradas pelas garotas mais cedo. Seus olhos permaneciam semicerrados, mirando fixamente o chão e evitando olhar para os bruxos. Harry se aproximou e perguntou:

- Porque Rodolfo? Porque você fez tudo isso? – era fácil perceber que Harry tinha uma nota de fúria reprimida na voz

- Por amor – ele disse com tanta sinceridade que por um instante Hermione sentiu a dor do Rodolfo sujo, com barba por fazer e olhos injetados que a atacou no ministério – eu não podia ficar sem ela, não podia! Desde o dia em que ela morreu em Hogwarts eu passei anos procurando uma forma de trazer a Bela de volta, anos! A esperança que eu tinha de estar com ela, ver o sorriso dela nem que fosse só mais uma vez, foi o que me fez continuar vivendo até agora. Eu estava prestes a desistir de viver, até o dia em que eu achei o Olho das Eras...

Hermione baqueou por um instante. Ela quase podia sentir as esperanças de Rodolfo se esvaindo no ar, a maneira com que sua mente lutava para não se entregar e admitir que ele iria perder a mulher da vida dele, pela segunda vez agora. O bruxo talvez tivesse percebido os sentimentos de Hermione, porque ele se virou para a bruxa e falou:

- Por quê? Quem disse que o seu futuro é mais certo que o meu? – Rodolfo começou a gritar cada vez mais alto - Que lógica doentia é essa em que seus sonhos são mais importantes do que os meus? De que eles são mais importantes que a vida de todos nós aqui e...

- "Silêncio!" – Rony lançou um feitiço que fez o bruxo se calar – Ainda temos um portal para abrir não é mesmo? – disse ele sorrindo para a Hermione.

Os três se alinharam em frente ao grande portal de pedra, com os soldados remanescentes da Armada um pouco atrás. Hermione e Rony ficaram em lados opostos, de frente para a abertura onde deveriam colocar as alianças de Rodolfo e Belatriz. Os três se entreolharam e respiraram fundo. Ao mesmo tempo que seus amigos fizeram sua parte, Harry cortou novamente sua mão e seu sangue entrou em contato com o portal de pedra.

No instante seguinte a gigantesca parede começou a se abrir, revelando uma imponente sala cheia de valiosos tesouros. Na sala haviam os mais variados objetos, livros antigos, pergaminhos que emanavam uma aura de mistério. Mas nada disso importava para Hermione. Ela procurava um antigo bracelete de prata, com um místico olho Osíris ao centro. Ali, no fundo da sala ela encontrou o magnífico objeto em um pedestal, e seu coração explodiu em felicidade.

Ela correu para pegar o bracelete, e confirmar que aquilo que via era real. Olhou para trás e viu se amigos. Todos ali, juntos, lutando, para que aquele momento chegasse, mesmo que isso, de certa forma, custasse suas vidas...

- Ei que cara essa Mione? – disse Rony ao perceber a sua hesitação – Vamos salvar o mundo, reescrever a história e tal, essa é a parte em que você fica feliz...

- Eu sei – disse a garota cabisbaixa – mas, é que, de certa forma o Rodolfo tinha razão. Tudo isso, vocês, esse futuro será esquecido e...

- Sabe Mione – disse Rony se aproximando dela – por instante eu hesitei também, pensando que tudo isso seria nosso fim. Que reescrevendo a história, a nossa linha do tempo seria apagada, e que significasse, por assim dizer, nossa "morte". Mas então eu olhei no fundo dos seus olhos, e eu vi sinceridade neles. De como todos éramos felizes na realidade que foi arrancada de você. Nós sempre vamos estar onde você estiver Mione. Aqui – disse ele apontando para a testa da garota – e aqui – ele completou apontando para o coração.

Ela apenas o abraçou com força. Sentindo o calor do corpo dele contra o dela. Era tão boa e reconfortante aquela sensação! De alguma maneira ela se sentia protegida naqueles braços fortes. Ela levantou a cabeça e o mirou nos olhos. Aqueles maravilhosos olhos azuis que a conquistaram pelo resto da vida.

O pequeno espaço que havia entre eles deixou de existir. Era impossível saber quem dera o primeiro passo, e provavelmente não fazia a menor diferença saber. Tudo que o corpo e alma de Hermione percebiam eram os doces lábios de Rony contra os seus. Um beijo quente, vívido, que tinha o gostinho especial de ser igual ao que ela estava acostumada mas, ao mesmo tempo, completamente diferente.

- Eu nunca vou te esquecer – disse ela para o Rony a sua frente – e nem vocês – disse ela acenado para seus amigos que estavam um pouco atrás, que lhe lançaram grandes sorrisos e palavras de empolgação - mesmo que, mesmo que – agora Hermione segurava algumas lágrimas que lutavam para sair - mesmo que vocês nunca tenham existido! – ela gritou chorando compulsivamente agora. Após um segundo de hesitação, ela apertou com força olho escarlate no centro do bracelete em seu punho.

Ouviu-se um rugido, tão poderoso e forte como o cair de um trovão. Tudo a sua volta se tornou uma borrão estranho e difuso de luzes e sons. Instantaneamente Hermione se sentiu perdendo o contato com o chão e começou a viajar em altíssima velocidade. Mesmo imersa no caos que estava ao seu redor, um pensamento permanecia firme e forte na sua consciência, como um facho de luz que ilumina a escuridão. Ela estava voltando, voltando para casa...


N/A (2): Hermione conseguiu, ela voltou para casa! Mas será que vai ficar tudo bem? E o Rodolfo, o que acontecerá com ele? Confiram no próximo e derradeiro capítulo de "Hermione Granger e os Dias de um Futuro Esquecido" [Modo Narrador da sessão da tarde off, hehehe]

N/B: Aleluia um beijinho rola na historia! Adorei de verdade o capítulo, a batalha, a cena do beijo, tudo! Reviews merecidos à ele!