CAPITULO III

- Lílian, sem dúvida alguma, você está… grávida. - A dra. Jane Potter cruzou os braços sobre o prontuário médico e fitou Lily sentada de frente para a escrivaninha no consultório.

— Lily? — chamou Jane, erguendo o sobrolho.

— Ai, estava esperando você acabar a piada, Jane. Na verdade, você não fez direito. Devia ter dito: "Sra. Evans, tenho boas notícias", aí, eu diria "É srta. Evans", e então você se corrigiria dizendo: "Srta. Evans, tenho más notícias".

Deu de ombros.

— Tudo bem. Sou igualmente péssima para contar piadas. — Fez uma pausa. — Então! O que há de errado comigo? Por que estou me sentindo tão cansada e tão enjoada?

E persistia na atitude de negação:

— Oh, antes que me esqueça, obrigada por ter me atendido hoje. O médico com quem me trato desde que nasci partiu em um cruzeiro para… bem, ele está muito longe daqui. Não consigo me lembrar do destino de todos os clientes.

Jane recostou-se na cadeira.

— Não tentei contar uma piada. Você… realmente… está… grávida. Com cerca de quatro semanas de gestação é normal sentir-se cansada e ter enjoos matinais… que no seu caso parecem durar o dia todo. Lily inclinou-se para a frente.

— Como? Estou o quê de quatro semanas?

— Grávida — repetiu a médica. — Esperando um bebê. Com um pãozinho no forno. — Ergueu as mãos. — De quantas formas mais quer que eu descreva?

Lily levantou-se.

— Não é possível. Com certeza, não estou grávida, Jane Potter. Como pode sugerir tal coisa? Está enganada. Entendo que você e Amos vão finalmente se casar amanhã, após um "zilhão" de adiamentos, mas precisa se concentrar no trabalho enquanto médica. Você errou, Jane, mas eu a perdôo.

— Lílian, por favor, sente-se. - Lily largou-se na cadeira.

— Eu tomo pílula, lembra-se? Ninguém fica grávida tomando pílula, Dra. Potter.

— Sim, engravida-se, srta. Evans — informou Jane. — Saiba que antibióticos anulam o efeito das pílulas anticoncepcionais. Você me disse que tomou antibiótico para uma infecção nasal há um mês. Essa informação, mais a análise de seu ciclo… além do teste e do exame que fiz… De quantas evidências mais precisa? Você está grávida.

— Que absurdo. — Lily arregalou os olhos e sentiu um vazio no estômago. — Eu vou ter um bebê?

— Finalmente — aliviou-se a médica. — Parece que se convenceu. Sim, minha amiga, você vai ter um bebê.

Jane levantou-se e contornou a mesa. Puxou uma segunda cadeira para perto de Lily, sentou-se e tomou-lhe as mãos.

— Parece que foi totalmente inesperado, não é? — Lily a fitou de olhos arregalados.

— Não acredito. Bem, quero dizer, eu acredito, mas… não acredito!

Jane soltou-lhe as mãos e deu tapinhas no joelho, consoladora.

— É verdade, Líly — reafirmou. — Não precisa tomar decisão nenhuma hoje em relação à gravidez, mas está ciente, tenho certeza, das várias opções que tem. Claro, é preciso considerar a opinião do pai, caso opte por lhe contar o fato.

— O… pai… do bebê? — sussurrou Lily. James. Oh, céus, estava grávida do filho de James Potter. — Não é possível!

Jane riu.

— Está parecendo um disco quebrado. — Ficou séria novamente. — Lily, por favor, não se ofenda, mas tenho de perguntar. Você sabe quem é o pai?

— Sim, sei quem ele é. Não tenho propriamente uma longa lista de amantes batendo na minha porta, Jane. — Lily suspirou. — Céus, que bagunça, que desastre, que catástrofe, que…

— Pare — ordenou Jane. — Entendi. Não está entusiasmada com essa gravidez.

Lily pousou as duas mãos sobre o estômago e sorriu.

— Um bebê — murmurou, maravilhada. — Um milagre. Aninhado em mim. Crescendo, sendo nutrido, mesmo enquanto falamos. Não é incrível? Imagino se é menino ou menina. Oh, céus, um pinguinho de gente… Jane, vou ser mãe. Vou ter um bebê.

A médica sorriu.

— Quer dizer que vai ter o bebê?

— Oh, sim, claro que vou! — confirmou Lily. — Estou tão excitada. Não, na verdade, estou aterrorizada. — Agitou as mãos. — Mas não se preocupe. Só preciso de um tempo para me acostumar à idéia, só isso, e então a sensação de terror vai passar… espero.

— Essas emoções conflitantes são compreensíveis. — Jane fez uma pausa. — Vamos voltar à questão do pai, sim?

— Oh, não. — Lily meneou a cabeça. É o seu irmão James, Jane. Que tal esta como novidade? — Não quero discutir sobre ele.

— Por que não? Acha que ele não vai dar apoio?

— Ele vai dar, sim, mas não a mim — declarou Lily. — E muito complicado, Jane, e não quero falar nisso agora.

— Tudo bem… por enquanto, mas a questão da paternidade não vai desaparecer só porque… você não se sente confortável de alguma forma. Sabe que estou aqui, se quiser conversar. Devo mandar o resultado dos exames para o consultório do seu médico regular?

— Não, prefiro que você seja minha médica daqui para a frente — decidiu Lily. — Sei que não está pegando novas pacientes, porque reduziu seu horário para ficar mais tempo com seu filho Lucca, mas, por favor, Jane, diga que vai ser a minha obstetra.

— Sim, claro que serei.

— Obrigada. Lucca vai estar no casamento, amanhã?

— Sim, claro — afirmou Jane, sorrindo. — Amos e eu compramos uma roupinha linda para ele. A outra boa novidade é que já falamos com a assistente social hoje cedo, e todos os documentos estão prontos para Amos adotar Lucca assim que nos casarmos. Seremos todos Malone, embora eu vá manter o Potter profissionalmente. E menos confuso para minhas pacientes. Jane expressou perspicácia ao prosseguir:

— E estamos saindo da questão do pai do seu bebê, conversando sobre o pai do meu bebê. Sei que não quer falar sobre o pai do bebê, mas… como planeja sustentar a criança? E não acha que o homem tem o direito de saber que vai ser pai?

— Não. Sim. Bem, acho que sim — titubeou Lily, confusa. — Sim, suponho que ele deva saber.

Além disso, pensou Lily, seria impossível esconder o fato, já que era vizinha do homem. O pai de seu bebê… James Potter. Oh, céus, não conseguia acreditar!

Uma noite. Uma. Fizera amor com James só naquela noite e… bingo… engravidara. Só uma única noite de amor gloriosa e…

Como contaria tudo a James? Ele teria um ataque nervoso, com certeza. Ela não devia ser a mãe do filho dele… devia ser só a melhor amiga, a camarada, a parceira.

— Bem — concluiu Jane, levantando-se. — Tenho outra paciente aguardando. Vou prescrever algumas vitaminas pré-natais e mais algumas orientações que organizei para futuras mamães. Se tiver dúvidas, ligue.

E finalizou:

— Marque consulta para daqui a um mês. Quanto ao enjôo, há dicas no material que vou lhe fornecer.

Lily levantou-se, e Jane a abraçou.

— Parabéns — cumprimentou a médica. — Posso dizer isso, agora que sei que quer esse bebê. — Tomou o rosto da cliente. — Lembre-se, Lily, não importa como o pai da criança reaja, você não está sozinha.

Praticamente, já pertence à família Potter, e todos iremos apoiá-la.

— Quero que saiba disso, principalmente com seus pais fora de Ventura e sem data para voltar das férias na Grécia. Sua gravidez é um assunto confidencial entre nós, mas, quando chegar a hora, os Potter estarão todos lá com você. — Lily quase riu histérica, e a médica se preocupou: — Perdi algo?

— Não, não. Bobagem. Só me lembrei de uma piada. — Lily fechou os olhos e meneou a cabeça. — Bem, até o casamento amanhã. Tem certeza de que vai se casar amanhã, não é?

Jane riu.

— Sim. Claro que tenho! Todos têm sido tão pacientes com os adiamentos. Mas o grande dia finalmente chegou. Amos e eu vamos nos casar na sala da nossa nova casa maravilhosa, exatamente da maneira como queríamos. É perfeito.

— Bem — declarou Lily, alisando o vestido. — Acho que James deve estar voltando de Detroit agora, e poderá comparecer à cerimônia.

— E melhor que compareça, se quiser comemorar o próximo aniversário — declarou Jane. — Tenho de me apressar. Passe na recepção, marque a próxima consulta e pegue o material com Emma. Até amanhã, Lily.

A agência de turismo Boa Viagem era um negócio próspero que Lily gerenciava para o proprietário, um viajante compulsivo, localizado em um shopping center movimentado em Ventura.

Felizmente, ela conseguira esvaziar a mente e concentrar-se totalmente no trânsito pesado após a consulta com Jane, quando soubera estar grávida.

A poucos passos do local de trabalho, recebeu o impacto total da notícia. Sentou-se em um banco de madeira junto a uma fonte quando as pernas trêmulas se recusaram a continuar.

Ia ter um bebê, raciocinava, freneticamente. E não apenas qualquer bebê. Tratava-se do filho de seu melhor amigo, uma criança concebida com James Potter.

Lily fitou as pessoas que passavam apressadas e imaginou por que não a olhavam curiosas. O fato de estar grávida não transparecia como um luminoso? Com certeza, sentia-se diferente, nem de perto a pessoa que acordara naquela manhã.

Não, pensou, enquanto mais pessoas passavam, sem reparar em seu drama, tampouco. Sendo assim, seu segredo era segredo… por enquanto.

Mas, em quanto tempo pareceria uma mulher tentando esconder uma bola de basquete? Quanto tempo poderia adiar dar a notícia a James?

Suspirou. Estava tão cansada, exausta mesmo. Mesmo o banco de madeira duro convidava-a a se estirar e tirar uma soneca.

Mas não podia dormir… tinha de pensar. James sem dúvida estava voltando de Detroit naquela noite, para comparecer ao casamento de Jane e Amos no dia seguinte. Não ouvira uma palavra dele desde que partira para Detroit, um mês antes. Um dia após terem feito…

Não, Lílian. Passara aquelas quatro semanas recordando os momentos especiais partilhados com James. Com certeza, nunca mais se esqueceria daquela noite. Seu objetivo agora era passar um dia inteiro sem pensar no êxtase vivenciado.

Bem, de qualquer forma, não tinha tempo para aquela batalha mental. Provavelmente, estava a poucas horas de ver-se frente a frente com James e tinha de decidir já o que fazer.

Contaria a James sobre o bebê no momento que se encontrassem?

Esperaria até não ser mais capaz de esconder a bola de basquete?

Mudaria para a Sibéria e esqueceria de que conhecera James Potter?

— Controle-se, Lílian — repreendeu-se, em voz alta.

— É, Lílian, controle-se — repetiu um adolescente que passou. — Está pirando.

— Eu sei — respondeu ela, e percebeu que o garoto estranho já se afastara.

Meneou a cabeça, desgostosa, e levantou-se. Mais duas horas de trabalho pela frente e, então, iria para casa jantar. James bateria três vezes na parede para anunciar que chegara.

E depois? Indagou a si mesma, atravessando a multidão. Não tinha a mínima idéia. Esperaria para ver o que sairia espontaneamente de sua boca quando visse James ao vivo e em cores.

Não, decidiu, à porta da agência de turismo. Era um plano fraco, e tinha de ser forte, determinada, agir como a adulta madura que supostamente era.

— Oi, Lily — saudou um dos auxiliares, um homem de trinta e poucos anos. — A médica descobriu o que você tem?

Lily deteve-se.

— Como? Quem disse que eu tinha alguma coisa?

— Você — respondeu Kevin, franzindo o cenho. — Disse que ia à médica, pois queria saber por que se sentia cansada o tempo todo.

— Oh. Sim. Eu disse isso, não disse? — indagou ela, assentindo. — Bem, já sei o que está me deixando cansada o tempo todo, sim.

— Não brinca? — indagou Kevin. — É… Céus, Lily, é sério? Você vai chorar? Eu devo me preparar para chorar?

Lily riu.

— Não, Kevin, não precisa se preparar para chorar, mas aprecio sua disposição em lamentar por mim. Estou bem, verdade. Só tive um probleminha causado pelo antibiótico que tomei por causa daquela infecção nasal. Com o tempo… — Oito meses para ser exata. — Com o tempo, estarei como nova.

— Bem, ótimo — comentou Kevin, sorrindo. — Fico contente em saber. — O telefone sobre a mesa tocou, e ele atendeu. — Agência de turismo Boa Viagem, Kevin falando, em que posso ajudar?

Ninguém pode me ajudar, pensou Lily, a caminho de sua sala.

Guardou a bolsa na última gaveta da mesa e relaxou na cadeira de couro.

Um plano… Precisava de um plano definitivo de ação, visando a informar James sobre o bebê. Certo. Muito bem. O plano é…

— Qual? — voltou os olhos ao céu, como se esperasse o plano cair lá de cima. — Raios.

Apoiou um cotovelo na mesa, encaixou o queixo na palma da mão e fitou o espaço.

James estava chegando de Detroit para o casamento de Jane e Amos. Certo.

Não sabia se ele permaneceria algum tempo em Ventura ou se voltaria em seguida para Detroit após a festa. Certo.

Haviam decidido, semanas antes, comparecer ao casamento juntos, levando a churrasqueira de presente. Certo.

Os Potter eram observadores e notariam qualquer tensão entre ela e James. Portanto, não era uma boa idéia contar a James sobre o bebê antes da cerimônia, independentemente de ele voltar ou não para Detroit em seguida. Certo.

Portanto, daria a James a notícia do bebê quando estivessem de volta ao apartamento dela, após o casamento. E rezaria para que ele fosse se acostumando com a idéia em Detroit, deixando-a em paz para aprumar-se sozinha. Certo.

— Urra! — exclamou. — Tenho um plano.

— Não — contrariou Kevin, enfiando a cabeça pela fresta na porta. — Ligação para você na linha três. A Sra. Gillespie quer saber se você fez reserva para o pit bull dela ficar na fazenda para cães enquanto ela e o sr. Gillespie se divertem na Europa.

— Aquela fazenda não aceita pit bulls — informou Lily. — Kevin, não gostaria de bancar a babá de uma gracinha de pit buli enquanto…

— Fui — avisou ele.

— Covarde — murmurou Lily, pegando o telefone.

Na tarde do dia seguinte, Lily jogou a bolsa e a mochila no sofá e fitou a parede que separava seu apartamento do de James, aguardando ansiosa as três batidas.

Onde estaria ele? Ponderou, andando em círculos. Dormira no sofá aquela noite, aninhada no robe verde-ervilha, após horas de nervosismo aguardando as batidas na parede. Em uma hora no máximo, teriam de sair para assistir ao casamento de Jane e Amos. James estava muito atrasado.

Suspirou e levou a mão ao estômago, enjoada como na primeira vez em que se aventurara em uma montanha-russa.

Enjôos que duravam o dia todo eram o fim, pensou, jogando-se no sofá. O manual para futuras mamães que Jane lhe dera sugeria biscoitos de água e sal para combater a indisposição. Se comesse mais um, vomitaria.

— Bah — resmungou, alisando a saia do belo vestido verde-hortelã que comprara especialmente para a ocasião.

Mente cansada, concluiu, apoiando a cabeça no encosto do sofá. Numa hora, excitava-se com a perspectiva de ter um bebê, em seguida, temia tornar-se mãe solteira, bem como o momento de contar a James que estava grávida de um filho dele.

Bolas, só queria ir ao casamento e se divertir com pessoas que adorava. De alguma forma, colocaria o bebê em um canto da mente e prestigiaria os Potter. Não contaria nada a James antes da cerimônia.

Mas, se ele não chegasse logo, perderiam o casamento!

Onde estava James, afinal?

O som de três batidas sonoras atravessou a parede. Lily levantou-se e engoliu em seco quando seu estômago protestou ao movimento brusco. Então, apressou-se para responder com duas batidas. A tréplica foi uma batida.

— Muito bem, é isso aí — sussurrou Lily, determinada. James estava em casa e queria que ela fosse lá. — Vou agir normalmente, alegre e animada. Posso lidar com isso. Sem problema.

Pegou a bolsa e a mochila e, mais rápido do que pretendia, chegou à porta do apartamento de James.

— Entre, Lily — convidou ele, a caminho do quarto.

— Preciso ficar diante do espelho para fazer o nó da gravata.

Lily fechou a porta.

James via a imagem dela pelo espelho sobre a cômoda. Estava linda, deleitou-se, linda de morrer. O vestido era cor de sorvete de pistache, os cabelos lhe adornavam o rosto como ondas sedosas e macias, e…

Controle-se, Potter, ordenou a si mesmo, caprichando no nó da gravata. Raios, aquele fora um mês longo. Um mês povoado de imagens de Lily e das lembranças da incrível noite de sexo que partilharam. Fracassara miseravelmente na tentativa de apagar o evento da memória. Fracasso total.

Recordara os momentos de êxtase tantas vezes que quase subira nas paredes de frustração.

Bem, estava em casa, finalmente, após trabalhar feito louco para acertar o sistema de computação da empresa em Detroit. Agora, voltaria a enxergar Lily da maneira adequada. Afinal, tratava-se de sua melhor amiga. Isso mesmo. Pura e simplesmente. Como sempre fora e sempre seria.

— Pronto!

De volta à sala, viu Lily parada junto à porta.

— Ora, fique à vontade — convidou. — Ainda temos alguns minutos. Sente-se. Vou pegar o presente e já volto. Trouxe o maiô? Oh, sim, está na mochila. Vamos estrear a piscina de Jane e Amos depois que eles partirem para a lua-de-mel. Vai ser uma grande festa, não acha?

Lily respirou fundo e caminhou devagar até o sofá.

Esquecera-se de respirar, percebeu, e renovou o ar nos pulmões mais uma vez. Simplesmente, fitara James como se nunca o tivesse visto antes. Analisara-o como pai de seu filho, e não como amigo. O conceito era tão estranho, novo e diferente que se esquecera de inalar e exalar, a ponto de ter a vista prejudicada.

Mas já estava bem. Recompusera-se. Estava no controle. James era o mesmo velho James. Claro, estava lindo de terno escuro e camisa azul… Mas nada de mais. Ele sempre fora tão lindo quanto todos os solteiros, porque era um homem solteiro bonito e… e ela estava tagarelando mentalmente.

James voltou com o presente enorme, envolto em papel com estampa de sinos e pombas prateados estilizados. Pousou o volume em uma cadeira.

— É pesado — avisou ele com um sorriso. — Como você está? Cheguei tarde porque o avião fez escala em Denver e demorou, mas fui direto tomar banho e fazer a barba. Ei, quer ouvir uma trivialidade de Detroit?

James sentou-se na poltrona reclinável favorita.

— Muito bem, aí vai: trivialidade digna de Detroit. Lily, minha amiga, sabia que o tubarão é o único peixe que pode piscar com os dois olhos? Que tal? Boa, hein? Tenho outra. Pronta? Há mais galinhas no mundo do que gente.

James golpeou o ar.

— Ha, essa foi boa! Vai ter de se esforçar para me superar, ruiva. Eu me superei desta vez. Então? O que tem para mim? Mande alguma trivialidade para o seu amigo, aqui.

— James — começou Lily, e desatou a chorar. — James, eu… eu estou grávida… de um filho seu!

Continua...


Notas e Agradecimentos no próximo capítulo...

Beijinhos,

MaryGheizon. DD