CAPÍTULO IV
Lily enxugou as lágrimas e encarou James. As emoções no rosto dele alternavam-se a uma velocidade tal que lembravam uma projeção de dispositivos. Não fosse o perigo da reação do homem à notícia do bebê, o espetáculo seria até interessante.
A primeira expressão foi de presunção. Como se ela brincasse e ele o percebesse de imediato.
Então, cético, ele ficara boquiaberto. Fechou a boca em seguida e meneou a cabeça, indicando incredulidade. Por fim, arregalou os olhos ao se dar conta de que a notícia procedia.
E agora… o que era aquilo? Estava sorrindo? Não, com certeza, não. Mas… sim, ele alargava o sorriso… cada vez mais, até atingir o ponto máximo.
Oh, pobre James. Ele perdera a sanidade ante a notícia do bebê. Permanecia ali sentado, sorrindo como um idiota.
— Nós… nós vamos ter um bebê? — questionou ele, levantando-se, sempre sorrindo. — Isso é tão fantástico, tão… — Franziu o cenho. — Mas pensei que você tomasse pílulas. — O sorriso voltou a iluminar seu semblante. — Um bebê.
— James, céus, controle-se, sim? — Lily.
— O assunto é sério. Leia os meus lábios. Eu… estou… grávida. Eu. Sua amiga, sua camarada, sua parceira Lílian. O antibiótico que tomei para a infecção nasal anulou o efeito das pílulas.
— Que trivialidade fascinante — replicou James, meditando. — Antibióticos anulam os efeitos comprovados das pílulas anticoncepcionais e…
— James! — exclamou Lily, levantando-se. — Isto não faz parte do seu jogo de trivialidades. Isto é real. Estou esperando um filho seu. Eu. — Levou as mãos ao peito. — Sua melhor amiga.
James, ainda sorrindo, assentiu.
— Quer parar de sorrir feito um idiota? — berrou Lily. — Está chocado? É isso, não é? — Lágrimas novas brotaram, e deu uma fungadela. — Estou tentando me comunicar com um zumbi — concluiu, desesperada. — Bom, eu vou ao casamento. Adeus, James.
— Lírio, espere. — James aproximou-se e a segurou pelos ombros. — Ouvi tudo o que me disse, juro. Fiquei atônito a princípio, e um pouco assustado, admito, mas definitivamente sei que o… o…
— Bebê — completou Lily. — É assim que o chamo. — Deu outra fungadela.
— Está bem, o bebê. Eu sei que o bebê é real. — James pegou um lenço e o emprestou a ela.
— Não consigo encontrar o outro lenço que me emprestou — avisou ela, assoando o nariz. — Acho que a máquina de lavar o engoliu, também.
— Não se preocupe com isso — tranqüilizou ele. — O que é meu, é seu. Literalmente. Tudo. — Tomou-lhe o rosto. — Pode me ouvir, por favor? Imagino o quanto está preocupada e lamento minha ausência quando soube do bebê, mas… Lily, ficaremos bem, muito bem, você verá. Vamos nos casar logo e…
Lily arregalou os olhos e recuou um passo, desvencilhando-se das mãos dele.
— Casar? Casar! E a coisa mais maluca que já ouvi. Não estamos apaixonados um pelo outro, lembra-se? Somos amigos, lembra-se? Não vamos nos casar, James.
— Diga isso ao bebê — rebateu ele, apontando para seu abdome. — Ele tem mãe e pai que o desejam e… Você o quer, não quer, Lílian?
— Claro que quero. Como pôde pensar que não?
— Então, está bem, tudo confirmado. Ambos queremos o bebê, portanto, vamos nos casar e…
— Não! Não! Não! — protestou Lily, as mãos nas têmporas latejantes. — James, por favor, acalme-se e pense. Vinte e quatro horas após nos conhecermos, já sabíamos que éramos opostos. Somos totalmente incompatíveis, não percebe?
Continuou:
— Como amigos, somos o máximo. Mas, como marido e mulher morando sob o mesmo teto? Só de pensar tenho arrepios. Não daria certo, James. Acabaríamos nos odiando. Além disso, não pretendo me casar se não estiver profundamente apaixonada por um homem e ele por mim.
— Oh. — James franziu o cenho e levou a mão à nuca, concentrado no chão, digerindo as palavras de Lily. Encarou-a. — Raios, Lily, quero fazer parte da vida do meu filho, ser o melhor pai possível. Ser pai só no fim de semana, como a maioria dos meus amigos divorciados, é inaceitável para mim.
— Não será assim — adiantou Lily, meneando a cabeça. — Quero dizer, céus, somos vizinhos. Poderá ver o bebê sempre que quiser.
— E como vamos explicar esse arranjo esquisito ao nosso filho?
Lily suspirou.
— Estou com apenas quatro semanas de gestação. Temos muito tempo antes do nosso filho, ou filha, pedir explicações sobre nosso estilo de vida. Ainda estou me acostumando à idéia de que vou ter um bebê, sem considerar os problemas psicológicos que a criança poderá apresentar em um futuro distante. Um passo de cada vez, está bem?
E racionalizou:
— Antes de mais nada, precisamos comparecer ao casamento de Jane e Amos. Se não sairmos agora, vamos chegar atrasados.
— Talvez consigamos desconto com o pastor, se nos casarmos hoje — provocou James. — Duas cerimônias pelo preço de uma. Ele pode nos unir após realizar a cerimônia de Jane e Amos.
— James, nós não vamos nos casar. Apague isso da sua mente, porque não vai acontecer. Nem agora, nem depois, nem nunca.
— Hum — desconversou ele, as mãos nos bolsos traseiros.
— Oh, e mais uma coisa. Por favor, não revele a ninguém sobre o bebê durante o evento. Preciso de mais um tempo em segredo antes que todos saibam. Jane sabe porque foi ela que confirmou minha gravidez, mas não vai comentar nada.
— Aposto como já contou a Amos — declarou Jane, estreitando o olhar. — Marido e mulher não devem ter segredos um para o outro.
— Ela não vai contar — afirmou Lily. — Trata-se de confidencialidade entre paciente e médico. O importante hoje é que aja normalmente, que nos comportemos como de hábito. Sua família vai notar logo qualquer estresse entre nós.
— Não estou estressado — garantiu James, embora seu olhar refletisse uma batalha interna. — Vou ser papai.
— Acontece que eu estou estressada, está bem? Posso sentir enjôo a qualquer hora.
James avançou um passo e abraçou Lily. Ela reagiu, tensa, porém decidiu entregar-se ao conforto do calor e da força de James… só por um segundo.
— Lamento tanto que não se sinta bem — murmurou ele, segurando o rosto de Lily contra seu tórax amplo. — Jane não pode fazer nada contra esses enjôos?
— O manual recomenda beliscar biscoitos de água e sal.
— Vamos parar em uma mercearia a caminho do casamento e comprar um pacote — decidiu ele. — Mais de um. Uma dúzia de pacotes.
— Já tenho vários, obrigada. Não dá certo. Pelo menos, os enjôos não duram muito tempo. Temos de ir, James, ou nos atrasaremos, e não seria justo com Jane e Amos.
— Vamos — concordou ele, mas não se mexeu. Permaneceram quietos, abraçados, cada um perdido nos próprios pensamentos, introduzindo o bebê na mente, no coração e na alma. Sem perceber, sorriam, encantados e atônitos com a dimensão do milagre.
Então, as lembranças da noite de amor voltaram, e o desejo entre eles renasceu, ganhando força e calor.
— Hum — murmurou Lily, sonhadora.
— Ufa — desabafou James, e foi soltando Lily. Beijou-a na testa com gentileza. — É melhor irmos.
Lily piscou e assentiu.
— Há algo que preciso dizer a você, Lírio — declarou James, levemente rouco. — Não parece adequado, não é o bastante para expressar como me sinto, mas… obrigado. Está me dando o melhor presente de todos. Um filho. Com certeza, não planejamos isso, mas eu… bem, obrigado, Lílian.
Ela baixou o olhar, incapaz de falar, o nó na garganta aumentava com as lágrimas.
Após a cerimônia...
— Oi, tia Lily — saudou uma voz infantil. — Não vai nadar conosco?
Ela abriu os olhos, sentou-se na espreguiçadeira e sorriu para as três garotinhas idênticas em maios coloridos.
— Olá, Jéssica, Emily e Alice Potter — saudou Lily. — Vocês estão umas florzinhas nesses maiôs.
— Onde está o seu maiô, tia Lily? — indagou uma das meninas.
— Aqui, debaixo do robe, mas estou com preguiça de entrar na piscina hoje. Decidi ficar deitada, tomando sol e relaxando. — Na verdade, Lily tinha a ridícula impressão de que todos perceberiam em um instante sua gravidez caso se mostrasse de biquíni. — Mas, então, trigêmeas lindas de Alvo e Jilian, que tal ter seis anos completos?
— É bom — respondeu uma delas, assentindo. — É melhor do que ter cinco, porque podemos ficar mais quinze minutos acordadas à noite.
— Tia Lily? — chamou outra trigêmea. — Por que chorou tanto no casamento de tia Jane e tio Amos? Ouvi os soluços. Está triste porque tia Jane e tio Amos se casaram?
— Oh, não… qual das trigêmeas é você? — indagou Lily, franzindo o cenho.
— Eu sou Jéssica.
— Não, Jéssica — afirmou Lily. —Eu não estava triste. — É o seguinte, querida: segundo Jane, os hormônios na gravidez deixam a mulher volúvel e emotiva. Além disso, meu bem, Jane e Amos obviamente estão tão apaixonados que eu me senti solitária e assustada com o bebê que vou ter e… Foi tudo tão especial e maravilhoso, Jéssica, que as lágrimas vieram, só isso. – Pensou Lily.
— Foram muitas lágrimas — observou Jéssica.
— Sim, bem… — concordou Lily. — Não querem entrar naquela linda piscina nova? Talvez eu vá mais tarde. Está bem?
— "Tá" — responderam as três, e correram para pular na água.
Lily recostou-se na espreguiçadeira, fechou os olhos novamente e suspirou.
Vamos nos casar logo.
As palavras de James ecoavam em seus pensamentos, e implorou para que se dissipassem, deixando-a em paz.
Desposar James Potter não era opção. Quando ele se acalmasse e pensasse melhor, perceberia que tinha sorte por ela não ter agarrado a oferta e marcado uma data na agenda… a caneta.
Francamente, tinha de dar crédito a James por ter reagido tão bem à notícia da chegada do bebê. Ele não se enervara, não negara a responsabilidade nem agira como um homem acuado, forçado a assumir o papel de pai, um papel que não queria.
Não, não James. Ele parecia encantado com a idéia, pronto para levá-la ao altar e colocar uma aliança em seu dedo. Era meigo, mas não iria acontecer. Não. De jeito nenhum. Nada justificava se casar com um homem que não a amava e que ela também não amava.
Claro, amava James, não podia imaginar a vida sem ele, mas como amiga, sem romance. De fato, haviam partilhado uma noite… e o incrível desempenho sexual classificava-se como romantismo ao extremo… mas acontecera, sem quererem.
Não era o tipo de acontecimento que provocava união entre um homem e uma mulher. Não chegava nem perto. Com bebê ou sem, não se comprometeria para sempre com um homem que não passava de um bom amigo.
Deu uma fungadela.
Bolas, ia chorar de novo. Por que estava tão emotiva? Não sabia, não tinha a mínima idéia, mas, daquele jeito, passaria os próximos oito meses com o nariz vermelho e uma dor de cabeça cavalar para combinar com os enjôos que atacavam a qualquer hora.
— Ora, baby, não vai entrar na piscina?
Lily abriu os olhos e viu James deitando na espreguiçadeira ao lado.
— James— censurou ela, olhando ao redor. — Não me chame assim. Alguém pode ouvir.
— E não achariam nada — afirmou ele, sorrindo. — Achariam que é apenas um novo apelido que lhe dei. Acho muito esperto, um código secreto para o bebê. — Fez uma pausa. — Por que está toda escondida nesse robe?
Lily sentou-se e apertou o cinto do robe atoalhado.
— Não sei. Sinto-me… estranha, como se o meu corpo não fosse meu, ou algo assim. Fico achando que todo mundo vai saber só de me ver… — Verificou os arredores novamente. — Sabe o que quero dizer. — Suspirou. — James, gostaria de ir para casa o mais rápido possível, sem faltar com a educação. Preciso muito ficar sozinha.
— Ora, claro, ruiva, podemos ir embora quando quiser. — James levantou-se e estendeu a mão dela. — Basta dizer.
— Não, não é justo com você, James — protestou ela. — Eu vou dizer que estou com dor de cabeça e chamar um táxi. Você fica. A festa mal começou, e não há motivo para você não se divertir.
— De jeito nenhum, meu Lírio — respondeu ele. — Eu a trouxe e vou levá-la em segurança para casa. Além disso, como posso me divertir sabendo que está sozinha no apartamento? Pode até estar chorando. Chorou bastante hoje. Não. Se quer ir para casa, eu a levarei.
— Isso não faz sentido. — Lily não se conformava. — Preciso de um tempo só para mim. Isso significa que você ficará no seu apartamento, fitando as paredes, quando poderia estar se divertindo com a sua família.
— Não. Vou ficar no seu apartamento com você. Não precisa falar comigo, eu leio uma revista, assisto à televisão. Terá toda a privacidade de que precisa, basta me ignorar. Você não está bem hoje, Lírio, o que é compreensível. Eu não conseguiria jogar futebol americano mais tarde com meus primos imaginando você encolhida no sofá, provavelmente com seu robe verde, preocupada, ou sabe-se lá de que jeito.
— Ohh — protestou Lily, deitando-se de novo na espreguiçadeira. — Você não entende a definição de tempo só para mim, James Potter.
— Tempo só para mim — veio uma voz. — Definido por uma mulher é algo complicado.
— E imagino que seja especialista no assunto, primo Sirius — desdenhou James, brincando.
— Sou sim, primo James — Sirius puxou uma cadeira e sentou-se. — Conheço profundamente o funcionamento estranho do cérebro feminino.
— Vou adorar ouvir — retrucou Lily, fitando Sirius com um olho apenas. — Vá em frente.
— Muito bem, James, preste atenção. Quando uma mulher diz que quer um tempo para si, é melhor você desaparecer, deixá-la sozinha.
— Graças! — declarou Lily, e fechou os olhos novamente.
— Entretanto — continuou Sirius, erguendo um dedo. — Não vá muito longe, porque espera-se que esteja a postos quando a dita mulher muda de idéia de repente e resolve discutir com você o que ela pensou enquanto esteve sozinha.
E resumiu:
— Em outras palavras, fique à espreita. Nada de ir ao jogo ou a um bar perto, filho, porque vai se encrencar. E tenho dito.
Lily abriu um olho e riu.
— Sirius, você faz crer que as mulheres são todas malucas!
— E não estou certo, Lily? — desafiou Sirius. — Custou, mas aprendi.
— Bem, sim, mais ou menos… — concedeu Lily devagar. — Mas está falando de você e Lene. Vocês dois são casados e… James não precisa se aperfeiçoar nas sutilezas do meu pedido de tempo. Somos bons amigos, não marido e mulher.
— Mas esquece-se de algo importante, Lily — rebateu Sirius, levantando-se. — Sim, Lene e eu somos casados, já há alguns anos agora. Mas Lene é também minha melhor amiga e vice-versa. Pense nisso. É muito importante. Até mais.
Lily franziu o cenho e encarou James.
— Você entendeu essa última parte?
— Não. — James deu de ombros. — Esqueça. Sirius tagarela às vezes só para ouvir a própria voz. — Fez uma pausa. — Ouça, podemos ir, se quiser seu tempo sozinha. Basta dizer.
Lily sorriu.
— Vou ficar aqui na festa.
— Tem certeza de que quer isso mesmo?
— Sim, absoluta — respondeu ela. — Até vou torcer por você no jogo depois. Obrigada, James, por se prontificar a me levar para casa. Foi muito gentil e apreciei muito.
— Ora, para que servem os amigos? — James franziu o cenho. — Com certeza, não para engravidar as amigas. Ai, desculpe-me, Lírio! Devo pedir perdão pelo que aconteceu?
— Não, James — respondeu Lily, terna. — Nós dois estávamos lá, igualmente responsáveis… Bem, basta. — Pousou as pernas no chão. — Estou cansada de ficar sentada aqui, coberta como uma mamãe. Vamos dar um mergulho.
Mas tarde...
Tarde da noite, James parou de rolar na cama, levantou-se, esticou os lençóis embolados, prendeu as bordas sob o colchão, socou o travesseiro e deitou-se novamente.
Estava irritado devido à insônia, concluiu. Nunca se recuperaria da diferença de horário se não parasse de rolar na cama.
Mas isso não convencia seu cérebro, ainda continuava excitado com a notícia da paternidade, com o fato de Lily estar carregando seu filho.
O bebê incorporava-se a sua vida, atingindo-o como uma tonelada de tijolos, causando inúmeras perguntas que assolavam seu raciocínio.
Seria um bom pai? Como se aprendia a ser pai? Lily seria uma mãe fantástica, disso tinha certeza, mas como ele seria como pai?
Lily. Ela era parte importante de sua vida havia mais de um ano. Durante esse tempo, saíram juntos, compareceram a compromissos sociais na esperança de encontrar a alma gêmea respectiva, se apaixonarem, casarem-se. De repente, num deslize, haviam queimado todas as etapas de uma vez.
Lily seria mãe de seu filho, mas não sua esposa. Ela recusara seu pedido de casamento. Provavelmente, estava certa, porque eram opostos em tudo, a começar pela organização da casa, a arrumação dos alimentos na geladeira, das roupas limpas no armário, sem falar nos estilos de música díspares que preferiam.
Entre amigos, nada disso importava, mas entre marido e mulher? Eram incompatíveis. Provavelmente, resistiriam cinco minutos, se tentassem morar sob o mesmo teto.
Portanto, não iam se casar. Não estava mesmo apaixonado. Não encontrara sua alma gêmea na multidão, mas seria pai.
Com um suspiro, passou as mãos no rosto e fitou o teto na escuridão.
Sentia um pouco de pena de si mesmo, meio traído por não ter o pacote completo, como o resto dos Potter. Vivia cercado por casamentos felizes, casais apaixonados ao ponto do ofuscamento, núcleos familiares perfeito, com mãe, pai e crianças bonitas.
Até seu irmão Jack, solteirão convicto, aparecera na festa de Natal recém-casado, com um filho e outro a caminho. Fora o choque do ano. E Jack e Jennifer eram felizes juntos. E Joey? Que garotão.
Invejava seu irmão? Invejava os outros casais do clã Potter? Provavelmente sim, o que não era agradável, porém verdadeiro.
— Bem, supere, Potter — ordenou-se, carrancudo na escuridão. — Agradeça o que tem e cale-se… e vá dormir, já que está se aconselhando.
Permaneceu alguns segundos de barriga para baixo e então retornou à posição anterior, de costas.
Gostava muito de Lily. Amava-a. Mas era um amor baseado em profunda amizade, não do tipo romântico, como o dos outros Potter.
Passou a mão no lençol, onde Lily se deitara quando fizeram amor. Fora uma noite romântica, sem dúvida. O ato partilhado com Lily ultrapassara as expectativas em intensidade… o ato fora… bonito, especial de verdade, o que aumentava a confusão.
Ah, raios! Aquela noite não se repetiria e era melhor esquecê-la. Bem, não podia apagá-la completamente da memória, já que resultará num bebê.
Agora, lá estava ele novamente, andando em brasas mais uma vez, imaginando se seria um pai decente.
Bocejou e fechou os olhos.
Muito bem, não teria o quadro completo, com esposa e lareira, mas daria apoio a Lily e ao bebê, nos bons e maus momentos.
Sim, precisava agradecer o que tinha.
Ganharia um filho, que ajudaria a criar da melhor forma possível.
E já tinha uma melhor amiga, o que era mais do que muitas pessoas conseguiam durante a vida toda.
O que Sirius falara sobre maridos, esposas e amigos? Raios, não se lembrava, e na hora não fizera sentido mesmo.
Finalmente, o sono chegou, mas James teve uma noite muito inquieta.
Oláaa, meus amoreees!
MaryGheizon SUPER FELIZ! ;DDD
Vocês são demaaais... Fiquei muuuito empolgada quando vi os coments...
Afinal, os coments são para isso, né!? Para nos deixar feliz e saber se vocês estão realmente gostando da fic. É bom saber que estão tão empolgadas como eu fiquei ao ler o livro (Se bem que eu me empolgo muito fácil quando estou lendo romances, rsrsrs) e imaginar essa adaptação. Porque é disso que eu gosto, sentir e imaginar a expectativa de vocês por cada capítulo, saber se vocês estão sentindo a magia do romance, pois é assim que me sinto quando leio minhas fics favoritas e meus livrinhos. E é essa sensação gostosa que quero passar pra vocês a cada capítulo, e só posso saber se estou conseguindo através dos coments! Não é só pra saber se muitas pessoas estão acompanhando, pois isso posso imaginar através das estatísticas!
MUITO OBRIGADA por fazer essa adaptadora de romances FELIZ ;DD
Julie, Karol, Thaty, Julia Menezes, IBlackI, Lady Aredhel Anarion, Bruna e Joana Machado, dedico esse IV capítulo (Super) as vocês!
A próxima atualização será na segunda-feira 03.12.12
Coments, please! rsrsrs
Beijinhos,
MaryGheizon. ;**
