CAPÍTULO V

Lily deteve-se diante do carrinho de compras e estendeu a mão esticada, como uma policial de trânsito impedindo o tráfego.

— Pare, James! Não se atreva a colocar mais nada no carrinho. Comer por dois não implica comprar dois de cada produto. — Meneou a cabeça, mal controlando o riso.

James contornou Lily e equilibrou dois pacotes de brócolis congelados no topo da pilha de compras no carrinho.

— Pare de se objetar, isto é sério. Seus armários estão vazios, mamãe ganso, e eu não vou tomar o avião hoje à noite sem a certeza de que você e o bebê estão se alimentando adequadamente, enquanto eu me mato de trabalhar em Tulsa.

— Mas não precisamos disso tudo. Provavelmente, nem tenho espaço suficiente nos armários e geladeira para tanto.

— Não por isso. Você tem a chave do meu apartamento. Podemos estocar o excedente na minha cozinha, em último caso.

Lily revirou os olhos.

James pousou as mãos em seus ombros delicados.

— Quase não nos vimos durante a semana após a festa de casamento de Jane e Amos, Lírio. Sei que esta época é movimentada na agência de turismo, e desconfio que anda só beliscando em vez de se sentar e consumir uma refeição balanceada. Certo?

— Não sinto fome — justificou ela. — Esses enjôos que se manifestam a qualquer hora do dia não favorecem o apetite, sabe?

— Bem, de acordo com o material que Jane lhe deu, os enjôos devem parar logo.

— Eu só pedi para me ajudar a encontrar o manual — protestou Lily. — Não precisava ler tudo.

— Mas li. Quero saber o que está acontecendo a cada momento. Você e o bebê não estão sozinhos, meu Lírio. Quero que se lembre disso.

— Ohhh, que maravilha — desdenhou Lily, de repente sentindo lágrimas nos olhos. Sacudiu a cabeça.

— Pare, pare. Essa emoção por uma bobagem é tão ridícula…

— É enternecedora. — James beijou-a na testa. — Vamos pagar as compras, depois eu guardo tudo no seu apartamento enquanto você descansa. Não quero que fique em pé o dia inteiro, você precisa relaxar.

— Pare de ser tão gentil — ralhou Lily, fungando.— Vai me fazer chorar de novo.

— Pois chore — incentivou James, empurrando o carrinho pelos corredores. — É efeito natural do aumento dos hormônios na gravidez. Provavelmente, seria prejudicial ao bebê se tentasse suprimir as emoções.

— Você é estranho, James. — Lily tratou de alcançá-lo. — Imagino que não saiba quanto tempo vai ficar em Tulsa.

— Não — respondeu James, meneando a cabeça.

— Nunca sei quanto tempo vou demorar, mas prometo telefonar todas as noites enquanto estiver fora.

— Para quê?

— Para saber como você está. Também vou perguntar o que comeu no dia. Oh, e siga o esquema que deixei na porta da geladeira, para você não se esquecer de tomar leite. Isso é muito importante.

— Sim, senhor.

James sorriu e pegou a fila diante de uma caixa registradora.

Olhe para toda essa comida, pensou Lily, fitando o carrinho. Nunca comprava tanta variedade desde que passara a morar sozinha. Teria de se controlar para não virar uma leitoa.

James lia as manchetes de vários tabloides nas estantes próximas.

Que homem maravilhoso, pensou ela. Tão preocupado e carinhoso. Sentia-se mimada e especial, em uma quebra de rotina. Era fácil se acostumar àquilo.

Não, não devia se iludir. James agia daquela forma por causa do bebê, não por ela. Ele se concentrava no filho, não na mãe.

Ele sempre criticara sua falta de organização na cozinha, mas nunca a levara ao supermercado para corrigir a situação. Agora, assegurava-se de que o bebê seria nutrido adequadamente enquanto ele estivesse longe.

Suspirou.

Sentia-se estranha novamente, meio triste e… solitária. Não queria que James fosse para Tulsa e permanecesse lá por tempo indeterminado. Claro, mal o vira naquela semana desde o casamento de Jane, mas sabia que ele estava ali, a uma batida na parede.

Meneou a cabeça, desgostosa.

Aquilo era loucura. James viajava sempre e continuaria viajando. Estava acostumada a lhe dizer adeus e cuidar da própria vida, até ouvir as três batidas dele na parede anunciando que voltara.

Então, por que aquela melancolia à perspectiva de vê-lo partir naquela noite? Provavelmente, eram seus hormônios atuando outra vez, o que começava a irritar.

— Um cachorro de três cabeças? — leu James em voz alta, arrancando Lily de seu devaneio. — Como as pessoas podem pagar por esses tabloides? Idiotas. — Olhou-a por sobre o ombro. — O que me faz lembrar, agora, que estamos conversando sobre leitura. Li um artigo que recomenda contar histórias ao bebê ainda na barriga. Você não tem nenhum dos clássicos, tem?

— Não — respondeu Lily. — E pode esquecer. Não vou voltar para casa após um longo dia na agência de turismo e ler Guerra e Paz em voz alta!

— É, está bem — concordou James, pensativo. — Podemos substituir por música clássica. Eu empresto meus CDs antes de sair para o aeroporto.

— Não — recusou Lily, as mãos nos quadris. — Odeio esse tipo de música. As valsas são tão compridas que as pessoas podem desmaiar de cansaço se dançarem o número todo, e as marchas militares cansam até os soldados profissionais. Sou fã de música country, James, e você sabe disso.

James inclinou-se para bem junto dela.

— Meu filho não vai começar a vida acreditando que a felicidade é uma caminhonete, uma garrafa de cerveja e uma mulher ardente, ruiva.

Ela riu.

— Esta é a conversa mais insana que já tive. Não há prova nenhuma de que ouvir certo tipo de música ou ler um material específico a um bebê na barriga faça alguma diferença.

— Oh, não sei — interveio uma mulher atrás deles na fila. — Quando estava grávida do meu primeiro filho, meu marido lia a seção policial do jornal para a minha barriga todas as noites. A criança ficou tão preocupada que teve cólicas durante os quatro primeiros meses.

Lily e James voltaram-se espantados.

— Estou brincando — adiantou a mulher. — Eu juro, inventei tudo. Vocês, são tão bonitinhos. Sabe, pais de primeira viagem, e eu não resisti. Relaxem e aproveitem o momento. Tenho quatro filhos, e eles sobrevivem a todos os erros. Acreditem, vocês vão cometer vários.

— Oh — lamuriou-se Lily.

— O próximo — chamou a operadora de caixa. James empurrou o carrinho e começou a descarregar as mercadorias.

Erros? Pensou Lily, pousando uma lata de suco de laranja na esteira rolante. Seus pais haviam cometido erros ao criá-la? Se sim, não se lembrava de nenhum naquele instante. Bem, ao completar cinco anos, pedira um bolo em forma de hipopótamo, e eles lhe deram um em forma de dinossauro, mas não ficara traumatizada.

Erros? Ora, esse negócio de maternidade parecia complicado. E se cometesse um erro grave?

— James?

— Hum? — atendeu ele, sem interromper a tarefa.

— Não sabemos nada sobre bebês — advertiu Lily. — E se cometermos um erro grande? Não acha assustador?

— Por que está sussurrando? — sussurrou James.

— Porque não quero que ninguém na loja saiba que sou uma mãe potencialmente inadequada.

— Não fique estressada, Lírio — aconselhou James. — Não faz bem para o bebê. Vamos nos sair bem. Lemos muito, faremos cursos, podemos pesquisar o clã Potter. Céus, há uma porção de crianças na família e são todas umas fofuras.

— Oh? E quando faremos tudo isso? — indagou lily. — Você nunca está em casa, lembra-se? Passa mais tempo fora a trabalho do que fica aqui.

— Sacolas de plástico ou cartucho de papel? — indagou a operadora de caixa.

— Papel — respondeu Lily.

— Plástico — respondeu James.

— Essa é uma decisão importante na vida de vocês? — ironizou a moça.

— Metade vai em sacola, metade em cartuchos — decidiu James, rápido.

— Que seja — concordou a funcionária.

— Pare de se preocupar — aconselhou James a Lily. — Está cansada.

— Não estou cansada! — exclamou Lily, arrependida ao se ver alvo de olhares. — Desisto. Preciso de uma soneca.

James gabou-se:

— Vá por mim, Lírio, estou entendendo como esse negócio de gravidez funciona.

Oh, sim, pensou Lily, com um suspiro cansado. Definitivamente, acataria as diretrizes de James, até entender melhor aquilo com que estava lidando. Afinal, os amigos serviam para estar presentes, para dar apoio emocional nos momentos de crise.

Nas semanas seguintes, Lily trabalhou muito na agência de turismo. Ao final de cada dia, chegava em casa exausta, mas sempre aguardando ansiosamente o telefonema de James.

Ele estava fora da cidade havia dois meses quando Lily voltou ao consultório de Jane. Após os exames rotineiros, teve de aguardar, pois a médica precisou atender a uma emergência noutra sala.

Lily apertou um dedo na testa, como se desligasse um botão imaginário para se livrar da valsa de Strauss que ecoava em sua mente sem parar.

Considerando o empenho de James em compreender todos os aspectos da gravidez, decidira cooperar e pegara emprestado alguns CDs dele, para tocar em alternância com os seus, de música country.

Durante os telefonemas noturnos, James exclamava de prazer ao ouvir suas músicas ao fundo, enquanto conversavam.

Um detalhe ínfimo, pensou Lily, mas James parecia deleitado com a inclusão de seus CDs nas horas de lazer dela e do bebê. Ele até admitiu que andava ouvindo música country em Tulsa, tanto que descobrira que as letras não falavam só de caminhonete, cerveja e mulheres ardentes. Havia várias canções bonitas, reconheceu ele, sobre amor verdadeiro e duradouro.

Andavam trocando trivialidades também pelo telefone. Ótimo material de ambas as partes, e ela avaliava que estavam empatados.

James lhe contara que dois terços das berinjelas do mundo eram cultivadas em Nova Jersey.

Ela rebatera informando que nenhuma palavra em língua inglesa rimava com silver, purple, month ou orange.

James contou que os gatos tinham trinta e dois músculos em cada orelha.

Ela o superara revelando que os peixinhos dourados tinham memória ativa de apenas três segundos.

E James surpreendera afirmando que uma moeda de dez centavos tinha 118 sulcos na borda.

— Que divertido! — sussurrou Lily, sorrindo sozinha na sala.

Sim, o concurso de trivialidades era ótimo. E pertencia a ela e James, um jogo especial que travavam só entre eles. Mas havia muito mais acontecendo durante aqueles telefonemas noturnos. Sentia o coração disparar com a voz de James. E, quando ele ria, arrepiava-se toda ao rico som masculino.

Suspirou.

Todas as noites, quando desligava o telefone, requeria-lhe esforço tirar a mão do aparelho e romper o contato com James.

Oh, céus, sentia tanta saudade dele. Era uma emoção nova e assustadora porque, quando James viajara das outras vezes, quase nem pensara nele. E agora? Queria James ali, a seu lado, não a quilômetros de distância.

O que estava acontecendo? Atônita, levou as mãos ao rosto. O que significava aquilo tudo? Nunca se perdoaria se estivesse se apaixonando vagarosamente por James Potter. E nunca conseguiria reparar o coração despedaçado por amar um homem que não a amava.

Não, não, não estava se apaixonando por James.

Estava?

A porta da sala se abriu e Jane entrou, meneando a cabeça. Ocupou sua cadeira à mesa com um suspiro.

— Este é um daqueles dias — comentou, sem disfarçar o estresse. — Desculpe-me por fazê-la esperar.

— Sem problema — afirmou Lily, aliviada por se afastar dos pensamentos inquietantes. — Uma das vantagens de ser gerente da agência de turismo Boa Viagem é que posso flexibilizar o horário quando preciso.

— Ótimo.

Lily franziu o cenho.

— Claro, sou eu quem tem de resolver todos os problemas que aparecem também. As pessoas acham que, se grudarem em mim, conseguirei milagrosamente achar uma vaga em um cruzeiro, em um hotel que já está lotado. Mas gosto da minha carreira, o que é mais do que muita gente pode dizer.

— É verdade — afirmou Jane. — Eu também amo a minha escolha profissional, mas com certeza aprecio meus papéis de mãe e esposa também.

— Como está o Lucca?

— Crescendo como mato! Até agora, nem sinal de efeito das drogas que a mãe natural tomava. Mas, se algo surgir no futuro, Amos e eu saberemos como agir. —A médica fez pausa e fitou Lily com atenção. — É maravilhoso ter um companheiro quando se está criando um filho, Lily. Contou ao pai do bebê?

— Sim, contei. — Lily alisou a calça sobre o joelho e desviou o olhar. — Ele disse que devíamos nos casar, mas recusei.

— Por quê?

— Somos muito diferentes — explicou Lily, fitando a amiga. — Ele é muito certinho, eu sou bagunceira. Nossos gostos são opostos em tudo, na música… Bem, não chego a odiar Strauss agora que ouvi algumas melodias, mas…

Continuou, distraída:

— Ele acha que uma casa deve ser administrada como… como eu faço na agência de turismo… organizada, eficiente… mas não consigo. Ele gosta da rotina de exercícios de Exército, eu sou mais do tipo sofá.

Lily continuou descrevendo:

— Além disso, ele quase nunca está em casa. Oh, está entusiasmado com o bebê, quer ser o melhor pai possível, mas viaja demais! Casar-me com ele não mudaria esse fato e até poderia destruir nossa amizade, que é muito importante para mim.

Empolgou-se:

— Ele tem sido muito atencioso mesmo à distância… Está em Tulsa no momento… e me telefona todas as noites para saber como estamos, eu e o bebê. De qualquer forma, ele não insistiu mais em casamento…

— Oh… céus… — interrompeu Jane, abismada. — É James. O pai do seu bebê é meu irmão James!

Lily arregalou os olhos.

— Eu não disse isso, Jane. De onde tirou essa… idéia maluca?

— Valsas de Strauss. — A médica inclinou-se para a frente. — Certinho. Organizado. Tulsa. Viajando todo o tempo. Seu amigo.

— Oh. — Lily mexeu-se desconfortável na cadeira. — Acho que me empolguei um pouco, não? Sim, bem… Jane, sabia que o olho das ostras é maior do que o cérebro delas? Gostou da trivialidade?

— É uma informação fascinante — reconheceu à amiga, estreitando o olhar. — James conseguiu muitas trivialidades legais lá em Tulsa para continuar com esse jogo de vocês?

— Oh, sim, ele está empenhado e… Quer parar, Jane? — pediu Lily. — Não é justo. Já foi agente do FBI em outra encarnação? Você me enganou e… Não, não é justo.

— Estou certa em afirmar que James Potter é o pai do seu filho? — pressionou a médica.

Lily suspirou.

— Sim, está. Isso simplesmente… aconteceu, só isso. Foi em uma noite… quando estávamos ambos vulneráveis, sentindo pena de nós mesmo porque não conseguíamos encontrar nossa alma gêmea, aquela pessoa que amaríamos e com quem passaríamos o resto da vida, e… concordamos, James e eu, que isso nunca mais… vai se repetir, íamos esquecer o evento e continuar sendo bons amigos.

— Mas você engravidou naquela noite. – Lily assentiu, tentando controlar as lágrimas.

— E James está feliz com tudo isso, com o bebê? Ele deu um passo à frente e a pediu em casamento?

— Sim, mas recusei pelos motivos que eu e minha grande boca já revelaram — resmungou Lily. — James e eu jamais sobreviveríamos juntos sob o mesmo teto. Eu preciso dele como meu melhor amigo, Jane. Não entende? Preciso que ele me apoie, sem restrições, como me apoiou naquele último ano e meio.

— Mas…

— Não, não tente me fazer mudar de idéia porque estará perdendo tempo — adiantou-se Lily. — James e eu seríamos um desastre completo como marido e mulher. Além disso, não o amo… do ponto de vista romântico, quero dizer. Eu o amo como amigo, camarada, parceiro.

Continuou, determinada.

— Não vou me casar com ninguém, a menos que seja minha alma gêmea. Pretendo amar meu marido de todo o meu coração, sabendo que ele corresponde da mesma forma. Casar-me com James só por causa do bebê seria um erro terrível, e não vai acontecer.

— Está bem — concordou Jane. Lily encarou-a desconfiada.

— Simplesmente… está bem? Não vai fazer um discurso de vinte minutos listando os motivos para eu me casar com seu irmão?

— Não. É evidente que já decidiu e pronto. — A amiga refletiu. — Agora, vamos ver como vai essa gravidez. — Concentrou-se no prontuário com as fichas médicas e exames. — Você disse que não tem mais enjôo, isso é bom.

— Estou devorando tudo o que vejo pela frente e até o que não apreciava parece delicioso — comentou Lily. — Não vai dizer que seria melhor me casar com James para o bebê ter o nome dele, ser legalmente um Potter?

— Não, não é da minha conta — declarou Jane. — Sua pressão está ótima, o peso também. É uma futura mamãe em forma.

— Estou gorda. Não consigo mais fechar minhas saias e calças. É normal estar tão gorda ainda no começo? E não vai observar que eu devia aceitar o que me é oferecido, que desposar meu melhor amigo é melhor do que nada, e que devia esquecer a ilusão de viver um conto de fadas?

— Não. Mas vou dizer que considero Amos meu melhor amigo, assim como minha alma gêmea.

— Oh, céus! — Lily ergueu as mãos. — Você parece Sirius. Ele disse algo assim sobre Lene. Nem eu nem James entendemos. A categoria "melhor amigo" é totalmente diferente da categoria "amante", "alma gêmea", Jane. É como… maçãs e laranjas.

— É? — Jane ergueu o sobrolho.

— Sim, definitivamente — afirmou Lily. — Veja, a questão é que não acredito que você ou Sirius tenham tido um amigo de verdade… não como James e eu somos.

— Ah.

— Se tivessem… entenderiam quando afirmo que não se pode comparar esse tipo de relacionamento com o tipo "felizes para sempre". Pronto. Isso explica tudo. Você e Sirius estão falando por falta de experiência.

— Ah.

— Sim, verdade — tagarelava Lily. — James e eu… sendo amigos, percebe… sabemos do que estamos falando. Ponto final.

— Ah.

— Quer parar? — pediu Lily, zangada. — Parece alguém em exame de garganta ou algo assim.

Jane riu.

— Ouvi cada palavra que disse, mas não declarei que concordava.

— Que seja. Jane, acha que o clã Potter, todos os "zilhões" de vocês, vai aceitar o bebê e o fato de James e eu não nos casarmos? São tão convencionais, pessoas orientadas à família e… bem, eu me sentiria péssima se criasse um problema para James. Ou para mim, pelo mesmo motivo. Adoro todos vocês.

— Dê-nos algum crédito, Lílian. Os Potter amam incondicionalmente. Ninguém vai julgá-los, e o bebê será recebido de braços abertos.

— Obrigada. — Lily suspirou. — Acho que, quando James telefonar hoje à noite, terei de revelar que estraguei tudo aqui.

— Ele telefona todas as noites de Tulsa?

— Telefona. Está trabalhando sete dias por semana para poder voltar o mais rápido possível e cuidar de mim e do bebê pessoalmente.

— O que só um grande amigo… como nunca tive… faria — analisou Jane, reprimindo o riso.

Lily franziu o cenho.

— Podemos mudar de assunto e discutir por que estou engordando tão rápido?

— Cada mulher é diferente da outra, Lily. Já vi mulheres usando as mesmas roupas até dar à luz um bebê de nove meses. Outras? Bem, estufam, como se diz, bem cedo. Você não tem uma estrutura óssea grande… é magra, delicada, e provavelmente a gravidez vai aparecer mais cedo do que tarde.

— Bolas — resmungou Lily. — Entendeu? Isso significa que eu e James teremos de enfrentar o "por que vocês dois não se casam?" mais cedo do que tarde também. Ugh. Bem, pelo menos meus pais não estão dizendo que vão voltar logo da Grécia. Isso limita o estresse ao grupo Potter. — Revirou os olhos. — Todos os "zilhões" de vocês.

— Não se preocupe com a família — aconselhou Jane, levantando-se. — Quando você e James decidirem fazer o anúncio, ficará surpresa com a acolhida que receberão. Confie em mim. Enquanto isso, seu segredo está a salvo comigo.

— É bom saber — afirmou Lily, e levantou-se também.

— Lily, deixe-me ver se entendi direito. Acredita que Sirius e eu não sabemos do que estamos falando quando dizemos que uma alma gêmea é também o melhor amigo, porque nunca tivemos um amigo, exceto nossa alma gêmea. Certo?

— Bem, sim — confirmou Lily, assentindo. — Isso resume bem a questão.

— Estabelecendo um paralelo… é como você e James com as trivialidades. São especialistas porque estão concentrados naquele jogo juntos há mais de um 1 ano, sabem mais do que todo mundo. Certo?

— Sim, é uma boa comparação. A experiência é o melhor mestre, Jane.

— Entendi. —A médica dirigiu-se à porta. — Marque uma consulta para daqui a um mês. — Na soleira, voltou-se. — Ah, Lily, sabia que Winston Churchill nasceu no toalete feminino durante um baile a que a mãe dele comparecera? Gostou da trivialidade, querida?

Lily meneou a cabeça e tomou o corredor.

— O que eu acho… é que você me confundiu ainda mais, Jane Potter Malone — sussurrou consigo mesma. — E conseguiu fazer isso direitinho.


Olá, garotaas ;DD

Passando rapidinho pra atualizar a fic.

Próxima atualização na sexta-feira 07.12.2012

Muuito obrigada por todos os coments, no próximo capítulo faço meus agradecimentos direitinhos... No momento tô fazendo trabalhos da facul... Muitaa correria e muito sooono... #CANSADADEMAIS! Vou ver se dá pra postar o próximo capítulo na quinta-feira, não é uma promessa... Mas vou tentar! Se não der pra ser na quinta, não se preocupem que dou um jeitinho de postar de certeza na sexta.

Ah, relaxem que não vou deixar vocês na mão... toda semana teremos atualização! Como também sou leitora sei como é chato e triste ter que passar por longas esperas de atualização, não vou fazer isso com vocês! PROMETO!

É isso aí, espero que gostem do capítulo!

Aguardo retorno de vocês!

Beijinhos ;**

MaryGheizon.