Oiiii genteee tudoo bemm? Espero que sim, por que o mundo é belo, as minhas notas ainda são boas, eu ainda sou feliz, e o sol ainda brilha. Estou numa tremenda felicidade contagiante por acabar de assistir ao filme Across the Universe, um musical com músicas dos Beatles e meu Deus, eu só passei a adorar ainda mais essa banda... DEFINITIVAMENTE DIVOS.

Bom, aqui está a segunda parte da fic, espero que gostem, foi de coração. Boa leitura, nos vemos lá em baixo...


Assim que terminei de ler a carta, me dei a atenção de relê-la mais duas vezes, tamanha a minha indignação. Era como se um buraco em meu peito fosse preenchido, mas ao mesmo tempo o vazio continuasse. Gostaria de tê-lo ali comigo para responder, em voz alta, a sua carta. Quase sempre, ao contrário do que muitos pensam, as palavras tem mais significado quando ditas, com a devida entonação, do que quando escritas. E esse era um dos momentos em que eu queria dizer-lhe tudo o que sentia, e não escrever-lhe.

Porém, como não havia outra alternativa, contentei-me em escrever-lhe de volta, tanto para dizer-lhe tudo o que sentia antes de seguir em frente, quanto para expressar um ultimo adeus.

Sentei-me com muita calma, peguei a pena e o tinteiro, algumas folhas de papel, e comecei a escrever minhas ultimas sentenças, antes que o adeus final seja dito. Minha letra não saiu como o esperado, mas esse era somente mais um fator para que Lefroy notasse o meu nervosismo e espanto ao receber sua carta.

Steventon, 29 de abril de 1799

Querido Lefroy,

Não costumo escrever muito sobre os meus sentimentos de forma direta, sem me esconder atrás do amor de meus personagens, mas, farei este esforço por você; Assim como tenho feito tantas outras coisas por você, desde que nos conhecemos, e assim como fez por mim arriscando seu casamento ao me enviar aquela carta.

Tudo o que estava escrito nela me fez chorar, por ser verdade, e sorrir, por saber que você se sente como eu, tem os mesmos arrependimentos que os meus, e pensa numa realidade diferente, como eu. Aliás, tudo isso faz o maior sentido, já que você estava completamente certo quando disse que somos um. Essa frase me parece tão perfeita e justa, que irei escrevê-la novamente, para que você nunca se esqueça disso. Somos um.

Estivemos tão perto da felicidade plena, mas a sacrificamos por algo mais nobre: pela família. Em contradição, não existe nada mais nobre do que o amor, e foi por isso que desisti de nós. Por amá-lo, por que não suportaria a ideia de dormir com você numa cama grande e quente, enquanto a sua família, os que tanto te amam e têm expectativas sobre você, dormiriam em camas pequenas e frias, passariam mais fome, e sentiriam como se fossem esquecidos de Deus, ou pior, do próprio filho.

Toda mulher solteira da minha idade fica sentada esperando que um príncipe encantado com um cavalo branco passe em sua frente, um homem que a faça feliz e que a ame incondicionalmente. Devo dizer-lhe, que graças a você, não preciso mais esperar meu cavaleiro encantado, por que você foi, e sempre será ele. Ao contrário do que você imaginava, recusei casar-me com o Sr. Wisley, e assim será com os próximos candidatos que apareçam em minha vida, a princípio. Nunca aceitarei nenhuma proposta, por que nenhum deles é você. Mas, por favor, não pense que o que foi dito acima seja uma indireta, por que você realmente tem suas obrigações com seu tio, e eu, felizmente, não as tenho com ninguém. Por isso, posso manter-me intacta, com esse voto de fidelidade, e com as palavras que ainda irei dizer nesta carta.

Sabe Lefroy, meu coração partiu-se em pedaços quando entrei naquela carruagem, sem devidas despedidas, sem um último beijo, um último toque, com direito apenas de um último olhar, e tenho que admitir, a presença deste vem assombrando meus sonhos todas as noites, quando encosto minha cabeça no travesseiro e penso em tudo, inclusive em você.

Há algo em seus olhos azuis que me persegue toda vez que fecho os meus. Eu tentei escapar deles mantendo-me acordada por noites seguidas, tentando afastar você da minha mente, mas infelizmente não consigo tirar você do meu pensamento. Eu ainda tenho seu rosto pintado em meu coração, rabiscado em minha alma, gravado em minha memória, e eu ainda sinto seus lábios queimando sobre os meus, o toque dos seus dedos, tão profundamente guardados em mim.

Por um lado, é reconfortante saber que não sou a única a se sentir assim, por outro, o sentimento é devastador, como se a saudade me engolisse a cada segundo. Descobri, por fim, um jeito de amenizar esses sentimentos, e como você deve saber, é escrevendo. Comecei a escrever um livro que a princípio se chama "Primeiras Impressões", e admito que o personagem principal, o , foi inspirado em você.

Desejo tornar-lhe consciente o fato de que todos os personagens principais das histórias que ainda irei escrever terão um toque "Lefroy", em algum aspecto, seja no jeito arrogante, presunçoso, e bem aparentado; seja nos olhos azuis, na lealdade, no carisma, na honra ou no amor que tenho por você.

Impressiono-me como existe uma só palavra para definir tantas coisas, e ao mesmo tempo como existem tantas palavras e mesmo assim, sentimentos indefiníveis. O que passamos se encaixa no segundo caso, com certeza, afinal de contas, mesmo escrevendo tanto, não sei se consegui tornar compreensível tamanha a minha felicidade em saber que você continuou sua vida, por que somente assim conseguirei, talvez não de imediato, libertar-me do meu arrependimento. Você, como cavaleiro encantado, libertou-me dos sentimentos que eu sentia antes, e me deixou imensamente aliviada. E, antes que eu me esqueça, muito obrigada pela homenagem quanto ao nome de sua filha. Espero somente que você não faça diferença dela com as outras que ainda estarão por vir, justamente pela história que o nome dessa menina resguarda. Que ela seja eternamente abençoada, e mesmo não a conhecendo, sei das índoles de sua esposa e sei que era fará um bom trabalho com seus filhos.

Antes de receber a sua carta, tenho que admitir, passava horas me torturando com imaginações de como seria seu pedido de casamento à sua esposa. Imagino-o beijando-a e dizendo que a ama, dizendo a ela exatamente as mesmas coisas que você disse a mim. Agora, após seu desabafo, me sinto confortável em saber que você não me esqueceu, e que, felizmente, mesmo com tanto amor destinado à mim em seu coração, que você não parou sua vida. Que, assim como suas esperanças ditas no primeiro parágrafo do que me escreveu, eu não mudei, e sei agora também que você não mudou. Isso me conforta tanto que chego a ficar feliz, por que agora meu ego se diz satisfeito em saber que, pelo que disse em sua carta, embora todos os "eu te amo" que você venha dizer a ela, sei que nenhum será igual ao que disse para mim, embora não seja, de certa forma, mentiroso, quando ditos à sua esposa.

Nunca me esquecerei do que passamos juntos, e prova disso são os personagens que escrevo pensando em você. Daria tudo para reviver aquela despedida na estalagem, e fazer tudo diferente. Infelizmente, eu novamente me oporia à fuga, mas em compensação, teria lhe dado um último beijo, um último abraço, quem sabe até teria me feito sua, já que essa é, muito provavelmente, a última vez em que nos encontramos. Porém, dentre todos os itens que disse que teria feito em nossa despedida, há outro, não citado, que teria feito sem a menor dúvida. Eu teria olhado em seus olhos azuis uma última vez, e dito, do fundo do coração, que eu amo você.

Teria dito que, mesmo pelas circunstancias do destino, mesmo que o tempo passe, mesmo que o mundo acabe; aquilo que sentimos um pelo outro não diminuirá, mas por outro lado, também não aumentará. Se manterá sólido, assim, se tornará eterno. E é com muito orgulho que termino esta carta com um símbolo. Símbolo do nosso amor, símbolo da nossa história, símbolo de nós. Por que nosso amor é eterno. Por que nós somos o infinito.

Da sempre sua,

Jane Austen Lefroy.


Fimmmm genteee!

NOTA URGENTE: era para aparecer o símbolo do infinito maroto ali em baixo, antes da Jane assinar a carta, mas como nao apareceu e eu nao tive coragem de mudar o final, por que gostem, utilizem da sua bela imaginação para imaginar um símbolo do infinito ali. *thank you very much.*

E aí... O que acharam da minha fic? Ela é curta, embora, seja uma das mais sentimentais e profundas que já escrevi. Estou publicando-a em comemoração ao término de minha leitura do livro Orgulho e Preconceito, que, tenho que admitir, demorou bastante, mas não por desinteresse, e sim, por medo. Não queria que a história acabasse, por que não aguentaria um final na história de Jane Austen. Porém, com muita relutância, terminei o livro e escrevi o último capítulo, que, como alguns podem ver, foi inspirado na música Painted on my heart, da banda The Cult, que é maravilinda, e o final foi inspirado no filme as vantagens de ser invisível.

Justamente por aquela dedicação final, das vantagens de ser invisível, eu dedico esse capítulo à minha melhor amiga, há 13 anos, Marina, por simplesmente tudo que ela faz por mim, e nesse caso, pela cultura pessoal que ela me traz quanto ao seu amor pelo Logan Lerman. Já disse querida, nossos maridos estão em Hollywood, só falta a gente ir lá buscar.. ahushauhsuas Capítulo dedicado também aos leitores da fic, e a todos que gostaram dela, em geral. Obrigada por lerem.

Espero que tenham gostado, mil beijos e até a próxima.

Maíra Torres. :)