Bom, obrigada a todos que me mandaram comentários, fiquei super feliz *.*
O capítulo não foi betado, então, quaisquer erros me avisem.
Disclaimer: Os personagens de Death Note não me pertencem... Infelizmente *Se joga da ponte*
Boa leitura!
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Código L
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Inglaterra, inverno de 1984.
As árvores ao longo do caminho estavam quase sem folhas. O chão antes esverdeado e coberto por gramíneas, agora se encontrava branco por causa da neve que insistia em cair.
O garoto caminhava o mais rápido que podia, deixando na macia neve suas pequenas pegadas. Ao longe podia ouvir uma voz familiar lhe chamando. Sua mãe, com toda a certeza.
Vestido com um conjunto azulado, gorro, cachecol e grandes botas andou até avistar o jardim de sua casa. Ali, também, havia branco em todos os lugares. A água que jorrava da fonte no centro do local estava completamente congelada.
Próximo dali, dois homens com macacões acinzentados limpavam a neve que cobria a passagem para a garagem. O típico cenário de inverno. Na entrada da casa outros homens, todos de preto, faziam a segurança. Entre eles reconheceu a presença feminina que o chamava.
- Mamãe – Pronunciou calmamente, andando em sua direção.
- Filho! – Exclamou, pegando-o pelo braço e puxando para dentro da mansão – Quantas vezes vou ter que te dizer que não é para você sair sozinho?
- Mas...
- Por favor, não venha com desculpas. Agora, me diga onde estava.
- Procurando pistas – Respondeu sentando-se no sofá.
- Pistas?
- Sim – Disse levantando os braços e pulando de onde estava – Do tesouro – Continuou, arrancando do bolso um pedaço de papel e mostrando-o para mãe.
- Estava seguindo isso?
- Sim.
- Quem lhe deu?
- Papai.
- Eu sabia. Escute, não faça mais isso. Ok?
- Está bem – Seguiu até a taça na mesa ao lado do sofá e destampou-a, pegando uma bolinha de chocolate suíço.
- Lawliet... – Pronunciou a mãe com as mãos na cintura.
- Mas...
- Sem mais – A mulher ajoelhou-se arrancando da mão do filho o doce e em seguida abraçou-o – Sabe que tudo que fazemos é para o seu bem, não sabe?
- Sei...
- Sabe que não deve comer isso e nem andar sozinho, não é?
- Sei...
- Então, agora suba.
- Está bem.
O garoto subiu as escadas de mármore até seus aposentos. O quarto possuía as paredes brancas que contrastavam com o azul dos móveis. Havia ali um armário, uma escrivaninha, uma cama e alguns brinquedos jogados pelo chão.
Deu alguns passos até a janela e se aproximou, liberando nela seu hálito. No esfumaçado do vidro, desenhou um avião. Sempre quisera voar. Porém, seus pais diziam que era perigoso demais. Olhou pela janela e pode reconhecer ao longe a limusine de seu pai. Sorriu. Ia vê-lo depois de tantos dias. Voltou-se para trás e saiu em direção a entrada da casa.
O chofer abriu a porta para seu patrão sair. Saiu. O homem vestido com um terno e carregando uma pasta na mão, já possuía alguns fios brancos em seu cabelo bem penteado. Seus olhos azuis reluziam, logo abaixo sua barba bem feita emoldurava seu rosto.
- Papai!
- Filho, como você está? – Perguntou levantando o menino nos braços.
- Bem.
- Ian – Chamou a mulher que o abraçou junto a criança – É bom vê-lo.
- Digo o mesmo Evelyn, querida.
- Pai, como foram os negócios?
- Bons – Respondeu olhando para a esposa com ar preocupado – E você, cuidou de sua mãe?
- Claro, como prometi.
- Não deu trabalho?
- Não.
- Bom... – Interrompeu Evelyn – Hoje ele saiu sozinho seguindo o mapa que você lhe deu.
- Lawliet é perigoso, você sabe...
- Sim, mas eu estava atrás do tesouro.
- O mapa era só do jardim, não saia da propriedade. O que estava fazendo lá fora?
- A probabilidade de o mapa ser falso era de 99% então resolvi procurar no lugar que melhor teria condições de abrigar um tesouro.
- Probabilidade? Você sabe o que é isso?
- Claro.
- Filho...
- Ian – Pronunciou a mulher – De qualquer forma não deveria dar essas coisas a ele. Você estimula atitudes ruins por parte do garoto.
- Eu? Eu? – Colocou o menino no chão – Entre agora.
Lawliet não discutiu, sabia que não havia modos de fazer seu pai mudar de idéia. Era uma pessoa decidida e severa, assim como sua mãe. Eles, apesar de inúmeras brigas formavam um casal perfeito. Evelyn era dez anos mais jovem que o marido e também possuía olhos azuis. Seus cabelos eram castanhos claros e seu gênio extremamente forte.
- Você acha que a culpa é minha? É culpa minha tudo isso?
- Não disse dessa forma... Mas essas coisas que você dá para ele fazer...
- Ele gosta.
- Eu sei... Mas, ele é uma criança frágil.
- Você acha que não sei disso?
- Ok, Ian. Não vamos brigar, pelo menos hoje.
- Tem razão – Disse o homem, se recompondo.
- Como foi?
- Péssimo. A situação é pior do que pensávamos.
- O quê? – Perguntou assustada.
- Eles querem mais dinheiro...
- Mais? Acabamos de enviar uma quantia imensa!
- Parece que não foi o suficiente.
- Não acredito. E o projeto?
- Estão procurando.
O garoto escondido atrás da porta de madeira ouvia a conversa dos pais atentamente. Não compreendia o que falavam, porém sabia que era importante. Resolveu sair dali. Seguiu até a cozinha, onde alguns empregados preparavam o almoço. Pegou um pequeno banco e o posicionou diante da pia. Estendeu as pequenas mãos e começou a lava – las, enquanto pensava nas palavras de seu pai.
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Continua...
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