GRAVATAS E CORPOS
Capítulo 2
AUTORA: Lady K
DISCLAIMER: Todos os personagens da série "Bones" são propriedade de HH e Fox (não venham me pentelhar), mas nada me impede de pegá-los emprestado só um pouquinho.
GÊNERO: Aventura, romance, mistério, terror, comédia, drama e umas cenas calientes (quem sabe? Depende do meu humor). Eu sei q ninguém liga p/ esses avisos, MAS, fiquem fora desta fic, crianças! Não me responsabilizo por qualquer dano psicológico ou moral..
AVISO IMPORTATÍSSIMO: Contém spoilers da 5ª temporada. O tempo é após o episódio em que a aparece a Dra. Catherine Klein.
COMMENTS: Escrever realmente está me ajudando a diminuir a ansiedade pelo 100° episódio, isso é terapêutico.
Obrigada pelos comments, meninas ;)
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Texas
Tudo que restava dos corpos das vítimas do serial killer era, agora, uma pilha ossos, devidamente arranjados, cada qual sobre a mesa metálica do necrotério. Tecidos vivos, amostras e demais evidências já haviam sido enviados ao Jeffersonian.
No canto, sobre a mesa de anotações, Brennan instalou seu lap top, sua conexão direta com os membros de sua equipe. Sentado aí, Booth examinava as informações do caso quando seu celular vibrou ao sinal de mensagem.
"Novidades. Abram suas mensagem e a web cam. Angela."
"Ei, Bones, veja só isso. Os squints já tem algo para nós."
Ela sorriu, retirando as luvas, e foi até ele, iniciando o programa. A recepção, como eles já haviam percebido antes, não era muito boa naquela região, dificultando a conexão. Enquanto esperava, ela voltou sua atenção a um dos corpos, pegando com cuidado um dos pequenos ossos das falanges.
"Conheço esse olhar, Bones. Encontrou alguma coisa?"
"Hummm... talvez... eu deixei uma lupa aí?" - Concentrada, sua atenção 100% focada no delicado osso, caminho na direção de Booth, não notando uma falha no piso que a fez tropeçar, jogando para baixo da mesa o osso.
"Oh não, droga!" - Rapidamente e pensar duas vezes, ela se atirou para baixo da mesa, não notando um muito, muito envergonhado Booth ainda sentado ali.
"Bones, o que você..."
"Ei, pessoal, aproveitando o passeio?" - A voz animada e, ele bem sabia, maliciosa, de Angela, o deteve.
"Oi... Angela..."
"Booth, pare de se mexer, você não está ajudando" - Angela precisou levar a mão à boca para conter a gargalhada ao ligar o embaraço de Booth à voz de Brennan vindo de baixo da mesa.
"Ai, bati a cabeça..." - A antropóloga reclamou antes de se levantar apenas o suficiente para olhar para a tela do computador, cena esta que o Dr. Hodgins chegou em tempo para presenciar.
"Wow! Dra. B.! Parece que isso dá um novo significado a 'consertar o encanamento'" - Ele e Angela compártilhavam a mesma expressão de surpresa e, claro, muita diversão.
Booth os fuzilou com o olhar. Também não se esqueceu de agradecer a Deus por Temperance não captar as coisas com rapidez, e nem as sutileza de uma metáfora, ou ele estaria em uma situação ainda mais complicada. Definitivamente.
"Não sei o que consertar o encanamento pode ter a ver com o caso... o que descobriram?"
"Havia alguns hematomas perimortem nas fotos dos corpos e tratei da rodá-las num programa de isolamento de cores. A boa notícia, para nós e não para a vítima, claro, é que tratavam-se de mordidas" - Angela falava enquanto as imagens iam, instantaneamente, sendo abertas por Booth e Brennan.
Booth examinava as fotos com discreta perplexidade. Anos nesse trabalho não deixavam com que se esquece que o potencial humano para o mal era infinito. Pensar no sofrimento dessas vítimas era uma idéia torturante, ao mesmo tempo em que o motivava a livrar a sociedade de uma criatura que não merecia fazer parte dela.
"Bom trabalho, Angela. Nosso trabalho então está praticamente concluído" - Brennan se antecipou.
"Não, querida, aí é que começam os problemas. Consegui montar um molde virtual da arcada dentária para procurar no sistema. Achei um tal Alex Coleman, que esteve preso por agressão a uma mulher há 12 anos. Só que desde então, o cara simplesmente desapareceu. Nenhum registro em bancos, seguro, emprego... nada."
"Pode ter mudado de identidade. Pra esse cara conseguir passar despercebido, realizando esses crimes, ele tinha que se proteger" - Booth começava a se preocupar. A lembrança de Epps à memória foi inevitável.
"E dentre as fibras nas amostras que me mandou, havia farpas de Persea americana, uma árvore da família das laureáceas, nativa do México ou da América do Sul, conhecida vulgarmente como abacate" – Continuou Hodgins. "Como podem ver nos dados enviados, há apenas 4 lugares no estado onde são cultivadas. Senhoras e senhores, podem se curvar diante do rei do laboratório!"
"Bom trabalho, Hodgins. Você também, Angela" – Temperance fechou o lap top em seguida.
"Ei, Bones, sabe o que Sweets me disse que pode ser essa coisa do Hodgins com 'rei do laboratório'?" - Ela enrugou a testa, sem entender. "Que ele tenta compensar por outra coisa... coisinha... você sabe..." - Falou as últimas palavras num tom mais baixo, mas como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
"Compensar? Talvez o fato de Hodgins trabalhar com você, um típico macho alfa, o faça tornar-se competitivo pelo privilégio de..."
"Oh não, Bones, não é nada disso, ok? Esquece... você não tem jeito mesmo."
"O que foi que eu disse?"
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Graças às informações de Hodgins, Booth e Brennan visitaram os poucos locais com plantações de Persea americana, encontrando, na terceira tentativa, o provável local dos crimes. Uma pequena fazenda abandonada há alguns anos, especializada em frutas exóticas.
Ao entrarem em contato com o proprietário, este se mostrou bastante surpreso, alegando que a propriedade, apesar de desativada pela baixa nas vendas, não estava abandonada, já que havia um caseiro.
Ao se encontrarem da entrada da propriedade com o proprietário, mostraram a foto do suspeito encontrado no sistema.
"Aqui seria uma simulação de sua imagem atualmente" - Brennan lhe explicou.
"Sim, sim, creio que pode ser o meu caseiro, mas esse não é seu nome e sim Vitor Sanford."
O homem recebeu instruções para sair dali enquanto eles entravam na propriedade para procurar o homem. Cerca de 1km à frente ficava a casa principal da fazenda, onde vivia o suspeito.
Assim que Booth saiu do carro, com a arma em punho, Temperance o seguiu.
"Onde pensa que vai? Qual é a regra nessas situações?"
Cruzando os braços, emburrada como uma criança que acaba de ser interrompida na brincadeira, ela lhe lançou o olhar que exprimia todo o seu desapontamento. - "Armas vão na frente, já sei. Mas é que estamos em outra situação de risco e é nessas horas em que eu amaldiçoo aquele dia em que você me negou uma arma. Tudo isso porque seu instinto protetor não..."
"Shhhhh. Jesus, Bones! Quer continuar discutindo até o cara mal perceber que estamos aqui e dar no pé?" - Ele tentava falar baixo. Mesmo diante da situação absurda, ele não deixava de achar graça do comportamento nada pragmático dela. Coisa que ele não revelaria nem sob tortura. "Fique bem aqui atrás e me siga."
"Eu tenho que ficar aqui ou seguir você?"
Ele a olhou, arqueando as sobrancelhas.
"Oh entendi, entendi."
A porta da frente estava apenas encostada, dando entrada a uma pequena sala de TV, modestamente mobilhada. Booth foi até a cozinha enquanto ela ficava de olho na frente, atentos a que o suspeito não fugisse por um lado enquanto eles olhavam o outro lado.
"Vou subir as escadas, fique aqui. Se acontecer alguma coisa, vá para o carro e chame reforçou, ok?"
Havia apenas três quartos no andar de cima e praticamente nada para olhar. Dois deles estavam vazios, apenas um parecia ser o quarto ocupado pelo caseiro.
Os ombros de Booth pareceram se relaxar um pouco. Ainda assim, tinha aquela estranha sensação de estar sendo observado, como se o inimigo estivesse à espreita, pronto para atacar.
Enquanto isso, Brennan mantinha os olhos na escada, atenta ao parceiro. Mal teve tempo para sentir a dor lacerante quando um golpe a acertou na cabeça, fazendo-a desmaiar.
"Ei, Bones, está limpo. Nem sinal de... Bones?" - Ele sentiu que seu pressentimento parecia ter fundamento, jamais seu instinto o deixara na mão.
O barulho de um motor chamou sua atenção, fazendo-o correr para fora. Uma caminhonete saiu à toda velocidade da garagem, levando o portão consigo.
Booth ainda deu alguns tiros sem nada conseguir e, ao chegar à SUV, a porta estava apenas encostada e o painel, aberto, com os fios desconectados.
"Droga!" - Gritou ao bater no veículo e observar o veículo partir, provavelmente, com sua parceira dentro.
CONTINUA...
