GRAVATAS E CORPOS
Capítulo 3
AUTORA: Lady K
DISCLAIMER: Todos os personagens da série "Bones" são propriedade de HH e Fox (não venham me pentelhar), mas nada me impede de pegá-los emprestado só um pouquinho.
GÊNERO: Aventura, romance, mistério, terror, comédia, drama e umas cenas calientes (quem sabe? Depende do meu humor). Eu sei q ninguém liga p/ esses avisos, MAS, fiquem fora desta fic, crianças! Não me responsabilizo por qualquer dano psicológico ou moral.
AVISO IMPORTATÍSSIMO: Contém spoilers da 5ª temporada. O tempo é após o episódio em que a aparece a Dra. Catherine Klein.
COMMENTS:
Brennan: aí vai mais um, continue acompanhando ;)
Lou: Filha recém-descoberta rs...!!!! Eu não mato ninguém, apenas torturo de leve :D
MMMM: Eu também prefiro quando o Booth é raptado só pra ver a Brenn se descontrolar, concordo com vc. Essa história meio que se criou sozinha na minha cabeça e eu só segui a idéia, mas como pretendo escrever outras, pode deixar que ainda pego o Booth de jeito ;)
Mrs Clarissa Black: Eu com certeza estou também nessa agonia. Acho que estamos chegando num ponto em Bones que está difícil segurar o romance, que é inevitável. Enquanto isso, HH quer ficar enrolando. Eu sou mais de partir pra ação. Estou ansiosa pela promessa de beijo no 100° episódio, espero que n fique sem graça como o beijo cortado do natal :(
Obrigada a todas por acompanharem esta fic ;) Bjão
"Sobre o assunto importante... tenha certeza sobre seus sentimentos, porque se você se declarar e depois voltar atrás, a Dra. Brennan irá morrer de solidão antes de confiar em alguém outra vez" - Camille sentou-se no assento em frente ao de Booth, no Dinner.
"Mas o que..." - o agente começou a falar, detendo-se. Lembrava-se de já ter ouvido isso de Cam em outra ocasião, não tendo tempo de se questionar sobre o que significava aquilo, pois Gordon Gordon tomou assento ao lado de Cam.
"Agente Booth, eu lhe recomendei que tivesse esperança e paciência, não foi? Só não precisava seguir tão a risca o segundo item" - o psiquiatra e chef começou em seu sotaque inglês que o fazia soar ainda mais óbvio.
"Bobagem, baixinho! Eu já não lhe disse que tudo que precisa saber está aí dentro?"
"Vô?!" - Booth estava cada vez mais confuso, observando o velhinho sentar-se a seu lado. Deu um cascudo na cabeça do neto e prosseguiu.
"Não seja um cabeça oca. Cavalo branco só passa uma vez, filho. Com Rebecca, que era uma clara perda de tempo, você se arriscou, por que não com a moça dos ossos, que é mulher para a vida toda?"
"Ok, ok, todos vocês, calados. Isso só pode ser um sonho. Ou melhor, um pesadelo, uma convenção das bruxas. Bones está desaparecida, nas mãos de um psicopata, e vocês estão pensando em romance? Há coisas mais importantes no momento se não perceberam."
"Ahan, nunca é o momento. É por isso que você sempre recua, cheio de dedos, ao invés de falar logo. E você é um idiota se pensa que ela não corresponde, baixinho."
"Interessante" - Sweets surgiu, colocando uma cadeira para sentar-se na ponta da mesa. "Se não me engano, já comentei em nossas sessões que os sonhos são a manifestação de desejos reprimidos. Logo, se você acredita que, em sonho, seus amigos o aconselham a seguir em frente e encarar seus sentimentos pela Dra. Brennan..."
"Não, não..." - Booth ia retrucar, quando sentiu seu ombro ser chacoalhado.
"Agente Booth?! Desculpe acordá-lo. Telefone para o senhor" - um policial o chamava, indicando o telefone ao lado da mesa. Somente então deu-se conta de que havia cochilado no sofá da delegacia.
"Oi, Booth. É a Angela. Alguma novidade?"
"Não, ainda não."
"Olhe, eu só liguei para dizer que estamos trabalhando sem parar aqui em busca de pistas e que nós vamos encontrá-la, com certeza."
"Obrigado, Angela."
A claridade, aos poucos, foi fazendo Temperance abrir os olhos. Seus músculos, doloridos, indicavam que estava na mesma posição há horas. Deitada no chão, tinha as mãos amarradas e posicionadas nas costas, seus tornozelos também estavam fortemente atados e um pedaço de pano foi amarrado à nuca. O tecido começava a machucar o canto dos lábios, ressecando a boca.
"Ora, se não é a bela adormecida enfim despertando de seu sono" - uma voz masculina extremamente calma, mas não menos ameaçadora fez-se presente, no outro canto do quarto, sentado em uma cadeira, observando-a. "Deve estar se perguntando o que faz aqui, quem sou e o que quero, quando, na verdade, já sabe a resposta" - foi falando tranquilamente.
Levantou-se e foi até ela, afastando uma mecha de cabelo que lhe caía sobre o rosto, ao que ela deu um pequeno sinal de repulsa, recuando. Ele sorriu.
"Quando vi nos jornais que você foi chamada para trabalhar no meu caso, pensei: É, eu estou me tornando uma celebridade. Quero dizer, as outras eram mulheres eram uma mera entrada comparadas a você. Ah Dra. Brennan, você é o prato principal, o qual pretendo degustar muito lentamente, saboreando cada segundo."
Inevitavelmente, Temperance lembrava-se das outras vítimas: torturadas, mutiladas, violentadas e, por fim, mortas. Ao mesmo tempo, pensava nas possibilidades. Booth e os squints, a essa altura, já deveriam estar perto de encontrá-la, mas não poderia contar apenas com isso. Talvez não chegassem a tempo...
Da cintura, o homem tirou uma faca, levando-a na direção dela. Sobressaltada, começou a debater-se, ao que ele deu uma risada, e cortou o trapo que tampava-lhe a boca.
"Calma... nem começamos a brincadeira" - E da expressão sorridente e calma, ele foi a uma de pura fúria e num ímpeto, agarrou-a pelo braço e, brutalmente, a jogou de uma vez sobre a cama no meio do quarto. Com a mesma força, deu-lhe um soco no rosto, na altura do maxilar.
Desorientada, demorou alguns longos segundos para que ela voltasse a si, quando então seu raptor deu as costas e saiu, trancando a porta e deixando-a sozinha.
"Angela, escuta essa" - Sweets entrou na sala da artista. "Esse Alex Coleman tem todo esse problema com figuras femininas autoritárias e é provável que agora que o retiramos de sua rotina nos crimes, ele retorne às origens."
"Wow, garotão, sabe que esse negócio de psicologia não é a minha área."
"Olha isso..." - o psicólogo abriu a pasta do acusado sobre a mesa. "O pai era um militar severo que faleceu quando Coleman era adolescente. As duas irmãs, dez anos mais velhas que ele, seguiram a carreira militar. Parece que estão na Europa em missão. A mãe faleceu há alguns anos de câncer, e acredito que fosse uma figura passiva. Então imagine a pressão que não deveria haver por parte desse pai, para que seu único filho fosse militar, ao mesmo tempo em que somente as filhas conseguiram? O cara foi rejeitado já na época do alistamento."
"Se as irmãs estão na Europa, papai e mamãe mortos..." - Ela digitou rapidamente as novas informações. Em alguns minutos, o computador deu a informação. "Há uma casa à venda no nome da mãe, para ser dividida entre os herdeiros."
Pouco depois, o telefone do agente Booth tocou.
"Booth, acho que sabemos onde ela está..." - Sweets começou.
CONTINUA...
