Capítulo 1 -

Anne despertou do que pareceu ser um sono muito profundo. Ainda estava sentindo muita dor, mas estava um pouco mais forte. Ela olhou para o lado e um pouco distante, o homem loiro a observava.

- Você acordou! Que bom! Como se sente? - Disse ele.

- Um pouco melhor... - Anne disse, com um pouco de dificuldade. - Desculpe... quem é você?

- Meu nome é Carlisle. - Ele respondeu com um sorriso.

- Você é médico?

- Pode se dizer que sim.

- Bom... obrigada, eu pensei que eu fosse... mor... - Anne não conseguiu concluir. Fechou seus olhos e respirou fundo.

- Não. Você está muito machucada, mas é forte, não corre nenhum risco.

- Obrigada... obrigada por me ajudar.

Carlisle sorriu. - Descanse, você precisa repousar bastante.

Anne adormeceu novamente.

Os dias foram passando e Anne foi se recuperando aos poucos. Carlisle a ajudou durante um tempo e depois a levou para um hospital. Ele a visitava todos os dias, até que Anne finalmente se recuperou por completo.

- Anne, você não me falou nada sobre sua família. Eu tenho que avisar seus parentes, você já pode ir para casa. - Disse Carlisle.

- Não. Eu não tenho família. - Ela respondeu.

- Você não tem ninguém? Não tem para onde ir?

- Não.

Carlisle olhou para ela, estava com pena.

- Tudo bem, não tem problema. Eu verei como posso ajudar.

- Não, não precisa, já me ajudou bastante, obrigada.

Anne sorriu, estava realmente muito grata, mas não queria incomodá-lo mais. Mas ela pensou um pouco e disse:

- Na verdade, eu queria pedir uma coisa... se possível, é claro.

- O que é?

- Eu queria ir embora daqui... para uma outra cidade.

- Bom, se é isso que quer, eu acho que posso ajudar.

No dia seguinte, Carlisle voltou para buscar Anne. Ele contou que havia conseguido um lugar para ela ficar, numa cidade próxima.

Anne se mudou para a cidade, Carlisle costumava visitá-la algumas vezes por semana, eles passavam horas conversando, porém ele nunca se aproximava muito e só aparecia depois do pôr-do-sol, sempre. Embora Anne achasse isso um pouco estranho, não se incomadava, gostava muito da companhia dele.