Capítulo 2: Se Goku é o Papai Noel, quem são os ajudantes?

- É mesmo! Por que o Goku? – Kulilin perguntou.

- Foi por indicação do Kami Sama. – o duende respondeu.

- O Dende? – Goku perguntou. – Por que ele me indicou?

- Bom... Ele me disse que você era o mais indicado... E que preenchia o principal requisito pra ser um Papai Noel... O coração puro.

- Se ter coração puro é o mesmo que ser retardado – Vegeta alfinetou. – Kakarotto com certeza preenche todo esse requisito!

Goku não falou nada. A implicância de Vegeta podia ter diminuído, mas não acabara. Ele deixava esses "elogios" entrarem por um ouvido e saírem pelo outro. Além disso, já estava muito acostumado com isso.

O príncipe saiyajin não era o único a colocar sua inteligência em dúvida...

Se Goku, que era Goku, não tava nem aí pro que Vegeta dizia a seu respeito, o mesmo não se podia falar de Chi Chi. Ela se aproximou de Vegeta, muito furiosa:

- Ele não é nenhum retardado! Ele tem o coração puro, bem diferente de você, seu delinquente espacial!

- Do que me chamou? Repita, se tiver coragem!

- Delinquente espacial!

- Se eu sou um delinquente espacial, você é uma bruxa!

- Como ousa ofender uma dama delicada como eu? Além disso, sou a mulher do saiyajin mais poderoso do universo!

- Mas isso não significa que você deixou de ser uma bruxa! – Vegeta replicou com sarcasmo.

Chi Chi pegou uma pá que estava ao lado da lareira e tentou acertar Vegeta. O saiyajin, usando sua velocidade, se esquivou facilmente. Mas a "pazada" fez uma vítima do mesmo jeito.

- AAAHHH! – alguém gritou.

A vítima foi parar com a cara na parede do outro lado da sala.

- Kulilin! – Yamcha disse indo acudir o amigo. – Tá doendo?

- Ai... – o baixinho respondeu. – Só quando rio... Hehehe... – e tombou.

Maron também foi acudir o pai.

- Papai! Acorda, papai!

E Goku – claro, seu melhor amigo – também foi acudi-lo.

- Kulilin... Kulilin, tá tudo bem?

O baixinho, por fim, recobrou a consciência:

- Aiaiaiaiai... – disse com uma das mãos no rosto. – Alguém anotou a placa da pá que me atingiu?

- Você queria matar o Kulilin, é? – Nº 18 perguntou irada para Chi Chi.

- A culpa é desse delinquente! – ela disse, apontando para Vegeta.

- Vão tentar me bater, é? – o saiyajin perguntou com sua costumeira ironia.

- O que acha? – as duas perguntaram, prontas para partir para cima dele.

- Vegeta! – Bulma chamou a atenção do marido. – Para de agir como uma pessoa imatura!

- Chi Chi, tenha calma! – Goku disse.

- Relaxa, Nº 18! – Kulilin disse à esposa. – Já tô bem...! Ui...! – passou a mão pelo rosto dolorido.

- Tá certo! – a loira respondeu. – Mas da próxima vez não respondo por mim!

- Goku! – o duende, que assistia impressionado à confusão, o chamou.

O herói se aproximou dele.

- Tô aqui.

- Não se mexa.

- Por quê?

- Você vai ver...

O duende estendeu as duas mãos para a direção do saiyajin. Nisso, uma nuvem brilhante o envolveu por alguns segundos, até se dissipar em seguida.

- Uaaaauuu...! – Goten exclamou todo sorridente.

- Que legal! – Trunks disse.

- Puxa, o senhor Goku ficou legal! – Maron acrescentou.

- Quem diria... – Gohan falou sorridente feito uma criança. – Meu papai é Noel...

Simplesmente Goku estava quase que totalmente a caráter. A roupa vermelha e branca, o gorro na cabeça, que deixava escapar a sua cabeleira rebelde. Isso, sem contar as luvas brancas e o cinto e as botas pretas.

Mas, faltavam duas coisas para Goku se tornar um Papai Noel completo: ser velhinho e barrigudo. Com o feitiço, ele não envelheceu, e muito menos perdeu sua forma.

- Ué... – disse o duende. – Será que a minha magia falhou?

- Sei lá... – Goku respondeu. – Tenta de novo...

O duende fez uma nova tentativa. Mas, de novo, não funcionou.

- Será que tô perdendo a prática?

- Talvez seja por ele ser um saiyajin. – Vegeta interveio. – Nossa raça não envelhece facilmente.

- É... – o duende assentiu pensativo. – O que você diz pode fazer sentido. Bem... Não faz mal... Só queria que ele ficasse mais convincente, mas tudo bem. Agora temos o Papai Noel, só faltam os ajudantes...

- Ajudantes? – Goku perguntou. – Pra mim? Não precisa, eu aguento carregar os presentes...

- A questão não é a força, Goku... É a velocidade com que você vai distribuir os presentes...

- Ah, tudo bem, mas... Cadê os ajudantes?

- Só presta atenção aqui...

O duende fechou os olhos e apontou uma das mãos para o alto. Dessa mão, saíram partículas brilhantes que envolveram cinco pessoas da turma: Piccolo, Trunks, Kulilin, Goten e Vegeta.

Quando a nuvem brilhante sumiu...

- Que roupa ridícula é essa? – Piccolo protestou revoltado.

A sua tradicional roupa roxa, com capa e turbante brancos, deu lugar a calças verde-musgo com suspensórios e camiseta de manga longa, listrada de vermelho e branco. E, pra completar o visual, tinha um gorro branco e vermelho na cabeça.

- É o uniforme padrão dos duendes, não tá vendo que é igual ao meu?

- Devolve a minha roupa!

- Depois que todos os presentes forem entregues pelo mundo!

- Como é que é? – Piccolo, a essa altura, estava roxo de raiva.

- O que você ouviu!

O namek teve muito trabalho pra recobrar seu equilíbrio de Kami Sama. Mas, enquanto ele tentava se acalmar, outro já estava surtando. Era Yamcha, que estava tendo um ataque que o fazia rolar de tanto rir. O motivo do ataque de risos? Não, não era Piccolo. Pior. Muito pior...

- NANICO IDIOTA! COMO VOCÊ OUSA FAZER ISSO COMIGO?

A razão do ataque de risos era Vegeta. Se Piccolo já achava ruim a roupa de duende, com o saiyajin a coisa tinha sido pior. Além da roupa, Vegeta ficou com orelhas pontudas, como as do namek. Pra piorar um pouquinho mais, a vasta cabeleira negra espetada tornou-se... VERDE!

Agarrou o duende pela gola da camiseta e o encarou com seu famoso – e assustador – olhar de assassino. Disse:

- Se você não me fizer voltar ao normal AGORA... Vou te fazer EM PEDACINHOS!

Mas quem diz que o duende ficou com medo?

- Vai em frente... – ele disse. – Mas se me matar, você fica assim PRA SEMPRE!

- Você venceu! – o saiyajin disse ao largá-lo. – Mas você vai me pagar!

Goten, Trunks e Kulilin também acabaram ficando com orelhas pontudas e cabelos verdes. O baixinho suspirou:

- E eu achava que poderia ganhar um nariz...

- Ô Papai Noel, vem pra fora! E os ajudantes, também!

- "Ajudante", o escambau! – Vegeta protestou, ainda revoltado. – Sou um príncipe, não percebeu?

- Neste momento, você é um ajudante! – o duende replicou. – E não adianta reclamar, ameaçar ou tentar me matar... Você só volta ao normal depois da entrega de todos os presentes... E se eu estiver vivo! Se você me matar, TÁ LASCADO!

- Duende idiota... – o saiyajin resmungou.