Capítulo 4: A entrega dos presentes – Moleza? Não, mesmo!
- KAKAROTTO, SEU IMBECIL! FAÇA ALGUMA COISA!
O trenó subia para a estratosfera a uma velocidade vertiginosa, enquanto Vegeta tentava tomar o lugar de piloto do veículo. Enquanto isso, Goku procurava por qualquer botão que estabilizasse o trenó, até que, por fim, o encontrou. Era só apertar novamente o botão amarelo, que reduziu a velocidade, permitindo ao herói estabilizar o veículo no ar. Com isso, respirou pra lá de aliviado.
- Ufa... Ainda bem que deu certo...
- Sorte a sua...! – Vegeta disse, enquanto cruzava os braços. – Senão eu seria capaz de me transformar em Super Saiyajin 3 só pra acabar com você!
- E eu seria capaz de ajudar o Vegeta! – Piccolo acrescentou, quase esticando os braços de namekuseijin para estrangular o herói.
- Piccolo! Vegeta! – Kulilin interveio. – Tenham calma!
- Adultos... – Trunks disse, meneando a cabeça em sinal de reprovação. – Depois dizem que as crianças é que são imaturas...
- É verdade, Trunks... – Goten concordou, fazendo o mesmo gesto que o amigo.
Um silêncio sepulcral tomou conta do trenó e uma enorme gota apareceu na cabeça de cada um dos adultos presentes. Goku coçou a nuca como de costume e deu um risinho meio constrangido. Piccolo corou de vergonha, pois ele, que era a "maturidade" personificada, havia perdido o bom senso. Kulilin havia olhado para os garotos e ficou totalmente sem graça. E Vegeta foi quem mais ficou constrangido, por levar uma "bronca" do próprio filho. Após ouvi-la, engoliu em seco e o olho direito tremeu como um tique nervoso.
- Alguém tem ideia de onde vamos entregar os primeiros presentes? – Goku perguntou.
- Você é o "Papai Noel" aqui, não? – Vegeta respondeu.
- Sim, mas é que o duende deve ter se esquecido de me passar o roteiro.
- Sem contar que não temos muito tempo pra entregar esses presentes. – Piccolo lembrou.
- Tem razão, Piccolo. – Kulilin concordou. – Afinal, são seis bilhões de presentes a serem entregues. Não podemos demorar com isso, ou o Natal de muita gente vai ser arruinado.
- Senhor Goku... – Trunks chamou o herói, com ar pensativo.
- Diga, Trunks.
- Você sabe o que é um "GPS"?
- Acho que tem um desses no meu carro, mas já faz algum tempo que não dirijo. Ele funciona de um jeito parecido com o Radar do Dragão, não é?
- Mais ou menos. Acho que tem um desses aqui no trenó.
- É mesmo! – ele encontrou o dito dispositivo e ligou. – Olha ele aqui!
- Talvez a rota esteja traçada no GPS, não é isso que você quer dizer, Trunks? – Vegeta perguntou, já entendendo a ideia do garoto.
- É.
- Que botão aperto pra ver? – Goku perguntou.
- EU vou apertar o botão certo, antes que você resolva apertar um botão que desligue esta joça! – Vegeta disse.
Vegeta apertou um botão, que fez as turbinas apagarem de vez e o trenó perder altitude rapidamente.
- O QUE VOCÊ FEZ, VEGETA? – Piccolo berrou.
- Calma aí! – Goku disse e apertou o botão verde, que religou as turbinas.
Com o baque das turbinas sendo religadas, todo mundo foi parar com a cara no parabrisa.
- O que você tava dizendo, Vegeta...? – Kulilin fez cara de cético para o "príncipe-duende-saiyajin".
- Cala... a... boca... nanico...!
O radar apitou com mais intensidade na mão de Gohan. O sinal estava mais forte.
- Estamos bem perto da esfera de quatro estrelas. – disse.
Videl, logo à frente dele e do duende, avisou:
- Já encontrei! – mostrou a esfera de quatro estrelas como se fosse um troféu.
A esfera estava no oco de um pinheiro de uma floresta fria. Gohan analisou mais uma vez o radar.
- Bom... A primeira parte do plano já foi feita! Agora vamos à segunda parte!
- E qual é essa "segunda parte"? – o duende perguntou.
- Eu conto no caminho. – Gohan respondeu, já levantando voo, seguido por Videl e pelo duende.
- Bem... Já chegamos. – Goku disse, após pousar o trenó sobre o telhado de uma casa. – Como é que eu vou entrar?
- É pela chaminé, papai! – Goten disse.
- Ah, é... – coçou a nuca e começou a rir. – Eu tinha esquecido!
- Goku – Piccolo o chamou. – Os presentes!
- Seja rápido! – Vegeta advertiu.
O namek jogou um saco pequeno para ele, que saltou até a chaminé. Mas, ao entrar nela...
- Pessoal... – ele disse. – Eu acho que estamos com um pequeno problema aqui...
- Que problema? – Kulilin perguntou.
- Acho... Que entalei!
- O quê?
- Sério, Kulilin. Os meus ombros não passam pela chaminé...!
- Por que você não aumenta o seu ki e explode essa chaminé? – Vegeta questionou.
- Isso chamaria a atenção, Vegeta. – Piccolo advertiu. – E temos que entregar presentes, não acumular prejuízos.
E lá foram os "ajudantes" desentalar Goku da chaminé, até que conseguiram. Claro que não sem ter uma queda coletiva no telhado, com um em cima do outro. Depois desse contratempo, todos começaram a pensar numa estratégia a fim de permitir a Goku entrar na casa e deixar os presentes.
- Por que não aproveitamos o teletransporte do Goku? – Piccolo sugeriu.
- Não é má ideia. – Vegeta estava pensativo como um típico estrategista. – A técnica do teletransporte do Kakarotto poderia ajudar...
- Mas eu só posso me teletransportar para onde eu sentir um ki. – Goku avisou. – De outra forma, a técnica não funciona. E se for um ki pequeno, vou ter dificuldade de localizar.
- Parece que já tenho uma solução. – Vegeta anunciou com um sorriso confiante, olhando para Trunks e Goten.
- E qual é? – Kulilin expressou sua curiosidade.
- Trunks! Goten! – ele os chamou.
- Sim! – os dois responderam prontamente.
- Entrem pela chaminé! Vocês vão descobrir a minha ideia!
Sem questionamentos, os dois amigos entraram facilmente pela chaminé, por serem pequenos. Os adultos olharam para Vegeta, querendo explicações do "saiyajin-estrategista". Mas não foi necessário ele explicar.
- Ah! Agora entendi! – Goku exclamou. – É só eu localizar os kis dos garotos e me teletransportar, não é isso? Grande ideia, Vegeta!
- Então, anda logo! Quero voltar ao normal o mais rápido possível!
Goku logo se teletransportou para dentro da casa, onde deixou os presentes que os seus "ajudantes" lhe passavam. Piccolo pegava os presentes do trenó e passava para Vegeta, que passava para Kulilin, que jogava pela chaminé para Trunks, que passava para Goten, que entregava para o seu pai, que, por fim, os depositava embaixo da árvore de Natal.
Depois da tarefa cumprida, Goku e os garotos se juntaram aos outros, graças ao teletransporte.
E, assim, conseguiram recuperar o tempo perdido e continuaram as entregas de presentes pelo mundo. E sem maiores transtornos com a pilotagem, pois Goku já havia pegado o jeito com o trenó.
Agora, faltava pouco para concluírem a tarefa.
