Esta é minha primeira fic postada aqui. Eu a dedico àquela que primeiro acreditou no meu talento (?) enquanto ficwriter.

Uchiha Yuuki, essa é pra você =D. Sempre achei que NejiTen fosse seu casal favorito.

Disclaimer: Naruto não me pertence. Mas que DROGA!

Fic em quatro partes. (yes, essa fic ganhou mais um capítulo! Maiores explicações no final.)

II – Honrar – parte I.

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A cabeça latejava, doía-lhe, insistente. Um olhar descuidado para o pequeno relógio que adornava a escrivaninha lhe revelou o óbvio avançado da hora: duas e trinta e oito da manhã. Há muito que a vila inteira dormia, luzes apagadas até onde ele podia ver, através do contorno preciso que a moldura da janela oferecia.

Massageou as têmporas doloridas. Mais algumas poucas linhas a serem redigidas e o seu trabalho estaria terminado. Mirou as folhas com indulgência, borrões negros espalhados sobre a superfície branca, um pouco platinada pelo reflexo confuso da lua que invadia o cômodo, revirando tudo. Um banho gelado e o conforto da cama, quando aquilo acabasse. Nada era mais sedutor.

Escrever relatórios era sem dúvida a parte mais estafante do trabalho de um shinobi. Encarar inimigos, colocar a própria vida a prêmio e ser perseguido por diferentes ninjas, pertencentes às organizações militares mais escusas, era o lado prazeroso da rotina. Registrar todos os percalços depois era o que o destruía.

Não era remorso. Não era medo de relembrar. Tudo o que ele fazia, cada golpe aplicado, cada vida que fora preciso liquidar, cada etapa na sua longa lista de inúmeros sucessos e raríssimos fracassos, ele aceitava, com a passividade e frieza que lhe eram habituais. Só não gostava de verbalizar, de pôr por escrito, como em um atestado fatal, a sutil obviedade de seus passos. A cada dia bastava o seu próprio mal. Se o que fora requisitado estava feito, detalhes eram mera especulação, acúmulo de poeira nos aquivos de Konoha.

Também não era o receio da formalidade que um relatório ninja implicava. Estava habituado às palavras difíceis, às cerimônias complicadas, às negociações sutis. Sua vida no clã o obrigara a saber de tudo aquilo. Indivíduo amorfo em seu próprio lar, era venerado pelo ramo secundário, era temido pelo ramo principal. "Tudo poderia ter sido diferente.". Só que não fora. Ponto.

O relatório apenas o saturava. E, em um efeito colateral, trazia as dores de cabeça que agora o afligiam. A aragem fresca que se chegava pela janela escancarada e fazia ondular as cortinas creme ajudava a amenizar a sensação dolorida. Aquela doce brisa o acalentava, preenchia os espaços do seu corpo, nu da cintura para cima.

A janela aberta, o vento calmo, o riso solto. O piso gélido, o toque quente. A última noite verdadeiramente feliz da sua vida. Fora em uma noite como aquela, antes que as sombras noturnas arrastassem a sua única possibilidade de esperança. O seu exemplo. O seu estímulo. A sua melhor chance de chegar ao ápice.

"Por que as lembranças do passado vêm me atormentar agora?"

A luta, concluiu. O embate que travara apenas três dias antes, e que agora imortalizava, sob a forma de um relatório a ser entregue no Departamento Pessoal de Konoha. O destino ria do seu semblante de menino apavorado, gostava de vê-lo ruminando as recordações ocultas. Eram coincidências demais, pesadelos demais. Novamente ninjas da Nuvem. Novamente Hinata sequestrada. Novamente uma outra figura intervia, assasinava, recuperava o corpo inerte da ninja que não pudera se defender.

O passado parecia clamar um débito de sangue e voltava, assustador, na forma de uma outra circunstância. Mas ele não tinha medo desse passado ou futuro débil. Aquilo tudo só trazia lembranças demais, dores demais. Esquecer era tão mais fácil. Era o que ele fizera durante anos e, se não era o remédio mais eficiente, ao menos dava-lhe uma letargia, e isso já o consolava. Agora já sabia por que custava tanto rabiscar aquelas linhas malditas. Era o seu espírito que devaneava, tentando manter uma distância segura das folhas, como se a mente pudesse não participar, na íntegra, do processo criativo. Uma parte dele queria se alijar daquele percurso violento. E não o conseguira, no final.

Bufou, vencido. Estalou os dedos cansados da escrita ritmada. Mais quatro ou cinco linhas e a conclusão estaria feita. Daria um beijo casual na companheira e depois iria para sua casa, voando pelos telhados da vila; silencioso, porém veloz. Encontraria uma ducha fria e um colchão afofado. No entanto, duvidava que conseguisse dormir. Se o corpo se rendia, a mente permanecia lúcida, investigativa, os pensamentos quase palpáveis.

Para a dor de cabeça, um analgésico. Ou, quem sabe, um gole de...

"Chá?"

A voz, familiar, ainda assim o surpreendeu. Então era no preparo daquela efusão que Tenten se demorara tanto na cozinha. A beberagem vinha dentro de uma jarra delicada, ladeada por duas xícaras de porcelana, pintadas no capricho da milenar arte japonesa. A bandeja que suportava o peso das louças também era trabalhada, formando, com as peças que segurava, um todo harmônico.

A ninja de coques vestia a parte superior do quimono de Neji e nada mais que o shinobi pudesse ver. As pernas longas eram tão sedutoras, movendo-se com graciosidade, em brancura que o atraía. Tinham um gosto tão saboroso, mesclado ao suor que as percorria, quente, nas longas noites, em que a amou sem amor, apenas preocupado em extrair o maior prazer possível da junção exata de seus corpos.

Eles se completavam em tudo. Em cumplicidade mútua, revelada através dos segredos que jamais confessariam, porque não era necessário. Em batalhas, onde seu taijutsu alcançava perfeita sintonia na cadência das armas que ela portava. No sexo, onde as línguas se buscavam, sedentas, as pernas dela travadas bem firme nas suas costas, fúria em arranhões e em mordidas.

Tenten depositou a bandeja sobre a escrivaninha. Serviu o chá com presteza. Vapores de fumaça subiam das duas xícaras agora repletas. Cada um bebeu a sua porção em silêncio. Apenas a lua, estranha mediadora, contemplava o cenário cinzento, como que recortado no tempo.

A papelada quase concluída; a dor de cabeça indo embora com o chá adocicado; as longas pernas tão próximas de seus lábios, o consumindo, o devorando. Neji depositou a xícara, agora vazia, em um pequeno espaço da mesa livre das suas intervenções madrugada afora. Banho gelado e o conforto da cama? Tenten parecia mais deliciosa, os quadris bem modelados, curadores de ressaca.

Estendeu a mão direira em um gesto possessivo. Ela entendeu, porque era sua cúmplice. Em quantas noites não haviam subjugado um ao outro, testando a resistência corporal até os limites mais extremos, esgotando o chakra e sentindo um clarão na alma quando, por fim, se despejavam, repletos de êxtase? Seus corpos já se conheciam bem, as línguas dialogavam com presteza em batalhas campais, onde os lábios não pareciam ser o único lugar suficiente. Eram fiéis à jura de estarem disponíveis, quando o parceiro o quisesse. E jamais descumpriram essa promessa, porque ambos sempre queriam.

Neji fechou a palma na cintura quente, contrastante. Tão fina que aparentava poder ser esmagada em um único aperto. Tão firme que incitava os beijos e as carícias, pedaço arrastado de prazer, ante-sala dos desejos. Esconderia pérolas dentro daquele umbigo redondo e conquistaria, pirata moderno, o tesouro mais oculto, arrastado de dentro dela. "Até mesmo agora, as lembranças mais uma vez!"

A kunoichi lançou uma perna de cada lado, sentando-se sobre o homem que a instigava, sentindo-o já pulsante, em contato íntimo com a pele dela, separado apenas pelo tecido da calça que ele trajava. Àquela altura, o quimono tomado emprestado de Neji já estava todo aberto, revelando, sem pudor, as formas curvilíneas e instigantes que Tenten possuía, expostas para a brancura de um olhar atento.

Uma das formas de se provocarem era fingindo que não o estavam fazendo. Conversando na hora do sexo, era como se afastassem a necessidade das palavras de amor, fúteis entre tanta racionalidade. Porque não se amavam, ou Neji preferia se iludir pensando dessa forma. Óbvio que não resistiam aos gemidos, aos balbucios sem nexo que de vez em outra lhes escapavam dos lábios, em rendição absoluta. Mas, quando isso acontecia, faziam questão de descerem até os limites mais baixos da animalidade, renegando, até a última gota, que o jogo sexual pretendia esconder carinho.

Também era por esse motivo que, ainda que inconscientemente, eles optavam por não dormirem juntos. Quando acabava, se apartavam; não havia o murmurar de palavras mudas, o sono delicioso encontrado nos braços acalentadores do amante. Sempre um ia embora, no fim. Por que complicariam a relação a qual se propunham, tão óbvia?

Estar sentada no colo de Neji era intenso. Quando ele dirigia a ela um olhar assim, desafogado, cintilante de desejo, os longos fios de cabelo jogados pelos ombros, em um desleixo provocativo, ela sentia o corpo aguçado, pressentindo a cena tórrida. "Provocar, sem parecer estar o fazendo." As duas mãos de Tenten presas nas laterais da calça de Neji, puxando para baixo, gentilmente. O ninja arqueou de leve os quadris, em consentimento e facilidade. "Ok, eu sei como fazer isso."

Deixou que o pano que arrastara se perdesse pelos joelhos do homem posicionado sob seu corpo. Ergueu um pouco os quadris, pronta para encaixar-se, ser completada por aquele pedaço dele, já pronto para invadi-la. Mas Neji mantinha as duas mãos na sua cintura, apertando com força. Era ele quem comandaria os movimentos ali.

Neji desceu o corpo dela devagar, na posição exata em que se encontrariam. Lento, tão lento que deixava Tenten enloquecida, exatamente como ele queria ver. O que ela desejava era a consumação rápida, o sexo tão lascivo que atraísse camadas de dor sob a onda de prazer que sempre vinha depois. Ele sabia dessa preferência dela, que também o agradava. Só que ali, naquela hora, o instinto de provocação rugiu alto dentro de si.

Quando finalmente se tocaram, ele retesou o movimento, mantendo firmes os braços. Mexeu devagar a cintura da kunoichi, fazendo-a rebolar sobre si, o contato entre os sexos apenas superficial, Neji cortando a profundidade desejada, que Tenten tanto queria provar.

"Como foram esses últimos dias?"

A voz dele impassível, perfeitamente controlada. Apenas os filetes de suor que escorriam pelo torso nu denunciavam o esforço em se conter, o calor que se espalhava, gradativamente, por sua pele clara. As mãos ainda comandando a mulher, insinuando o percurso dos quadris, negando a maior delícia.

"Organizei as minhas coisas, havia muito o que fazer. Não se esqueça que passamos vinte dias fora, em missão."

Ela não conseguia se controlar tão bem quanto ele. Sabia com nitidez do eriçar dos pêlos, da boca seca, dos coques se desfazendo com a movimentação caprichosa. Sabia também que, apesar da aparente abstração, Neji tinha consciência do que o seu toque produzira nela. Por fim, sabia, e aquele conhecimento era o mais fatal, que ele gostava daquela tortura.

Dividiram tanto que já se desvendavam com facilidade. Ela se pôs a arranhar o peito claro do homem, reproduzindo a lentidão aplicada, pronta a retribuir cada espasmo, cada loucura. Ele fingia aprofundar o contato para depois se afastar, sempre próximo, sempre distante. Mas era evidente que ele queria enterrar-se todo dentro daquela quentura de kunoichi travessa. Tenten respirou fundo. Se o jogo era aquele, ela pretendia levá-lo até o fim.

"Terminou o relatório?". A voz arrastada, manhosa, de quem está prestes a perder o controle, mas não quer se render.

"Aham.". Ele não deixava por menos.

"Quando sairá de novo em missão?"

Neji apertando as coxas longas, apetitosas. O suor escorrendo ainda mais pelo tórax, filetes deixados pelas unhas de Tenten, que o dilaceravam. A lentidão de seu contato, a mulher rebolando os quadris devagar, em tortura infinda.

"Saio amanhã cedo. Ficarei cinco dias fora. Só volto no dia dezesseis."

"Sorte sua", murmurou a mulher, a voz já mais falhada, a dificuldade em articular os lábios ressequidos, dilatados de prazer. Mordiscou a polpa do lábio inferior, gesto extremamente sedutor aos olhos de Neji, enquanto reprimia, sem muito sucesso, o primeiro gemido da noite. "Amanhã ainda estarei aqui, mas depois vou a Suna e só volto no dia vinte. Quatro dias depois de você, portanto.".

Neji olhou o corpo escultural da mulher sentada em seu colo. Odiava ter que admitir, mas ela sabia pô-lo em êxtase, sendo ao mesmo tempo tão pouco proposital. Nada ali era forjado. Ele a desejava intensamente. Passara segundos, minutos, horas beijando o vale de sal exposto entre os seios dela. Tão suaves, tão receptivos ao toque de suas mãos ásperas. Seu quimono caía tão bem nela, em uma tentativa vã de ocultar a perfeição entalhada em branco e rosado, o toque chocolate espalhado nos pêlos.

Poucas vezes saíam em separado nas missões. Só que, na semana seguinte, o raro aconteceria. Podia imaginá-la correndo sozinha para Suna, horas e horas de um percurso assinalado apenas pelo dourado da areia. E se ocorresse, algum imprevisto, se ela tombasse no meio do deserto, a quilômetros de distância de qualquer olhar humano? E se os homens que habitavam aquela vila se dessem conta do óbvio daquela beleza exótica, distinta, e a quisessem provar? E se ela aceitasse algum convite indecoroso?

O shinobi afastou o pensamento. "Estou parecendo o Naruto, com essas preocupações exageradas. Conheço a capacidade ninja da Tenten. Ela com outros homens?" Neji sentia o sangue ferver subitamente, não pelo desejo, mas pela tensão transmutada em ódio solene. "Tenten encara qualquer missão com seriedade. Ela jamais se entregaria a passatempos amorosos assim. Quem me ouvisse falar acharia que eu estou com ciúmes dela. Hyuuga Neji com ciúmes? Que piada."

Não queria mais divagações. Precisava aproveitar o máximo daquele sabor adocicado – afinal, seriam quase dez dias sem provar do corpo dela. Em um gesto rápido, retirou suas mãos dos quadris da kunoichi, dirigindo-as aos seios. Tocou com a ponta dos dedos um dos mamilos, sentindo-o se enrijecer ao toque. Neji recostou-se na cadeira, incapaz de manter por mais tempo as preliminares.

"Mostre-me o que sabe fazer, boneca."

E gemeu alto, sentindo-a descer.

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Hiashi releu o papel que tinha nas mãos, pela décima vez. Já se sentia capaz de proferir aquelas palavras de memória, reflexo da análise incessante do texto. Só que era difícil acreditar. Os fantasmas, mesmo os mais enterrados, sempre reaparecem, cobrando sua dívida, exigindo o preço do morto.

A casa senhorial era o símbolo maior da dinastia Hyuuga. Hiashi estava dentro da ampla biblioteca da mansão. O refúgio dos ocupantes do trono patriarcal. Ao longo das prateleiras, livros antiquíssimos, deixados de pai para filho – o legado do pai, a herança do sucessor. Quantas reuniões decisivas já não haviam ocorrido dentro daquele espaço, sob a solenidade apropriada, o ambiente ideal, soturno, quase opressivo? Ele perdera as contas. Ali se decidiram destinos, vida e morte. Como naquela vez, há tantos anos... Ainda doía lembrar.

"Por que você não nasceu primeiro, Hizashi?"

Ele se sentira tão impotente na ocasião. O clã Hyuuga fora ludibriado por promessas de paz e amizade, falsos acordos que os ninjas da Nuvem ofereciam. Houve uma comemoração discreta e silenciosa dentro do clã; jamais eram efusivos. O tratado significava o reencontro com uma paz esquecida há muitos anos.

Hiashi acolhera o grupo forasteiro nos mais luxuosos aposentos de hóspedes. Colchões onde o corpo se afundava em dimensão de espuma, lençóis de linho, penas de ganso formando travesseiros onde os debatedores, exaustos, poderiam reclinar a cabeça. As refeições mais suntuosas, pratos apetitosos desfilando em bandejas de prata, as despensas guarnecidas, os comensais perdidos em meio a tanta fartura. Havia também bebidas para os mais variados paladares, o tradicional sakê, o entontecedor da vodca, uísques doze anos. Tudo o que havia de excelente fora fornecido aos ilustres visitantes.

O ataque fora repentino, no meio da noite. Um deles pretendera roubar Hinata. Quase escapou, com a criança nos braços, indefesa. Hiashi o surpreendera bem a tempo, já nos quintas dos domínios Hyuuga. Assassinato. Tão limpo, simples e rápido. Sem a menor culpa. Fora um pouco pelo instinto paterno, por carinho àquela menina tão linda, resplandescente nos seus dois para três anos de idade. Mas – e Hiashi odiava admitir – fora muito mais em nome da preservação familiar. O byakugan era valioso demais para cair em mãos erradas. Pouco depois, chegara uma carta. "Exigimos retaliação..."

Ah, como o destino sabia ser sádico. As palavras que ele repetiria por anos e anos, como um mantra. A mortandade de Hizashi, a sua própria covardia, tudo por causa daquelas duas palavras turvas. Tanto tempo depois, o passado viera atormentá-lo. Formigando no papel quente, que o Hiashi de agora vislumbrava, a mesmíssima frase: "Exigimos retaliação...".

Fora óbvio para o clã que, tendo falhado o sequestro de Hinata, o primeiro plano forjado pelos shinobis da Névoa em busca do byakugan, a única alternativa possível seria apelar para a burocracia existente entre ambas as partes. O tratado de paz fora selado. Rompê-lo significava mais um período de guerras, ainda mais violência e sangue de inocentes a manchar os imaculados quimonos brancos daqueles que ocupavam a biblioteca, daqueles que mandavam.

A solução? Cortar na própria carne. Hiashi sabia o que deveria fazer. Ele provocara tudo, ainda que pela honra, pela proteção coletiva. Ele se ofereceria para o sacrifício. Hyuuga Hiashi, o assassino, é que fora solicitado, além do mais, de forma explícita. Se os mistérios oculares seriam entregues? Ele não enxergava contorno possível. Que os que ficassem tivessem o brio de suportar os embates de depois.

Foi então que Hizashi, o gêmeo, agiu. Idêntico ao irmão, mas com um selamento que marcava os imensos abismos entre eles. Um, principal, o outro, secundário, graças a poucos minutos de diferença na hora do parto. A aleatoriedade do critério apavorava quem olhasse de fora. No corpo de Hizashi, os segredos do byakugan estariam bem guardados. Para sempre.

Ainda assim, Hiashi relutou. Confrontou o irmão. Quis lutar. Mas a resposta de Hizashi era sagrada, era eterna...

"Pela primeira vez na vida, eu posso escolher..."

Tão diferente seria se Hizashi tivesse nascido primeiro e ele, Hiashi, fosse apenas um secundário. O irmão era bem mais compassivo, tendo, ao mesmo tempo, um pulso firme. Ele gerara o menino que se tornaria o mais abençoado pelo talento do clã, enquanto Hiashi tivera apenas filhas mulheres: Hinata, a tímida e inapta; Hanabi, a determinada, mas volátil. Fora o mais novo quem tivera a prole de um único filho, porém o mais valioso dentre eles.

Aquele menino crescera, tornara-se um homem. Fora o primeiro de sua geração a se tornar um Jounin, confirmando os presságios que diziam, já na Academia Ninja, que se trata de um ninja excepcional, dos que têm na ponta dos dedos a sensibilidade tátil que faz os inimigos tremerem. Hyuuga Neji, aquele era o seu nome. O homem que Hiashi via entrar na casa defronte a sua, chegado de uma missão, após cinco dias fora.

Neji era genial. Tinha a aptidão para a batalha, a facilidade no manejo com as questões burocráticas, o conhecimento aprofundado das tradições dos Hyuuga, a postura séria e racional que se espera de um líder nato. Só que o destino quisera brincar com Hizashi, e seu filho, por extensão, fora atingido. Não importava o quão precioso Neji fosse: ele tinha um selo esverdeado gravado sobre a testa e, com ele, o poder de sepultar os conhecimentos do clã Hyuuga, para sempre.

Se Hizashi fosse o primogênito, tudo seria perfeito. Ele teria sido um excelente líder, disso sabia com convicção. Seu filho o sucederia com maior brilhantismo ainda. A linhagem do clã estaria segura, sem sombras a anuviarem a mente dos integrantes. Só que não era assim. E Hiashi não podia entregar ao inimigo o dom ocular que ele próprio carregava. Era preciso velar o ideal que Hizashi morrera para proteger.

Tilintou uma campainha que ficava ao alcance de sua mão. Logo apareceu um empregado, desdobrando-se em mesuras e reverências ao superior. Hiashi deu sua ordem de costas para o subordinado, evitando que o mesmo visse a emoção de seu rosto, traída apenas pela voz grave.

"Traga Hyuuga Neji até aqui, imediatamente."

"Sim, senhor."

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CONTINUA...

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Olá, queridos!

Primeiro e importantíssimo aviso: essa fic passou a ter quatro capítulos. Motivo? O capítulo dois cresceu demais, de modo que eu o dividi. Sendo assim, essa fica sendo a primeira parte do Honrar, e o próximo capítulo será a segunda.

Eu não imaginava que teríamos uma cena quente nesse capítulo. Eu simplesmente fui digitando e as coisas aconteceram. Pensei em cortar, mas acabei deixando. Foi a primeira vez que escrevi algo próximo de um hentai, então me digam como me saí. =D

Acho que, depois desse capítulo, todos entenderam para onde a fic está caminhando. O próximo capítulo promete fortes emoções. Não tenho muita certeza de quando poderei atualizar (eu, INFELIZMENTE, sofro com um problema grave: divido o computador); mas prometo que, quando a atualização vier, fará por merecer a espera. Ao menos eu me esforçarei para isso.

Momento propaganda: leiam As invisíveis verdades, fic NaruHina que escrevi depois de ler os spoilers do 437. Foi uma idéia repentina, que eu decidi publicar sem avaliar muito. Devo atualizar lá primeiro do que aqui, então, a leitura dela pode suprir a ausência temporária de capítulos de Sina.

Beijos, Nina

Respondendo reviews por aqui..

Hyuuga Ale: Que bom que você gostou, isso me deixa muito feliz. A parte do banho do Neji fez sucesso, quase todo mundo comentou... hehehehe ;D Não sabia que estava sendo original, escrevi mais por instinto mesmo. Ótimo você ter curtido!

Quase não existem fics de NejiTen? Podem até ser poucas, mas NaruHina são menos ainda... Não sei por que as pessoas escrevem pouco sobre esse casal. Eu admito: sou NaruHinática MESMO e sinto falta de fics deles no mercado. NaruHina e Rate M, então, é quase uma impossibilidade... Se você conhecer alguma, me recomende. Yes, Rate M é o melhor huahauahaua (diga-me o que achou do amasso entre Tenten e Neji nesse cap!). Beijo!

Kune Chan: Aaaaaah, que isso! Achei que o lado detalhista das minhas fics ia tornar a leitura muito cansativa para as pessoas; que bom que você não vê assim.

Taí o segundo capítulo, espero que corresponda às suas expectativas. Beijooo =D

Darknee-chan: Olha aí o banho do Neji fazendo sucesso... huahauahauahaua Nem fala: imagina um Neji tomando banho no meu banheiro... aaaaaaaaaaaah... (suspiro)

Fico feliz por você ter gostado da minha escrita, mesmo ela sendo diferente. E eu concordo que Rate M é o melhor... LOGICAMENTE devido à presença de cenas picantes huahauahaua. Espero que você tenha gostado do NejiTen nesse capítulo! Tomara que tenha te agradado. Beijo, moça!

Megume A.: Poxa! Saiba que o fato de você ter logado só pra me deixar uma review me honra muito, menina!

E a sua definição para o casal é perfeita: NejiTen é amor. (e NaruHina, e ShikaTema! Uhul! XD) Espero que tenha gostado do capítulo, beijos!

Prisma-san: Obrigada pelas boas-vindas e pelos elogios! Sim, conheço a Yuuki e concordo: ela é uma excelente escritora, muito simpática e, se não fosse por ela, duvido que eu estivesse escrevendo fics hoje em dia. Foi ela quem me estimulou, e sou muito grata por isso! ^.^

Taí o segundo capítulo, espero que te agrade. Que bom que esse estilo mais descritivo é interessante, fiquei com um pouco de medo quando postei a fic. Ando com alguns projetos por aí, mas, de postado, só a Sina e a recente As invisíveis verdades, uma NaruHina que eu escrevi do nada e postei idem. Se quiser, dá uma olhadinha lá! Beijo!

Lust Lotu's: Fico feliz por você ter gostado da cena de ação, pois foi a que deu mais trabalho para escrever. Fui olhar o anime pra relembrar o nome dos golpes do Neji e tudo... XD Mas o Neji tomando banho é de matar qualquer um hehehehe

Espero que esse capítulo tenha correspondido a sua ansiedade. Beijoooo!

SunaHikaru: Obrigada pelas boas-vindas e pelos elogios! Que bom que agradei! Essa racionalidade do Neji está seriamente ameaçada; se você ler esse capítulo com atenção, vai ver breves momentos onde o amor procura brechas para se exibir, mas o frio do Neji não quer deixar.

É pequena, mas pelo menos ganhou mais um capítulo, vamos até quatro agora XD. Espero que você tenha gostado desse aqui. Beijos!

Hania-chan: Você falou tudo: Neji é um bobo que fica se iludindo achando que não ama a Tenten!

Leia o capítulo com cuidado que você vai perceber o ciúme do Neji aparecendo (é pouco, mas para alguém como ele acaba sendo bastante coisa!). O estilo de romance entre eles por enquanto é esse, mas até o fim da fic tudo pode mudar... Continue acompanhando! Beijão!

Uchiha Yuuki: Moça... Eu amei todas as reviews que recebi, mas confesso que estava esperando a sua com uma expectativa enorme, afinal a fic é dedicada a você. Por, isso, grito: QUE BOM QUE VOCÊ GOSTOU! Desfrute da fic, ela é toda sua =D

Espero aos poucos perder essa timidez... mas tudo o que eu posto aqui me deixa receosa de estar horrível. Não tem jeito, não consegui mudar XD E nem vem com essa de que você não escreve bem: a melhor one NejiTen que existe é sua, a Hortelã.

O Neji está frio mesmo. Fazer o quê, é o estilo dele não querer assumir que de fato pode amar alguém, que está se encantando cada vez mais pela Tenten. Apesar disso, queria ter um Neji aqui em casa huahauahauahaua (e vamos combinar, o Neji broxa seria um desperdício!) E, se você repara bem, ele está se apaixonando, só não quer admitir.

Que MEDO, você prefere ver o Neji morto a ver a Tenten grávida =O. Isso me assustou, moça! Bem, esse capítulo revelou bastante sobre o caminho que a fic vai seguir. Agora, se o sacrifício do Neji ocorrerá de fato, só lendo o resto para saber. Beijão, linda!

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Próximo capítulo: Honrar – Parte II