Armadilha Gosmenta
"Ai, ai. Dá pra acreditar numa coisas dessas, Mihoshi? O ônibus encrencou no meio do caminho, nos deixando nessa estrada com aspecto de assustadora. Ainda bem que a cidade mais próxima só está a alguns quilômetros."
"Sinto muito, Kiyone. Não queria que nossa viagem começasse com o pé esquerdo. Tá aborrecida? Sabia que não tinha obrigação de vir comigo, não é?"
"Ah, não se preocupe, querida. Não tem nada." Kiyone exibiu um leve sorriso pra sua amiga. "Mesmo que passemos por umas e boas, só o que importa é a nossa amizade. E depois, não ia ficar bem te deixar sozinha por aí, principalmente após você perder tudo."
"Não digo tudo, pois minha joia mais valiosa, você, está aqui. Pra mim, Kiyone, você é mais importante do que casas chiques ou roupas de grife."
"Realmente, Mihoshi, nem quero pensar onde estaria sem você em minha vida." A jovem de cabelo verde escuro tinha de concordar. Nessa hora, recordou-se de quando vivia no orfanato, com pouca esperança de um dia ser adotada. Já pensava consigo própria que caso fosse pra ficar sem família até crescer, iria se virar sozinha e buscaria uma carreira como policial ou empresária, mas o destino tinha planos diferentes.
Um dia, um rico empresário veio ao orfanato, dizendo querer uma criança para ser companheira de sua filha, buscando alguém de origem mais humilde por notar que sua garotinha não se dava bem com os filhos de seus colegas, em maioria esnobes e soberbos. Notando Kiyone um pouco isolada, o homem sentiu haver nela algo excepcional, pressentindo ser ela a criança ideal. Kiyone nem sabia o que falar quando lhe perguntou se desejava uma família como a dele. Naturalmente, aceitou na hora.
Chegando na casa, ficou abobalhada pelo tamanho da propriedade, lembrando um grande jardim municipal repleto de árvores e plantas na entrada. Mihoshi e sua mãe a receberam com gentileza e apego. A pequena loira de pele bronzeada e grandes olhos azuis simpatizou com a recém-chegada e a convidou para ficar em seu quarto. Kiyone mal acreditava como era grande o quarto de Mihoshi, repleto se brinquedos e belas decorações. No entanto, Mihoshi voltava sua atenção mais para sua nova amiga, prometendo que a trataria com respeito e carinho que merecia receber.
E de fato, foi o que se deu. Para alguém criada em berço de ouro, Mihoshi era uma menina bem simples e desapegada aos bens materiais, preferindo a companhia das pessoas, as tratando com educação e humildade. Kiyone ficava feliz por ela ser sua amiga, embora tivesse algumas vezes que sua alegria exagerada a tirava um pouco do sério, mas nada capaz de romper com um laço de amizade tão forte.
Kiyone era vista mais como membro da família do que empregada e sempre bem cuidada pelos pais de Mihoshi, levando em conta os laços que as duas formaram, decidindo um ano mais tarde adotá-la em definitivo. Para Mihoshi e Kiyone, era a melhor notícia do mundo, agora que poderiam estar juntas o tempo todo.
Os anos se passaram e o vínculo delas só aumentou, começando a se verem mais do que melhores amigas e irmãs, criando no coração de cada uma um doce sentimento de união e amor. Graças a Kiyone, Mihoshi pôde continuar a ser uma moça de bom caráter e humilde, bem ao contrário dos outros filhos dos amigos ricos da família, muitos deles achando que o mundo girava ao redor deles. Kiyone sentia estar apaixonada por Mihoshi e era correspondida, levando ambas a contarem tudo aos pais quando chegassem a maioridade.
Contudo, por um mau capricho do destino, a mãe e o pai de Mihoshi morreram num desastre aéreo quando voltavam de uma viagem para ficarem mais tempo com as garotas. E como desgraça pouca é bobagem, os corruptos acionistas dos negócios da família Kuramitsu armaram para tomarem as empresas e todos os bens das garotas, esperando viverem no bem-e-bom depois do golpe. Entretanto, Mihoshi não era tão desvairada quanto imaginavam e com a ajuda de Kiyone, puderam colocar os traidores na cadeia, os deixando lisos de tudo.
Por um triste infortúnio, os corruptos tinham dado seu jeito e feito a fortuna da família de Mihoshi se desfazer, falindo a companhia por completo. Apesar dos esforços, elas não puderam salvar todo o dinheiro, precisando vender o que tinham pra saldar as dívidas, restando só a mansão e alguns poucos bens. Uma vez que não iam dar conta de manter a enorme casa, Kiyone sugeriu doá-la para alguma instituição de caridade. Mihoshi ficou de acordo e doou o lugar para ser um orfanato, o que veio em boa hora, já que o orfanato onde Kiyone morou ia ter que fechar. Mihoshi ficou triste de ter que dispensar os empregados da casa, sendo que os via como parte de sua família, mas eles não se sentiram mal, sendo agradecidos por sua ex-patroa e a irmã dela por serem sempre cordiais, amáveis e boas com todos ao longo dos anos.
Juntando o pouco dinheiro que restou, somado ao da venda dos bens restantes, a dupla pegou a estrada e iniciaram uma viagem sem rumo certo pelo mundo, felizes por ainda se terem e quem sabe um dia, encontrarem um lugar para se assentarem.
"Mihoshi, seja honesta. Não vai sentir nem um pouco de falta da vida mansa de milionária?"
"Olha, tirando nossas festas de aniversário, Natais, as viagens em família e todos os momentos ternos e felizes que desfrutamos, não. E quer saber? Me sinto livre de tanto compromisso e daquelas regras da alta sociedade. Como aqueles chatos eram irritantes por pensarem que o dinheiro mandava, e quando a importunavam por ser minha irmã adotiva? Tinha horas que queria dar uma lição neles por te aborrecerem, porque eu digo: nada me deixa mais irritada do que mexerem com você, Kiyone."
"Uau. Nunca vi esse seu lado, Mihoshi. Me lembra de jamais te irritar." Kiyone disse brincando, simpatizando com a moça de jeito descontraído com a qual conviveu nesse anos todos, notando mais aspectos nela do que pensava saber, mas nem por isso, gostando menos. Não era sem motivo estar tão apaixonada por ela. Mihoshi sentia o mesmo pela mulher que a acompanhou por toda sua vida, ficando junto dela nos momentos bons e maus, consolando-a e recebendo consolo quando ficava triste ou de coração machucado.
"Escuta, Mihoshi. Saiba que gostei da ideia de pegarmos a estrada e sermos mochileiras. Tantos lugares pra ver, gente para conhecermos, acamparmos ao ar livre, viver a vida real, mas sinceramente...não entendo muito bem essa sua atração pelas cidades pequenas. Quero dizer, nada contra, várias delas são bacanas, mas por que exatamente...?"
"Ora, amiga. Cidades pequenas tem várias vantagens: pouca poluição, menos assaltos, as pessoas são mais comunitárias e hospitaleiras, sem contar que quando precisamos de um emprego temporário, quase não exigem experiência ou referências. Não acha que tenho razão?"
"Vendo desse ângulo, até que está certa, embora as pequenas estejam longe de serem lugares 100% seguros. Algumas são meio esquisitas e acontecem coisas bem malucas. Se recorda daquela lá em Ohio? Das mais estranhas, pois não havia crianças e adolescentes e os adultos eram bem doidos, como que tomados por uma psicose em massa. Aquela doida da barraca de tortas disse que nos 'protegeria' e que não ia deixar que 'ele' nos pegasse. E o marido dela? Falou que crianças os 'atraia' e gritou conosco quando o sino da escola bateu. Foi bom termos saído de lá antes que a bomba estourasse na nossa mão. E não foi a única cidade interiorana que vimos esse tipo de esquisitice."
"Bom, foi um caminho meio errado, mas não quer dizer que nas cidades grandes não aconteçam birutices. Lembra da última onde estivemos e fomos para aquele hotel onde rolava uma festa?"
"A da despedida de solteiro? Parece que foi ontem. Arrumamos trabalho de entregadoras de pizza e fomos pra esse hotel fazer uma entrega. Chegando ao quarto, era uma bagunça daquelas, parecendo filme dos anos 80. Tinha tudo que era maluco lá, incluindo aquele chapadão com mania de querer se matar."
"E até que foram legais nos convidando pra festa. Já que era nossa última entrega e íamos embora amanhã, pensei que seria legal. Claro, você ficou meio relutante, mas topou ficar e devo contar, você é uma verdadeira fera na dança. Foi de tudo lá: usaram bolas de praia e até bonecas infláveis pra jogar vôlei, um pessoal de uma convenção com chapéus de alce entrou na festa e até peguei um dos bonés deles, um jumento usado para uma dança, alguém pegou pra jogar dardos nas paredes e até a garota do noivo deu as caras lá, pensando que ia pegá-lo de manguinhas de fora, mas ele jurou que não pegou ninguém e todo mundo lá confirmou. Que garota de sorte essa por ter um homem tão fiel."
"Sorte foi a que tivemos, quando o gerente do hotel veio com a polícia devido ao barulho. Escapamos por um risco ao descer a escada de incêndio, embora me sinta meio culpada por não termos tido tempo de soltar o velho amarrado na cama. Alguém falou que era o pai da noiva e pela cara, não estava se divertindo em nada. E ainda bem que achamos o carrinho de serviço de quarto, pois pudemos sair na encolha. E a coisa não acaba aí, pois parece que o ex da noiva tentou sequestrá-la. Deve ter sido uma baita mancada termos nos escondido naquele ônibus escolar, pois perseguiram o cara nele até aquele cinema de 36 salas e sem escolha, acabamos indo junto pra ajudar. No final, deu tudo certo, a moça foi salva, o valentão tomou na cara e rolou o casamento." Kiyone fez uma pausa e logo sorriu. "Mas quer saber? Foi divertido pra caramba, como na maioria das cidades onde passamos. Engraçado que quase sempre rola uma confusão pra onde a gente passa. Não reclamo de nada, porém seria bom um pouquinho de sossego em nossas vidas."
"Seja como for, eu curto essas nossas aventuras. Até estou escrevendo um diário do que fazemos, naturalmente omitindo as partes mais vergonhosas e que não seria bom irem à público, caso eu decida fazer disso um livro. Claro, com permissão sua de divulgar após ler e decidir o que vai e o que não deve." Mihoshi apresentou um caderno grosso para sua companheira, folheando as primeiras páginas. Certas partes a fizeram rir, notando como Mihoshi descrevia em detalhes tudo que tinham feito e vivenciado e como disse, deixando de escrever o que não era bom ser revelado. Ela devolveu o caderno, abraçando sua amiga.
"He, he, he. Querida, tem toda razão. Essa nossa vida de liberdade é bem mais legal, mesmo sentindo um pouco de falta da vida mansa de rica. Não que tenha saudades de voltar a..." Foi quando a atenção da moça de cabelo esverdeado foi trazida à ela por um aglomerado de luzes presentes no fundo da floresta. "Ei, olha lá. Devemos estar perto da cidade ou de algum evento acontecendo nas imediações. Vamos lá, mas cuidado por onde pisa."
Mihoshi e Kiyone desceram pela encosta da estrada e foram por meio das árvores e arbustos, procurando não fazer barulho algo pra não acordar nenhum animal. É evidente que não puderam evitar se enroscarem em galhos ou terem um tropeção ocasional por estar bem escuro, mas conseguiram manter o silêncio. Após meia hora de caminhada, encontraram o local das luzes, mas parecia mais um acampamento militar pela quantia de veículos e soldados armados, juntamente com homens trajando roupas brancas com capuzes do tipo anti-radiação ou anti-bactérias, como se conduzissem algum experimento.
"Kiyone. Não creio ser isto uma cidade."
"Eu tive esse mesmo palpite, mas tem algo aqui. Vamos ver mais perto, mas bem quietas, tá?" Mihoshi consentiu num gesto e as duas foram pra mais perto.
Se esgueirando pelo chão como gatos, a loira bronzeada e a moça de cabelo verde visavam cada ponto e localidade do acampamento, buscando saber o que se dava. Já mais longe dos militares, notaram alguns homens de uniforme branco perante um tanque transparente com algo avermelhado se mexendo, parecendo água colorida, porém dava a impressão de estar vivo. Um dos homens, parecendo de meia-idade com barba, observava com satisfação seu conteúdo mexer.
"Caramba, Kiyone. Tem algo podre acontecendo e não falo das nossas roupas não-lavadas."
"Tirou as palavras da minha boca, e temos de registrar. Tá com seu celular carregado? O meu está sem energia."
A loira puxou da jaqueta o celular e ligou a função de gravação, tendo certeza de acionar a função de gravar de frente e não de rosto. O passando pra sua amiga, Kiyone se pôs a filmar tudo que ia rolando daquela esquisitice.
O cientista idoso se virou pra ver alguns soldados trazendo uma caixa e nela, um cão furioso rosnava e pela aparência, tinha contraído raiva. O que parecia o líder bateu continência.
"Dr. Langers? Sargento Broth se apresentando, e trouxemos uma cobaia como solicitou."
"Excelente, sargento. Leve pra cima e jogue no tanque, e cuidado ao abrir a válvula externa." Seguindo a ordem do doutor, dois soldados subiram pro tanque com a caixa, tomando cuidado para não derrubarem e um deles abriu o tampa, dando ao outro o tempo pra jogá-la. Lá dentro, o cão latia com mais violência, tentando afastar a massa viva, mas de nada valeu pois a criatura quebrou a caixa e agarrou o animal, o envolvendo em seu corpo. Segundos depois, o cão parou de se debater, sendo solto depois e nada restando muito além de ossos cobertos com um pouco de carne e pele.
As moças mochileiras viram com horror tal bizarrice, agradecendo por não terem comido nada há horas ou teriam expelido tudo. Não conseguiam crer no que haviam testemunhado, embora tenham gravado tudo. Se elas acharam pavoroso tal espetáculo, o mesmo não se via nos olhos do doutor Langers, sorrindo.
"Bom trabalho. Nosso bichinho está mais controlado. Se fosse até o fim, nem ossos iam restar do cachorro. Acredito que temos aqui a arma biológica perfeita. Sargento, cumpriu com sua missão na cidade?"
"Afirmativo, doutor. Interrompemos os meios de comunicação temporariamente e divulgamos que foi efeito do 'meteoro' que caiu nas proximidades. Esses interioranos ingênuos são fáceis de tapear com histórias de coisas vindas do espaço. Algumas amostras da bolha foram liberadas na região e tiveram sucesso com a 'limpeza' em animais e pássaros. Infelizmente, alguns civis foram ver o que não deviam e...digamos que foi um aperitivo a mais pra nosso mascote. Doutor, está certo que ele pode ficar sob seu controle?"
"Relaxe, sargento Broth. Eu o criei pra subjugar tudo, menos o frio extremo, apenas por precaução. O contêiner libera doses médias de gás congelante pra deixá-lo dócil. No caso de necessidade ou descontrole, uma quantia maciça de nitrogênio líquido o reduzirá a nada, literalmente." Langers deu uma parada, observando o tanque. "Logo, logo, bichinho, estaremos prontos pra liberá-lo na cidade. Será uma pena o que irá acontecer com esses pobres azarados, mas a ciência deve ir adiante e alguns sacrifícios são precisos pelo futuro das guerras biológicas. Em breve, os tontos sem visão do pentágono irão pensar duas vezes sobre terem rejeitado meu experimento só por questões morais."
"Contudo, doutor, o que irá se dar caso nem isso os convencer? Leve em conta que é uma experiência não-autorizada e se algo der errado, como alguém contar a verdade..."
"Sargento. Não há como dar errado, a menos que deem com a língua entre os dentes e me afirmou que sua unidade é de confiança. Seus homens são leais, não são?" O militar deu um positivo. "Viu? Tudo tem para dar certo. Além disso, não há viva alma com coragem ou juízo o bastante para..."
Foi neste instante que Mihoshi notou algo em sua mão e pensando ser uma aranha, se levantou com tanta pressa que esbarrou em Kiyone e caíram barranco abaixo, chegando perto do local do tanque. Doutor Langers e o sargento Broth as notaram assim que elas pararam de cair.
"Ora, ora. Duas xeretas metidas a heroínas. Estão aqui para nos espionar, queridas?" Perguntou o cientista com calma, contudo se notava a ira em seus olhos idosos.
"Err, na verdade estávamos passando por aqui para vender biscoitos das bandeirantes."
"E foi um imenso prazer lhes falar. CORRE, MIHOSHI." Ambas dispararam como balas pra dentro da floresta, escapando de uma chuva de tiros passando por cima delas.
"Rápido. Não deixem que escapem. Peguem-nas vivas ou mortas, tanto faz, mas as agarrem." Ordenou o sargento à um grupo armado pronto para a perseguição.
Mihoshi e Kiyone botavam toda a força nas pernas e sem parar por nada, ou do contrário, tinham ideia do que lhes fariam caso as pegassem, se não fosse fazer pior. Eram sortudas de manterem uma boa condição física, ganhando uma vantagem dos perseguidores mais lentos devido aos uniformes e armas que portavam. Ultrapassando a estrada, quiseram ver se havia algum carro passando naquela hora. Mihoshi viu um, mas Kiyone a puxou pra floresta, retomando a corrida.
"Kiyone, por que não pegamos uma carona? Tinha um carro vindo pra cá."
"Eu sei, querida, mas vai que fosse um dos veículos deles e nos capturassem. Temos de nos manter escondidas até acharmos um jeito de ira pra cidade. A população de lá corre perigo."
"Será que vão nos acreditar?"
"É óbvio que sim. Com seu celular aqui, temos provas de sobra pra botar aqueles loucos na cadeia para sempre. Ei, olha ali." Kiyone parou e apontou para algo oculto no matagal. Vendo mais parto, era um tubo de esgoto bem grande. "Deve ir pra dentro da cidade. Rápido, Mihoshi. Entra de uma vez."
"Eca. Tá cheirando mal, mas lá vamos nós." A jovem de olhos azuis adentrou com nojo no tubo, tendo Kiyone atrás dela, se demorando um pouco pra cobrir a abertura com alguns arbustos. Feito isso, se lançou no cano, concordando com a afirmação da amiga sobre o mau cheiro.
Meio minuto depois, o pelotão chegou e não tardou para acharem o cano de esgoto. A maioria entrou e um deles regressou pro acampamento.
"Quer dizer que escaparam para dentro do esgoto da cidade?"
"Sim, sargento. Devemos trazê-las de volta num piscar de olhos, vivas ou mortas."
"Não é suficiente. É imprescindível que não possam contar nada ou tudo estará acabado. Sargento." Chamou Langers para o oficial. "Creio eu que nosso planos para a Operação Limpeza Vermelha deverão ser adiantados. Levem o bacilo para onde as intrusas entraram e liberem-no."
"M-mas, doutor. E os meus homens?" Indagou o sargento perante a decisão do cientista idoso.
"Como falei, meu caro, sacrifícios são necessários em prol da ciência militar." Ele falou com grande frieza, olhando para sua criação se debatendo no tanque.
Continua...
