Notas da História:
1. O universo de Harry Potter pertence a J. K. Rowling.
2. História sem fins lucrativos.
3. Two-shot de Severus e Hermione
4. Créditos da imagem ao fotógrafo, imagem tirada do Unsplash.
Notas iniciais do capítulo:
Olá!
Estou aqui com uma nova fic.
Ela terá dois capítulos (two-shot).
O primeiro capítulo é aonde se desenvolve a história e o segundo será somente a parte HOT.
Se você não curtir hot, pode ler tranquilamente só o capítulo 1.
Já aviso que o hot não vai ser fofo, vai ser mais "bruto", mais pegação mesmo, sem amor, só desejo (mas acredito que não tem nenhum gatilho).
Enfim, espero que gostem!
Boa leitura!
Início da noite
Mesmo entre os bruxos contemporâneos, Samhain, o dia em que o véu entre os mundos estava mais fino e a magia estava mais poderosa, ainda era uma data de grande importância.
Para Voldemort, isso não era diferente, no dia 31 de outubro, ele permitia que seus Comensais celebrassem a magia. Nos terrenos de sua mansão era organizada, todo ano, uma enorme fogueira, como parte dos rituais.
Neste ano não foi diferente, ele ordenou que fosse montada uma grande fogueira em sua propriedade, em volta da qual haviam diversos troncos de árvores, cortados, colocados de forma organizada, para que os bruxos pudessem sentar-se enquanto admiravam o fogo crepitar.
Ao anoitecer diversos dos seus Comensais começaram a chegar e a organizar-se para a celebração daquela noite. As bruxas vestiam apenas um vestido leve e preto, que deixava seu colo e costas, em grande parte, expostos. Também tinham seus pés descalços, para que entrassem em contato direto com a terra, que naquela noite, era uma poderosa condutora de magia. Já os bruxos, vestiam apenas calças, também de cor preta, tinham seus torsos nus. Seus pés, assim como os das bruxas, estavam descalços, pois deveriam estar em contato com a terra.
Quando Voldemort estava para iniciar a celebração, pediu que as bruxas se organizassem em volta da fogueira, pois essa noite seria guiada por elas. Porém, antes de dar por iniciada aquela noite, percebeu algo.
— Ainda falta alguém. — disse o Lorde.
Assim que ele terminou de falar, a avistou, caminhando lentamente em sua direção. A chegada da bruxa fez todos os rostos se voltarem em sua direção. Seus cabelos castanhos e longos balançando com o vento, seu corpo se destacando contra o tecido do vestido a cada passo dado e a tatuagem, aquela que a marcava como uma Comensal, bem aparente em sua pele branca. Quem aproximava-se era Hermione Granger.
Hermione havia cedido a Voldemort há pouco mais de um ano, ela desistiu de sua luta quando viu o corpo morto de Harry Potter ser jogado aos pés dos membros da Ordem da Fênix, que estavam presentes no dia da Grande Batalha, que ocorreu em Hogwarts.
Sem Harry não havia mais esperança e ela tinha plena certeza disso.
Então Hermione, sem ter mais forças para resistir às trevas, decidiu abraçá-las. Decidiu aceitar o pedido de Voldemort e o seguir. O Lorde das Trevas a recebeu de braços abertos, mesmo Hermione sendo uma nascida trouxa. Afinal, Voldemort era muitas coisas, menos um homem estúpido. Sabia que Granger poderia ser uma grande aliada.
E Voldemort não havia se enganado, inteligente e perspicaz, ela o ajudou a elaborar grandes ataques, até o momento, todos bem sucedidos.
Apesar de alguns dos outros não a aceitarem bem, naquela noite não havia diferenças entre os Comensais, todos eram iguais. Voldemort deixou isso bem claro antes das festividades serem organizadas.
— Me perdoe pelo atraso, Meu Lorde. — Disse Hermione fazendo um breve reverência. — Estava terminando de cumprir a missão que o senhor havia me designado. Ocorreu tudo perfeitamente, como o planejado.
Voldemort deu um sorriso ofídico.
— Ótimo. Agora junte-se as outras. Vamos iniciar a celebração.
— Sim, Meu lorde. — A bruxa fez uma nova reverência e aproximou-se das outras bruxas, que já estavam ao lado da grande fogueira acesa.
Quando a Hermione aproximou-se o suficiente, recebeu uma pequena taça das mãos de Narcisa Malfoy.
— Beba, criança, isso a ajudará a soltar-se e nos acompanhar nas danças, já que é a sua primeira vez conosco.
Hermione obedeceu sem questionar e bebeu todo o conteúdo da taça.
Bellatrix riu de forma estridente ao seu lado.
— Esta noite você irá se divertir, bruxa! Nós celebraremos a vida, a magia, o desejo...
Hermione logo sentiu seu corpo mais leve e sentia-se também mais desinibida. Junto com as demais mulheres, com seus pés tocando a terra morna, dançou de forma ritmada em volta da fogueira, enquanto entoava cânticos à deusa mãe, cânticos que nunca havia escutado antes.
— É a comunhão com a terra, com a natureza, com a deusa, é isso que faz você vibrar na mesma frequência que nós. — Disse Narcisa. — Não se assuste, é assim mesmo.
A bruxa então tranquilizou-se, passou a rir e cantar com mais força junto com as outras bruxas.
Os bruxos, naquela noite, eram meros espectadores. Apenas observavam as bruxas movendo-se lindamente em volta da fogueira, enquanto o fogo queimava as toras de madeira que o alimentavam. Eles ficavam sentados, sendo enfeitiçados por movimentos de pernas, mãos e braços delicados.
Haviam diversas bruxas dançando em volta daquela fogueira, dentre elas a jovem bruxa de cabelos castanhos, Hermione, que era a mais bela de todas elas. Seus movimentos eram graciosos e provocativos, tanto que fez com que muitos daqueles bruxos que apenas a assistiam de longe, a desejassem ardentemente, mas sem ter a permissão de tocá-la.
Exatamente a meia-noite as bruxas pararam os cânticos e as danças.
— Hoje é a única noite em que todos somos iguais, porém, nós, bruxas, temos a palavra final. — Disse Bellatrix em uma voz alta e estridente. — Nessa noite nós realizaremos nossos desejos.
As demais bruxas gritaram em resposta.
Narcisa virou-se para Hermione e disse:
— Você os entreteve e os enfeitiçou... Então, pode escolher qualquer um deles. — Narcisa apontou para os homens sentados, que ainda tinham os olhos fixos nas bruxas reunidas. — Ou qualquer uma, se esse for o seu gosto. — Ela riu. — Quem for escolhido por você não pode negar-te, mesmo que tenha compromisso com outra pessoa. — Narcisa mirou seu marido, que em nenhum momento havia desgrudado o olhar de sua esposa.
— Hoje, nós, bruxas, somos as deusas. — Bellatrix completou quando aproximou-se de Hermione.
— Apenas estenda a mão para quem você deseja e essa pessoa será sua. — Narcisa falou. — Não precisa dizer nada.
— E ele não poderá me negar? — Hermione perguntou para confirmar.
— Não, é a lei. — Bellatrix afirmou. — Hoje, nenhum bruxo aqui presente pode negar uma bruxa.
— Nem mesmo o Lorde das Trevas? — Hermione perguntou em voz baixa.
— Nem mesmo ele. — Bellatrix respondeu. — Pretende escolhê-lo?
— Não pretendo, foi apenas um momento de curiosidade. — Hermione disse.
— Se não vai escolher o Lorde, já sabe quem vai escolher? — Dessa vez Narcisa perguntou, genuinamente curiosa.
Hermione respirou fundo e buscou, com o olhar, os bruxos em volta da fogueira.
— Sim, eu já sei quem eu vou escolher. — Ela deu um leve sorriso. — É alguém que antes parecia inalcançável.
— Quem será a primeira a escolher, nesse ano? — Uma Comensal perguntou.
— Vamos deixar a Granger. — Disse Narcisa. — A mais jovem entre nós irá primeiro. Alguém se opõe?
Nenhuma das bruxas se opôs. Bellatrix então mirou Hermione e disse:
— Vá e estenda a mão à aquele que você deseja, que essa noite ele será seu.
Hermione respirou fundo, armou-se de coragem e foi até o homem, que seria seu escolhido. Ela caminhou a passos lentos em direção ao homem de cabelos negros e longos, que a encarava desejosamente, seus olhos negros já pareciam brilhar com luxúria.
— Eu quero você. — Ela sussurrou quando parou em frente a Severus Snape, logo lhe estendendo a mão.
Snape não se moveu no primeiro instante.
— Você não pode negar. — Ela completou quando percebeu que ele não se moveu.
Após ouvir a segunda frase, Snape segurou a mão de Hermione e colocou-se em pé ao lado da bruxa.
— Eu não negaria, nem se fosse permitido. Apenas fiquei surpreso de ser o escolhido da senhorita. — Ele disse em um sussurro, sua respiração roçando no pescoço de Hermione.
Ele afastou-se um passo e encarou a bruxa por alguns instantes, admirando a sua beleza.
— O que deseja agora, senhorita? — Ele finalmente perguntou. — Eu estou à sua disposição esta noite.
Hermione umedeceu os lábios e disse:
— Leve-me a um local onde não possamos ser interrompidos.
— Posso levá-la ao aposento que costumo usar quando estou aqui na mansão. — Snape disse a encarando.
— Me leve até lá. — Hermione "ordenou".
— Essa noite, para mim, seu desejo é uma ordem. — Snape respondeu.
Severus manteve sua mão unida a mão de Hermione e a guiou pelos corredores da Mansão do Lorde das Trevas. Depois de alguns minutos caminhando, Snape parou em frente a uma porta de madeira escura, com alguns entalhes de serpentes, e disse:
— Este é meu aposento.
— Abra a porta para mim e convide-me para entrar. — As palavras de Hermione tinham um leve tom de ordem.
Snape a encarou, deu um mínimo sorriso ladino e prontamente fez o que a bruxa lhe havia "ordenado".
— Entre, por favor, senhorita. Sinta-se à vontade. — Ele disse ao destrancar a porta e dar passagem à Hermione.
Logo depois Severus também entrou no aposento.
Hermione entrou e correu os olhos pelo local, estava perfeitamente organizado, não havia uma pena ou pergaminho fora do lugar. Quando ela se virou, para encarar Snape, ela notou que ele estava trancando a porta.
Severus a mirou, havia faíscas de desejo em seu olhar.
— Dessa forma não seremos interrompidos, assim como a senhorita havia desejado. — Ele explicou o motivo de estar trancando a porta de seu aposento.
Hermione deu um leve sorriso e passou a encarar o corpo de Snape, pelo menos a parte do torso, que estava descoberta. Hermione analisava atentamente, ele tinha um abdômen bem desenhado e algumas cicatrizes pelo peitoral, aquilo o deixava com um ar másculo, o que a excitou bastante.
— E agora, o que deseja? — Snape perguntou.
Hermione mal esperou Snape terminar de falar para se pôr em movimento. Ela caminhou decidida até o bruxo, que estava escorado na porta de madeira e a encarava atentamente.
Quando estava a menos de um passo de Snape, Hermione puxou seu vestido e o retirou em um único movimento. Snape ficou maravilhado com a cena, já que não havia nenhuma outra peça de roupa sob o vestido, Hermione estava nua em sua frente.
— Quero que me ajude a "celebrar" os meus desejos. — a bruxa disse com a voz carregada de desejo.
— Será um prazer. — Respondeu o bruxo.
Notas finais do capítulo:
Então, o que acharam dessa primeira parte?
Comentem!
