Seguindo o rio, o trio acaba encontrando as pegadas de Arne e logo depois um rastro rastejante; deduzindo que algo está seguindo ele. Poucos metros depois, mais 3 rastros seguem as pegadas de Arne, deixando Ivar preocupado. Enquanto seguem o rastro, eles ouvem um barulho de asas, e de repente, um túnel de fogo avança até eles. Os três formam um círculo e Sigrid fica na frente com seu escudo, protegendo-os com todas as suas forças. Ao baixar o escudo, eles veem um Suspiro da Morte Asa-de-Titã indo diretamente pra eles com seu bocão giratório. Felizmente, Ivar consegue abaixá-los a tempo e o dragão acaba entrando no chão. Todos começam a correr, enquanto o titã escava pela parede até o teto da caverna para enfraquecê-lo, derrubando vários escombros e estalactites.'' Ele está cavando pelo teto! '', grita Ivar.''Ele quer nos enterrar pro jantar! '', grita Sigrid em seguida.'' Por aqui! '', grita Blind ao encontrar uma fissura na parede em meio a chuva de poeira. Enquanto o Suspiro da Morte vasculha os escombros, os três ficam com a mão no nariz e de boca fechada pra segurar seus espirros. Seus corações aceleram quando a fera encontra e fareja a fissura, com os espinhos tocando bem nos seus rostos. Graças a poeira (e talvez a visão ruim deste indivíduo), eles não são encontrados e começam a espirrar quando o titã vai embora frustrado.

Entrando na fissura, eles encontram outro túnel, para a impaciência de Ivar. ''Vamos nos separar logo pra achar Arne e dar o fora daqui! Aquele titã já deve ter feito trocentos túneis nessa ilha!'', ele propõe e segue pelo sentido oposto do novo túnel com sua tocha e sua maça, embora Blind e Sigrid não concordem com a idéia. A dupla continua andando reto com a única tocha que ainda tem após perder a outra pro titã e segue o túnel, encontrando uma fogueira no que parece ser a toca daqueles rastros misteriosos, com passagem pra direita e pra esquerda dessa mesma passagem - essa dava pra outro túnel.

Enquanto verificam o local, são surpreendidos por uma voz familiar vinda da passagem à direita e veem Arne erguido no ar por 2 ''centopéias'' reptilianas conectadas às suas costas e outras 2 que também estão conectadas e servem de braços pra ele. '' O que aconteceu com você? E quem são esses...dragôes? '', perguntam os dois. '' Ah...isso foi há pouco tempo. Depois que caí nesse abismo, acordei sendo arrastado do lago pelo Mandíbula Chocante da arena. Quando me reconheceu, se afastou covardemente como sempre e foi atacado pelo Suspiro da Morte que vocês já devem ter visto. Aproveitei a luta pra correr e seguí o rio até cansar. E esses ... Rastejaduras como acabei de nomear me encontraram. No começo, achei que era meu fim quando me agarraram. Mas então...', Arne para falar enquanto uma lágima escorre de seu rosto antes de enxugá-la e sorri de novo pros seus dragões, ' ...então senti um alívio muito grande que não sentia há anos e percebi que eles me entendem. Eles até me convidaram pra sua toca e sabem o que estou passando. Que ironia não é Blind e Sigrid? Seus amigos dragões serão meus vingadores! Espere só até o chefe saber que você estava se encontrando com Saraiva, Sigrid! Ele vai te obrigar a achar aquele tesouro custe o que custar!'', Arne ameaça enquanto aponta seu dedo pra ela. '' Como você sabe dela se está preso aqui ?! ', exclama Sigrid. '' Você sempre foi tão ingênua! Meus Rastejaduras podem passar memórias do que vêem pra mim!'', Arne grita com um eco que se espalha pela caverna, enquanto seus dragões exalam fogo de suas bocas como sinal de que estão prontos pra atacar. Blind e Sigrid dão um passo pra trás enquanto não tiram os olhos de seu inimigo, até que a garota vê alguém que talvez possa ajudá-los.

Como minha história se passa após o primeiro filme e durante a temporada de Dragões: Pilotos de Berk; e o Tormentípede não aparece no Livro dos Dragões, decidí que ''Rastejadura'' será o nome que a tribo dos Montes Marítimos deu à esse dragão antes dele ser conhecido por Soluço anos depois como ''Tormentípede''.