鉄拳

Tekken: A História – Capítulo 1 – Heihachi e Kazumi

Tekken, o nome do torneio cujo significado era "Punhos de Ferro" ecoaria de forma imponente pelo mundo inteiro, entretanto, o que foi que o gerou e por qual pretexto? Em um ano muito distante, um empresário chamado Heihachi Mishima, dono da multinacional Mishima Zaibatsu também conhecido como CEO na época tinha 52 anos, havia resolvido criar esse torneio que se tornou o núcleo de tudo, porém, talvez fosse um erro de cálculo dizer que tudo começou por causa desse evento de luta.

Na mansão dos Mishima há cerca de mais de 20 anos atrás, Heihachi estava acostumado a receber amigos de seu pai Jinpachi Mishima que em épocas passadas foi o fundador da empresa e permanecia atualmente como chefe. Jinpachi era um homem robusto de pele negra que possuía muita honra. Heihachi era muito esperto e carismático, tinha cabelos pretos pontudos e um bigode que também era sua marca. A mansão era muito luxuosa e bem iluminada, era possível perceber os raios solares adentrando as janelas e ressaltando os bens valiosos que haviam dentro do estabelecimento. Desde quadros de pintura famosos até coleções de vasos de porcelana e instrumentos musicais como piano e órgão.

A família Mishima era uma família tradicional japonesa. Jinpachi possuía um amigo do peito que havia vindo da China, seu nome era Wang Jinrei, que sempre o apoiava quando o mesmo necessitava e dava conselhos inclusive críticos. Em uma manhã fatídica, Jinpachi mandava seu mordomo receber seu amigo em sua casa enquanto Heihachi chegava na sala de estar junto do filho de seu casamento com Kazumi Mishima, seu nome era Kazuya Mishima. O garoto aparentava ter 5 anos de idade na época e tinha um gênio forte, ele possuía um semblante mal-humorado que apenas demonstrava sua arrogância apesar da pouca experiência de vida. Kazuya era mimado por sua mãe e seria um possível herdeiro de uma grande fortuna.

O mordomo voltava abrindo as portas para a chegada da visita matinal. "Me parece que você anda envelhecendo bem, meu caro amigo." dizia o velho chinês para o mais idoso fundador da grande Mishima Zaibatsu. Ao redor dos dois grandes amigos, Heihachi parecia estar sempre à espreita e cuidando bem do seu filho aguardando sua esposa para sair. Aquela intimidade era muito bem vista entre os amigos e aparentemente Heihachi não tinha tamanha intimidade com ambos.

"Bondade sua, meu fiel camarada." respondia Jinpachi para Wang. Wang era um homem muito leal, de aparência muito sábia e que dedicava a vida com artes marciais e a sabedoria dos deuses. Ambos se abraçavam e se sentavam no sofá para tomar um chá matinal e colocar a conversa em dia. O Estilo de luta de Wang Jinrei era Xin Yi Liu He Quan, estilo de origem chinesa.

"Querido, você pode deixar o nosso filho com seu avô? Temos muito a resolver e devemos voltar tarde." era ela, Kazumi Mishima a antiga Kazumi Hachijou que era sua família de origem. Sua pele branca, seu cabelo preto tradicional japonês e seu kimono branco e vermelho eram algumas de suas características marcantes e belas como a mais bela flor de cerejeira. Uma mulher delicada e que se importava com sua família de características invejáveis para uma esposa.

"Mãe! A senhora promete que volta logo? Meu pai disse para eu te aguardar." era a fala de Kazuya Mishima, o garotinho que tinha uma ponta na parte de trás do cabelo para cima envolvendo seu penteado inteiro. Ele era treinado pelo seu próprio avô Jinpachi nas artes de luta do Karatê Estilo Mishima e também treinava com seu pai. Embora preferisse treinar com seu avô que o tratava muito bem.

"Não precisa se preocupar, filho. Seu pai e eu não demoramos. Temos que ir até o dojo e resolvermos alguns assuntos." Beijava seu filho na testa e abraçava Heihachi com carinho, assim Kazumi aguardava seu marido para deixar a mansão, cujo ambiente era bem amplo para a quantidade de membros da família que morava ali.

"Eu já disse pra mulher da minha vida que eu a amo?" era Heihachi se dirigindo à sua esposa e depois mudando o alvo da conversa. "Pai, o senhor pode cuidar do Kazuya por alguns instantes? Não devemos demorar." Ele alterava seu olhar após se soltar dos braços de sua esposa e encarava Jinpachi com grande respeito, o homem o havia criado de forma exemplar.

"Deixem o garoto comigo! Ele tem muito a aprender com o vô aqui ainda!" Jinpachi era descontraído e amava demasiadamente sua família, especialmente seu neto. Ele observava então a partida do casal atrás de seus afazeres do dia.

O tempo passava de forma imperceptível enquanto o casal treinava juntos. A história é que os dois se conheceram com Kazumi entrando no dojo da família Mishima e assim antes mesmo de seu relacionamento, os dois se tornaram grandes rivais. Ambos eram bons lutadores, a meta familiar era criar membros da família que soubessem lutar. Naquele dia, Heihachi havia acabado de ter um curto espaço de tempo de treino com sua esposa e a mesma acabou ficando em estado febril.

"Amor, você não pode continuar treinando, você não está bem de saúde." Dizia Heihachi para sua amada esposa que parecia relutar um pouco sobre seu estado. "Não se preocupe, querido. Me dê apenas um tempo para que eu possa tomar um pouco de ar fresco, logo estarei de volta e podemos decidir o que fazer." Kazumi parecia não querer desistir tão fácil do seu objetivo de treino.

Em seus poucos passos para sair, Kazumi desabara e Heihachi a levara para uma cama. "Kazumi!" Heihachi estava muito preocupado e resolveu fazer alguns preparativos para melhorar seu estado de saúde e abaixar a febre de seu corpo enquanto a deixava deitada.

Kazumi havia voltado e pegando Heihachi desprevenido quase o matou, só que o mesmo foi poupado com vida e após a insana batalha, Kazumi parecia não se lembrar de nada do que havia feito e parecia continuar amando Heihachi e sua família como que aquilo tivesse sido apenas um pesadelo.

Dias repetitivos de treino revelavam cada vez mais a natureza obscura de Kazumi e Heihachi ainda assim vivia ao seu lado, mesmo sem contar nada ao seu filho Kazuya para não desapontar o garoto além de evitar que o problema de Kazumi se agravasse evitando citar o próprio problema a ela.

Certo dia, Heihachi treinava sozinho no dojo de sua família até que Kazumi adentrava o local apenas observando seus movimentos de combate. Heihachi a percebera entrar e se virava para ela.

"Kazumi..." dizia seu preocupado marido não sabendo como ela podia estar abalada mentalmente sendo capaz de fazer coisas como aquelas dos outros dias em que ela não se lembrava.

"Você um dia se tornará uma ameaça a esse mundo..." dizia a mulher oriental para seu esposo que não entendia o por quê daquilo estar acontecendo, talvez semelhantemente aos outros ataques em que ela teve.

"Eu não entendo o que você está dizendo, amor." Heihachi proferia aquelas palavras preocupado com a saúde de sua amada e procurando encontrar alguma razão para tudo aquilo.

"...Por causa disso, eu devo lhe punir com a morte." Ao terminar sua sentença, Kazumi e Heihachi iniciavam um combate onde era explicado parcialmente coisas que não haviam sido reveladas ainda.

"Pare com isso, amor. Nós não fizemos nossos votos de juramento? Tudo isso precisa ter uma solução, nós vamos te trazer de volta." Em meio ao combate, Heihachi tentava colocar bom senso na cabeça de sua amada que pisava em cima de um Aiaigasa feito pelos dois no passado, que havia sido talhado no piso do dojo simbolizando o amor dos dois, um guarda-chuva desenhado e o nome de cada um dos dois amantes em um dos lados da inscrição.

"Você ainda não sabe por que eu me casei com você e fiz parte da sua família?" Kazumi parecia debochada, sua arrogância dizia que o amor entre os dois, nada daquilo havia sido real. Sua pergunta ecoava na cabeça de seu marido.

"Você não quer dizer que...?!" Heihachi assustado e frustrado com seu amor apenas podia tentar esclarecer suas dúvidas com sua esposa, mesmo sem saber se aquela seria sua natureza verdadeira.

"Hahaha! Nós da família Hachijou existimos para destruir humanos lixos como vocês desde épocas distantes. E eu estou aqui para cumprir o meu destino!" Kazumi terminava seu deboche mudando sua forma humana. Sua forma agora era a forma Devil Kazumi, uma forma demônio que somente quem possuía os genes Devil podiam se transformar.

A batalha voltava a ocorrer e excluindo os detalhes, os dois lutavam uma luta acirrada. Após Heihachi vencer, Kazumi estava deitada de olhos fechados e ele podia mais uma vez falar com ela. "Kazumi..." Foram suas palavras antes de tocar o seu rosto e depois se levantar e caminhar até a saída até ser surpreendido por ela em sua forma Devil tentando ataca-lo pelas costas. Ele conseguiu bloquear seu golpe e segura-la levantando-a pelo pescoço como que para enforca-la.

"Heihachi, você seria capaz de me matar? Com isso, um ciclo infinito de ódio... Me solte, Heihachi, se você me amar." Devil Kazumi suplicava por sua vida na mão direita de Heihachi estendida.

"Muito bem, você não é mais minha Kazumi, então..." essas foram as últimas palavras de Heihachi antes de estrangular a única mulher que ele amava.