DEUSES DA NOITE

Capítulo 1: O inicio

França Paris

15 de Maio de 2033 10h da manhã

Está sol lá fora, sei isso porque são 10 horas.

Alguns raios de sol infiltram-se por pequenos buracos que há no tecto da casa, tento desviar-me deles para nao me procar dor, no estado em que estou isso nao será bom, mas em alguns é em vão e quase chegam á minha pele. Claro que se eu estivesse com as minhas forças o sol não me faria muito efeito, praticamente nenhum, mas visto que estou com as forças em baixo...

A minha pele esta bastante pálida, mais pálida que o normal, já não me alimento há 6 dias mas n me importo, hoje é lua cheia... dia da caça.

As minhas forças estão bastante em baixo, relaxo o meu corpo para ver se a dor me passa vejo se consigo dormir um pouco e aguentar ate ha noite para tentar me alimentar.

15 de Maio de 2033 7h da tarde

Acordo num salto, a minha sede está cada vez pior agora criando dores intensas nos meus membros superiores.

Em dores levanto-me da minha cama e vou ao meu roupeiro.

Retiro de lá o meu habitual: calças pretas, blusa branca e um casaco de cabedal preto.

Dirijo me á minha estante de livros, tiro um bastante antigo e então a minha estante é arrastada para o lado revelando todas as minhas armas para a caçada e afins.

Nunca sei se posso encontar um ou dois lobisomens ou um daqueles estupidos humanos que se mete sempre onde não é chamado.

É uma espécie patética.

16 de Maio de 2033 02:00h da noite

A lua brilha cheia no céu, minhas forças estão muito maiores do que o normal, tenho os meus olhos no tom azul bastante brilhante, os meus caninos ja estao revelados sobre os meus lábios.

Estou escondido num lado de uma esquina, oiço os passos da minha presa seguinte.

Derrepente sinto um cheiro familiar, algo que nao cheirava a muito, desde que tinha sido mordido... um cheiro doce, muito doce...

xxxxxxflashbackxxxxxx

(noite apos 1ª transformação)

Está um céu cheio de estrelas, a lua ve-se bem, redonda e brilhante, estou em frente á janela dela, olhando ela a dormir, num sono profundo, consigo sentir o cheiro do sangue dela perfeitamente, um cheiro doce.

O que eu dava para poder prova-lo.

Aguento os meus desejos, entro no quarto, chego-me ao pé do corpo adormecido dela, coloco uma carta na mesa cabeçeira da cama dela e coloco um beijo nos labios dela partindo para desaparecer de tudo e todos.

Na carta

" tenho que desaparecer por razoes que nem a ti, nem a ninguem poderei revelar, espero que me perdoes, adorei todos os tempos que estive contigo, todos os beijos que partilhamos ,tudo... por favor perdoa-me"

xxxxxxflashbackxxxxx(fim)

Se eu respirasse, estaria a respirar rapidamente, mas tambem a unica razão porque eu respiro é para puder bombear sange pelo meu corpo para lhe dar cor quando ando por ai pelo dia disfarçando me nos humanos.

A unica reacçao que tive foi por-me na forma humana, a rapariga passa por mim, nesse momento achei mesmo que ela sabia que eu estava ali e que ela tinha passado de proposito para me ver.

De alguma forma, ela pareceu-me familiar, cabelos grandes, ondulados e da cor de um castanho mais para o loiro, pele branca mas não muito e uns ohos da cor de um verde-acizentado muito mas muito bonito. Aquele cheiro invadiu-me o novo...

Apenas ignorei o momento e procurei outra vítima.

Uns 5 minutos depois, encontrei a vitima perfeita, uma rapariga, devia ter uns 20 anos no minimo, eu conseguia ver que ela tinha estado a beber, andava aos zigue-zagues.

Adoro quando bebem, o sangue ganha um sabor um pouco mais doce.

Começo a seguir a rapariga, ao pé de uma beco empurro-a para lá,sem que ela tenha tempo para me ver agarro-a por trás e mordo o pescoço da rapariga na artéria carótida fazendo ela morrer.

Um pouco do sangue dela cai-me pelo canto da boca.

O sabor ainda me está na boca, bastante doce.

Agarro no corpo inerte da rapariga e levo-a para o meu local de recolha de sangue.

16 de Maio de 2033 02:45 da manhã

BK lda.(Blood Keepers)

Entro por um pequeno corredor que esta ligado a uma sala, o cheiro a sangue infesta o lugar.

Sinto o cheiro de bastantes tipos de sangue, a fome volta outra vez.

Entro pela sala a dentro com a rapariga aos ombros.

- Marisa!!!!!!!! Trago uma encomenda!

Uma rapariga com um avental branco por cima da roupa aparece, tinha uns olhos castanhos tal como o cabelo que se encontava atado por um elástico em rabo-de-cavalo, usava uma roupa preta apesar das calças serem um pouco mais para o roxo escuro, usava umas luvas de médica.

- Bem me parecia que tu ainda cá virias hoje. Que me trazes hoje?

- Uma rapariga, deve ter cerca de 20 anos, andou a beber, não te preocupes que ela já esta com os anjos se é que eles existem.

- Hum... Deixa-me adivinhar, queres que lhe retire o máximo de sangue? E as últimas colheitas que te dei? Já as gastaste?

- Sim, pois... Em relação a isso, sim, já as gastei. Mas despacha-te que o sol está quase a nascer.

- Oh, até um vampiro de classe C sabe que depois de alimentado o efeito do sol diminui num vampiro...

- Pois mas aqui há demasiados tipos de sangue, isso deixa-me com mais fome e irritado... E tu sabes como eu fico quando estou irritado.

- Sim pois... Sabes bem que contra mim sangravas até á morte...

- Apenas trata de lhe tirar o sangue ok?

- Sim, sim... Sabes bem que eu faço sempre as coisas bem...

- Eu vou dar uma volta antes que me irrite, até logo.

- Sim, sim ,até logo(pega num carrinho do tipo de uma maca e coloca a rapariga na maca e sai da sala assobiando).

Saio do edífico calmamente, chego lá fora, e denovo, aquele cheiro! Mas não tão intenso como antes...

(Passado 55 minutos)

A Marisa sai do edifício com uma mala.

-Já tá, tinhas razão, andou a beber, o sangue ainda tem o toque ao sabor da bebida.

-Por isso mesmo escolhi ela.

-Acho que te vou roubar um dos carregamentos...

-À vontade... Sabes que eu ainda vou voltar, para pedir mais.

-Eu estarei sempre aqui, e com sorte, até ao fim da eternidade...

-Eu já não sei se eu estarei assim tanto tempo.

-Pessimísta!

-Podes crer.

-Apenas tenta sobreviver, és procurado sabes disso.
-Podiam ter escolhido uma melhor foto. (tira do bolso um cartaz dobrado e entrega a marisa, na foto estava ele quando era ainda humano com a pele bronzeada, bochechas rosadas, olhos castanhos cheios de vida e um sorriso bem grande na face dele)

- Nisso tens razão, haha, podiam ter posto uma das mais recentes.
- Ha Ha Ha muito engraçado...
- Hum que tens? Pareces estranho, não me digas, lobisomem recém nascido na cidade? Algo pior?
- (Levanta-se de um salto) Nâo, coisas minhas... Mais uma vez obrigado pelos carregamentos, ainda me ás de voltar a ver.
-Espero bem que sim, és o melhor cliente... Para onde vais agora? Se é que posso saber.

-Ouvi dizer que o João anda por perto, vou ver se o encontro para arranjar mais um stock de balas e as novidades de armas.
-Ai o joão, á quanto tempo não o vejo, diz-lhe que eu ainda tenho uns carregamentos para ele atrasados.

-Claro, mais uma vez Marisa, muito obrigado. Bom está na hora de partir. Adeus.

No momento seguinte ele já não se encontrava lá.
- Adeus, tem cuidado contigo.

17 de Maio de 2033 09:25 da manhã

Acabo de sair de uma das minhas mansões de Paris.

Tenho muitas espalhadas pela europa e mais lugares.

Saio da mansão, dirijo me ao meu carro já com a bagajem lá dentro.

tenho uma longa viagem pela frente.

O meu stock de balas está no fim, por isso vou me encontrar com o meu fornecedor.
Devem se perguntar porque não vou comprar a uma loja, bem, é porque as balas que eu necessito não se vendem, as balas que eu presiso teem nitrato de prata no seu interior, perfeitas para matar um lobisomem.

Estar a por as malas no carro faz-me lembrar de quando era humano e viajava muito e ia de férias.

Tempos estranhos, isso agora já não é necessario, não tenho ninguem com quem estar por isso é desnecessário.

Abro a porta do carro e antes de entrar o cheiro volta a aparecer! Olho para os lados mas não encontro nada. Coloco os meus óculos de sol e entro para o carro, estou cheio de energia, bebi um pacote inteiro do sangue da rapariga antes de sair.

Preparo-me para arrancar o carro e abro o vidro, o cheiro ainda está no ar.

Juro, vou encontrar a pessoa com esse cheiro que me é tao familiar.

Final com capítulo 1