Deuses da noite Cap. 2: Procurando
Deuses da noite
Capítulo 2: À procura de João
2 De Junho Suíça 05:30 da manhã
È cedo, muito cedo.
O sol está a nascer lá no horizonte. Estou na Suíça numa das minhas outras mansões á procura de João, o meu arsenal de armas está ficar mais reduzido, tenho encontrado muitos lobisomens, famintos por sangue de humano e de vampiro também! O que não é muito bom porque para querem sangue de vampiro têm que ser muito novos pois passado uns 2 ou 3 anos após a 1ª transformação o meu sangue e o de todos os vampiros torna-se repugnante ao paladar pouco apurado daquela raça de cães.
Uma coisa boa nesta mansão é que não tem caseiros a cuidar dela, algumas têm mas esta não, a maioria das minhas mansões estão desertas mas tenho algumas que têm caseiros, essas são as menores.
Os carregamentos que a Marisa me deu estão a chegar a metade, ainda ontem tomei mais de uma 1 dose, tinha uns sérios ferimentos, mas após ter ingerido o sangue voltei ao normal tal como era de esperar em qualquer vampiro.
Encontrar o João vai ser difícil, ele praticamente pode ser considerado o mestre das fugas ou dos disfarces, só quem o conhece á muito tempo pode ainda (tentar) conseguir descobri-lo.
Mas eu... pronto sou um caso diferente, eu fui como dizer... um filho para ele, após me ter transformado, foi ele quem me defendeu, me deu alimento e me ensinou a caçar animais quando não existem humanos por perto e também me ensinou tudo em relação a lutar contra outros vampiros, bem, nem tudo, há algumas técnicas especiais que eu criei e alguns equipamentos também, mas pronto, isso ele não sabe.
2 De Junho Suíça 06:45 da tarde
Está um tempo um pouco solarengo agora na Suíça, o que é espantoso, porque nesta altura costuma estar chuva mas este ano choveu pouco, mas também, estamos no auge da primavera, está tudo florido.
Eu odeio a primavera, todos os aromas de flores no ar e as hormonas humanas a dizer que as pessoas quem procurar um par, blergh!
Por falar em aromas, aquele cheiro está a tornar-se repetitivo, ainda não consegui descobrir a quem pertence, começou tudo com a rapariga do outro dia, afinal quem é ela!
Juro que ás vezes sinto como se ela me estivesse a vigiar ou a me perseguir!
Se isto continuar eu irei dar em doido e isso para um vampiro não é muito fácil!
Começo a vaguear pela mansão, já á uns 5 ou 6 anos que não vinha cá
Está poeirenta, muito poeirenta.
Dirijo-me ao meu antigo quarto, está tal e qual como estava na última vez que cá estive, cama feita, o armário está arrumado com montes de roupa que eu já não uso sabe se lá desde quando, o interior das gavetas são apenas fotos antigas de mim e muita gente humana que a esta hora se me vissem ficariam em estado de choque.
Praticamente todas a gavetas estão cheias, fotos e carradas de fotos. Em algumas delas as caras não se vêem, nem me recordo delas.
Agarro numa ao acaso e ao ver a foto reparo que a cara da pessoa k estava ao meu lado tinha sido rasgada. E em muitas outras também. Devia ser a mesma pessoa em todas as fotos.
Vasculho na gaveta á procura das caras rasgadas. Encontro um envelope, ao abri-lo qual o meu choque ao ver que estão todas as caras das fotos.
Devo tê-lo feito nas primeiras semanas da minha transformação, é quando o vampiro se revolta e destrói tudo a sua frente.
A cara da pessoa nas fotos era de uma rapariga, a minha ultima namorada antes de me ter tornado vampiro, acabei com ela por carta para ela não descobrir o meu segredo.
Depois disso nunca mais tive notícias dela, foi como se ela também tivesse desaparecido do planeta também.
Mas por agora se ela me visse não me iria reconhecer ou nem eu a iria reconhecer.
Saio do quarto e dirijo-me até ao andar superior também conhecido por sótão.
Agora o sótão é que está mais sujo! Cheio de pó e aranhas por todo o lado! Ao andar mato logo umas 6 ou 7 até chegar ao lugar onde eu quero.
Finalmente após procurar chego a um pequeno baú e abro-o. Dentro do baú encontram-se uns livros muito poeirentos, só por agarrar um fico com a mão cheia de pó.
Procuro um em especial e que por coincidência se encontra no fim do baú.
Por fim encontro-o, agarro nele e sacudo o pó que estava na capa e á volta dele.
Abro o livro e logo na primeira página as folhas estavam gastas e as letras já mal se viam. Mas, também o que eu quero do livro não é lê-lo, mas sim encontrar algo.
Todas as páginas estão numeradas, no total são 420.
Abro exactamente na página 358 e nessa página está um papel, agarro nele e coloco-o no bolso, ele irá me ser bastante útil no futuro.
Olho pela janela e vejo que já é de noite.
Desço as escadas até ao hall e saio para a rua e dirijo-me para o meu carro, um Ferrari 360 F1 Spider mas então o cheiro, aquele cheiro que se estava a tornar irritante volta.
-Quem está ai? Mostra-te! JÁ!
Não recebi nenhuma resposta por isso só há algo que eu posso fazer. Fecho os olhos e concentro-me no espaço á minha volta, procurando algo fora do normal, tal como um bater de um coração e é isso mesmo o que oiço e esse coração estava bastante acelerado.
Oiço um remexer nos arbustos como alguém a tentar desaparecer sorrateiramente.
-Mostra-te!
De um momento para o outro encontro-me no lugar onde tinha ouvido o remexer de folhas e não encontro nada.
-Demasiado tarde…
Que estranho, pensava que iria encontrar algo que me pudesse servir de jantar mas vejo que não fui suficiente rápido, a pessoa devia ter notado que eu a encontrara e fugiu a 7 pés … Algo que me capta a vista e vejo que é um pedaço de roupa, um pedaço de uma blusa da pessoa que me devia estar a espiar. Era ela, tinha de ser, quem mais podia ter aquele aroma pelicular? Então nesse momento a ideia me veio a cabeça.
Ela devia saber o meu segredo. Oh! Oh oh oh! Assim que apanhar essa rapariga vou desfazê-la em mil pedaços e alimentar-me dela! Bem do que restar dela.
Consigo já imaginar o sangue dessa pessoa a fluir pela minha garganta abaixo, alimentando-me, arranjando mais energia, tornando-me mais sedento por sangue, os meus olhos tornando-se cada vez num tom de azul esbranquiçado, as minhas presas cravando-se cada vez mais fundo na carne da pobre pessoa.
Só de imaginar fico com uma sede terrível mas não é tempo de ficar a pensar, tenho que encontrar João, e depressa.
Agarro no meu carro e passo pelas ruas de Interlaken.
2 De Junho Suíça 07:05 da tarde
Passo pelo hotel de Rugenpark e encosto no 24 Rugenparkstrasse e retiro o papel que tinha retirado do livro, nunca tinha pensado vir a ver o que está escrito no papel, este papel foi me dado por João pouco antes de me ir embora dos seus cuidados, o que ele me disse ao me dar o papel foi "este papel e o teu conhecimento juntos são a única forma de me encontrares no mundo inteiro, usa-o apenas e só apenas quando precisares". E pronto… aqui estou eu a usá-lo.
Sai-o do carro e dirijo-me ao hotel Crystal de 3 estrelas que está mesmo ao lado do lugar onde estacionei.
Antes de entrar abro o papel mais uma vez, pelo caminho abri-o. A primeira coisa escrita era, "Para quem não fuma, o fogo não deixa de ser preciso, em noites de lua nova ele é quem guia as pessoas, e por vezes os vampiros."
Ao entrar no Hotel vejo na recepção um rapaz de cabelos longos e com várias madeixas azuis e vermelhas pelo cabelo, a sua pele era quase da cor da neve e os seus olhos eram verdes. Aquele tom de pele não engana ninguém, ele é um vampiro.
Os meus olhos mudam para um tom azul claro e os meus caninos alongam-se. Ele olha para mim e os seus olhos mudam para um tom azul-escuro, ele ainda é um vampiro de nível baixo, deve ter sido transformado á meses.
- Tens lume? – Perguntei-lhe eu.
O rapaz sorriu-me e agarrou uma das canetas que estava em cima do balcão e clicou-a para a abrir mas isso não aconteceu, na parede ao meu lado uma passagem escondida atrás de uma grande estante abriu-se e ele apenas apontou para lá. Olhei para e ele e apenas disse.
- Obrigado.
A entrada da passagem dava a umas escadas. Não hesitei e avancei, estava um passo mais perto de João.
Já não escrevia um capitulo desta historia á… muito tempo… Tenho estado entretido com outra que me parece mais interessante. Não é de vampiros e não sei se a coloque aqui no fanfiction… Apesar de já estar a 7 capitulos e muito mais longos do que esta, talvez quando estiver acabada.
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