Nenhuma review? Que pena! Mas mesmo assim, aqui está: Capítulo dois!


Capítulo Dois: O Pesadelo começa

No Salão Comunal da Grifinória, Harry Potter estava sentado em uma poltrona defronte à lareira. Ele tinha o olhar fixo na lareira, onde chamas de fogo crepitavam.

"Oi" Harry não precisou se virar para saber de quem era a voz: Rony Weasley havia se sentado na poltrona ao lado, carregando vários bolinhos, biscoitos e doces. Obviamente o amigo havia feito sua visitinha habitual à cozinha de Hogwarts, para "ajudar" os elfos domésticos como provador da sobremesa.

"Oi" Harry respondeu simplesmente.

"Quer comer alguma coisa antes do jantar?" Ofereceu Rony, estendendo um bolinho. Ele não gostava do silêncio que estava no ar.

"Não, obrigado" Harry, obviamente, queria continuar com o silêncio. Rony deu de ombros e enfiou o bolinho de uma só vez na boca e comeu-o quase sem mastigar.

"Então..." O ruivo disse, determinado à quebrar o silêncio "... O que você está fazendo?".

"Nada" Harry estava começando à ficar irritado com o amigo. Rony enfiou outro bolinho na boca, mas quase o cuspiu: Na mão direita de Harry, a frase "Eu não devo contar mentiras" estava sangrando novamente.

"Harry" Rony exclamou "Aquela cara de sapa lhe deu outra detenção?".

"Ai meus Deus!" Hermione Granger ajoelhou-se ao lado esquerdo de Harry e pegou a mão direita, examinando-a "Aquela megera!".

Rony começou à comer os doces o mais rápido que pode. Ele não queria que Hermione soubesse que ele estava visitando a cozinha novamente. Ela provavelmente diria que ele estava explorando os elfos domésticos.

"Não é nada, eu..." Harry começou, mas foi subitamente interrompido por Hermione.

"COMO ASSIM ISSO NÃO É NADA?" A garota gritou "AQUELA SAPA VELHA TE TORTURA TODOS OS DIAS E ISSO NÃO É NADA?".

"Eu ainda acho que você devia contar à McGonagall, Harry" Disse Rony, meio assustado com Hermione.

"Ainda tenho um pouco daquela Solução de Murtisco" Disse Hermione, se acalmando um pouco "Vou buscar!".

Hermione voltou logo com a Solução de Murtisco, e Harry mergulhou a mão no líquido amarelado.

"Harry" Disse Hermione "O Rony tem razão. Você devia procurar a Profª. McGonagall imediatamente".

"Quantas vezes eu preciso dizer que a minha resposta é não?" Disse Harry, irritado "Não vou dar esse gostinho à Umbridge!".

"Harry, se você não contar à ela..." Disse Hermione, parecendo bem séria "... Eu conto". Harry se levantou, deixando a poção cair.

"ENTÃO CONTE, SE É ISSO QUE VOCÊ CHAMA DE AMIZADE!" Ele gritou.

"Harry, cara, nós só queremos ajudar..." Rony tentou em vão o acalmar.

"MAS EU NÃO QUERO A SUA AJUDA! VOCÊS NÃO ME ENTENDEM! NENHUM DE VOCÊS VIU CEDRICO MORRER NAQUELE CEMITÉRIO NO ANO PASSADO! VOCÊS NÃO SABEM COMO É TER PESSOAS PONDO SUAS VIDAS EM RISCO POR SUA CAUSA! VOCÊS NÃO SABEM COMO É TER QUE AGUENTAR PESSOAS TE VAIANDO QUANDO VOCÊ ANDA PELA ESCOLA OU TE CHAMANDO DE MENTIROSO! ME ESQUEÇAM!".

Harry desceu as escadas correndo, batendo a pintura da Mulher Gorda, que despertou de seu sono, alarmada. Rony e Hermione trocaram um olhar preocupado.

"Sabe, Rony" Hermione disse, desabando na poltrona antes ocupada por Harry "Acho que sua mãe tem razão: O Harry não precisa saber mais do que já sabe. O que ele sabe já o deixa estressado o bastante! Aliás, que doces são esses?".

"Eh..." Rony pensou, com um pedaço de bolinho à caminho da boca "A mamãe me enviou pelo correio".

"Ah, tá" Ela estava tão preocupada com o Harry, que nem percebeu que o garoto estava mentindo "Vamos descer então! Vejo que você já acabou".

"É, vamos logo que eu estou com uma fome tão grande que poderia comer um boi!" Rony disse, e Hermione rolou os olhos desaprovadora. Honestamente, será que esse garoto não pode pensar em outra coisa senão comida? "Como eu, por exemplo" A garota pensou, suspirando.

Chegando ao Salão Principal, os amigos tomaram um lugar defronte para o de Harry. Eles comeram em silêncio por alguns minutos constrangedores.

"Me desculpem" Harry quebrou o silêncio. Ele normalmente era quem dava o primeiro passo para reconciliações "Eu não fiz por mal. Não devia ter perdido a cabeça com vocês".

"Tudo bem, cara" Disse Rony, levando uma garfada cheia de pudim à boca, mas quando chegou ao seu destino, já estava vazia, assim como o seu prato "Ah, droga! Mal comi direito!".

"Honestamente, Ronald" Disse Hermione, aborrecida "Você comeu quatro vezes! Isso só o pudim!".

"Isso é pouco!" Reclamou Rony. Harry assistiu com um sorriso a briga dos amigos. O ruivo e a morena só pararam de brigar quando ouviu-se um tintilar: Era Dolores Umbridge, batendo um talher em um cálice de ouro.

"Essa não!" Murmurou Rony.

"Hem-Hem!" Pigarreou a Alta Inquisidora de Hogwarts "Por favor, silêncio para receber nossos convidados".

"Mas que..." Rony foi interrompido com a entrada de inesperados convidados: Cornélio Fudge, o Ministro da Magia, que usava seu habitual chapéu coco verde-limão; Percy Weasley, seu assistente e a ovelha-negra da família Weasley (seus irmãos fecharam a cara ao vê-lo); Amélia Bones, chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia e tia de Susana Bones, estudante da Lufa-Lufa e membro da AD; e Kingsley Shacklebolt, auror e membro da Ordem da Fênix.

"Espero que tenha uma boa razão para ter me chamado aqui, Dolores" Pronunciou-se Cornélio Fudge.

"Uma ótima, Cornélio" Umbridge disse, excitada "Tenho aqui sete livros que nos ajudarão à expor a verdade. São eles: Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e o Relíquias da Morte. Então, não acha que tenho um bom motivo?".

"Tem um ótimo" Disse Fudge, com um sorrisinho. Harry, por sua vez, estava de boca aberta e olhos arregalados. Isso não podia estar acontecendo...


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