CALL
Assim que o telefone de Annabeth tocou ela sorriu largamente e pegou o aparelho. Finalmente!
— Oi! — Ela disse alegre assim que pôs o aparelho no ouvido.
— Oi. — A voz de Percy soou alegre do outro lado. — Você tem certeza que é seguro?
— Tenho. A gente volta pra casa amanhã e o telefone é do hotel. Além do mais eu acho que não importa, acho que vale a pena lutar com alguns monstros se eu precisar pra poder falar com você.
Ele sorriu do outro lado da linha, mesmo sem ver ela sabia disso.
— Mas então, como estão as coisas?
— Bem. — Ela suspirou. — Você sabe que não sou tão fã de praia, mas até que tem sido divertido.
— Você quer dizer que sem mim ir a praia é um saco. — Ele disse de forma convencida, ao que ela apenas girou os olhos.
—Ir a praia é um saco com ou sem você, Percy. — Ela pode ouvir ele começar a responder, mas continuou. — Mas confesso que ir sozinha não é muito divertido.
Ela podia quase ver o sorriso metido no rosto dele.
— Nenhum ataque de monstros ou briga com seus pais? Ou os dois? — Ele perguntou depois de uns segundos.
— Não, tudo certo. Conseguimos um pouco de paz.
— Ainda bem, porque aqui em casa está um inferno.
— Queria poder estar te ajudando. — Ela disse de forma triste.
— Eu sei. Eu queria estar aí com você fugindo disso.
Ambos suspiraram e então o pai de Annabeth a chamou para almoçar.
— Preciso ir, Percy.
— Ok.
— Amanhã eu volto pra casa.
— Estou contando com isso, já coloquei gasolina no carro.
Ela teve de sorrir.
— Até amanhã, então. — Ela disse.
— Te amo. — Ele disse naturalmente.
O coração dela pulou uma batida, como sempre.
— Eu também.
E então ambos desligaram o telefone.
