Passado uma hora Chris entrou no quarto e encontrou Jensen sentado na cama com os olhos vidrados, rosto vermelho, parecia que fazia um imenso esforço para não chorar.
- Jensen o que aconteceu? – Kane balançou o amigo. – Vi o Jared saindo no carro feito um louco.
- Ele me traiu. – Respondeu o loiro baixo, e as lágrimas rolavam soltas. Kane o abraçou.
- Agora me fala como ele te traiu? – Kane perguntou, quando o loiro se acalmou, mas pensava em como quebrar a cara do moreno.
- Ele usou o que mais prezo para se aproximar de mim! Inventou uma história sobre Fórmula do Amor, me fez de besta, riu do que acredito. – Jensen falava baixo na voz todo um pesar.
- Foi essa a traição dele? – Kane estava incrédulo.
- Você acha pouco? A Ciência é a minha vida, meu porto seguro. – Jensen olhou para o amigo como se ele tivesse louco. – Nessa mentira louca ele envolveu o professor Morgan, como ele pode fazer isso? Não posso confiar em alguém assim, colocar uma pessoa dessas em minha vida.
- Então eu vou ter de sair de sua vida também, e deve sair da monitoria do Morgan. – Kane se afastou do amigo e cruzou os braços encarando um loiro de olhos altamente arregalados.
- Por quê? – Jensen engolia seco com a expectativa de perder o amigo.
- Eu fiz parte dessa armação, o Morgan também. Ele foi o pior usou a crença que tem nele para te fazer engolir uma história louca dessa.
- Não! Vocês foram usados. – Jensen foi categórico.
- O Jared agora é um gênio do mal, usa seus poderes para influenciar os fracos de mente, e conquistar o seu arqui-inimigo que sempre quis dominar e se aproximou de seus amigos e mentores para conseguir seu objetivo.
- Essa frase foi ridícula.
- Ridícula! Você se ouviu? – Kane sempre falava com Jensen com cuidado, o protegendo, mas naquele momento ele queria dar uns tapas no loiro. – Olha irmão sempre te protegi, mas acho que errei muito, pelo menos em se tratando do Jared. Quando percebi você fugindo dele me meti, o ameacei sem nem mesmo ouvi-lo, talvez se tivesse sido menos protetor, hoje não teríamos chegado nessa situação. Mas no momento percebo que quem deveria ter sido protegido era o Jared, pois você não o ama.
- Como não o amo? – Gritou Jensen que ia se levantar rápido, mas seu corpo reclamou. – Ai. Como eu não o amo? – Repetiu a pergunta com calma e gemidos.
- A noite foi boa. – Kane não pode deixar de comentar, Jensen entortou os lábios. – Posso dizer que agora que estou apaixonado pela primeira vez, seu comportamento não é de alguém que ama, pois você sempre estar procurando defeitos no Jared, motivos para agredi-lo, para afastá-lo. Realmente eu nunca o vi fazendo nada, mas ele sempre foi escorraçado, e eu ajudei.
- Ele...
- Ele o que? Ele não cometeu nenhum crime! Mentiu! Certo ele mentiu, mas por que ele fez isso? Qual a chance foi dada a ele para se explicar?E você me ouviu? Nem queria que eu tocasse no nome dele.
- Ele poderia esperar.
- Ele esperou mais de três anos. Jensen quando se ama chega o momento que ariscamos tudo ou desistimos, Jared ariscou e você o mandou embora.
- Chris, ele mexeu com algo que é a minha segurança. Como vou ficar se não posso confiar nem nas minhas fórmulas? E se ele não me quiser mais? Se ele cansar de mim? O que vai sobrar? – Kane nesse momento entendeu o amigo e sentou ao lado deste segurando em sua mão.
- Jensen, você sempre terá as suas fórmulas, sempre saberá que uma substancia misturada com outra poderá machucá-lo ou não. Se relacionar com outra pessoa envolve riscos, você sabe disso, afinal foi o que aconteceu com a Danneel, mas tenho uma surpresa: Você... Sobreviveu.
- Mas dessa vez não sobreviverei. Prefiro não arriscar, vou ficar com as minhas fórmulas, com meu laboratório é o melhor. – Jensen ia enxugar uma lágrima solitária que escorria pela bela face, mas que teve o seu caminho interrompido pelo dedo indicador do seu amigo.
- Eu sei que você gosta de segurança, quem não gosta. Mas sei também que viver sempre dentro de sua área de conforto, não traz felicidade a ninguém, e principalmente você, que quer ganhar um premio Nobel. Que eu saiba todos os ganhadores foram homens ousados, sempre com um pé a frente do seu tempo.
- Você me ouve. – Jensen comentou surpreso, pois achava que o amigo apenas fingia prestar atenção em nome da amizade.
- Claro que teu ouço. – Kane riu. – E você mesmo já comentou sobre isso, sobre a sua admiração pelo professor Morgan, que encara novos projetos sem medo que deem errado, indo contra a tudo que possa fazê-lo desistir. E o seu desprezo pelo Fuller que sempre é acomodado naquele mundinho, tem o respeito medíocre dos colegas pelos seus conhecimentos, mas sem descobertas, sem riscos.
- Eu sei Chris, mas é diferente se arriscar em uma descoberta, mas se ariscar em um relacionamento, eu não sou bom suficiente...
- Nunca mais fale isso! – Kane se exasperou. – Você é lindo por dentro e por fora, não é atoa que o Jared ficou te amando por tanto tempo, mesmo recebendo patada. – Kane se acalmou. – Tudo bem, eu vou falar apenas um coisa: Jensen eu te conheço sei que você quer um prêmio Nobel desde se entende de gente. Mas sei que quer um amor.
Flash Back
Jensen estava deitado na cama do amigo, o rosto machucado devido as pancadas recebidas pelos amigos do namorado da Danneel.
- Chris? Está dormindo?
- Não estou mais. – Respondeu o amigo sonolento.
- Desculpa. Sabe que o que eu mais do que um premio Nobel?
- Não.
- Um amor, mas não um amor qualquer, um amor eterno, que me faça feliz apenas por sua existência, mas acho que nunca vou encontrar alguém assim.
- Vai sim! Agora dorme. – Kane estava cansado.
Flash back off
- Nessa noite depois que me acordou. Fique te observando até dormir, e você sorria feito um bobo, dava para perceber que estava sonhando com esse amor, mesmo acreditando que isso não ia acontecer, mesmo depois da surrar que levou por acreditar em um, acho que fazia até planos, mas agora se tornou um covarde tão grande que escorraça até aquele que poderia ser esse amor.
- Fazia planos mesmo, sonhava com filhos... Jared... – Jensen mordeu os lábios e um soluço escapou de sua garganta.
- Com o Jared acho que filhos não vão rolar, só se você inventar uma Fórmula para ele engravidar, ou melhor, você engravidar. – Kane arrancou um sorriso de Jensen. – Vai atrás dele!
- Não Chris, vou ficar somente com o meu laboratório, meu prêmio Nobel, eu era feliz antes, vou ser continuar sendo feliz. Essa falta de ar que sinto por ficar sem o Jared, vai passar... - Jensen não acreditava nas próprias palavras.
- Ser feliz? Eu talvez acreditasse que poderia ser feliz somente com a tua Ciência, mas agora eu acho impossível, você agora sabe que seu sangue pode entra em ebulição assim como as substâncias que trabalha...
- Chris que ideia... – Jensen interrompeu, mas foi interrompido.
- Jensen, suas formulas química, não vão te ouvir, nem irão te acalentar quando teus problemas diários ficarem pesados demais para carregar, e nem te aquecer nas noites de frio, não irão te fazer gritar de prazer...
- Eu não gritei...
- Pergunta para os vizinhos, ou melhor, para o prédio todo. – Jensen baixou a cabeça corando envergonhado. – Fora os palavrões...
- Eu não sei se consigo... Melhor deixar a minha vida do jeito que sempre foi. – Jensen não conseguia encarar os olhos azuis do amigo.
- Tudo bem... Vou ao mercado, volto logo. Descansa, tem um relaxante muscular aqui na gaveta, toma dois que logo vai passar essa dor e você estará pronto para outra... Desculpa, não vai ter outra. – Jensen ficou olhando para a porta que o amigo acabara de fechar.
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- Professor Morgan? – Jensen ligou para o seu professor.
- Jensen, o efeito da Fórmula já passou? Pensei que estivesse me preparando outros relatórios picantes para mim. – Jensen revirou os olhos.
- Por que o senhor fez isso?
- Fiz o que?
- O senhor sabe: se juntou com o Jared para me enganar. – Jensen alterou a voz com o professor.
- Como assim? – Morgan se fazia de desentendido.
- O Jared contou tudo.
- E por que ele faria isso?
- Contou para me acalmar, pois estava me sentindo muito culpado em usar o perfume para seduzi-lo.
- Está me dizendo que revelou um segredo científico que foi confiado a você? – Agora a voz do professor estava séria quase que irritada.
- Mas era uma armação! – Gritou Jensen sem acreditar que de vítima estava se tornando o réu.
- E se não fosse? Como vou poder confiar em você desse jeito? – Jensen sentiu seu mundo desmoronar com essas palavras do Morgan.
- Mas o Jared é de confiança, eu tinha certeza que ele nunca ia abrir a boca. – Assim que colocou a sua defesa Jensen percebeu sua contradição. Como ele podia confiar no Jared e o mandar embora por falta de confiança? – Estou tão confuso... – O loiro falou para si mesmo.
- Está confuso? Explique-se! Pois a minha vontade é de te cortar da monitoria.
- Eu confio no Jared, é eu confio, ele nunca trairia um segredo... – Jensen falava consigo mesmo.
- Chama o Jared.
- Eu o mandei embora... – A voz do loiro saiu baixa quase que o professor não escuta.
- E por que você fez isso? Depois de revelar um segredo...
- Esse segredo não existe. – Jensen gritou e desligou o telefone na cara do professor. - O que eu fiz? – E voltou a ligar para o Morgan.
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- Jensen! Abre essa porta senão vou arrombar. – Kane encontrou Jared pronto para meter o pé na porta do quarto que dividia com o loiro.
- Calma, eu abro. – Chris colocou as compras nas mãos do moreno para ele tentar se manter um pouco mais calmo.
- Eu estou aqui há dez minutos, e sem nenhuma resposta, se ele pensa que pode... – Jared parou de falar ao ver o quarto vazio.
- Ele não está aqui! – Chris falou depois de procurar no banheiro.
- Mas para onde ele foi? – Jared agora estava preocupado.
- Geralmente quando ele está com problema vai para o laboratório, é o lugar que ele mais se identifica. Vem. – E saíram pelo campus, encontrando Misha no caminho, explicando a situação para o moreno.
Foram primeiro ao laboratório do Fuller, e o professor estava por lá e não tinha visto o loiro, e seguiram para o do Morgan, eram os dois que Jensen tinha as chaves. No segundo ninguém respondeu, Jared ia partir para a violência, mas Kane o lembrou de ligar para seu tio.
- Tio, precisamos que venha a UCLA, o Jensen está trancado no seu laboratório, precisamos tirá-lo de lá. – Jared falava rápido e desesperado.
- Mas acredito que o Jensen não esteja ai. – Disse Morgan calmamente.
- Por que o senhor acha isso? Sabe onde ele está?
- Acredito que ele esteja indo para Oceanside, pois pediu o endereço da minha casa de praia. Acho que ele foi atrás de você.
- Atrás de mim? – Jared não acreditava nisso, não depois de ter sido expulso do quarto do loiro. – Mas por que ele faria isso? Acha que ele quer terminar de vez, esclarecer que nunca vamos dá certo?
- Jared, ninguém viaja três horas com o traseiro doendo para terminar um relacionamento. Há essa hora ele deve ter pegado o ônibus, e esta na estrada, vai atrás dele. – Jared desligou o telefone e saiu correndo, Kane e Misha o seguiram sem entender nada.
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Jared foi ao terminal rodoviário apenas para verificar caso o Jensen ainda estivesse por lá,e perguntou para alguém que trabalhava no local, se ele lembrava de ter visto um rapaz, alto e loiro.
- Ele é bonito, ou melhor, lindo? Com uma boca pornográfica de fazer o sonho de qualquer um? – Perguntou o rapaz suspirando.
- Sim, mas com calma, pois ele é o meu namorado. – Disse Jared enciumado com a empolgação do rapaz.
- Ele pegou o ônibus na plataforma 4, em direção a San Diego, lembro por que um homem daquele é difícil não chamar atenção. – Jared fechou as mãos de maneira ameaçadora e foi puxado pelo Kane.
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- Jared! Para o carro. – Gritou Kane pela terceira vez.
- Por quê? – Jared perguntou ignorando a ordem. – Assim não vamos alcançar o ônibus.
- Para - Kane gritou dessa vez o moreno obedeceu contra a vontade.
- Nós queremos chegar vivos, não precisamos alcançar o ônibus, sabemos o destino dele, e aonde o Jensen vai, precisamos é chegar vivos. Deixa que eu dirijo. – E Kane pegou a direção, e ainda passou o Jared para o banco de trás, colocando Misha ao seu lado.
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- Olhem, não é o ônibus para San Diego? – Gritou Misha.
- É ele mesmo! Acelera Chris. – Jared estava quase para tomar o volante a força do amigo.
Kane acelerou e emparelhou com o ônibus, e logo avistaram Jensen dormindo com a cabeça encostada na janela, gritaram por ele, mas o loiro parecia estar em um sono bem profundo, aceleraram mais um pouco e começaram a chamar atenção do motorista, que se assustou com os três loucos em um Mustang preto conversível 65.
- Tem um amigo nosso nesse ônibus ele está muito doente. – Gritava Misha para o motorista. – Precisa tomar o remédio. – Mostrava um frasco qualquer. – Ele está desmaiado, pode entrar em coma e morrer.
O motorista estava em dúvida sobre parar ou não e se fosse um assalto? Por sorte ele avistou uma viatura da polícia estadual e parou, Kane estacionou, e Jared pulou para fora do carro correndo para o ônibus, entrando assim que a porta foi aberta.
- Jensen! – Jared chamava com carinho, o loiro nem dava sinal. – Jensen! – Um pouco mais forte e o loiro resmungou e o moreno aproveitou colocando-o sobre o ombro, o levando para fora do ônibus, levando até o carro onde se sentou no capô com o loiro apoiado em seu corpo entre suas pernas.
Jensen conseguiu acordar e Jared sorriu ao ver surgi entre as pálpebras aquela imensidão verde que eram os olhos do loiro. – Eu confio em você. – Essas palavras foram sussurradas. – Apesar da surra, das mentiras... – Jared tocou seus lábios com o dedo como se pedisse para esquecer tudo isso.
- Você está bem? – Falou assim que Jensen calou.
- Sim, eu tomei quatro relaxantes musculares, você acabou comigo. – Sorriu. – Eu confio em você. – Repetiu baixinho e ainda sorrindo.
- E eu te amo, e não vou permitir que fuja de mim. – Jared. – Nem que eu tenha de te amarrar, te hipnotizar, qualquer coisa para te convencer que te amo. Até mesmo inventar a verdadeira fórmula do amor.
- Não precisa: Seu cheiro e seu sabor são a fórmula do amor, mas tenho medo. Por isso fujo. – Jared agarrou o loiro com mais força, parecendo querer impedir que este fugisse de sua vida. – Mas eu não sei viver sem você. Por isso prefiro arriscar de que abrir mão de você. – Seus olhos se encontravam, o moreno respirou aliviado com essa frase.
- E do que você tem medo? – Jared perguntou mergulhando mais ainda no verde olhar de Jensen, estava confiante.
- De perder você. – Disse Jensen respirando com mais força e mordendo os lábios.
- Você foge de mim, por que não sabe viver sem mim? – Jared sorria. – Meu cientista maluquinho serei sempre teu.
- Para sempre meu? – Jensen perguntou comum sorriso cálido brincando em seus lábios.
- Eternamente... Eternamente teu. – Jared confirmou e tomou os lábios do loiro em um beijo apaixonado, calmo e explorador.
Jensen e Jared estavam tão envolvidos no beijo trocado que nem ouviram os assobios dos passageiros do ônibus que ainda se encontrava parado ali.
- Mas qual é a doença que o seu amigo tem? – Perguntou o motorista curioso, sem entender o que realmente tinha acontecido.
- AC. – Chris estava sorrindo olhando para os amigos.
- AC? Mas que tipo de doença é essa?
- Amor Crônico. Ele não pode viver sem os beijos do grandão, pois definha e morre. – Kane brincava, porém sentia que era verdade.
10 anos depois.
- Com vocês: Jensen Ross Ackles, Prêmio Nobel de Homem mais Gostoso do Mundo. – Jared disse depois de conseguir sair do transe que ficou ao ver o marido lindamente vestido uma blusa preta com blazer e calças cor de vinho, que combinava com a gravata que o moreno usava.
- Esse prêmio é seu. – Jensen sorria, e o moreno pensava que aos 32 anos Jensen estava mais bonito que aos 18 quando o viu pela primeira vez, não em apenas beleza, mas em sensualidade.
- Jensen tem certeza que não criou a Fórmula da Beleza Eterna? – Jared roçava os lábios no do marido.
- Eu ia te perguntar a mesma coisa. – O moreno absorvia as palavras e o hálito doce e perfumado do loiro. – Pra sempre meu? – Essa pergunta ficou como uma declaração de amor entre os dois.
- Eternamente... Eternamente seu. – Jared respondeu antes de beijar os lábios perfeitos do marido.
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Jensen e Jared eram Phd's nas suas áreas e ambos trabalhavam para a mesma empresa pequena e sólida, onde faziam parte da sociedade. A empresa trabalhava com robótica, prestando serviço para particulares e governamentais.
Nessa noite eles estavam indo para uma premiação, Jensen criou um método para separar os componentes de um circuito integrado, conhecido como chips ou processadores de dados, e depois de separados poderiam ser reutilizados em 100%, principalmente com o avanço da nanotecnologia.
Esse método nessa noite iria receber o Prêmio Ecologia 2012, os premiados seriam a empresa que incentivou e aplicou o método em sua linha de produção, o cientista responsável, Jensen Ackles e o engenheiro de robótica que utilizou o produto final, Jared Padalecki.
Foram anos de estudos e agora estavam sendo recompensados, tanto no lado financeiro, os primeiro três anos de casamento morava em um apartamento com apenas um quarto, Jensen sendo explorado pelo Fuller na UCLA, e trabalhando como professor e Jared começando essa empresa com Kane, que teve o patrocínio do sogro, pai do Misha.
Quando Jensen descobriu que Fuller estava roubando suas pesquisas resolveu sair da universidade e trabalhar com o marido e o amigo. As pesquisas andaram um pouco mais devagar, por falta de recurso, mas logo nos primeiros testes os resultados foram excelentes e conseguiram recursos para patrocinar as pesquisas.
E agora estavam ali recebendo os aplausos, de seus pais, professores, amigos e estranhos. Não apenas por causa de uma descoberta cientifica, mas por algo que ajudava na reciclagem do lixo tecnológico, um grande problema atualmente com a evolução rápida das tecnologias e o descarte delas como coisas obsoletas eram constantes.
Durante o coquetel oferecido Jared raptou Jensen, estava cansado dos olhares que o loiro recebia de admiração e de desejos também. Ainda era conhecido como homem de gelo, mas o Jared sabia do fogo que corriam naquelas veias.
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- Ainda bem que estamos indo embora, todo mundo fica te secando, às vezes acho que se piscarem te arrancam um pedaço. – Estavam esperando a limusine, especialmente alugada para essa ocasião, Jared sorriu com as palavras do loiro. Ele também estava com ciúmes, e achava sem motivos, ambos apenas percebiam os olhares sobre o companheiro e não sobre si.
- Quero ir pelo mesmo motivo. – Jared entrou na limusine e Jensen se sentou ao seu lado por pouco tempo, pois assim que a porta fechou o loiro montou em seu colo, de frente para ele, com uma perna de cada lado de seu corpo.
- Adoro carro assim enorme. – O loiro estava com uma cara de safado e um sorriso cheio de promessas pervertidas, que faziam Jared perder o fôlego imaginando o que se passava na mente de Jensen.
- Vou lhe dar um troféu. – Jared apertava a coxas fortes do loiro.
- Que troféu? – O loiro perguntou rouco.
- Você está sentado em cima dele. – A voz do moreno também estava rouca.
- Mas esse troféu não é meu. – Jensen fez biquinho.
- Claro que é! Mas hoje ele será entregue com direito a discurso. – Jared respondeu de maneira safada. – O microfone está preparado.
- Mas isso não é o troféu? – Jensen provocava, pois sentia a excitação do marido.
- Jensen... Discurso, por favor! – Jared agora segurava na cintura do loiro e se remexia sob este.
- Motorista, vá pela orla. – Disse Jensen apertando em um botão de comunicação com o chofer.
- É o caminho mais longo. – Reclamou Jared.
- Meu discurso será longo. – Retrucou o loiro se posicionando entre as pernas do moreno.
- Do jeito que estou excitado, desde que saímos de casa, acredito que gozarei nas primeiras palavras. – Jared olha com expectativa Jensen lhe abrir a calca.
- Quem comanda esse discurso sou eu. – Jensen puxou a calça com boxer de Jared.
- Não! – Jared reclamava por que Jensen adorava retardar o gozo deste, era uma tortura, doce e gostosa com resultados alucinantes, mas sempre uma tortura. – Jensen se você deixar o discurso rola no ritmo normal, quando chegarmos em casa antes de te entregar o troféu vou percorrer com a minha boca que tanto ama, esse teu corpo que eu tanto amo centímetro por centímetro. Com direito a um beijo grego bem demorado do jeito que você gosta.
- E seu eu resolver prolongar esse discurso? – A respiração quente de Jensen em seu membro fazia Jared começar a derramar o pré-gozo, mostrando ao loiro que não estava brincando quando falara em gozar rápido.
- Eu vou arrancar a tua roupa antes de chegarmos ao quarto e te colocar de quatro e te foder tão forte, que amanhã durante o almoço que daremos para nossas famílias terá de comer em pé. – Jared tentou fazer um tom ameaçador, mas não conseguiu e mesmo que conseguisse não teria nenhum efeito, pois Jensen amava ser amado de maneira violenta também.
- Você sabe que essa estrada tem duas vias, ambos ficarão em pé. – Jared apenas concordou com a cabeça, pois se falasse gozaria apenas com o calor da respiração do Jensen em seu membro.
O loiro passou a língua na ponta do pênis de Jared capturando seu pré-gozo, e ao sentir o sabor do moreno pensou. "Se eu pudesse criar algo com esse sabor e que provocasse as mesmas sensações de felicidade e prazer que tenho em meu corpo para as outras pessoas, eu não ganharia o prêmio Nobel de Química, ganharia o Prêmio Nobel da Paz." Jensen sorriu com esse pensamento e logo abocanhou aquele músculo que o fazia tão feliz.
Ao sentir a ponta do pênis de Jared em sua garganta esqueceu prêmio Nobel, Química, Ciências e etc. Sua única dúvida era: ser amado com calma ou ser possuído com ferocidade, com o aumento dos gemidos do moreno percebeu que precisava decidir rápido...
FIM
N.A: Mais um trabalho concluído, a saudade fica dos personagens, sei que no meu caso eles sempre serão Jensen e Jared, até o momento, mas eles tomam formas diferentes, e o meu nerd brabinho e o meu jogador louco, estão sendo deixados agora para viver a vida deles, sem ninguém para perturbá-los! Que com certeza será felizes para sempre, um com outro. A nós só resta à saudade.
Muitos pediram que ela tivesse mais histórias, porém ela deixaria de ser o que foi. Essa fic começou a ser escrita em 28 de fevereiro de 2011, em comemoração ao primeiro emprego, da Anja, amiga, beta, irmã e filha (nossas idades combinam.) E nesses dois anos essa foi apenas uma das inúmeras vitórias e felicidades: formatura, outro, emprego, aprovação no intercambio, aprovação no curso de mestrado, nascimento da sobrinha, e por ai vai, teve tristezas, claro, o mundo é de provas e expiações, mas essas depois de absorvido o aprendizado, foram escritas nas areias.
Está ai minha Anja, sua Fórmula do Amor completa, e marcada como uma das minhas fics de sucesso, preferidas de muitos.
Para os meus leitores os que deixaram reviews obrigada pelos comentários, e mesmo com a fic completa, esses comentários ajudaram a cobrir falhas, esquecimentos, e provocaram algumas mudanças, isso mostra a importância do feed back entre quem escreve e quem lê.
Aos meus anônimos, espero que deixem algum comentário, é tão importante e nos fazem produzir muito mais, tem autores que não querem mais postar em sites públicos, pois esse é o nosso pagamento, já li fic recebendo via email e pensando na obra de arte que tantos estão perdendo.
Jogo do amor será atualizada logo, não se preocupe que não abandonarei a fic, ele entrará em reta final também!
Cenas de Jogo do amor:
Jensen se perdeu nas sensações que os lábios do moreno o faziam sentir ao sugar o seu pênis com tanta habilidade, nem percebeu quando Jared retirou o resto de suas roupas, o deixando completamente nu.
Jared entre as pernas do loiro nunca imaginou que poderia ser tão fácil, pois Jensen estava completamente entregue, pegou o lubrificante e tentou massagear para ter a passagem, mas o loiro ficou tenso, o moreno começou a chupar com mais empenho o membro do loiro que relaxou novamente se entregando as sensações.
Nota da Beta: A delícia das delícias e é só minha!
Ganhando um presente desses nem precisava de ameaça pra corrigir...
Amei demais!
Apesar de ser um loiro cabeça dura, eu amei demais!
Viva a ciência hein amorinha?
Hahahahhahaha
Te amo!
Cantinho da Beta:
(A culpa tem que ser sempre do eu moreno? Esse loiro também é meio difícil né?)
(Eu também ficaria Chris...)
(você foi mais ridículo que a frase!)
(Eu também!)
(Isso ai Kane! Uma lição de moral cai bem agora!)
. (Loiro chato!) Jensen, não concordo.
(Adoro amigos educados!) Kane.
(Covarde!), (Ele é bem pouco contraditório!) Jensen.
(Posso ter a mesma doença do Jens? Ahh Deixa vai!) Melhor não, pois se depender do Jared já era!
(Que lindoo!) A declaração de amor entre eles.
(Me dá um sogro assim!)
. (Marido lindo, ficando rico, recebendo prêmio, de chofer... Isso sim é vida hein loirão?)
