Vampire Tale Vol 1

Vício.

Nota: DN não me pertence, blábláblá. Fic de fãs para fãs.

Um obrigado especial a Janaq pelo apoio, graças a você eu não deletei a fic. E também a sabaku no lili-chan pelo review, eu pretendia colocar esse cap somente depois de uns oito ou dez rewiews mas por vocês resolvi colocar antes, bjinhus. Ahh sim, quanto a fic "Inesperado" juro que estou tentando acabar, nossa eu nunca pensei que um lemon seria tão difícil.

Bjos

Nota 2: Um vampiro quando oferece seu sangue a um humano, após algumas dosagens este se torna viciado. O humano que consome o sangue de um vampíro pode vir a ter poderes ou não. Contudo se torna servo do vampiro que o aliciou.

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Londres 1815

Mais uma noite chegou, não havia lua desta vez. Apenas um emaranhado de núvens. Nate fitava o céu pela sacada de seu quarto, fazia um vento levemente frio. Não que o clima o incomodasse de fato, atualmente ele estava acima disto.

Mais uma vez o copo com um líquido vermelho fora depositado sobre o móvel do quarto. Todas as noites era assim, todas as noites tentava resistir aos próprios instintos.

Desta vez estava conseguindo, faziam quase dois dias que não se alimentava. Tentou comida normal mas seu organismo rejeitou, por fim tendo que expelir tudo.

Embora tivesse plena conciência de sua atual condição, era difícil até mesmo para ele aceitar. Não odiava Lawliet, pelo que lhe fez. Apenas não conseguia digerir a situação.

Faziam quase trinta dias que havia sido recebido nos braços da morte, ainda não havia se acostumado. Sua mente vagou entre lembranças e devaneios quando Lawliet entrou roubando sua atenção:

- Boa noite - comprimentou Lawliet gentilmente, fingindo não notar o copo intacto em cima do móvel.

- Boa noite - retribuiu Nate, sem olha-lo. Ainda fitava o céu enquanto enrolava uma mecha do cabelo.

Lawliet sentou na cama que não ficava muito longe da janela, conversaram banalidades quando finalmente Lawliet se sentiu a vontade para tocar no assunto:

- Insiste em não se alimentar. - disse encarando-o

Nate nada disse, desviou o olhar.

- Você é muito mais inteligente do que isto... - insistiu Lawliet. -... não quero chegar ao ponto de força-lo. - seu tom de voz assumiu um aspecto sombrio, que deixou Nate em estado de alerta.

- Me forçar?

- Nate não fiz questão de manter você neste mundo por acaso, tenho meus planos e isso incluí você. Não vou deixar você se matar por mera teimosia. Até mesmo vampiros morrem de fome. - fez uma pausa tocando o queixo com o polegar, depois continuou. - Você ainda não provou sangue humano. Talvez já esteja na hora...

Nate embora não estivesse necessáriamente surpreso, não pôde evitar o desconforto. Não conseguia se imaginar atacando ninguém.

- Esse já está bom. - disse Nate.

- Então beba. - disse Lawliet pegando o copo e estendendo-o a ele.

Nate encarou-o sem fala por alguns minutos até que pegou o copo, embora desejasse ardentemente joga-lo pela janela. Julgou que não seria prudente afrontar Lawliet, ainda não sabia do que ele era capaz. Bebeu o líquido sob o olhar do mesmo. Não podia negar que se sentia melhor, mas não gostava disso.

- Viu só? Não doeu nada. - Seu tom de voz era mais ameno, embora sua face fosse fria.

Nate nada disse apenas fitou Lawliet deixar o quarto. Sentiu-se derrotado.

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Já eram quase meia noite quando Christine deixou a taverna, foi uma noite cheia. Estava cansada e carente, tinha dificuldades em relacionamentos, amava doces. Mas isso lhe custava caro, pesava mais do que devia. Afastando assim quaisquer pretendente.

Não gostava de voltar para casa sozinha, não por medo. Nenhum tarado a atacaria, mas porque odiava se sentir só. Christine não era uma mulher feia de fato. Mas estava longe de ser uma beldade.

Caminhava a passos apressados, ía chover. Não queria se resfriar quando sem querer esbarrou em alguém.

- Desculpe! - disse ela.

- Oh, sem problemas. - disse o pálido homem para ela. Que fez uma careta ao notar seu total desalinho. - A senhorita não devia caminhar por essas ruas sozinha a essa hora.

- Er... bem eu... eu sei mas... - Ela sentiu vergonha de dizer que não tinha ninguém.

- Gostaria que eu a acompanhasse? - perguntou o estranho embora sua aparencia fosse um total desalinho em conjunto com sua palidez, Christine se simpatizara com o sujeito. Havia qualquer coisa, não sabia bem o que. Os olhos grandes esverdeados encontraram os negros do rapaz, mesmo sabendo que não devia. Cedeu ao ímpeto de aceitar a oferta.

Caminhavam lentamente em direção a casa dela que ficava a algumas quadras dali. A conversa foi variada, o homem deixou-a a vontade para dizer o que bem quisesse. Mas ele mesmo pouco falou, ela estava encantada. A rua estava deserta.

Estavam perto quando o homem parou, Christine sem entender também parou e perguntou:

- Algo errado? - Ajeitou a longa saia que estava meio torta, encarando-o em busca de uma resposta.

- Peço que aceite minhas desculpas... - disse o pálido homem de cabelos negros.

- Pelo que? - perguntou ela sem compreender muito bem.

Ele caminhou em direção a ela vagarosamente, prendendo o olhar dela no seu. Ela sentiu um leve arrepio, recuou instintivamente alguns passos a medida que ele se aproximava. Até que suas pernas não se moviam mais, seu corpo não obedecia mais. Apenas permanecia presa naquele olhar incomum. Até que ele chegou perto o bastante para que ela pudesse sentir o seu corpo frio, mas ainda não conseguia se mover. Queria gritar mas a voz também lhe faltara.

Com o braço esquerdo a envolveu, com a mão direita afastou-lhe os fartos cabelos bem cuidados do pescoço. Sem muito esperar cravou seus dentes na pele clara, absorvendo o sangue doce. Através deste, pôde ver toda sua vida, seus medos e provar suas sensações.

Ela não sentia dor, na verdade era quase bom. Sentia-se cada vez mais fraca nos braços daquele estranho, até que lentamente ambos foram ao chão. Seus olhos se fecharam lentamente até não mais se abrir.

- Eu lamento. - disse Lawliet com a mulher morta em seus braços. Mas enfim antes isso do que se perder de vez, Lawliet alimentava-se uma vez por mês de sangue humano antecipando assim seus instintos mais agressivos. Se não o fizesse, seria muito pior. Consolou-se em pensamento.

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Raito andava de um lado ao outro da grande sala pouco iluminada, estava ansioso. Não aguentava mais aquela situação, fazia alguns dias que haviam tido uma discurssão que embora tivesse terminado entre lençóis ainda sim o clima entre os dois era tenso.

Sentia-se cada vez mais irritado, e dependente. Lawliet se recusava sistematicamente a morde-lo mas ofereceu seu sangue garantindo-lhe algum poder, mas tudo o que Raito conseguiu foi ficar viciado.

Talvez Lawliet soubesse de suas intenções, refletiu ele. Mas se assim fosse já estaria morto. Essa dúvida estava acabando com ele.

Seu corpo tremia, faziam quase cinco dias que não ficavam juntos de fato e que Lawliet não lhe oferecia seu sangue. Certa vez foi-lhe dito que embora não transformado de certa forma já era um vampiro. Ficou irritado, mas nada pôde fazer. Querendo ou não estava preso a aquele ser. Não sabia ainda se gostava disto ou não. Mas ainda tinha seus planos e pretendia ir adiante com eles.

Era só uma questão de tempo para definir o vencedor da partida, pensou Raito.

Não notara que já não estava mais sozinho no recinto mas sentiu um arrepio na espinha. Levou um susto quando se virou e esbarrou em Lawliet que estava logo atrás de dele. Não conseguiu conter o grito:

- POR TODOS OS SANTOS!! - caiu sentado no carpete decorado. - Quer me matar de susto!!

- Desculpe. - desculpou-se Lawliet com um breve sorriso. - Você parecia bastante pensativo.

- Eu estava... preocupado. - disse Raito cautelosamente.

- É mesmo?

- É... - disse Raito franzindo as sombrancelhas.

- Então não vou mais incomoda-lo. - disse polidamente, dando as costas para o amante. Quando foi puxado pela manga do casaco, com um movimento agil. Raito levantou o punho a fim de acerta-lo quando foi contido pela mão fria do vampiro que apartou o punho com a palma da mão.

Permaneceram imóveis na mesma posição apenas se encarando quando o vampiro sorriu levemente, seus olhos estavam encobertos pelos cabelos que lhe caiam sobre a face pálida.

- POR QUANTO TEMPO PRETENDE AGIR ASSIM!! - Raito finalmente gritou, havia momentos em que realmente desejava espanca-lo, lamentou não ter o mesmo nível de força para isso. "Vou acabar com você no momento adequado!" pensou ressentido.

Lawliet apertou o punho do rapaz sobre a palma da sua mão fazendo-o se ajoelhar de dor. Apesar da dor o humano não se calou:

- Me ofereceu seu sangue porque sabia que me tornaria dependente não é? - perguntou entre os dentes.

- Correto. - respondeu o vampiro apreciando a face contorcida de dor do rapaz.

- Seu Maldito!! Argh!! - A dor estava cada vez mais difícil de suportar. - Pois bem eu vou embora, não me usará mais!!

- Usar? - o vampiro sorriu sadicamente. - Não era você que pretendia ganhar poder através de mim? Pensou que bastava me seduzir para usufruir? Não... tão inteligente e tão tolo!

- Vou matá-lo... - disse o rapaz com dificuldade.

- Você só vai me matar se eu desejar que o faça, e só partirá daqui sob essa mesma condição. - disse Lawliet friamente. Mordeu a própria lingua com o canino fazendo um ferimento pequeno. Sangrava mas não doía. Com a mão que estava livre puxou o amante pelo colarinho e tomou seus labios num beijo forçado. Raito tentou se livrar dele inutilmente, embora toda aquela tensão tivesse mexido com seus hormonios. Sentiu o gosto do sangue, involuntariamente correspondia o beijo com paixão absorvendo o sangue do vampiro que determinada hora cessou o beijo largando-o no piso.

Lawliet sentiu uma vaga presença a mais, mas ignorou saindo do recinto sob o olhar do amante que estava ofegante e desconcertado. Disse antes de sair:

- Você me pertence até quando eu desejar...

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Bom aqui vai mais um crime, por favor rewiews. Não fazem idéia do quanto é importante. Torço para que tenham apreciado. Bjinhus