Vampire Tales - Surpresa
Death Note e seus personagens não me pertencem.
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Imagens passavam rapidamente e se repetiam, como um mantra horroroso. Vozes, frases, rostos, fúria e fome. Uma taça cheia que estava ali quando não queria, e não estava mais quando deveria estar. Olhos dourados e dentes afiados, Nate viu um rosto que era seu, mas não parecia. "Se tivesse feito o que eu disse, não teríamos chegado a isso...". A frase ecoou como uma represália. Em algumas das imagens via L sobre si contendo-o. Medo, raiva, horror, desejo e desespero.
No primeiro momento ao abrir os olhos, Nate se viu cercado por escuridão, confuso não sabia se estava dormindo ou acordado, tentou se mover até perceber que não havia muito espaço, debateu-se com violência até que ele e seu invólucro rolarem. Foi quando finalmente liberto percebeu se tratar de um caixão.
Confuso olhou ao seu redor, estava em um quarto grande e escuro, não conseguiu perceber nenhuma janela. O cheiro de mofo era forte, levantou-se do chão e ao avistar a porta, caminhou vagarosamente em direção à mesma. Seu andar era incerto sentia-se fraco, suas juntas pareciam enferrujadas, à medida que se aproximava da porta sentiu uma presença desconhecida, quase hostil. Nate nunca sentiu medo de nada embora instintivamente fosse cauteloso com Lawliet, mas aquela presença era diferente. Estacou no meio do quarto quando viu a maçaneta girar e a porta se abrir.
O som de maçaneta enferrujada quebrou o silêncio enquanto um feixe de luz invadia o quarto escuro quando a porta se abriu. Um rapaz que aparentava uns 20 anos entrou no recinto, tinha pelo menos 1,75m e olhar firme. Suas roupas eram muito estranhas, os cabelos louros ligeiramente desarrumados caíam pelos ombros.
Quando os olhares dos dois rapazes se encontraram era visível a confusão. O rapaz loiro deu 3 passos em direção a Nate que permaneceu parado sustentando o olhar.
Por alguma razão que nenhum dos dois saberia explicar, permaneceram parados se encarando até que finalmente o estranho rompeu o silêncio.
- Quem é você?
Nate pensou em responder, ponderou que talvez devesse, porém tudo o que conseguiu fazer foi reunir o pouco de forças que ainda tinha e passar pelo indivíduo atravessando a porta em uma velocidade pouco além do normal, até que após cruzar meia dúzia de corredores se deparou em um quarto que se assemelhava com os quartos da mansão, porém este era estranhamente diferente.
Sentiu uma presença se aproximando atrás de si, mas não se deu ao trabalho de verificar, saiu do quarto e finalmente parou próximo às escadas.
Nate olhava envolta com intensa curiosidade, embora a mansão parecesse a mesma, havia algo imensamente diferente. Até o ar parecia diferente. Do alto das escadas viu pessoas trajadas de forma da qual nunca havia visto cruzarem o salão, ignorando completamente sua presença. Antes que pudesse sequer pensar em perguntar para alguém o que estava acontecendo, sentiu seu corpo ser lançado para o outro lado do corredor com uma força que não havia sentido antes.
Não teve tempo de se levantar, seu corpo foi erguido e elevado a uma altura que seus pés não tocavam o chão. O estranho o segurava pelo colarinho da camisa, o olhar furioso e os caninos a mostra, falou entre os dentes:
- Eu não vou perguntar novamente...
Antes que Nate pudesse responder, uma voz em tom perigoso se interpôs:
- Mihael!
O rapaz loiro não precisava olhar para saber quem era:
- Se esse aqui não estivesse... – fez uma breve pausa. - Eu pensaria que você estava estocando comida. – O olhar de Mihael se estreitou sobre Nate. – Brinquedo novo?
- Brinquedo? - finalmente Nate se manifestou. – L, faça seu cachorro me soltar... – sob o olhar furioso de Mihael, Nate completou encarando-o:
Por favor...
Lawiet deu uma gargalhada sonora. – Mihael não me faça pedir...
O rapaz loiro soltou Nate bruscamente, fazendo o mesmo cair ao chão. Os olhares se voltaram para o ancião que subia as escadas devagar. Estava se divertindo com a situação.
- Finalmente você acordou Nate, precisei tomar uma atitude drástica, porém teve consequências que surpreenderam até a mim.
As roupas de Lawliet eram estranhas, tudo era estranho. Nate sentia que havia perdido alguma coisa.
- Mihael este é Nate, minha cria assim como você. Caiu em sono profundo um ano antes de você voltar. Nate, este é Mihael estava na Alemanha quando você chegou.
- Um ano...? – A surpresa foi inevitável para Nate. – Quanto tempo eu... er... dormi?
- Do que se lembra? – respondeu L com outra pergunta.
- Quase nada... Muito fragmentado...
- Então temos muito o que conversar... – sorriu L com o canto dos lábios.
