Blúúú...Er...
Demorei neah! Gomen!Eh que esse foi realmente mais difícil de escrever...Vocês têm que entender que eu não sou muito boa para escrever cenas de luta, sem contar que precisa de ainda mais inspiração.
Para quem não sabe eu estou com uma espécie de crise de inspiração...aí complica...
Me dêem um crédito também, porque eu consegui escrever a cena do Neji/Tenten bem melosa ...e sem passar mal!
Te mete!
Mas bem... aí está...e...espero que gostem...Desculpem por faze-los esperar "
-----------------------flashback---------------------------------------------------------
Chegar até ali tinha sido fácil e acabara com os ninjas do corredor facilmente, sem omitir quase ruído nenhum, portanto sua busca estava sendo bem fácil.
Dirigiu-se para uma espécie de escrivaninha repleta de objetos em cima e pergaminhos espalhados, quando ouviu um ruído de porta se abrindo atrás de siVirou-se assustadadando de cara com um homem alto de cabelos azul claro, e um sorriso maroto no rosto.
― Estava te esperando...Haruno Sakura!― Alargando ainda mais o sorriso, levantou uma mão mostrando um pergaminho negro. ― É isso que você procura, não é!
Sakura estreitou os olhos. Como ele podia saber seu nome? E como sabia que viria atrás daquilo?
-----------------------fim do flashback--------------------------------------------------
Capítulo V
Sakura fechou os olhos procurando alguma outra saída, que não fosse lutar ali, pois aquilo seria um grande problema para ela. Poderiam ser descobertos, e isso arruinaria a missão.
Porém o que ele dissera a deixara ansiosa. Como ele poderia saber seu nome? Sem contar que teria que arrancar aquele maldito pergaminho da mão dele, assim como as respostas às suas perguntas...Depois de ter o derrotado.
― Hm...Quem é você?― Perguntou. Agora que sabia sua identidade era injusto que ela não soubesse nem ao menos o codinome dele.
― Hehe...Bem , já que sei quem é você... Meu nome é Hinoru Kotsu, prazer!―Disse com um sorriso sarcástico no rosto.
― Hm...― Murmurou ela, tendo uma idéia.
Jogou uma bomba de fumaça e saiu pela mesma janela do corredor. Tinha certeza de que ela a seguiria. Passou pelas árvores, onde ela e Sasuke haviam parado apara observar a casa, virando o rosto para dar uma rápida olhada no andar de cima, mas estava silencioso e escuro.
Suspirou preocupada. Por mais que soubesse que Sasuke não ia ser derrotado tão facilmente, sempre se preocupava.
"Boba!" Pensou "Ele está bem!".
Continuou afastando-se, em busca de alguma clareira para que pudesse lutar em paz, e não demorou muito para que achasse uma bem grande, então parou para descansar um pouco e esperar o tal Hinoru.
Mesmo que por baixo de sua máscara, podia sentira brisa suave e refrescante que passava por ela, então aproveitou o momento para relaxar. Não adianta nada lutar tão ansiosa.
Passou alguns minutos assim, até que ele apareceu e foi obrigada a levantar da pedra onde estava sentada.
― Certo, estou aqui. ― Disse ele, parando na sua frente.
― Hm...Onde está o pergaminho?― Ela resolveu assumir um tom seco. Não podia dar muita confiança a esse sujeito.
Ei! Que mania era aquela de "Hm"!...Quem falava "Hm", era o Sasuke! Não acreditava que estava pegando essa mania...Aff...
"Cara, que problemático!"
― Ah não, Sakura! Isso não!Pode parar com esses resmungos! Não me mate de vergonha! Shikamaru!" Gritou sua Inner indignada com seus pensamentos
"Gomen, gomen! Não percebi"
Nessa hora viu o ninja levantar o pergaminho negro, que procurava.
― Podemos começar! Ou terei de esperar mais para acabar com você!― Perguntou ele sorrindo maliciosamente.
Sakura não conseguiu segurar uma risada sarcástica, que saiu de sua boca.
― Ora, como você é impaciente...Ok...Você já pode acabar comigo.
Ele guardou o pergaminho no bolso, novamente e ficou em posição de ataque, enquanto sua adversária arrumava as luvas nas mãos.
Sakura a baixou-se e deu um soco relativamente fraco no chão, abrindo uma enorme fenda até uma árvore distante.
― Uau! Você é forte! Hehehhhe...― Após desviar do ataque, apareceu ao lado da região afetada.
― Afff...você fala muito― Disse já partindo para cima do sujeito.Ao aproximar-se o viu desaparecer de vista, então fechou os olhos pegando uma kunai. É...ele se ocultava muito bem.
Sakura suspirou, pensando em quanto trabalho aquele cara ia dar. Sentiu uma mínima movimentação de chakra atrás de uma árvore à esquerda. Ele estava possivelmente armando uma armadilha.
"Baka!" Pensou sorrindo. Era muito boa em identificar jutsus e localizar chakras. Sempre fora. Era sua especialidade. Então atirou a kunai, e em seguida uma shuriken, para desviar o caminho desta. Tudo nos conformes. A shuriken girou a kunai em seu trajeto, que atingiu algum ponto atrás da árvore em que mirava.
A Kunoichi ouviu uma espécie de gemido, e Hinoru apareceu com o braço sangrando e a pequena arma cravada em seu braço. Arrancou-a, dizendo:
― Muito bom, Sakura!... Agora vamos começar.
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Tenten tentava (Tenten tentava xD) não se lambuzar com seu sorvete que começava a derreter devido à brisa morna que soprava no alto monte onde estavam. Não queria sair daquele lugar naquela hora, por nada no mundo.
E Neji, por mais que estivesse com aquele jeitão de sempre, dava para perceber que estava achando a situação no mínimo agradável.
Ela ficou observando-o por um tempo. Lindo, mais do que nunca, com alguns fios de cabelo ao vento e uma expressão serena, olhando o pôr-do-sol (babando). Fechou a mão, pegando um pouco de grama.
― Algo errado? Por que tah me olhando tanto?― Perguntou Neji ainda observando a luz avermelhada ao longe, quase se escondendo atrás das montanhas.
― N-não é nada... ― Ela respondeu abaixando a cabeça para esconder o rubor em sua face.
"Droga!" Pensou "Pára de corar! Pára de corar" Sentiu alguns fios de cabelo soltarem de seu penteado e caírem sobre seu rosto. Teria de soltar o cabelo para prendê-lo de novo, mas não gostava de fazer isso com alguém olhando. Ainda mais Neji.
Foi quando notou que ainda segurava o sorvete, e num desespero, lambeu a parte que escorria pela casquinha.
― Hm...esse troço é bom!―Perguntou Neji, que a observava de esguelha, indiferente, mas com um leve tom de curiosidade na voz. Apenas alguém como ela, que o conhecia há anos, poderia notar isso.
― Eu gosto n.n...você vai achar um pouco enjoativo, mas.. Quer provar?
Ele a encarou pela primeira vez, piscando um pouco. Não esperava por isso, mas também não importava muito, agora.
Ficaram algum tempo presos, um nos olhos do outro, era difícil terem oportunidade para se olharem tão demoradamente, apesar da querência grande de ambos, e por mais que quisessem desviar o olhar para enrubescer um pouco menos, parecia-lhes impossível.
Minutos passaram. Minutos que pareceram horas, enquanto os corpos e mentes de cada um imploravam por um pouco mais de proximidade, e o Sol foi se pondo sem que percebessem.
Não acordaram nem quando um líquido gelado e colorido escorreu por suas mãos. (xD)
― Quero― Respondeu hipnotizado.
Tenten estendeu-lhe o sorvete verde, já quase derretido, e ele provou.
Uma visão encantadora, aos olhos dela. Seus lábios capturando a substância verde, a fez dar-se conta do quanto desejava beija-los. Estremeceu.
― Tem razão, mas é bom...
― É...― Concordou ela balançando a cabeça para afastar tais pensamentos, até que se lembrou de algo. ―Hihihihi...ei, Neji!
― Ãnh?
― Por que você se estressou tanto na sorveteria? ― Neji virou o rosto violentamente, se emburrado, ou corado, ela ñ sabia dizer.
― Aquele cara merecia uma surra...hmpf...
― Hahahahaha...O que é isso, Neji! Ciúmes?
Pausa. Ela sentiu que não deveria ter feito essa pergunta, mas para a sua surpresa, ele continuou com um tom mais baixo e desafiador.
― Por que? Não pode?― Retrucou, mas tomando cuidado com as palavras. A garota parou de rir na mesma hora, assustada demais para processar as palavras que acabara de ouvir. Ele não era disso.
― Ãhn? Você!― Foi tudo o que conseguiu responder.
― Pensei que isso era meio óbvio...―Seu tom de voz abaixou ainda mais, para quase um sussurro, como se falasse mais para si mesmo, do que para ela.
Ela soltou os cabelos de uma vez, para poder se preocupar com outra coisa, que não fosse aquela conversa, e colocou todos os prendedores no colo. Mas quando foi levantar a mão para arrumá-lo novamente, uma outra mão a impediu de fazê-lo.
Neji, simplesmente seguiu seus instintos. Ele não queria, não podia fazer aquilo. Não era do tipo que fazia algo sem pensar, como agora, mas não se sentia, de certa forma, no seu juízo perfeito. Talvez fosse a brisa, que carregava um doce cheiro de jasmins, ou, o pôr-do-sol, ou a presença de Tenten, talvez o conjunto de todos esses fatores somado à bela visão dela de cabelos soltos (como nunca havia a visto), que o estonteava, e o levava a fazer coisas do tipo.
Sentiu sua garganta funcionar contra a sua vontade, enquanto permanecia com a cabeça baixa.
― Fica assim, hoje ― A voz dele chegou rouca aos seus ouvidos, quase uma suplica. Livraram-se dos restos de sorvete.
― Tá― Tenten sentiu suas pernas fraquejarem e seu coração disparar com aquele simples toque.
Neji encarou-a mais uma vez, agora mais intensamente e com um sorriso quase imperceptível no rosto, mesmo assim, um sorriso encantador.
Ela sorriu também, ainda mais quando sentiu-se ser levemente empurrada pelos ombros, para se deitar na grama. Deixou-se perder naqueles orbes perolados que a encaravam tão de perto sem nem ao menos piscar. Estava claro que nenhum dos dois sabia exatamente o que fazer. Não fez nada para disfarçar as fortes batidas de seu coração, que revelavam o quanto aquilo mexia consigo.
A mão dele deslizou para a sua cintura, enquanto suas respirações descompassadas acariciavam o rosto um do outro. Ele segurou-lhe o queixo com a outra mão, enquanto aproximava ainda mais seus rostos. Viu-a fechar os olhos lentamente, entregando-se ao momento.
"O que eu to fazendo! Pára! Pára!" Sua mente trabalhava rápido, tentando faze-lo afastar-se, antes que perdesse o controle.
Então simplesmente desistiu. Desistiu de toda aquela droga de orgulho, que carregava consigo e desistiu de tentar resistir.
Apenas fechou os olhos também e pousou seus lábios sobre os dela, não se importando com mais nada à sua volta.
Tenten correspondeu ao beijo da mesma forma apaixonada, e ao mesmo tempo desesperada, que ele a fazia sua língua movimentar-se junto à dele.
Pensou que iria voar, porque apesar de sempre sonhar com este momento, nunca pensou que pudesse ser tão bom.
Uma luz avermelhada, agora escondendo-se atrás dos verdes montes de Konoha, como se compactuasse com um sentimento que crescia tão fortemente, no momento.
Um sentimento que teria de passar por mais algum obstáculos para crescer ainda mais.
Mas essa é uma outra história, e terá de ser contada em outra ocasião (1).
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A luta parecia não acabar, e embora Sakura soubesse quem ambos estavam gravemente feridos, o outro insistia em ocultar-se atrás de árvores por algum tempo, antes de voltar atacar.
Era uma situação complicada de se resolver.
Esperou o selo explosivo, que havia pregado em uma árvore explodir. E virou-se para trás, mas sentiu seus pés afundarem em algo. Olhou para baixo e viu que era sangue. E agora esse rio de sangue subia até seus joelhos.
"Mas que diabos, está acontecendo!" As cores e formas à sua volta distorciam-se, transformando-se em uma espécie de borrões, que giravam e moviam-se lentamente.
"Entendi. Este homem é usuário de genjutsu. Tenho que fazer algo para me livrar disso logo."
Mas antes que tivesse tempo de mover um músculo sequer, sentiu seu corpo paralisar e viu tudo à sua volta escurecer.
"Kuso! Tah fazendo efeito..."
Grandes gotas negras caíram do céu e fundiram-se à sua frente.
Sakura começou a ouvir fortes batidas de tambor que pareciam vir de dentro de si. Tentou levar as mãos às têmporas, mas seu corpo não obedecia. Começava a ficar com aflita. Era apenas a segunda vez que entrava em um genjutsu poderoso como aquele. Mesmo assim, pensava que seria mais fácil de desfazê-lo.
Sentiu sua cabeça começar a doer com o barulho e tentou com todas as suas forças se concentrar em um plano, mas aquele som estava a enlouquecendo. A única coisa que conseguia pensar era no porquê de aquele homem ainda não ter feito nada para acabar com ela, agora que estava paralisada.
Mas viu que seu plano era outro, ao sentir também suas pernas formigarem muito, como se tivessem milhares de agulhas penetrando-lhe a carne.
Aquilo era realmente torturante. E estranho também, pois pelo o que sabia nenhum genjutsu, com exceção do produzido pelo magekyou sharingan, podia causar tal sensação.
As agulhas subiam por suas pernas, tomando conta de todo o seu corpo, por vezes com pontadas mais fortes, até que chegou um ponto que Sakura percebeu que não agüentaria por muito mais tempo, então preparou seu melhor ataque.
Era tudo ou nada agora. As dores iam se intensificando, mas ela já não sentia. Seu corpo podia estar paralisado, mas sua mente concentrava uma grande porção de chakra em sua mão direita. Era como se estivesse em um plano superior, um estado de transe. Uma das coisas mais secretas que aprendera com sua sensei durante esses anos.
Elevar-se, e entrar em tal estado de meditação a ponto de sentir-se fora do corpo. Manter a calma numa situação como essa era essencial, e necessário, para o que planejava fazer.
Aquilo consumiria quase toda a sua energia, mas ela estava preparada.
Um forte vento balançou seus cabelos e roupas, mas sua concentração não caiu nem por um momento.
Apesar de tudo, o ninja que a atacava parecia não perceber nada do que estava acontecendo, mesmo assim, todo aquele transe só durou alguns segundos. Logo depois, ela converteu toda a energia em uma estranha explosão bem onde Hinoru estava.
Com certeza não era algo que ele esperava, e foi atingido em cheio pelo forte golpe da garota.
Sakura caiu de joelhos exausta e ofegante, completamente esgotada, mas fora da ilusão e já com a vitória da luta. Podia sair dali.
Arrastou-se até onde ele se encontrava e verificou se estava mesmo morto, retirando o pergaminho de seu bolso, e indo embora com muita dificuldade.
Não era hoje que encontraria suas respostas.
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Sasuke, depois de derrotar o adversário com certa dificuldade, procurava preocupado por Sakura, que não estava nem no corredor nem atrás das árvores ao redor da casa.
" A caverna" Sussurrou uma vozinha dentro de si. Ele resmungou e se digiriu para lá.
O que não queria era admitir que estava preocupado com a Haruno.
Foi aproximando-se bem rapidamente, mas ao passar por uma região, notou um enorme dano às arvores ali perto, então passou por elas e foi para o centro.
Não demorou muito para que achasse o corpo de um homem morto, completamente carbonizado, e também o de Sakura mais adiante, bem machucada. Verificou se estava viva, e acariciou seu rosto desacordado muito preocupado. Esperava poder cuidar dela direito.
A pegou no colo e dirigiu-se para a caverna novamente.
Fora realmente uma benção encontrarem aquele lugar na vinda.
Continua...
Nada a declarar...
Mentira! Essa historia de transe da Sakura, é porque de vez em quando leio trechos de "As Brumas de Avalon", que é o meu livro preferido, para me inspirar.
E eu não tava com vontade de escrever a luta do Sasuke... gomem!
Desculpa pelo capítulo sem graça tb...ñ achei q ficaria tão chato ¬¬
Beijos
Carol
