N/A: Heey! MUITO obrigada pelas reviews; vocês fazem isso aqui valer a pena
Me desculpem pela mega demora em responder... /se esconde/ eu nem vou dar desculpas, porque eu sou mesmo muito esquecida, preguiçosa, esses tempos foram corridos e tudo mais, mas isso nem vem ao caso.
Agradeço de verdade, do fundo do coração, todos os comentários. Vocês me deixam muuito feliz!


Capítulo 3 - Desastre na loja de sapatos

Lílian caminhava lentamente entre as prateleiras, correndo os olhos por vários sapatos, apesar de não olhar especificamente para nenhum; concentrada em seus pensamentos.

- Eu ainda acabo morrendo numa dessas... Imagina o que essas malucas não aprontariam... E ainda sou a errada por brigar com elas... Hunft!

- Remus, a gente precisava fazer isso. Você vai começar de novo com aquela história de que ninguém merece você, só por causa do seu probleminha? A coisa mais difícil mesmo é alguém merecer alguém como você, cara!

- É lógico! Mas não adianta a gente falar, você é muito teimoso, é incrível! Você tem que se divertir, entendeu? Aproveitar mais a vida...

- E depois eu sou a careta! Bem, melhor ser careta do que ser irresponsável como aqueles duas... E pior, três, já que a Ana também não faz muita coisa... Não que ela pudesse, mas...

- Vocês não têm jeito mesmo... Eu não vou a esse encontro de jeito nenhum, é responsabilidade apenas de vocês! Eu não vou e pronto.

- Quem marcou tudo foram aquelas três, e elas é que precisam cumprir o tal acordo...

- É claro que você vai! Nem que seja arrastado!

- Só se for assim mesmo! Eu odeio quando vocês se intrometem desse jeito, principalmente na minha vida amorosa!

- Vida amorosa? – o garoto de olhos azuis acinzentados riu ironicamente. – Nós estamos é tentando criá-la!

Remus ficou vermelho e estreitou os olhos. Sua respiração se acelerava pouco a pouco.

- Vocês poderiam pelo menos respeitar minhas escolhas! Pelo menos minha vida amorosa não se resume a uma coleção de garotas que eu já usei...

- Você está insinuando que a nossa vida é?

- É claro que não! Estou dizendo claramente!

- Estávamos tentando ajudar!

- Mas só pioraram as coisas!

- Será mesmo? Será que não é você que tem medo de se envolver?

- É claro que... Eu não devo satisfações a vocês! Eu simplesmente não vou! – Remus virou-se a começou a caminhar a passos largos, completamente irritado.

- Tudo bem, continue pensando assim. Isso nós veremos...

Remus seguiu sem virar-se, e saiu da loja sem ao menos ter comprado qualquer coisa. O de cabelos mais escuros virou-se para o outro, dizendo:

- Aquele ingrato! Daqui a pouco vai querer virar eremita!

- E é exatamente isso que precisamos evitar!

- Hey... não é melhor deixarmos pra lá? Ele já disse que não quer...

- Céus, eu não mereço isso... É claro que não, Peter!

- Como é que você pôde pensar numa coisa dessas? Pedrinho, ele simplesmente precisa de nós, sabe?

- É claro, o que seria dele sem a gente?

- Bem...

- Bem nada, ele estaria totalmente mal!

- Na verdade...

- Claro, ele estaria péssimo!

- Então...

- Ele se afastaria de tudo e de todos, eu sei.

- Mas é que...

- Precisamos ajudá-lo, é claro! É por isso que estamos aqui! Nós somos os amigos de que ele precisa!

- SIRIUS!

- Quê?

- Quer parar de tentar adivinhar o que o coitado vai falar?

- E por que eu deveria?

- Ele também tem direito de falar!

- E você só sabe criticar!

- E você pensa que é o único que tem o direito de falar alguma coisa!

- Ohh, claro, eu sou o vilão que faz tudo errado! Cara, eu estava brincando!

- Hohoho, e você não está fazendo nada... Ok, isso é dor de cotovelo porque o Remus vai arranjar uma namorada antes que você?

- Prongs, entenda uma coisa, meu caro... Sirius Black não precisa de namorada. Sirius Black já tem mil e uma admiradoras para quando ele quiser...

- Só se ele perdeu a conta, você quer dizer... Afinal, mil e uma bonequinhas no seu quarto você pode até ter, mas garotas...

- Tsc, tsc, está me subestimando?

- Não, eu estou te superestimando até.

- E depois sou eu quem tem dor de cotovelo...

- Na verdade...

- Quieto, Wormtail.

- Ahhh, e depois sou eu que trato mal o garoto!

- Sirius, cale a boca!

- E quem vai me fazer calar? Você? – Ele ergueu a sobrancelha, provocativo.

- Hey, estamos numa loja de sapatos! – Os dois garotos olharam fixamente para o loirinho que acabara de falar, que tentou corrigir. – Bem... vocês na vão brigar aqui, não é?

- Brigar? – ele deu uma risada forçada. – É claro que não. Acha mesmo que ele teria essa coragem?

- Sabe, eu acho que você não entendeu, Sirius. Estamos numa loja de sapatos. Não, eu não vou brigar. Aqui.

Os olhos de Sirius brilharam estranhamente.

- Beleza. Eu vou acertar uma coisinha... pode ter certeza que a gente se vê, Jamezito...

Sirius virou-se e saiu andando em passos rápidos. Peter encolheu-se e disse para o que sobrara:

- Humm... James?

- Vai, vai correr atrás daquele pulguento!

O garoto mirou-o meio receoso, mas acabou indo atrás de Sirius.

James bufou, irritado. Além de tudo ainda tinha que agüentar chiliques dos amigos.

"E depois sou eu o culpado de tudo... Se ele não percebeu, quem estava me culpando era ele, e não o contrário. E o Remus não aceita ajuda, mesmo sabendo que, se a gente deixar, ele leva um computador pra uma montanha num vilarejo deserto e trabalha lá mesmo, já que pode comprar livros pela Internet... E o Peter só sabe correr atrás do Sirius. Será que não existe ninguém normal como..."

Ploft!

"...eu?"

- Hey, você não olha por onde anda não?

- Eu? Claro que olho. Acontece que eu não estava andando, seu idiota!

Ele pareceu confuso, e até mesmo quase imperceptivelmente desconcertado, mas o fato de não estar nem um pouco envergonhado ou arrependido tornou-o abominável, pelo menos na visão de Lílian Evans.

- Bem, não tenho culpa se você fica parada no meio do corredor!

Claro que ele havia visto que ela era bonita, mas estava irritado demais para reparar nisso.

Obviamente ela percebera que ele era muito bonito, mas preferia não ver nada que fosse positivo nele.

- Sou uma cidadã livre, num país livre, certamente numa loja livre, com o direito de ir e vir...

- Não ouvi nada sobre parar até agora.

- E, além do mais – continuou, ignorando-o -, eu estava experimentando essa sandália...

- Experimentando uma sandália com o salto quebrado pra quê? Para pagar mais barato?

- Salto quebrado? Qu... AHHHHHHHH! - Seu grito saiu extremamente alto, mas os vendedores que estavam por perto, apesar de terem se entreolhado, receosos, fingiram não perceber. – Viu só o que eu você fez? Seu... Ahh, eu não acredito! A sandália mais linda que tinha aqui! Eu só parei aqui por causa dela, eu... AAAAH!

- Humm, desculpe, eu não quis assustá-la... – disse um vendedor, que acabara de chegar atrás dela, pousando uma mão sobre seu ombro. – Precisam de alguma coisa?

James olhou-o irritadamente, e respondeu:

- Não, é claro que não.

- Sim, precisamos sim. – Lílian lançou-lhe um olhar homicida. – Este rapaz aqui quebrou a sandália que eu ia comprar!

- Quebrei? Eu quebrei? Não tive culpa alguma de esbarrar em alguém parada no meio de um corredor!

- Tem culpa de não ter olhado por onde anda!

- Escutem...

- Sim, e eu ia adivinhar que tinha uma garota parada no meio do corredor, em plena loja de sapatos!

- Bem...

- Adivinhar? Eu disse que você não olha por onde anda, e não que não adivinha as pessoas que estão bem na sua frente! Será que nem capaz disso você é?

- Desculpem, mas...

- Sim, ao contrário de você, eu sou sim! Você estava com um espelho na sua frente, como não viu um monumento passando?

- Ahhh, deve ser por isso, não? Que eu saiba, monumentos não enxergam...

James olhou-a rápida e irritadamente pelo espelho, onde estava se olhando há dois parágrafos (o.O). Abriu a boca para falar, mas dessa vez o vendedor foi mais rápido:

- Vocês podem me escutar, por favor?

Lílian bufou, irritada, e James limitou-se a um olhar altivo e ofendido, para depois desviá-lo.

- Bem, infelizmente, alguém vai ter que pagar o sapato, mesmo que mero acidente.

- Ouviu?

- Claro, eu não sou surdo. Mas isso não implica em nada com relação a mim, já que eu não tenha nada a ver com isso.

- Nada a ver? Você provocou o acidente! – A ruiva olhou para o vendedor, agora com um olhar brevemente suplicante e inseguro. – É claro que eu estou com a razão! Não é?

- Olhe, infelizmente, eu não posso fazer nada.

- Como não pode fazer nada? Eu vou dar queixa, e...

- Algum problema, Pablo? – Outra vendedora acabara de chegar. Era loira, alta, e andava rebolando, de um modo que incomodou profundamente a ruiva.

- Não, obrigada. Ele já vai resolver tudo para nós – respondeu rapidamente.

A mulher sorria e olhava descaradamente para James, que a essa altura já estava com o ego super inflado, arrepiando os cabelos a todo momento.

- Mas o que acontece, afinal?

- Olha, muito obrigada, mas ele já vai resolver tudo para...

- Essa maluca estava parada no corredor, tromba comigo e ainda põe a culpa em mim por ter quebrado a sandália! – James falou rapidamente.

- O quê? Você é maluco, garoto? Você é que não olha por onde anda! Eu estava apenas experimentando uma sandália e você quase cai em cima de mim!

- Bem, temos cadeiras e sofás confortáveis do outro lado da loja para experimentar sapatos, sabe...

Lílian virou-se para ela, completamente irritada.

- Disse bem: do outro lado da loja. Quer contar quantos clientes atravessam a loja toda para se sentarem e calçarem os sapatos, para depois voltar de novo até achar um número que sirva?

- Ora, você poderia levar vários números ou esperado um vendedor te atender... – A mulher voltou novamente o olhar para James.

- Sim, e eu trago um carrinho de feira da próxima vez que vier aqui?

A vendedora mediu-a de cima a baixo.

- Bem, eu não me admiraria por vê-la com um.

Lílian encarou-a furiosamente e direcionou-lhe um olhar fuzilante.

- Você não se admiraria com nada enquanto estiver secando esse daí... Hunft!

- Incomodada, ruivinha? – James perguntou, com seu ego nas alturas, e a irritação esquecida em algum canto de sua mente.

- Incomodada não, inconformada seria mais correto. Eu quero sair daqui, e quero sair com a minha sandália. Será que daria pra gente resolver isso logo e depois vocês façam o que quiserem, preferivelmente sem a minha presença?

- Claro, nem sei o que você está fazendo aqui. A solução é bem simples, acredito que até mesmo para você. Vá até o caixa e pague sua sandália, oras.

- Eu pago? Ora, eu não vou pagar por uma coisa que eu não quebrei.

- É lógico que quebrou!

- Eu estava experimentando quando você me derrubou!

- Sim, num ligar inapropriado, portanto, a culpa é toda sua!

O outro vendedor estivera olhando para Lílian durante todo aquele tempo, apesar de ela não ter notado, e resolveu se pronunciar.

- Bem, por que vocês não entram num acordo amigável, e cada um paga metade?

- Metade? Eu não vou pagar metade para ela!

- Metade? Eu não vou pagar metade para ele!

Os dois disseram, ao mesmo tempo.

- Não há outro modo de resolver isso.

Lílian olhou rapidamente para trás, de onde pareciam ter vindo vozes conhecidas. Viu duas garotas conversando, mas que infelizmente não se pareciam nada com suas amigas. Bem, infelizmente até certo ponto, porque dois segundos depois ela se lembrou de sua briga e meneou a cabeça, inconformada por, momentaneamente, ter torcido para que fossem elas.

Virou-se novamente, e deu de cara com o vendedor olhando-a novamente. Desviou o olhar, constrangida.

- Olha só... Como é que é seu nome mesmo? – ela perguntou para o rapaz arrogante, irritada.

- James. – A garota abriu a boca para falar, mas ele interrompeu-a. – Olha, se quiser meu telefone não precisa nem pedir o sobrenome para procurar na lista telefônica, pode pedir diretamente, viu? Vou começar até a fazer cartõezinhos para distribuir às minhas fãs... – ele disse, bagunçando os cabelos com a mão, numa tentativa fracassada de parecer que era o comentário era para si mesmo.

- Se quer saber, prefiro mesmo chamá-lo pelo sobrenome, assim temos ainda menos intimidade.

- Querendo até ter intimidade comigo? Não precisa disfarçar não, isso é normal.

- Você é IN-SU-POR-TÁVEL!

- Então estamos quites.

Lílian respirou fundo antes de tomar a decisão mais acertada naquele momento.

- Certo, você venceu. Eu pago o sapato que você quebrou... mas você ainda me paga!

- Não em dinheiro... Mas pode ser do modo que você quiser. – James sorriu maliciosamente e arrepiou novamente o cabelo.

- Sério? Então eu vou ter o maior prazer de te ver morrer asfixiado na minha frente, ou afogado, queimado, esfaqueado ou qualquer outra morte extremamente dolorosa e, de preferência, longa.

- Você é maluca! – exclamou a vendedora.

- Se eu for, é bom você ter muito cuidado comigo!

- Calma, não precisa de tudo isso! É bem simples pedir pra sair comigo, viu? – o garoto inclinou levemente a cabeça e deu uma piscadela marota.

- Cala a boca, seu idiota! Eu tenho nojo de você! – Lílian saiu batendo o pé, em direção à saída, quando sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se rapidamente, e quase bateu no vendedor, que agora ela percebi ser até bem bonito. Ele pigarreou.

- Humm, desculpe, mas a senhorita vai levar a sandália mesmo assim?

Oh, Deus, a vergonha do século. Sim, ela se esquecera completamente de que estava segurando o par de sandálias, e já ia saindo da loja. Se aquele alarme tocasse... Ela não viria ao shopping por pelo menos alguns meses, e só apareceria lá com uma peruca e uma plástica, no mínimo... Ou quase isso.

- Ahh, é verdade! Desculpa, eu esqueci... Tem algum desconto pra um sapato quebrado por outra pessoa?

- Bom, na verdade, se ele foi quebrado por outra pessoa ela é que deveria pagar, e...

- Então leve isso lá para ele pagar!

- Mas, tecnicamente, já que o sapato estava no seu pé quando quebrou, ele não é exatamente o culpado, porque...

- Como assim não é o culpado? Olha aqui, ele me empurrou, ele praticamente caiu em cima de mim!

- A senhorita me desculpe, mas ele estava certo quanto a existirem lugares próprios para experimentar o sapato...

- Quer dizer que você atravessaria essa loja todinha para chegar lá, experimentar o sapato e refazer o caminho todo ao descobrir que aquele número não serve para você?

A face do rapaz ruborizou-se rapidamente.

- Olhe, eu não tenho nada a ver com isso, sabe, não posso fazer nada pela senhorita...

- Então para que é que serve o maldito atendimento ao cliente nessas lojas, hein? – Ela podia não perceber, mas seu tom de voz aumentava cada vez mais.

- Bem, essas coisas acontecem, mas a loja não pode se responsabilizar...

- Por vender um sapato que no primeiro tombo quebra!

- Isso só pode ser defeito de fabricação, nossa loja apenas comercializa os produtos...

Lílian olhou de relance para James. "Nessas horas bem que eu gostaria de ter encontrado uma versão masculina daquele monstrinho siliconado... Pelo menos ele me defenderia o tempo todo... eu acho." Ela bufou, irritada.

- Se você não vai fazer nada, pode sair da minha frente!

- N-não, olhe, eu não posso fazer nada, não tenho nada a ver com isso...

Lílian saiu batendo o pé, sem se importar em deixá-lo falando sozinho.


N/A: todas as autoras gostam de reeeviews, nééé? Por favooor/faz bico/

Obrigada à Bia (lalala 8D), July (é, Lily acaba pagando o sapato... hunft. huahuauhauh), Gabi (te amodooolo!), Thaty (a fic já ta terminada... então, sem desculpa, agora eu tenho que postar sempre huauhahuauh), Luciana (ooown, obrigada MESMO! - fiquei feliz com tua review xD), Lolly (ah, que liiindo! o obrigadaaa!) e à Clara (que bom que está se divertindo! Fico muuito feliz. Feliz ano novo pra você tambééém! Bem atrasado, mas ok).

Espero que vocês gostem dos próximos capítulos e continuem acompanhando a fic

Beeijos!