N/A: Oláá! Obrigada por estar acompanhando a fanfic 8D
Particularmente, esse foi o capítulo que eu mais gostei na fic; espero que gostem.
Capítulo 4 - Confusões no cinema
- Cinema? Eu simplesmente não acredito que vocês puderam fazer isso comigo, não mesmo! Sabe, eu realmente adoro cinema, mas eu nunca pensei em ir com... um desconhecido!
- Lily, ele não vai mais um desconhecido, vocês vão se conhecer ali, ele vai se apresentar, né, duuh! – disse Lisa, revirando os olhos.
- Mas mesmo assim eu não vou conhecê-lo "de verdade"; eu não iria ao cinema com um amigo, no mínimo, de muito tempo!
- Lily... eu já te falei que você é muito careta?
- Já, Lene, o bastante para eu decorar.
- Então o que está esperando para deixar de ser?
- Vocês deixarem de ser funkeiras e moderninhas! – Lily sorriu, zombeteira.
- Lily! – as duas exclamaram, enquanto Lílian e Ana riam abertamente.
- Não, Lily, agora é sério. O compromisso já está marcado. Você tem que ir lá, pelo menos para se justificar – disse Ana, seriamente.
- E, além do mais – ajudou Marlene -, o filme parece ser lindo!
- Sim! O nome é adorável, eu li a descrição no jornal e parece maravilhoso... – completou Lisa, e as três sorriram juntas, esperançosas.
Lily lutava para reprimir o sorriso que teimava em se formar em seu rosto, mas não resistiu, observando a careta que se formava com os olhos brilhantes, sorrisos exagerados e expressões ansiosas de quem prendia até mesmo a respiração das amigas.
- Tá, tudo bem, eu me rendo! Mas vocês vão ter que me pagar um potão de sorvete depois, hein?
As quatro começaram a rir, e foram rindo e conversando até a fila dos ingressos para o cinema, que já estava bem curta. Tiraram no par ou ímpar, de duas em duas, quem ia ficar na fila dos ingressos e quem ia para a fila de pipoca.
- Ahááá, eu sabia que ia conseguir! – Lisa gritou, e corou ao ver que muitos olhares se voltaram para elas.
- Viu só no que dá ser exibida?
- Eu estava apenas comemorando, porque eu vou comprar pipocas e você na-ão!
- E eu vou comprar doces! Doces, barras de chocolate, pacotes de bala...
- Lily, é apenas uma lojinha-que-vende-pipoca-e-refrigerante-no-cinema, não uma doceria ou algo do tipo – Lene falou, com uma cara de "eu sei que você é louca, mas não precisa exagerar".
- Lenezinha, querida, eu sei que você queria ir lá com a gente e que você teima em não gostar de doces, mas será que dá pra se conformar? Quero dizer, quem precisa de pipoca quando se pode comprar aqueles montes de balas e chocolates e coisinhas, e até uma fanta uva?
- Lily, como é que você consegue se manter magra sem fazer exercício? – Lisa perguntou.
- Tá brincando! Essa daí trabalha tanto com a cuca que não precisa fazer mais nada – Lene revidou.
- Marlene McKinnon, o que você...?
- Lily, eu tô com fome, e daqui a pouco esse negócio vai abrir e a gentenão vai arranjar um bom lugar! – Ana avisou.
- Tá bem, tá bem... Mas, hey, a gente tem que arranjar um bom lugar por quê? Não era pra eu encontrar o tal... – Lily estreitou os olhos ameaçadoramente. - Por um acaso vocês estavam brincando comigo?
As outras três começaram a rir gostosamente.
- Vocês...!
- Claro que não, Lils! A gente não ia brincar com uma coisa assim! – defendeu-se Ana.
- Você não ia, Ana, porque eu ia sim! – disse Marlene, recomeçando a rir. – Eu sabia que você ia confessar que está super curiosa para encontrá-lo!
- Curiosa, eu? Lene, quer deixar de ser boba? Só que é meu direito saber ao menos o que eu vou fazer, ou será que nem isso?
- Lily, querida, isso seria invasão de privacidade.
- Invasão de privacidade? É de mim mesma que estou falando!
- Exato. É invasão da sua privacidade, que a partir do momento que a gente fez aquele pacto de amizade, lembra?
- Lisa... isso foi na sétima série. E lá não tinha nada escrito sobre privacidade doada ou alugada pelas amigas, eu acho. Não tinha... tinha?
- Não, não, mas tinha algo sobre deixar as amigas fazerem o que quisessem quando tinha alguma coisa, ou ter o direito de agir contra vontade, ou...
- O que essa doida quer dizer é que há um parágrafo que diz: "E nos ajudaremos em todos os momentos, não importa o que aconteça, fazendo o que sabemos que é melhor para quem estiver com problemas".
- Não vi nada sobre "contra-vontade" aí.
- Oras, mas a gente sabe o que é melhor para você, Lily!
- Correção: vocês pensam que sabem.
- Eu sei! – afirmou Marlene.
- Claro, claro, você teve um...
- Presságio. Isso mesmo. Eu previ que você vai ser muito feliz com o garoto que você conhecer hoje. Eu sou muito sensitiva, e sei! Já fiz curso e tudo, lembra?
- Lene... hummm... tá com febre?
- Não, não, ela está certa – disse Ana. As três encararam-na, estupefatas. – Sobre a parte de ter feito curso, gente! Lembra, na quinta série, quando ela disse...
- Quinta série? Quinta série? Oh, meu Deus... a gente nem conversava direito, sabia?
- Não conversava uma ova, a gente começou a conversar direito na quinta, tá?
- Não, foi na sexta.
- Eu estou dizendo que...
- A fila, gente! Afinal, vocês vão comprar essas coisas ou não?
Lily e Lisa deram as costas e saíram andando, mais famintas que ofendidas.
- Moony, trate de ficar aí, quietinho! É tão simples! É só conhecê-la, sem nenhuma espécie de compromisso!
- Claro! Wormtail escolheu uma bem bonitinha, não foi, Wormtail?
- C-claro...
- Pedro? Pedro escolheu? Pads, você... é louco!
- Caro Moony, lembre-se de que Wormtail é um Maroto, e Maroto que é Maroto sabe escolher mulheres!
- Ah, é? Eu acho que nunca vi vocês escolhendo mulher. Vocês pegam aleatoriamente ou o quê?
- O quê? Você ouviu essa calúnia, Pads? – James perguntou, com uma expressão falsamente indignada. – Pois saiba que é só depois de uma pesquisa muito significativa que saímos com uma delas!
- Claro, só não temos culpa de sermos tão... irresistíveis – disse Sirius, com um sorriso maroto.
- Elas caem nossos pés, não podemos dizer não e desapontá-las, ora!
- Não desapontá-las num primeiro momento, porque depois que vocês as esquecem, duvido que elas não se desapontem, não é?
- Bem – Sirius deu de ombros – fazemos o que podemos por elas.
- O que querem, você quis dizer.
- Como quiser.
- Escuta, eu não vou ficar aqui. – Remus tentou levantar-se novamente, em vão.
- Mas é claro que vai. Eu já disse que é só um encontro, nada de compromisso!
- Prongs, um encontroé um compromisso. Ou você acha que eu ficaria com ela e pronto, acabou?
- Bem.. na verdade, isso é o mais natural... não é? – James exibiu uma expressão confusa.
- É claro que não! Normal! – Ele revirou os olhos. – Meu Deus, onde é que nós vamos parar?
- Moony... eu já te disse que você é muito careta?
O rosto de Remus se contorceu numa feição reprovadora e ele resmungou qualquer coisa, fuzilando o amigo com o olhar.
- Hummm... olha só, apagaram as luzes, o filme vai começar! – James falou, rapidamente, desviando a atenção do amigo.
- Não vai, não, ainda tem os trailers... – Pedro comunicou.
- Wormtail... fica quietinho, sim? – James falou, ligeiramente irritado.
- Ana... – alguém sussurrou. – Onde é que temos que sentar mesmo?
- Oitava fileira, canto esquerdo.
- E a gente vai ter que contar as fileiras?
- Claro que não, Lily! Tem os números nas fileiras...
- Ah, é? E como é que a gente vai vê-los nessa escuridão?
- Dãã! – Lily não via ninguém no escuro, mas tinha plena certeza de que Marlene tinha revirado os olhos irritadamente. – Tá vendo aqueles pontinhos ali, Lily? Sabe por que eles estão luminosos? Para que as pessoas enxerguem! Cinema é escuro, sabe?
Lílian bufou, irritada.
- Eu não tinha visto, tá?
- Eu sei, você nunca presta atenção em nada – Marlene sorriu desdenhosamente.
- Shhh! Vocês sabiam que as pessoas estão assistindo?
- Assistindo? Está passando trailer!
- Correção: os trailers estão quase acabando.
- Como é que você sabe?
- Não é meio óbvio que quando aparece aquilo ali – ela apontou - é porque o filme vai começar?
- Oh-oh...
As meninas olharam para a tela, onde aparecia a abertura do filme: "Recém-casados".
- Rápido, rápido!
- Shhhhhhhhhhh!!
- Nove... Oito! É aqui, gente!
- Sabe, Lily, a gente per..
- AHHHHHHHHHH!
Lily gritou e soltou um xingamento, apesar de ter ficado ligeiramente vermelha ao perceber que havia caído em um lugar extremamente macio. Muitas pessoas ao seu redor soltaram um "shhhhhhhhhhhhhhhhh" irritante e ela ficou mais envergonhada ainda.
- Hum, elas estão sendo rápidas ultimamente, não? - uma voz soou atrás de si, no que a ruiva estreitou os olhos e virou o rosto para o rapaz.
- VOCÊ! - ela bradou, ouvindo mais reclamações. Lisa pôs as mãos nos olhos e murmurou um "Eu não conheço essa daí..." – Eu ainda vou te fazer pagar o sapato que você quebrou!
- Prongs, que coisa mais feia de se fazer com... humm... uma linda moça!
- Eu não quebrei nada! Essa maluca que inventou essa história!
- Inventei?
Ela ouviu vários resmungos das pessoas ao redor, e começou a sussurrar.
- Por que é que você ainda insiste nessa história? Você não está mais lá, pode admitir que quebrou agora!
- Admitir? Eu não tenho nada para admitir, garota!
Lílian bufou.
- Lily... – Marlene começou. - Sem querer interromper o papo interessantíssimo de vocês, sabe... será que dava pra sentar logo que minha perna já tá doendo? E eu quero ver o filme! – ela sussurrou, num resmungo irritado.
A ruiva corou ao perceber que estava com os braços apoiados na perna do garoto. Retirou-os subitamente, e levantou-se.
- Claro, claro. Depois eu acerto as contas com esse daí... Hunft!
Lílian deu alguns passos, meio abaixada, mas estacou a perceber que só havia mais três garotos na fileira. Como saber qual deles?
- Oh-oh... Será que... ahhh, não!! – Lílian encarou James. - Não você!
- Eu? Eu o quê? – Ele endireitou-se na cadeira, engolindo em seco. – Eu não fiz nada, juro!
- Você... agora é que você me paga mesmo! Eu sabia que não deveria ter vindo, sabia que ia acontecer alguma coisa! Você... é simplesmente desprezível! Por que essas coisas só acontecem comigo, meu Deus? – Ela virou-se para as amigas, falando rapidamente em sussurros roucos de irritação. – E isso tudo é culpa de vocês, sabiam? Eu disse, vocês insistiram, vocês me forçam a fazer loucuras ridículas, eu sabia que não ia dar em boa coisa! Eu não precisava disso, eu simplesmente não quero ninguém, eu posso arranjar coisa muito melhor... E olha só o que vocês me arranjaram!
As garotas se entreolharam, com um sorriso no canto dos lábios, e começaram a rir, um riso reprimido e baixo, mas muito humilhante para a ruiva.
- Além de tudo vocês riem? – ela perguntou, indignada.
Lisa esforçou-se para conter o riso.
- Lily... não é ele!
Lílian corou furiosamente, completamente desconcertada.
- Ora... como é que eu ia adivinhar?
James ergueu a sobrancelha, confuso... até que uma lâmpada acendeu sobre sua cabeça, literalmente.
- Por acaso vocês...
- Hey, será que dá pra parar de falar? Se vocês não estão interessados em assistir o filme, nós estamos! – bronqueou uma mulher na fileira de trás.
- Calma, a gente já vai sentar!
- Bom mesmo!
Lisa bufou, irritada, e Ana cutucou-a, sussurrando suficientemente alto para que os outros ouvissem.
- Ela está certa, sabiam? E minhas pernas estão doendo!
- Espera! – James segurou o braço de Lílian, que recomeçara a andar, agachada.
- O que foi agora? – ela resmungou, irritada e ainda envergonhada.
- Por acaso, assim... você não está procurando um cara... humm... por uma agência de namoros, está?
- Eu não estou procurando ninguém, essas loucas aqui que me obrigaram, e...
- Estamos, estamos sim! Por acaso você viu alguém com uma plaquinha, ou algo assim?
James sorriu marotamente.
- Moony veio com a gente. – Ele apontou os amigos com a cabeça, e Sirius se empertigou como um galo exibido.
- Moony? – Lílian estranhou, ainda segurada por James.
- Ele quis dizer Remus. Sabe, é o trouxa ali do canto – disse Sirius.
- Escuta, vocês são amigos ou irmãos? Têm a mesma personalidade irritante!
- Maninhos fica melhor colocado. – James e Sirius sorriram juntos, como se estivessem tirando fotos com os teletubbies, e Lily revirou os olhos e virou-se novamente para as amigas.
- Viram só? Se esses dois são loucos, imagina só o outro!
- Na verdade, não. Eu sei, eu sei, é uma vergonha... Mas, fazer o quê? – Sirius choramingou fingidamente.
- Vamos embora, por favor?
- Que ir embora que nada! – disse Marlene, animada com as novas presenças e com o certamente muito divertido encontro. – Ele tem que ser um daqueles dois ali, ó. Anda, Lily, eu preciso ver a cara deles!
Lily resmungou alguma coisa e recomeçou a andar no espaço extremamente estreito entre as poltronas.
- É ELE! – Lisa gritou, ocasionando novos "Shhhh!" extremamente irritantes.
- E-eu o quê? – perguntou Pedro, assustado.
- Você nada, vê lá! É aquele ali, ó! - Ela apontou Remus com o dedo, que ficou mais vermelho do que já estava, quando teve a confirmação de assunto da conversa entre os amigos e as garotas desconhecidas.
- Shhh! – fez Ana. – Dá pra ser um pouco mais discreta, sim?
- Você... como é seu nome? – Lily estreitou os olhos. Estranhamente, ele parecia normal.
- Remus Lupin – ele disse, sem convicção, num sussurro rouco.
- Lílian Evans. – Ela esticou a mão para cumprimentá-lo.
- Lily, deixa de ser careta! – disse Marlene, empurrando seu braço estendido para o lado. – Pessoas normais a gente cumprimenta assim, ó. – Ela abaixou-se e deu dois beijinhos no rosto do garoto, que corou furiosamente. – Entendeu?
Lílian bufou.
- Eu estava sendo educada, tá?
- Educada e an-ti-ga.
- Ah, pelo amor de Deus, Lene! – Lílian olhou para o garoto e corou.
- Lílian... – ele começou, inseguro.
- Sim?
Ele estendeu um buquê de cravos para a garota.
- Bem... err... é para você.
Ela pegou o buquê, perplexa.
- Viu, eu não disse que isso é coisa de velho? – zombou Sirius. – Eu avisei que ela não ia gostar.
Lily abaixou-se, num ímpeto, e deu um beijo no rosto de Remus.
- São lindas! Obrigada!
James, Sirius e Marlene se entreolharam e seguraram o riso. Lisa olhava para o buquê, fascinada, e Ana o admirava, embora não tivesse o costume de demonstrar claramente o que sentia.
- Humm – Lisa virou-se para Pedro, que estava do lado de Sirius. – Dá uma licencinha pra gente? – Pedro não deu sinal de que havia entendido, e Lisa revirou os olhos. – Será que dá pra sentar pra lá? – Ela apontou as cadeiras no fim da fileira.
- Pois é, Pedrinho – Sirius começou, em tom de deboche. – Parece que elas não querem sua companhia.
James e Sirius riram, enquanto o garoto corava fortemente.
- T-tudo bem...
Ele levantou-se e começou a andar, desajeitado, esbarrando em todas elas.
- Não, espera, senta mais pra lá.
- Hey, eu quero sentar aqui!
- A Lily tem que sentar ali!
- Eu não quero ficar aqui!!
- Aqui eu não enxergo nada, viu?
- Dá pra ir mais uma pra lá?
- Eu vou pra lá!
- Troca de lugar comigo?
- Será que dá pra sentar? – perguntou Ana, no meio da confusão.
Na nova ordem, estavam sentados: Lisa, Sirius, Marlene, James, Lílian, Remus, Ana e Pedro.
- Pronto! Agora, silêncio que eu quero assistir!
- Claro, claro, depois de ter perdido metade do filme...
Milagrosamente, todos ficaram em silêncio durante algum tempo...
- AHHHH!
- Lisa? O que foi?
- Ele está babando no MEU cabelo!! – ela apontou Sirius, que acabara de deixar sua cabeça pender sobre o ombro da menina, dormindo.
- Ecaa! – exclamou Marlene, com uma careta de nojo.
James começou a rir, divertido: "- Mas é um cachorro babão mesmo!"; e Remus murmurou um "Eu nunca mais venho ao cinema com eles!", entre os dentes.
Lisa empurrou a cabeça do garoto para o outro lado, que caiu em Marlene.
- Hein? O quê? O que foi? Por que estão me olhando? – Sirius acordou, assustado.
Lily, Lene, Lisa e James começaram a rir sem parar, Remus reprimia o riso a todo custo, com uma careta, apesar e não poder conter um sorriso divertido, e Pedro dava risadas que soavam estranhas, como se não visse realmente a graça.
- Você babou no meu cabelo, garoto!
- Eu? Por que eu iria babar no seu cabelo... – ele observou-a lentamente, embora não vise muita coisa no escuro – tão lindo?
Lisa corou e virou o rosto para o outro lado.
- Talvez por que você estivesse dormindo?
- Eu não estava dormindo! – ele retrucou, indignado. – Eu estava só... descansando com os olhos fechados!
- Ahh, sei! – ironizou Marlene. – Essa baba nojenta aí foi proposital então, né?
- Baba? – Ele limpou o resto de baba no canto da boca com as costas da mão. - Estamos no escuro, como é que vocês poderiam ter visto alguma coisa?
- Com os olhos, serve?
- Olha só, eu não digo? Até nas desculpas esfarrapadas eles empatam! – Lílian bufou.
- Pelo menos eu não sou um veado! - Sirius disse, com um sorriso malicioso no canto dos lábios, olhando de soslaio para James.
- É CER-VO! - James disse, bem alto.
- Prongs, nao precisa esconder de ninguém, não!
As garotas engoliram em seco. James, gay? Tudo bem, ele podia ser arrogante, idiota e tudo o mais, mas gay?? Que desperdício...
- James, você...? - Lene perguntou, enquanto as outras somente o encaravam, perplexas.
- Hey, vocês não estão pensando que... Cachorro pulguento idiota! Olha só, não tem nada a ver com isso que vocês estão pensando, é só...
- Nós não estamos pensando nada! - protestou Lily.
- Olha só, me deixa explicar primeiro: esses apelidos são por causa de uma...
- Não adianta tentar negar, Prongs...
James não deu ouvidos ao comentário maldoso e continuou:
- Por causa de uma peça que apresentamos quando estávamos na primeira série, nós éramos animais...
- "Um tanto quanto másculo, com M maiúsculo..." - Sirius começou a cantar, em tom de deboche.
- Sirius foi um cachorro negro ridículo e malfeito...
- "Vejam só os meus músculos que com amor cultivei..."
- O Pedro era um bicho que até hoje a gente não sabe se era rato ou ratazana... - ele continuou, tentando sussurrar mais alto que Sirius.
- "Minha pistola é de plástico, em formato cilíndrico."
- O Remus era um lobo, e eu era um CER-VO! - ele repetiu, falando um pouco mais alto do que pretendia.
- "Sempre me chamam de cínico, mas o porquê eu não sei..."
- SIRIUS PADFOOT BLACK!
- "O meu bumbum era flácido, mas esse assunto é tão místico! Devido ao ato cirúrgico hoje eu me transformei"! – Sirius continuou, numa vozinha irritante.
- Hem, hem... – alguém pigarreou às suas costas, mas Sirius não deu ouvidos.
- "O meu andar é erótico, com movimentos atômicos! Sou um amante robótico com direito a replay!"
Sirius sentiu uma mão pousar firmemente em seu ombro, mas tirou-a, dizendo:
- Espera, deixa eu acabar! "Um ser humano fantástico, com poderes titânicos! Foi um moreno simpá..."
- Hey, garoto, eu te aconselho a parar de cantar e nem fazer qualquer movimento brusco, principalmente se causar algum som.
Sirius virou-se, e tomou um susto quando viu um segurança alto e forte atrás de si.
- Vocês vão ter que me acompanhar.
Eles seguiram em fila o segurança, que, ao contrário do que eles pensavam, não os levou para nenhuma salinha escura ou ameaçadora.
- Será que ele vai nos levar pra cadeia? – sussurrou Lisa, amedrontada.
- É claro que não, sua boba! Ele não pode nos prender por isso, nem éramos nós! – Lily sussurrou em resposta.
Lisa teve a leve impressão de que o tal "lanterninha" prestava atenção em cada sussurro e cada passo que elas davam, mas achou melhor não falar nada. Quem sabe ele não vigiava até mesmo pensamentos?
Eles caminharam até o balcãozinho onde eram vendidos os ingressos, mas que estava vazio àquela hora.
- Escutem, seus arruaceiros: isso não vai se repetir. Vocês entenderam?
As garotas, Remus e Pedro balançaram a cabeça afirmativamente no mesmo momento. James e Sirius também o fizeram, emburrados, quando ele os encarou.
- Olha só: hoje nós estamos com um segurança a menos, que ficaria encarregado de vigiar vocês até que seus pais viessem buscá-los.
Sirius, James e Remus permaneceram como estavam, percebendo o que o segurança faria. É claro que o segurança queria livrar-se deles o mais rápido possível, todos pareciam ter mais ou menos 18 anos. As garotas davam de ombros e balançavam a cabeça, afirmativamente, e Sirius teve que cutucar Pedro, prestes a falar de Remus, que havia feito dezoito há mais ou menos dois meses. O segurança encarou-os rapidamente, e, por fim, disse:
- Bem, vocês tiveram sorte: vão embora para não causar mais confusão. Mas eu tenho uma ótima memória, podem ter certeza de que serão lembrados se aprontarem novamente.
Sirius teve certeza de que no dia seguinte ele já os teria esquecido, se fosse mesmo um segurança de verdade, do que ele também duvidava.
O segurança deu as costas e as Lisa, Marlene e Lily suspiraram aliviadas.
- Poxa, achei que a gente ia se ferrar dessa vez - disse Marlene.
- Ele não podia fazer lá muita coisa - James deu de ombros.
- Mas a possibilidade de sair do shopping arrastada pelas orelhas, puxadas pelos próprios pais não agrada a ninguém, certo? - Ana falou, com a sobrancelha erguida e um tênue sorriso satisfeito.
- Claro. Agora podemos ir? - Lily perguntou, lembrando-se da presença de Remus.
- Vamos sim!
- O que eu mais quero agora é ir pra casa descansar...
- Ir pra casa? - Marlene sorriu. - Você não vai pra casa, agora, Lily.
- Você e o... - Lisa virou-se para Remus. - Desculpe, como é mesmo o seu nome?
- Remus. Remus Lupin - ele respondeu, ligeiramente corado.
- Isso. Você e Remus vão à festa!
- FESTA? - Lílian e Remus engasgaram.
- Que festa?
- Ahh, sabe... eu acho que nós esquecemos de avisá-la... - disse Marlene.
- Bem... quisemos fazer uma surpresa, sabe? - disse Sirius, pressionado pelo olhar homicida de Remus.
- Vocês sabem que eu odeio festas!
Ana revirou os olhos, murmurando um inaudível "Eu avisei...".
N/A: Hey! 8D
Bom, esclarecendo, a música que o Sirius cantou no cinema é "Robocop Gay" (não me perguntem quem canta).
Agradeço as reviews (Juuly, Thaaty... obrigada, de verdade) e espero que estejam gostando.
Beijos!
