Pooooo, depois de quinhentos anos tô aqui!! O.O xDDD Isso porque eu deveria estar fazendo o TCC. Mas de repente me baixou um santo pra eu continuar escrevendo fic... T.T
Sei que essa história não é das minhas mais lidas, mas eu gosto muito dela, e com toda a certeza vou completá-la. :)
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Hilda, você... você deu a sua virgindade a ele, não foi?
- Sim. Bem antes de conhecer você, como já lhe disse. E minha alma já era dele há muito.
O nobre abaixou a cabeça e suspirou, consternado.
- Vejo que o intruso aqui sou eu. Andem, anularemos esse casamento o mais rápido possível.
- Aceita mesmo anular nosso casamento, Godfrey?
- Sim. Haverá outras oportunidade melhores, e sem histórias melosas de amor com terceiros, de matrimônio para mim.
Hilda sorri surpresa.
- Não sabe o favor que me presta. Siegfried, agora poderei ser sua esposa!
Ela abraça efusivamente o pai de seu filho. Günter sente-se vazio diante do casal.
- Bem, se não se importam... eu me vou. Hilda, perdoe-me por ter tetado forçá-la. Isso não é coisa que um gentil-homem faça. Mais tarde poderemos nos ver para tratar do desquite.
O nobre sai do quarto. Siegfried ainda o olha com estranheza.
- Não confio em tão rápida rendição, Hilda. Ele pode ter fingido ceder para depois preparar algum tipo de emboscada.
- Sim, meu querido. Também achei muito repentina a mudança. Vou me guarnecer de bem mais seguranças que o normal, até poder vê-lo bem longe daqui.
- Você está bem? Ele não lhe fez nenhum mal?
- Não. Graças a você.
Ele toma a aamada nos braços e a beija, querendo confiar de que tudo finalmente se resolveria, embora parecesse até mentira.
Não foi preciso, no entanto, que se preocupassem muito mais. No dia seguinte, Günter amanheceu morto no quarto de uma prostituta. A mulher foi condenada por todos como sua assassina, embora negasse veementemente tê-lo matado.
A própria rainha, escoltada por seus guardas pessoais, foi até o local averiguar o que havia acontecido.
- Perdoe-me, majestade! - disse a cortesã, um tanto sem jeito, quando se deparou com a monarca - Eu não sabia que ele era o seu marido. Jamais freqüentei os círculos da corte; não tinha como saber como era o rosto dele, e...
- Não precisa se justificar. Agora diga-me uma coisa: como ele veio a morrer?
- Não tenho idéia, minha rainha. Logo após eu ter lhe prestado meus serviços, dormiu. Eu fui dormir também, e ao amanhecer ele já estava morto, plálido e frio. Ao lado dele encontrei este papel, mas não sei ler.
- Dê-me aqui. Sim, é a letra dele.
No bilhete dizia:
"Hilda,
Não se questione pela minha morte. Apenas pense que, para quem vê a luz, a vida apenas torna-se algo mais.
Como tenho não sei quantos bastardos espalhados por aí, deixo tudo o que tenho para você. É o mínimo que faço para reparar meus erros.
Ao despedir-se de mim, por favor, encare-me como um amigo, um irmão, que foi como você me tratou este período de tempo durante o qual convivemos.
Não condenem a cortesã. Ela sequer sabe que vou morrer; qualquer coisa, mande perguntar ao velho boticário da vila se não fui comprar veneno para ratos na noite anterior ao dia em que me encontrou já sem vida.
Günter"
A rainha fechou a carta, surpresa e contemplativa. Era-lhe difícil acreditar que ele havia mudado tão drasticamente, sem motivo aparente, mas não havia como não crer. Tal mudança era tão verdadeira, que ele até mesmo havia acabado com a própria vida.
- O que dizem seus últimos escritos? - o povo começou a querer saber.
- Eles dizem que todos os bens dele ficam para mim, e que se matou.
- Mas senhora - disse-lhe um dos guardas - a mulher pode ter mandado ele escrever tudo isto antes de matá-lo, apenas para dar a entender que ele se suicidou.
- Eu nem sei escrever ou ler - tentou justificar-se a prostituta - E mesmo que lhe pudesse ditar, não haveria como conferir o que ele escreveu!
- É dele mesmo - disse a rainha - Há fatos aqui escritos os quais apenas ele e eu sabíamos.
E assim ficou o veredicto. A meretriz foi declarada inocente, e Günter, apesar do suicídio, teve um enterro digno e suntuoso, prpoprcionado por Hilda. Ela fez uma oferenda em seu mausoléu, e aspergiu nele água sagrada.
- Que sua alma vá como você sendo meu amigo, conforme me pediu em sua carta. Fique em paz. É uma pena que apenas tenhamos nos entendido após sua morte, mas é melhor assim do que nunca isto ter ocorrido.
Houve o período de luto, mas a rainha o guardou pelo tempo que se cumpria a um irmão, não a um marido. Logo após tal período, ela imediatamente começou a preparar seu segundo e verdadeiro casamento.
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EEEEEEEEEEEEEE!! Tô conseguindo tirar as fics da gaveta!! O próximo capítulo será o último. Caso o suicídio do Günter tenha ficado muito "cliche", me avisem, mandem review xingando, etc. XD
