Os Quatro Elementos

Parte II - Do Envolvimento do Ar e da Água à Câmara Secreta

Então, no dia primeiro de setembro, Hogwarts recebeu seus primeiros alunos. Como o combinado, foram divididos entre quatro casas, que tinham como patrono cada um dos fundadores: Hufflepuff seria a casa dos alunos da boa e gentil Helga; Gryffindor era dirigida por Godric e lá só foram aceitos os mais corajosos; Ravenclaw acolheu os mais inteligentes, como sua diretora Rowena desejou; por fim, Slytherin recebeu aqueles que possuíam o mais puro sangue entre os bruxos, característica que Salazar tanto prezava.

Assim, educaram e formaram a primeira turma de alunos. As diferenças existiam, mas eram contornadas excepcionalmente pela mente arguta de Rowena Ravenclaw. Os quatro fundadores já não eram unidos como antigamente, mas Hogwarts mantinha uma ótima reputação e esta só crescia com o passar dos anos.

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Numa das mais altas torres do castelo, a bruxa ruiva contemplava o fogo da lareira. Seus cabelos soltos exibiam belos cachos que caíam por seu colo, cachos que se assemelhavam às labaredas do fogo. Rowena vestia uma fina camisola azul marinho e, por cima dela, um robe negro de seda.

Sentada em sua poltrona, tomava vinho de um cálice de prata quando, do nicho contíguo à lareira, surgiu o belo moreno Slytherin, com um sorriso misterioso nos lábios. Rowena encarou aquele homem e bebeu mais de seu vinho, sem parecer se importar com aquela invasão.

- Você sabe contar, Salazar? – a ruiva sorria enquanto se levantava da poltrona e dirigia-se ao convidado.

- Claro que sei, minha cara. – Salazar se aproximou de Rowena e levou a mão esquerda ao rosto dela, que se afastou.

- Então, querido, como me explica o fato de chegar quinze minutos depois do combinado? – os olhos azuis da mulher pareciam fuzilar Salazar, que a tomou nos braços.

- Ora, querida, estava cuidando de Pólux. – emitiu um barulho semelhante a um riso – Acredita que a criatura se apegou a mim? – ainda mantinha Rowena em seus braços e, delicadamente, enrolava uma mecha dos cabelos dela nos dedos.

- Acredito, Salazar... Acredito porque você é o meu "língua de serpente". – sorriu e se desvencilhou do abraço, voltando a se sentar na poltrona. – É natural que as cobras e seus similares se apeguem a você. – Com um rápido aceno fez com que outra taça surgisse numa mesa próxima à poltrona que ela ocupava, rapidamente encheu-a de vinho e ofereceu a Salazar.

- Tem razão... – pegou a taça e bebeu um pouco do vinho, sentando-se na cama do cômodo em questão, que era o dormitório de Rowena Ravenclaw. – Pólux vem crescido muito ultimamente... acho que o ambiente úmido da câmara lhe fez bem. – lentamente, retirou o sobretudo e os sapatos.

A mulher encaminhou-se à cama, sentando no colo do outro. Tirou-lhe a taça das mãos e delicadamente começou a acariciar os cabelos pretos do homem. – E você tem certeza que Pólux não sairá da câmara? Os alunos não correm perigo com ele morando aqui?

Salazar riu e deu um beijo casto na bochecha de Rowena. – Eles só correriam perigo se tivessem a petulância de adentrar a moradia dele. Acredite, Row, nenhum dos nossos alunos possui a magia necessária para isso.

Com aquilo, a conversa cessou. Ravenclaw e Slytherin mostraram-se unidos como nenhum de seus alunos imaginaria, talvez nem Gryffindor soubesse dessa relação. O casal tinha como única confidente a amiga de Ravenclaw, coincidentemente a outra mulher fundadora.

Como a paixão entre os dois havia surgido ninguém jamais saberia, mas era nítido o desejo no olhar de ambos quando se encontravam. Seus corpos uniam-se em perfeita sincronia... paixão saindo pelos poros ou, porque não dizer, amor. Essa história durava anos, desde antes da construção do castelo e nada parecia abalar o romance.

Aqueles dois elementos, a água de Salazar e o ar de Rowena, viviam harmoniosamente. Poderiam discutir quando as idéias não fossem semelhantes, e isso acontecia muito, mas sempre voltavam a se amar no aconchego do quarto da ruiva. Como Salazar precisava andar muito até chegar ao local - e sempre acabava por encontrar um aluno ou professor pelo caminho - decidiu-se por fazer uma passagem secreta. Para guardar essa passagem o homem confiava em Pólux, um basilisco que estava com ele há mais de cinco anos.

Pelo que contava a Rowena, Salazar criou essa passagem após a construção estar completa. Um local que ele chamava de Câmara Secreta e que servia de abrigo ao seu animalzinho de estimação. Essa Câmara era uma ligação entre o quarto de Rowena e o de Slytherin (que ficava nas masmorras). O que Slytherin não sabia é que, de alguma maneira, uma outra 'passagem' para a Câmara existia: o banheiro feminino do segundo andar.

Na maioria das vezes era Salazar quem visitava Rowena, passando pela Câmara Secreta e aproveitando para alimentar seu bichinho. Mas o contrário também era possível... isso porque a ruiva dominava a arte da animagia e, como uma bela águia cor de bronze, poderia atravessar a Câmara sem grandes problemas – coisa que raramente acontecia, pois ambos preferiam o conforto da torre Ravenclaw às frias masmorras Slytherin para se amarem.

Com Rowena em seu colo, Salazar começou a beijar o pescoço da ruiva. Lenta e sedutoramente, como ambos gostavam. O moreno via, ostentando um sorriso nos lábios, os fios ruivos da nuca da mulher eriçarem... cada tremor e gemido dela fazia com que o sorriso dele aumentasse. Ele a retirou de seu colo, a colocando na cama e, levantando-se, passou a se despir.

A ruiva sorria ao ver seu amante tão entregue a ela, adorava essa sensação. Também adorava saber que, entre todos que conheciam o brilhante Salazar Slytherin, só ela tinha acesso a esse seu comportamento libidinoso. Riu ao sentir o peso dele sobre si, agora retirando delicadamente seu robe e, em cada pedaço de pele despida, depositando um beijo. Gemeu quando o moreno envolveu um de seus seios com os lábios e abraçou-lhe o rosto de encontro ao seu corpo.

- Amo-te, minha serpente... – Rowena dizia aquilo inebriada, semi-nua abaixo do homem que amava.

- Amo-te mais, minha águia. – o moreno sorriu sensualmente, sabia que sua ruiva admirava, e muito, esses sorrisos.

Rowena riu com aquilo e acabou se surpreendendo ao ficar completamente nua. Se não soubesse do acordo mútuo de ambos sobre não usar magia na cama, teria certeza que ele terminou de despi-la com um feitiço. Seus cabelos cor de cobre espalhavam-se na cama... o moreno beijava a pele pálida que ostentava poucas sardas. Ele levou a mão à intimidade da mulher, a massageando ternamente. Já poderia sentir a umidade em seus dedos... aquele líquido quente que provava que ela estava pronta e o querendo.

Posicionou-se entre as pernas dela, fazendo com que a mulher as afastasse para acomodá-lo, e penetrou-a de uma só vez. Sabia que sua amante gostava assim. Ela soltou um novo gemido, um leve tremor correndo por seu corpo... a união do ar e da água se concretizava. Mais uma vez, e intensamente.


2/5 - 17/04/2008

Nota: meu agradecimento às garotas que leram esta fic na antiga conta e deixaram comentários – Natasha, Marcella, Amy Lupin, Dud's e Lekka Malfoy