Cap. 2 - Lufa-lufa doce Lufa-lufa
O quadro que protegia a entrada do dormitório da Lufa-lufa mostrava um homem alto usando uma toga grega, era chamado de Filósofo Têsis.
- Boa noite! – ele cumprimentou de braços abertos. – O que é mais importante? A honra, o coração ou a amizade?
- Um dos novatos poderia resolver isso? – Pablo sorria, dos vinte e poucos alunos, nenhum quis tentar. – Bem... Então vou escolher! Potter!
- Ah! – Albus ficou rubro, fazendo Amy e Michael rirem. – Eu... Acho que seria a amizade!
- Resposta certa! – a passagem foi aberta.
- Na verdade, a resposta sempre vai ser a que você acha que é verdadeira! – Amy cochichou para Albus. – Eu responderia a mesma coisa! Bem vindo ao nosso refúgio!
Era um lugar de decoração majestosa, parecendo pronto para uma festa, com balões das cores da casa espalhados aqui e ali, além disso, tinha vários pufes e uma enorme lareira de chamas bruxuleantes.
- Nossa... – Albus não tinha palavras, havia ouvido mil coisas sobre o dormitório da Grifinória e com certeza o da Lufa-lufa era totalmente diferente, era bem iluminado e tinha uma aura divertida, como um parque de diversões enorme. – Que...
- Isso é muito legal, não é? – Amy perguntou ao mais novo. – Eu nunca me canso desse lugar!
- Também ele muda todo início de mês! – Michael deu um tapa num balão próximo. – Nós fazemos uma votação e decidimos qual será a nova decoração, aí, na manhã do primeiro dia...
- Ela tem um pouco do que cada um imaginou! – a garota completou. – Como será que estão os dormitórios? Vamos lá ver!
Eles correram para o segundo anda, Amy subiu a escadaria do lado direito, enquanto eles iam pela esquerda. As camas de dossel tinham cobertas e almofadas amarelo-canário e preto, fazendo jus a casa.
- Cara, eu amo amarelo! – exclamou Amy pulando sobre a sua cama.
O dormitório masculino também parecia saído d'As Mil e Uma Noites, Albus estava adorando ter uma cama enorme como aquelas só para ele, suas coisas já estavam aos pés da cama.
- Muito legal! - ria. – Como será que Rose está?
O dormitório da Corvinal era com certeza um lugar aconchegante, possuía uma biblioteca particular e fora mobiliado com extremo bom gosto.
- Isso é incrível... – soltou Rose em coro com um outro primeiro-anista.
- Ah... // Eu sou Georgi, muito prazer! – ele estendeu a mão.
-Prazer! Sou Rose! – ela retribuiu o aperto de mão. – Estou meio nervosa... – comentou baixo.
- Hã... Eu também... Ninguém na minha família é bruxo, na verdade... E você?
- Não... Mas toda a minha família foi para a grifinória, agora só eu e meu primo que somos diferentes. Ele foi pra Lufa-lufa. – ela sorriu nervosa. – Vão nos deserdar desse jeito!
- Há há.. Que nada! – ele riu.
- Quer jogar xadrez? – perguntou apontando para uma das três mesas.
- Quero sim!
Michael, Pablo, Albus, Amy, Melissa e alguns outros alunos da Lufa-lufa jogavam uma partida de Snap Explosivo enquanto ao seu redor os outros dançavam e se divertiam. O relógio bateu meia-noite.
- É melhor eu ir dormir! – Amy se levantou percebendo o quão tarde era.
- Hum, também vou dormir! – Pablo a imitou. – Tem aula amanhã. – seguiu conversando com a garota.
Albus também se despediu dos outros e foi em direção ao dormitório, mas no meio do caminho, Pablo e Amy conversavam baixo.
- Amy, até aceito que ano passado você estava no primeiro ano e tal... Mas esse ano é sim ou não?
- Ah, Pablo... Sei lá... Eu tenho um pouco de vergonha! – ela falou chorosa.
- Você? – ele a olhou de lado. – Nem adianta inventar, Amy, você é a maior cara de pau que eu conheço!
Albus se escondeu atrás de uma pilastra.
- Coisa feia escutar a conversa dos outros! – cochichou Michael logo em seguida puxando-o até os outros dois. – Olha quem estava espionando!
- Desculpa... eu não queria... – Albus tentou se explicar. – Foi mal!
- Hã, tudo bem! – Pablo sorriu. – E aí, Amy, sim ou não?
- Ta, ta certo! – ela bufou. – Eu aceito o cargo!
- Cargo? – Albus perguntou confuso. – Namoro é cargo?
- Namoro? O//O – Amy corou em imenso. – O que você ouviu, hein?
Michael começou a rir enquanto Pablo também corava.
- Eles estão falando sobre a Amy ser apanhadora do time de quadribol... – explicou o primeiro. – O Pablo é o capitão do time e batedor!
- Ah! Desculpem! – Albus ficou sem graça.
- Não tem problema! – falaram os dois juntos, se olharam e em seguida: - Pára de me imitar!
- Você ta brincando? – Amy ficou irritada e sem graça.
- Eu não! – Pablo se defendeu. – Cada um para o seu dormitório!
Amy foi novamente pela direita e os rapazes pela esquerda. Naquela noite, Amy teve mais um dos seus sonhos estranhos, dessa vez, foi mais curto. Estava vendo tudo o que uma mulher chamada Grizelda Ravenclair via, era como se ela estivesse revivendo a vida da tal mulher, uma bruxa muito famosa e poderosa, criou a primeira fórmula do amor, ganhando vários prêmios e namorados, Amy acordou com o som do despertador.
O banheiro feminino da Lufa-lufa era todo de mármore branco e ouro, depois do banho, foi para o Salão Principal e lá se encontrou, antes de ir para a própria mesa, com Scorpios.
- Bom dia! – sorriu para ele.
- Bom dia... Como foi a festa ontem?
- Legal, ficamos jogando cartas até tarde e a Sala Comunal estava o máximo!
- Que droga! Lá no meu não tem isso! – reclamou o loiro. – Sua primeira aula é com a Grifinória, não é? Boa sorte com a McGonagall!
- He he... Engraçado! Como são os novatos da sua casa?
- Normais... – tédio. – Vou tomar café... Nos vemos na terceira aula!
- Ok! – se despediu e dirigiu-se a mesa da Lufa-lufa, mas ouviu um berrador vindo da Corvinal.
"CORVINAL, Rosie? Vou te deserdar! Como você..." era a voz de Ron, o pai de Rose.
"Cala a boca, Ron! Rosie, parabéns! Eu achei ótimo, se eu não fosse Grifinória, com certeza seria Corvinal! Bem, divirta-se e estude bastante!"
"Que tipo de recomendação é essa? Espera um pouco, Mione...!"
"Tchau, Rosie!"
O berrador rasgou-se deixando Rose quase chorando de vergonha, só não chorou porque um segundo berrador começou a falar.
"Lufa-lufa... Certo... Muito legal, Albus!" Harry parecia bem sem graça.
"Você é um retar..." essa era Lily.
"Opa, Lily! Parabéns, querido! Se cuide, ok?" despediu-se Ginny.
E o berrador se rasgou.
- Liga não, Albus! – Amy sentou-se ao lado dele. – Quando eu entrei na Lufa-lufa, minha mãe e minha irmã ficaram três meses sem falar direito comigo...
- E o seu pai? – perguntou curioso.
- Ah! Ele não liga pra isso... Ele é belga... A escola dele não tinha isso e ele não está nem aí. – ela sorriu, duas corujas da floresta jogaram um pacote em seu colo, com certeza era uma vassoura, mas a garota não pareceu nada feliz. – Droga!
- O que foi? É uma vassoura! Abre logo! – Michael se empolgou. – Como seus pais ficaram sabendo?
- Não fui eu! – Pablo apressou-se em se defender. – Agora abre logo!
- Não! – a garota se recusou.
- Abra agora! – mais vozes soaram as suas costas, eram Lit e Scorpios.
Ela acabou abrindo, era uma vassoura marrom e dourada muito bonita e delicada, Rebom 4.0. Todos na mesa da Lufa-lufa ficaram curiosos e as mesas vizinhas também.
- Que vassoura é essa? – Pablo levantou uma sobrancelha. – Nunca ouvi falar!
- É que... – Amy ia explicar, mas Scorpios se adiantou.
- O pai dela é dono da melhor marca de fabricantes de vassouras no mundo bruxo, ele foi quem fabricou a Nimbus 2000 e 2001 e outras muito boas mesmo, bem não ele mesmo mas o avô de Amy! Essa é nova, não é? É protótipo... Ainda nem foi testada, não foi? – Scorpios parecia uma criança. – Deixa eu voar nela?
- Claro! Eu não vou usá-la nas partidas mesmo...
- POR QUE? – Pablo, Michael, Albus, Lit, Melissa e outros berraram juntos, fazendo-a quase cair do banco.
- Não seria justo... Prefiro continuar a usar a minha Mebb de Mogno! Vou guardar isso no dormitório! – ela se levantou e saiu.
- Isso é pura besteira! Se ela tem uma melhor vassoura, devia usar! – Lit comentou.
- Ela é um pouco diferente... – riu Scorpios consigo mesmo.
Para Albus a primeira aula seria poções com o professor Martuely, baixo e calvo, com um rosto muito sério, devia ter, pelo menos uns cinqüenta e poucos anos, já que sua face era um pouco enrugada.
- Fazer uma Poção é como pintar um quadro! – o velho afirmou andando de um lado para o outro. – Você precisa de calma, dedicação e precisão! Posso lhes ensinar até mesmo a fazer uma poção mortal... Se atentarem a tudo isso. Hoje temos aqui os calouros da Corvinal e Lufa-lufa, por favor, dividam-se em duplas e tentem fazer a poção que está descrita no quadro.
Albus correu para fazer dupla com Rose, Geogi até queria ter feito o mesmo, mas chegou tarde e acabou trabalhando com Max, um garoto baixo e orelhudo da Lufa-lufa.
- Oi! Meu nome é Max Bacon! – ele sorria.
- Ah... Prazer, sou Geogi... – meio desanimado.
- Rose, tu sabe fazer isso? – Albus perguntou apontando para o quadro e falando em voz baixa.
- É, mais ou menos... Vai picando as folhas de dedaleira! – ela mandou. – Hum... Isso aqui tem que vir antes, então... E como está com o pessoal da Lufa-lufa?
- Como? Terminei, assim ta bom? – Alvus mostrou as folhas picadas.
- Ta ótimo! Eu perguntei como está indo na Lufa-lufa! – ela passou outro ingrediente para ele. – 15g, ok?
- Ok! Eu estou gostando! – sorriu. – E você está se sentindo sozinha na Corvinal?
- Não... Fiz amigos, o Georgi, o Straus, a Laura e muitos veteranos, o pessoal é muito legal!
- Que bom! Depois vou te apresentar aos meus colegas da Lufa-lufa também! 15g, toma! – entregou o próximo ingrediente e o caldeirão dos dois começou a borbulhar quando Rose adicionou este. – Isso ta certo ou vai explo...?
BUM! – o caldeirão de Georgi e Max explodiu e a sala ficou coberta de fumaça escura.
- Por Merlin! – exclamou o professor tossindo e tentando afastar a fumaça. – Estão bem?
- Sim, acho! – Georgi se levantou com o rosto sujo de fuligem. – Eu falei para não adicionar as folhas inteiras...
- Eu to! – Max batia nas vestes. – Foi mal, he he...
Sala da Professora (Diretora) McGonagall
Ela pediu aos alunos do segundo ano que transformassem um cálice em um rato, após a organização, Amy ficou em um lugar do meio e esperou Michael sentar ao seu lado, mas quem acabou ocupando o lugar foi James Potter. Olhou para o moreno, buscou Michael com os olhos, mas ele estava sentado ao lado de Katt, uma garota da Grifinória.
- Ops... – olhando para Michael que fez cara de "foi mal".
- O que foi, Amily? Não vai tentar transformar o cálice? – James a chamou.
- ...Claro, Potter! – tirou a varinha do bolso. – Transfour! – o cálice transformou-se de primeira. – Funcionou? – soltou surpresa consigo mesma.
- Parabéns. – falou James. – Transfour! – tentou e o cálice também se transformou. – Foi fácil... O Al está se dando bem na Lufa-lufa?
- Acho que sim... Ele é muito legal, faz amizade facilmente! – segurou o rato antes que caísse da mesa.
- Eu sei! Ouvi dizer que você vai ser a nova apanhadora da Lufa-lufa, é verdade? – deu um sorriso levemente descrente.
- Por que não seria? – olhou-o séria. – Acha que eu não tenho capacidade?
- Claro que não é isso... – James se defendeu. – É que você esta apenas no 2º ano... –desculpa esfarrapada.
- ... Você realmente acha que sua defesa me convence? – irritou-se mais ainda. – Olha, Potter, se me subestima porque tenho o peso fora do padrão da "normalidade", fique sabendo que vou acabar com o seu time, sem usar a Rebom!
- ¬¬ Nem vem, eu não estou no time, mas vou fazer o teste de admissão! Não sou eu que só entrei no time pelo nome do meu pai! – provocou em alta voz.
- Que é MUUITO maior que a do meu pai! – olhar "eu te odeio, desgraçado!" – Sr. Eu-sou-filho-de-Harry Potter!
- Sr. Potter, Srta. Peterwall! Fico feliz de os dois terem sido os únicos da sala a cumprir a tarefa tão rápido, por isso não vou lhes tirar pontos por essa discussão ridícula, mas os dois vão ter que me entregar um trabalho juntos! Dois rolos de pergaminho sobre a transformação de objetos em animais para a próxima semana! Estão liberados!
Se levantaram da mesa com os outros alunos e seguiram para o corredor, Amy foi para a direita e James para a esquerda.
"Eu mereço! Que raiva! Tenho pena do Albus por ter um irmão e um primo tão... família do mal..."
"Garota idiota! Retardada! Só porque o pai dela foi o melhor jogador de Quadribol durante alguns aninhos...!"
No caminho das estufas de Herbologia, o segundo ano da grifinória encontrou com o sétimo, de forma que James conseguiu falar com Teddy.
- O que foi? Tenho aula de Defesa Contra as Artes das Trevas agora! – Teddy o apressou.
- A Peterwall entrou no time da Lufa-lufa como apanhadora!
- Sério? Há há há... Que bizarro! – ele riu.
- É... Acabei discutindo com ela e vamos ter que fazer um trabalho juntos por causa disso! – reclamou.
- Boa sorte! – debochou Teddy. – James, o teste do time é quarta umas sete horas... Chegue umas seis no campo para conversarmos!
- Tá certo... Tenho que ir! – correu para acompanhar a turma.
- Apanhadora? Coitada!- afrouxo a gravata e seguiu sua turma.
Fim do 2º Cap.
