3. Lágrimas
Uma semana depois...
- Princesa, eu trouxe seu café da manhã... – Disse a empregada entrando no quarto.
- Não quero comer! – Falou Relena.
Dês da partida de Onne, Relena se trancou no quarto e não saiu mais. Ela comia muito pouco e só o fazia porque a obrigavam. A única coisa que ela fazia era chorar. Seu pai, o rei, já não sabia o que fazer... Pensou varias vezes em mandar buscar Onne novamente, mas, ele não fazia idéia de onde era o reino ao qual o duque pertencia.
- Por favor, princesa...
- EU DISSE QUE NÃO QUERO COMER! – Relena gritou.
- Está bem... Voltarei mais tarde... – A empregada saiu.
- Onne... Porque me deixou? Porque me abandonou? Como vou fazer agora? Você é o único em quem confio o único que realmente se importa comigo... Eu te amo! Eu quero que você volte... – Relena pensava enquanto as lágrimas caiam incessantemente.
-/-/-
Seis anos depois...
- Princesa... Volte aqui... – A empregada a chamava inutilmente.
- Há há há há há... Não... Não vou... – Dizia Relena dando voltas na mesa, para não ser alcançada.
- Por favor, princesa... A senhorita tem que provar o vestido para o baile de hoje à noite...
- Não obrigada... Não quero ir ao baile e muito menos usar esse vestido horrível...
- Mas, princesa...
- Olha pra ele... Azul turquesa cheio de rendas, gola pólo que fecha até o pescoço, as mangas são armadas e com laçinhos... Você só pode estar brincando... Eu que não uso isso...
- É... Bem... Tudo bem o vestido não é dos melhores, mas... – A empregada tentava encontrar uma resposta, enquanto Relena ria.
- Mas... É horrível... há há há há há...
- Ai... Tudo bem... A senhorita está certa. Mas, então que vestido irá usar?
- Nenhum... Porque não irei à festa.
- Mas princesa, o rei disse...
- Não quero saber o que meu pai disse... Não vou e pronto!
Nesse momento o rei Peacecraft entra na sala e ao ouvir o que sua filha disse, fica muito irritado...
- Como você disse Relena?
- Disse... – Relena respira fundo e continua. – Disse que não irei a essa festa e ponto final. – Ela sai correndo para o quarto.
- Dês daquela vez, ela não é a mesma... – Disse o rei enquanto via sua filha partir.
- É... Majestade? O que devo fazer? Ela... – dizia a empregada, quando foi interrompida.
- Deixa... Isso passará. – Afirmou o rei antes de sair.
-/-/-
Relena se encontrava em seu quarto, deitada em sua cama, abraçada ao travesseiro... Quando alguém bate na porta e sem esperar a permissão, entra...
- Relena.
- Vai embora pai... Não quero escutar.
- Filha. Você não era assim... Por favor, volte a ser a minha Relena de antes...
- A Relena de antes já era. Só restou essa que está aqui.
- Por causa do Onne?
Nesse momento, Relena enfia sua cabeça no travesseiro e começa a chorar...
- Filha. Por favor, não chore... Tente superar.
- Não consigo... Eu nunca conseguirei esquecer o Onne... Nunca! – Relena chorava e seu pai passava a mão na cabeça dela tentando reconforta-la inutilmente.
- Filha... Eu... E... Eu... Ahhhhh... – O rei Peacecraft caiu desmaiado com a mão no coração.
- Pai, PAI... Pai o que você tem? ALGUÉM... ALGUÉM AJUDE! – Relena gritava desesperada por socorro.
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3 horas depois...
Relena e alguns dos empregados de maior confiança se encontravam do lado de fora do quarto do rei. Relena chorava e os demais estavam preocupados. Aguardavam ansiosos por noticias do medico que estava dentro do quarto com o rei. Após longo tempo, o homem sai...
- Doutor... Doutor. Meu pai... Como ele está?
- Bem... Princesa eu... – Dizia o medico nervoso.
- Diga, por favor!
- Seu pai. O rei... Não está nada bem.
- Como?
- É... Ele teve um ataque cardíaco... Ele... Tem trabalhado muito?
- Sim... – Ela abaixou a cabeça. Triste.
- Isso não fez bem para ele! Eu sinto muito...
- Como assim? Ele vai se curar, não é?
- Eu espero que sim princesa... Deixe-o descansar. E empeça de dar fortes emoções a ele. Está bem?
- Sim! Obrigada...
O médico foi pago e após se despedir, partiu. Relena enxugou as lagrimas, respirou fundo e entrou no quarto do pai.
- Pai?
- Filha... – A voz dele estava fraca. Isso cortou o coração dela.
- Como se sente?
- Mais ou menos... Desculpe minha filha.
- Você não tem nada para se desculpar! Pai eu que tenho que pedir desculpa, pelo meu comportamento durante todos esses anos... E eu quero que você melhore logo... Por favor!
- Filha... – O rei sorriu. – Eu te amo tanto. Você é idêntica a sua mãe... Ela teria tanto orgulho de você, assim como eu tenho!
- Pai, eu também te amo muito! Por favor, cure logo, para irmos andar a cavalo como antigamente... Lembra? Dançar... Brincar...
- Você é linda e perfeita... Nunca perca o brilho do seu olhar e nunca deixe de sorrir! Promete?
- Sim... Mas pare de falar e descanse!
- Sim... Preciso dormir um pouco...
- Está bem, pai... Voltarei mais tarde! Dorme e descansa...
Relena partiu após o rei ter dormido... Ao sair encontra a todos esperando noticias.
- Então princesa? – Disseram os demais.
- Meu pai adormeceu. Por favor, qualquer coisa me avise. A partir de agora, sou eu quem assume o comando! Entendido?
- Sim senhorita. – Disseram em uníssono.
- Obrigada. Anna, mais tarde traga o jantar de meu pai, está bem?
- Sim, princesa.
- Obrigada... Obrigada a todos!
Relena partiu cabisbaixa para seu quarto. Manteve as aparências até entrar nele. Mas, após fechar a porta... Começou a chorar incessantemente.
- É tudo minha culpa... Primeiro minha mãe, depois o Onne e agora meu pai... O que mais? Pai... Por favor... Se cure logo!
Relena chorou tanto que dormiu...
-/-/-
Dia seguinte...
Devido ao desgaste do dia anterior, ela embalou no sono e só acordou no dia seguinte. Relena se levantou e foi direto para o banheiro se arrumar. Vestiu o mais belo vestido que encontrou, ergueu a cabeça e saiu determinada a assumir o comando.
- Bom dia princesa? – Disse a empregada, ainda estranhando a postura da garota.
- Bom dia Anna... Por favor, sirva meu café e depois diga a todos que quero vê-los no escritório em uma hora, sim?
- Como queira senhorita... Com licença.
- Obrigada.
Relena passou pelo quarto de seu pai e após certificar-se de que tudo estava bem, foi tomar com calma seu café da manhã.
-/-/-
Uma hora depois. Estavam todos reunidos no escritório para ouvir o que Relena tinha a dizer:
- A partir de hoje, sou eu quem da às ordens... Não quero que incomodem mais meu pai com nada. Entenderam?
- Sim senhorita. – Disseram todos em uníssono.
- Ótimo. Era só isso que eu...
Relena foi interrompida por um rapaz que entrou correndo e gritando no escritório.
- PRINCESA, PRINCESA... CORRE... O REI ESTÁ MORRENDO!
- O que? – Ela sai correndo a toda velocidade. Ao chegar ao quarto do rei entra direto enquanto grita para que chamem o medico. – Pai? Pai você está bem?
- Filha... – O rei não parava de tossir. – Saiba que eu te amo! E tenho muito orgulho de você...
- Pai, para de falar assim... Você vai se curar...
- Não... Tenho que falar... Você é muito importante para mim... E eu quero que você seja feliz... Então viva... E siga seu instinto, ouça seu coração... E nunca deixe de ser você mesma...
- Pai... Por favor, descanse... Não se desgaste...
- Te amo... – O rei fecha os olhos e sua mão que segurava o rosto dela cai.
- Pai... Pai... PAI! – Relena grita. Mas, já era tarde demais.
-/-/-
Sete anos mais tarde...
- Princesa... Você está linda...
- Obrigada Anna! Esse vestido sim, ficou lindo... Amei o tom de vermelho...
- É um vermelho intenso...
- Sim... Ele também é de alça caída, deixando os ombros a mostra, justo... Enfim, perfeito. Amei!
- Obrigada senhorita...
Relena estava ainda provando seu novo vestido quando batem na porta. E Anna vai abrir... Após falar com o rapaz ela volta com uma mensagem para a princesa...
- Obrigada Anna...
Relena lê com calma. E seu rosto se torna de assombro. A empregada fica assustada com a reação da jovem e resolve perguntar...
- Princesa? O que foi? O que está escrito?
- Eu... Eu terei que me casar!
... Continua...
Triste, né?
Então? Gostaram? Por favor, não me matem!
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Beijos e até logo!
