Aqui está mais um capitulo... E a resposta as perguntas de vcs...
8. Vésperas
- Então... Esperarei até que saiba.
As palavras de Heero, não saiam da mente de Relena. Já haviam se passado uma semana dês dessa ultima conversa entre eles. Heero esteve muito ocupado com os preparativos do casamento e com os afazeres diários do reino. Relena não conversou mais sobre o assunto com ele.
- Porque será que o Heero disse aquilo? O que ele quis dizer?
Ela estava em seu quarto, deitada em sua cama tentando digerir a frase do rei.
- Ele também nunca mais me procurou.
Heero toda vez que passava por ela, esboçava um sorriso e a beijava. Mas, nunca mais entrou no quarto dela, nem tão pouco pediu para dormir com ela. Isso a intrigava. Ela sentia medo dele não a amar mais...
- Faltam poucos dias para o casamento... Heero.
Ela se levanta sem vontade e vai tomar banho. Tinha que se arrumar para o jantar. Mas, não tinha vontade de descer, e tão pouco, comer.
Relena entra no banheiro, prepara a banheira e relaxa dentro dela. Sem parar de pensar nem mesmo um instante em Heero. Ela estava ainda tão perdida em seus pensamentos que não ouviu os passos firmes se aproximando da porta do banheiro.
Só notou que não estava sozinha, quando a porta se abriu. Quando viu quem era, se assustou e se encolheu com o intuito de se esconder.
- HEERO... O que faz aqui?
- Você me chamou?
- Não... Eu estou no banho. Saia!
- Mas eu ouvi você falar meu nome! – Ele falava com naturalidade. Calmo e irônico.
- Heero. Faça-me o favor de sair!
- Não quer que eu entre e lave suas costas princesa?
- NÃO!
Heero começou a rir incessantemente. E Relena começou a ficar nervosa. Ele saiu do banheiro antes que ela tacasse alguma coisa nele. Heero se dirigiu calmamente até a cama dela e se sentou relaxadamente, enquanto a esperava sair do banho.
-/-/-
Terminado seu banho, Relena se enrola na toalha e sai. Por não ter levado roupa para o banheiro, ela vai direto para o quarto e novamente leva um susto, ao encontrar Heero acomodado em sua cama.
- O que faz aqui?
- Estou te esperando princesa...
- Para que?
Heero se aproxima dela com um olhar sedutor. Chega bem perto e fala.
- Faz tempo que não ficamos sozinhos, não é princesa?
- É... Sim...
- Sentiu minha falta? – Ele sussurrava bem perto do ouvido dela.
- Si... – Relena estremece com a proximidade dele. – Sim...
- Hum... Então, o que acha de não descermos para o jantar? E passarmos a noite aqui mesmo?
- He... Heero...
Ele toca suavemente o rosto dela, a puxando para um beijo intenso. Ela se deixa levar por seus próprios desejos. Abraça a Heero e da passagem para que ele aprofunde mais o beijo.
Ele a pega no colo e se dirige para a cama. Quando ele a deposita na cama, a porta do quarto se abre. Relena e Heero olham assustados para Noin e Zechs, que estavam mais espantados ainda.
Ao ver Zechs, Relena da um grito e se encolhe. Heero então joga uma coberta em cima dela, para cobri-la, afinal ela só estava de toalha. Ao mesmo tempo em que Zechs vira dando as costas para ela e cobrindo o rosto. Noin fica abismada com a cena.
- Vocês não sabem bater na porta? – Disse Heero exaltado.
- Desculpe Heero. – Disse Zechs. – É que Noin veio falar com a princesa, e como eu estava a sua procura, achei que pudesse estar aqui. Então...
- Desculpe majestade. Mas, não costumo pedir licença para entrar no quarto da Relena. – Disse Noin, baixando a cabeça, envergonhada.
Ao ver que não adiantava mais brigar, Heero da um beijo em Relena e se retira do local. Levando com ele a Zechs e deixando Noin com uma Relena aflita.
- Relena...
- Noin...
- O que estava acontecendo?
- É... Bem... – Ela estava envergonhada e não sabia o que dizer a amiga. – Desculpa...
- Relena... – Noin respira fundo para continuar. - Você acha certo? Vocês ainda não se casaram!
- Eu sei... – Relena abaixa a cabeça, triste, sem saber o que dizer.
- Ai... Eu não vou te dar um sermão, porque você já está muito crescidinha... Então... Você deve saber o que está fazendo... Certo?
- Si... Sim.
- Ótimo! Licença...
Noin estava prestes a sair quando Relena a chama.
- Não aconteceu nada.
- Mas, ia acontecer!
- Eu amo, ele...
- Eu sei... – Noin da um sorriso para a amiga e sai do quarto.
-/-/-
Estava todos sentados a mesa, jantando. O silencio estava no local. Ninguém falava nada. Heero nem mesmo olhava para os demais. Relena estava ainda envergonhada. Noin e Zechs se entreolhavam tentando descobrir um meio de acabar com o clima gelado. E os rapazes e suas esposas, viam a cena com curiosidade. Queriam saber o que estava acontecendo.
Heero levantou-se, após terminar de comer, e saiu da sala. Relena o acompanhou com o olhar. Alias, todos acompanharam sua saída, incrédulos.
- O que o Heero tem? – Perguntou Duo. Mas, sem resposta voltou a perguntar. – Alguém pode me dizer o que o Heero tem? – Seu tom começou a ficar impaciente. - Mas que coisa... O que afinal de contas, o Heero tem?
- Não sabemos Duo, calma... – Disse Quatre numa tentativa frustrada de acalmar o amigo.
- Você, eu, o Trowa, o Wufey e nossas esposas podemos não saber. Mas, Zechs, Noin e a princesa sabem! – Ele encarou os três, que comiam de cabeça baixa. – Estou errado?
Relena respirou fundo. Limpou os lábios com o guardanapo de pano, pediu licença e saiu. Ainda de cabeça baixa. Noin a imitou. Zechs, que havia levantado numa forma de cavalheirismo, assim como todos os homens da mesa, para que elas pudessem sair, as observou com pesar.
- Duo... – Disse Zechs. – Esquece isso... O que aconteceu... É... – Ele respirou fundo, para logo continuar. – Foi um acidente... Depois explico.
Zechs saiu sob os olhares interrogativos dos demais. Todos se entreolharam sem entender nada. Por fim, decidiram que seria melhor terminarem de jantar.
-/-/-
Heero entrou na biblioteca e andava de um lado para o outro. Estava nervoso. Não conseguia se acalmar. Passava incessantemente os dedos pelo cabelo na esperança de espantar suas inseguranças, raivas, culpas, medos de sua cabeça. Mas eram tentativas vãs. Nada acalmava ele.
Deixou seu corpo cair pesadamente sobre uma poltrona que havia ali e começou a pensar... A refletir em sua vida, seu passado e futuro... E principalmente, em...
- Relena... Como farei...
- Como fará o que?
Heero se sobressaltou. Olhou para o homem, cujas feições não enganavam sua idade avançada, com ira...
- O que faz aqui?
- Calma... Porque está tão nervoso? – O homem sorriu ironicamente para ele.
- Porque você acha? – Heero respirou fundo. – Eu não consegui de novo.
- Não conseguiu o que? – O homem estava agora, curioso.
- Não consegui tê-la.
- Se refere à princesa?
- Obvio. Acaso existe outra mulher que me interesse alem de Relena?
O homem riu. Realmente, durantes todos esses anos, mesmo Heero tendo se deitado com inúmeras mulheres, ele nunca tirou Relena da cabeça.
- E... Já pensou em... – Ele não pode terminar a frase. Heero lançou um olhar fulminante para ele.
- Não se atreva. Nunca... Não se atreva a dizer nada!
- Mas talvez...
- Escuta bem uma coisa. – Disse Heero exaltado. – Eu fiz sua vontade... Agora faça a minha!
- Como queira... Majestade.
O homem viu Heero sair, batendo, com força, a porta atrás de si. Ele observou a cena e não pode conter o riso. Aquela era uma história que o fascinava.
-/-/-
Heero andava apressado pelos corredores do castelo. Chegou até a porta de seu quarto e virou para olhar a porta do quarto de sua amada. Hesitou. Não sabia se deixava seus medos e frustrações de lado e ia dormir, ou se tentava mais uma vez.
Tocou a maçaneta de sua porta ainda hesitante. Tinha medo. A tristeza que sentia no peito era insuportável. Olhou novamente para a porta do quarto dela. Sua fraqueza estava sendo revelada e isso era algo que não poderia permitir. Passou a mão pelo rosto tentando espantar seus sentimentos.
- Relena... – Sussurrou.
Ele não poderia ser atraiçoado por seus próprios medos... Seus sentimentos eram algo que ele havia banido de sua vida há muito tempo. Então ele não podia permitir que eles voltassem agora... Não agora que ele estava tão perto. Perto de conseguir o que sempre sonhou.
Caminhou inconscientemente até a porta do quarto dela. Tocou a maçaneta e parou. Respirou e começou a pesar os prós e contras. Tinha um desejo enorme de entrar e faze-la dele, mas ao mesmo tempo, tinha medo de cometer um enorme erro.
- O que faço? O que devo fazer para te ter?
Ele passava suavemente a mão pela porta. Tentando fazer seu coração e sua razão entrarem em comum acordo.
- Se eu a fizer minha, meus medos desapareceram. Poderei ficar tranqüilo e ter a certeza de que nada nem ninguém, a tomará de mim. Mas... Se eu não fizer nada, estarei respeitando-a e jogando com a sorte. – Pensou. – Relena...
Ele ainda estava submerso em seus pensamentos quando a porta se abriu. O olhar dela se encontrou com o dele. Relena estava perplexa ao vê-lo ali parado, em frente sua porta. O olhar dele pela primeira vez, era triste, apagado... Isso a surpreendeu.
- Heero? O que... O que faz aqui?
- Posso... Posso entrar princesa?
- Sim...
Ela deu passagem para que ele entrasse. Heero a abraçou com força. Sentindo o perfume dela. Ela retribuiu o abraço, tentando reconforta-lo. Não entendia o que estava ocorrendo, mas sabia que precisava mostrar o quanto o queria.
- Relena... – Dizia abraçado a ela.
- Diga.
- Você... Você me ama?
- Sim...
- Já esqueceu do Onne?
- Onne foi meu primeiro amor! Creio que nunca poderei esquecê-lo... Mas é diferente. Por quê?
- Você me ama mais do que ele?
- E... Eu não sei... Só sei que te amo!
Heero se afastou dela e a encarou penetrantemente nos olhos.
- Por que não sabe?
- Faz anos que não tenho nenhuma noticia dele. Não posso comparar!
- Entendo! – Heero olha triste para o chão. – Você se acha capaz de amar a mim?
- Eu? – Ela olhou para ele e sorriu. Tocou o rosto dele com a mão e disse. – Eu te amo! Serei sua esposa e você será meu marido! É a você que irei amar! Para sempre...
- Obrigado... – Ele deu um beijo na mão dela e saiu correndo do quarto.
Relena o observou partir. Ele não havia entrado em seu quarto, ao contrario seguiu reto pelo corredor. Ela voltou pra dentro sem entender nada. Tocou a própria mão e começou a pensar na sua conversa com Heero. Então, subitamente deu-lhe um estalo e ela lembrou de um detalhe...
- Onne... Ele falou Onne? Mas... Eu nunca contei o nome do Onne para Heero!
Então Relena resolve sair correndo a procura dele.
-/-/-
Heero entra novamente na biblioteca. Nervoso com tudo o que estava ocorrendo. Esse dia estava sendo insuportável. Ele nunca havia ficado tão nervoso. Sentia um mau pressentimento, como se algo fosse ocorrer e ele não tivesse como evitar. As lagrimas de desespero escorriam pelo rosto.
Ele foi até uma mesa de mogno, que estava ali perto das inúmeras estantes de madeira, repletas de livros e abriu uma gaveta. Olhou para uma foto e a pegou. Uma voz rouca soou atrás dele...
- Conte a verdade a ela... Será melhor que continuar desesperado com medo dela descobrir! – Disse novamente o mesmo homem de cabelos e barba longos e brancos.
- Diga uma coisa duque... Como poderia fazer isso? Acaso no dia que me trouxe com você, imaginou que as coisas se passariam dessa forma?
-/-/-
Relena andava apressadamente pelos corredores do castelo. Perguntava a cada empregado pelo paradeiro do rei. Quando um último disse tê-lo visto entrando na biblioteca. Ela dirigiu-se para lá às pressas. Precisava tirar satisfação do fato dele saber o nome de Onne...
Chegando a porta da biblioteca, pode ver que esta estava entreaberta. Se aproximou com cautela ao ouvir os gritos dele que emanavam de dentro do local. Chegou bem perto da porta e seu rosto se transformou em assombro ao ouvir as palavras gritadas de Heero...
- ME FALA DUQUE J... COMO EU PODERIA DIZER A ELA QUE ONNE E O REI HEERO SÃO A MESMA PESSOA? QUE EU SOU O CARA QUE A ABANDONOU HÁ DOZE ANOS ATRAS?
...Continua...
Bom... Infelizmente acho que não houve muita surpresa... kkkkkkk
É duro ter leitoras inteligentes... ¬¬ kkkkkkkkkkk
Bom... Por favor, não esqueçam minhas reviews... Se não houve surpresa ao menos digam o que acharam da forma que tudo foi revelado...
Beijos! MANDEM REVIEW!! O
