A caixa de Tenten. (POV)


Terceiro presente: a caixa.

A ultima coisa que vi, exponencialmente no meio da sala de visitas, foi a pose de Nice Guy do Lee, e depois um braço o puxando. Tanta conversa lá em baixo e ninguém em casa... estranho, certo?

Ninguém mesmo... só eu e aquela enorme caixa, pintada na cor da tinta que estava no cabelo de Neji-kun, pela manhã.

Ainda coloquei a cabeça pra fora de casa e realmente, a rua estava vazia. Até que pra um aniversário eu não passara tanta vergonha assim... recebi umas visitas, uns presentes de ninja (milagre), uns presentes legais (eu deveria ter desconfiado de tanta coisa boa) e comida. Sim, não sei o que as pessoas pensam de mim, mas eu ganhei doces e mais doces.

Será que eu era tão tarada por doces assim?

Olhei no relógio e resfoleguei, sentando no sofá. Graças a Kami-sama Ryuu estava atrasado! Eu tremia feito bambu na unha do panda... estava tão nervosa com a surpresa que ele disse que teria pra mim.

Será que era aquela caixa?

Não, não era... as surpresas de Ryuu tem sempre a mesma conotação: se-se-sexo (/prontofalei!). Nunca fiz isso com ele e nem quero fazer... quer dizer, não é que Ryuu não seja atraente e bonito, mas é que, não sei... não me sinto preparada.

Talvez seja não preparada pra fazer com ele.

É, ou talvez eu seja uma grande idiota mesmo.

- Para de pensar em Neji, Tenten sua abestada... – suspirei, cruzando as pernas na saia de pregas que usava. – Ele não se importa com você, não gosta de você... ele até tem namorada!

Ok, não faço a mínima idéia porque eu desabafava pra mim mesma daquela forma.

Mas que droga!

Sabe, cansei de esconder esses sentimentos.

Sempre gostei daquele panaca.

Daquele menino mais... mais... insensível, que nunca se deu o trabalho de perceber o tanto que eu gostava dele!

- Droga de um Neji!!! – Chutei a caixa sem me dar conta do que fazia. – Eu odeio você com todas as minhas forças! Não vem com essa de dar presente em grupo, que eu não aceito nada que vem de você!

- Mmm...

- Seu imbecil!

- MmmMmm...

- Seu chato, seu mala, seu metido!

- Mmm... já escutei...

- Seu, seu... opa! – Era impressão minha ou tinha uma vozinha dentro da caixa? – Quem tá' aí? – Me joguei atrás do sofá, pegando duas katanas presas na parede. – Ry-Ryuu-kun, é você?

- Não precisa ofender...

- Kami-sama! A voz é MESMO dentro da caixa! – Me espantei, chegando mais perto. – Quem é você?

- Dá pra me tirar logo daqui, Tenten?

- Oh! – Inacreditável: ele me pedia ajuda. Eu poderia ficar espantada por saber quem era, mas ele, logo ele, pedindo ajuda, foi engraçado. – Não consegue sair sozinho, oh grande gênio Hyuuga?

- Não. – Me respondeu secamente. – Elas selaram isso aqui com chakra médico... eu não sei usar chakra médico, e ficaria longos minutos forçando por dentro.

- Uhn, então Hyuuga Neji precisa de mim, pra abrir a caix-...

E tive um click, daqueles quando tudo faz sentido. Meu presente não era a caixa pintada...

Era... o... Neji-kun.

Kami-sama! Eu ganhei o Neji-kun de tanjoubi!

- Tenten, vai demorar quanto tempo mais? Seu namoradinho estava vindo pra cá quando as meninas me desacordaram...

Uhn, aquilo era uma boa informação. Quer dizer... o que Ryuu-kun fazia na Bouke? Ou Neji estava na Souke? E o que foi aquele namoradinho? Desacordado? As meninas desacordaram, ele? Que meninas?

"Ah, não! Será que ele escutou os xingamentos?"

- Eu tiro você agora, se me disser o que faz ai dentro, e por que te mandaram pra cá.

- Você é idiota por um acaso? – Mas que grosso estúpido. – Não entendeu ainda... que eu sou... o seu... presente... apesar de você ter me chutado e praguejado.

Quando dei por mim já havia desfeito a kekkai e Neji me olhava, com seus lindos olhos brancos envergonhados. Vê-lo assim, era como ver meu reflexo; senti minhas bochechas infladas igual uma... ursinha. As orelhas pegando fogo. Os dois corados, um de frente pro outro.

Então compreendi a tramóia das meninas.

Tá, confesso que gostei.

- Você é meu presente?

- Sou. – Ele saiu da caixa, com o rosto torcido e irado. – Aquelas malucas e o Naruto inventaram isso...

- Uhn, você me parece não ter gostado da idéia.

Eu e minha boca grande! Poxa, custava guardar essa observação pra mim? Óbvio que ele não gostou da idéia, quem, nesse mundo todo, gostaria de ser dado de presente pra outra pessoa? (ainda que me soasse um tanto romântico).

Talvez eu gostasse se o aniversariante fosse ele. É, eu realmente gostaria de ser o presente dele... era justo ele gostar de ser meu presente.

Mas o mundo não é justo.

- Na-não é isso... – Neji abaixou o semblante. Ele não me olhava nos olhos e aquilo me deu medo. – Só achei um desrespeito com você, já que tem namorado e sabe se cuidar sozinha.

"Me cuidar sozinha?"

- Mais do que é que você está falando, Neji-kun? – Tentei mirar seus olhos brancos, e ele levantou a cabeça bem na hora que eu cheguei perto.

Se não fosse hábil, teria levado uma cabeçada no queixo, e seria um desastre maior do que já era tudo aquilo: Neji preso numa caixa e embrulhado de presente pra mim (essa idéia era tão boa que não saia da mente). É mesmo, elas se deram o trabalho de embrulhá-lo. Aquela lamúria toda não nos fez ver o que havia em torno do pescoço dele:

- De-deixa eu tirar isso... – desconversei, desamarrando a fita em laço vermelho, feito nó borboleta. – As meninas apelaram, não é mesmo?

- Tenten... – uma das mãos dele segurou a minha, com o laço entre nós, escorregando dos dedos. – Eu quero... quero ser o seu presente.

Como descrever o que eu senti quando ele disse aquilo olhando bem lá dentro de mim, pelos olhos, sua boca perfeita colada na minha, com o hálito gostoso batendo na pele do rosto, completamente, indubitavelmente, incontestavelmente, corado?

E pra piorar a situação ele abaixou minhas mãos, chegando mais perto... por Kami, bem mais perto do que você está imaginando. Seu peito no meu; as batidas dos corações denunciando o tanto que a gente tremia. Onde uma oscilava, a outra mostrava vida, como numa sintonia. Como quando a gente lutava apenas nos olhando, pra derrubar quem quer fosse à nossa frente.

Senti-me tão parte de Neji que desmaiar seria difícil... porque queria ser ainda mais, parte dele. Queria ser completamente dele, do meu presente.

- E... o que os presentes fazem? – Perguntei, sem medo da resposta.

A partir dali, não tinha volta.

Eu não queria voltar.

Rezei pra Kami-sama soltar uma bomba na cabeça de Ryuu-kun.

- Eles agem... – foi maravilhoso sentir as mãos dele me segurando no rosto, uma de cada lado, e me relaxar inteira.

Quase relaxar... o coração não parava de me chutar. Aquilo era uma bicuda de coração, só pode.

Então seus lábios finos vieram todos quentes pra cima de mim, se abrindo, me rendendo, nos beijando com tanto carinho, que as pernas amoleceram feito manteiga.

Eu fui me doando pra Neji, deixando sua língua tocar na minha, dentro da boca, bem lá dentro dela, tão dentro que eu nunca pensei que fosse possível um beijo ser tão profundo, tão delicioso, com tanta vontade entregar tudo de mim pra ele.

Com ninguém fora desse jeito.

É, a gente sabe quando é amor mesmo... não tem como disfarçar. Não tem como se enganar. Quando você beija a pessoa que ama, tudo fica pequeno demais, assim, sem importância, entende? E era isso mesmo, nada mais importava. A língua de Neji me fazia nua dos sentimentos por ele, aos poucos.

Fez-me nua dos tabus.

Nua de qualquer medo que aquilo pudesse me dar.

E não dava.

Não, eu não tive medo de tocar a nuca dele, de enfiar minhas mãos por entre seus cabelos negros... não tive medo das mãos dele, uma de cada lado, me acariciando a pele, bem de leve, bem devagar, bem gostoso, aproveitando completamente nosso momento de presente e aniversariante.

Todo mundo deveria ganhar quem ama no seu tanjoubi, eu recomendo o/

Quando dei por mim Neji sentou-se no sofá de casa, e eu me sentei por cima dele, com uma perna de cada lado, cessando aquele beijo completamente perfeito e divino. Aí veio a vergonha...

Vergonha de ter tanta vontade de beijá-lo novamente, de me jogar no corpo dele, de dar tudo de mim pra sua boca. Pra ele inteirinho.

Vergonha porque eu tinha namorado e ele namorava minha amiga.

Vergonha porque eu não queria que ele fosse embora.

Vergonha porque eu amava Hyuuga Neji, o cara mais chato de toda a Konoha.

Não, do mundo shinobi!

E o cara mais amoroso de todos eles, porque Neji segurou meu rosto, com as duas mãos, outra vez (eu aprenderia a amar aquilo), me fazendo rendida... me fazendo esquecer porque tinha tanta vergonha, sibilando palavras nos meus lábios, olhando nos olhos:

- Você me ama, Tenten?

Ele não precisava ser tão covarde... poxa, aquilo era covardia, não era? Quer dizer, quem poderia falar que não, sentada no colo dele como eu estava? Tendo beijado ele como eu beijei?

- Si-sim...

- Então fala. – Ele arfava, respirando sem compasse algum. – Fala pra mim...

- Eu... te amo, Neji-kun... – e meus olhos perderam a força, cessando, fechando, chorando, ao passo que os lábios dele me beijavam ali, nas pálpebras.

Suas mãos se enfiaram nos meus cabelos outra vez, soltado o rabo de cavalo que fizera logo pela manha, os deixando soltos em mim e no meio dos dedos dele, que me acariciava, beijando mais e mais.

E ele também era o homem mais sedutor do mundo shinobi, porque nos deitou no sofá, eu por baixo, tão lentamente que não percebi quando já estava subjugada ao corpo dele, se esfregando levemente no meu. Uma de suas pernas no meio das minhas e eu corei. Não era a primeira vez que fazia aquilo, mas sempre parava ali com Ryuu-kun, nunca fomos além, e confesso que era quase impossível tirar ele de cima de mim, nessas ocasiões.

Eu não queria que Neji parasse. Não queria tirar ele de mim.

- Eu também te amo Tenten, e é por isso que você será minha namorada... – seus lábios no meu pescoço.

Kami, como lábios no pescoço é gostoso! Eu me arrepiei todinha com o molhado, com a voz, com a proposta. Nossa, eu diria sim pra qualquer coisa que ele me falasse daquele jeitinho, todo gostoso e carinhoso, abaixando as alças da minha blusa.

- Ha-hai...

- Hinata-sama não é minha namorada, era tudo mentira.

- Oh, não importa... – realmente não importava, não com uma de suas mãos nos meus seios, os acariciando por dentro da blusa. Céus, que calor! – Ta-também não gosto de Ryuu-kun.

- Não é que eu não goste de Hinata-sama... – ele usou algum dedo pra me tocar no bico do seio esquerdo, ou direito, não fazia diferença. Sua boca no meu ouvido; a língua sem parar. – Eu até gosto dela... mas não como gosto de você...

- Fi-fique queito...

Ele obedeceu da melhor forma que podia, me beijando outra vez. Tudo era muito bom, mas se ele não tivesse aquele beijo, tenho sérias dúvidas se me renderia... to brincando, eu amava o Neji. Faria isso de qualquer maneira, mas o que eu quero dizer é que foi muito especial.

Especial do jeitinho dele, todo sedutor, todo carinhoso nos meus seios, tirando a blusa, subindo minha saia até a cintura com suas grandes e fortes mãos nas coxas, pelo meio das pernas. Assim, eu já fiquei... excitada antes, sei como é esse negócio todo da intimidade ficar... molhada, mas com ele não foi só isso.

Sabe, não foi só o friozinho na barriga, as pernas inquietas e aquela vontade louca de fugir e ficar ali, ao mesmo tempo.

Foi muito bom sentir seus dedos na minha calcinha, contornando o sexo todo molhado pra ele, por causa dele, né^^. Foi mesmo uma delícia quando Neji afastou o tecido, e me masturbou (nossa, falei de primeira) bem devagar, igualzinho o beijo que ele me dava na boca, cheio de amor.

Aquilo ali só podia ser amor, porque eu não tive medo.

- Eu prometo que vou ter cuidado... – então sua voz me despertou das teorias, como sempre fazia, quando um dedo entrou pra dentro de mim até o fundo, se mexendo lá.

Não posso mentir: aquilo era bom... assim, do tipo, bom demais! Bom mais gostoso que chocolate... nossa, mil vezes mais gostoso que chocolate!

Então Neji fez aqueles movimentos que a gente sabe que vai fazer nessas horas de descobertas do próprio corpo. O movimento de entra e sai, enquanto usava da outra mão pra tirar a própria calça. Devo confessar que as minhas mãos eram inúteis, eu só sabia apertar os ombros dele. Senti-me tão incompetente porque não sabia fazer nada e ele, ah, Neji sabia exatamente o que estava fazendo.

E daí o meu futuro namorado tirou minha calcinha; eu me rendi, perna por perna, se mexendo em baixo das dele... e foi então que uma das minhas mãos agiram. Por iniciativa de Neji, claro. Poxa, eu nunca fiz isso... ta certo que o tal "instinto" nos leva a fazer certas coisas, mas ele era mais rápido que o meu instinto.

Meu presente estava faminto de mim.

- Pega... – levou a mão até o membro dele, completamente enrijecido.

Kami-sama, me abana! Aquilo era gostoso e estranho de pegar e então eu repeti os movimentos dele dentro de mim, voltando a me penetrar com o dedo, mas fiz o sobe e desce, tirando de Neji uns gemidos tão bons de ouvir. Tão sexys... nossa, muito sexy aquilo.

E o calor quase insuportável.

O que aquela camisa chata (porém perfeita) ainda fazia nele? A necessidade de me ter completamente nua fora aplacada por Neji e eu não senti vergonha, então jamais esperaria que ele corasse, quando eu usei a outra mão (agora mais espertinha) pra tentar lhe arrancar o tecido.

Ele corou como eu. Tão lindo!

- Deixa eu te ajudar... – foi a primeira coisa que falei depois que a gente tinha começado o que teria o fim tão aguardado, pelas meninas virgens.

Eu ainda era virgem, novidade ¬¬

Tiramos a camisa dele e a pele na minha, agora sem as blusas foi fantástica. Seu peito tão trabalhadinho se esfregando nos meus seios excitados. Até o peso de Neji me deixava mais... molhada.

- Mais rápido, Tenten... – e eu acelerei a masturbação que fazia nele (me acostumei com essa palavra), escutando seus gemidos mais fortes. Seu corpo mais trêmulo.

Ah, eu sabia o que iria acontecer com Neji.

Mas não sabia o que aconteceria comigo.

- Posso? – A voz dele era mesmo uma delícia.

Eu sorri, consentindo, então ele segurou o pênis na mão, e foi se encaixando dentro de mim, lá dentro de onde tinha colocado o dedo, na minha cavidade e corpo todo quente, clamando por ele... queria sentir tudo, até o fim. Queria mesmo me sentir toda de Neji, do meu presente.

- Dói? – Kami, peça pra ele parar de falar, porque eu me arrepio! – Posso ir mais?

- Po-pode... – não doía não.

Por mais incrível que pareça, não doía. Eu não estava tensa ou preocupada em perder a virgindade no membro dele. Perder pra ele. Poxa, eu queria mesmo dar ela pra ele, então não era perder... e não doía. Abri mais as pernas, e nossa, nossa mesmo, ele parecia não ter fim, quer dizer, o tamanho (/completamentecorada), foi entrando e entrando... e então eu gemi, quando Neji escorregou de uma vez até o que eu senti ser o fundo de mim.

O fundo da minha cavidade molhada, viscosa, entregue pra fome dele.

- Isso é... – bom, maravilhoso, perfeito, coisa de Kami, não sei. – Oh, Neji-kun... isso é...

Ele se me moveu, saindo de dentro pra entrar com pressa... e foi aí que eu senti doer. Teoricamente ele deveria caber dentro de mim, mas na segunda estocada, isso pareceu mesmo teoria.

Doía, céus, como doía!

- Pa-pare... – eu respirei, quase sem garganta pra pedir. – Vai devagar...

Na verdade não queria parar, queria mesmo sentir aquele calor bom de quando ele colocou o dedo, e de quando ele entrou com o pênis a primeira vez. Neji foi mais homem do que qualquer um seria comigo, porque ele sorriu, me beijou com aquela boca perfeita, e escorregou bem devagar até o fundo, saindo lento, e entrando na mesma velocidade outra vez...

Aos poucos, bem gostoso e cheio de beijos com suor, eu fui me acostumando com as estocadas, mais ardentes, um tanto mais rápidas, mais fortes, mais, mais...

- Oh! Neji-kun, mais! – Então eu pedia por mais, queria sentir mais dele em mim.

Mais de seu sexo, de suas mãos em meu corpo, da sua boca na minha, de seu desejo no meu. Foi perfeito ser alimento pro meu presente... porque ele devorava tudo que eu lhe dava, entrando vigoroso nas estocadas, indo até o fundo, me fazendo abrir mais as pernas... e me fazendo gemer.

Gemer só o nome dele.

Se algum dia eu tive dúvidas de que transar seria bom, isso acabou ali, na minha primeira vez com o garoto que eu amava de verdade: Hyuuga Neji.

Então aquela sensação estranha que eu senti no começo da transa voltou, Kami-sama, tão avassaladora, tão abrasadora que eu quis gritar, mas tive vergonha. É, um pouquinho dos tabus ainda ficaria, normal, não é mesmo?

Não gritei, mas o corpo todo tremendo, os dedos dos pés gelados e o ventre todo aquecido, foi algo realmente delicioso de sentir e totalmente incontrolável.

Perdi o controle no meu primeiro orgasmo.

- Ne-Neji estou... oh, está vindo... – e veio, me enchendo de lágrimas e sorrisos, me fazendo morder os lábios dele que me acariciavam no rosto, lambendo do meu suor.

Senti-me completamente apertada, envolvendo o pênis de Neji com minha cavidade, quente, molhada, escorregadia, satisfeita. Nossa, eu estava satisfeita mesmo, aquilo de gozar é muito bom.

É, gozar mesmo.

- Tenten... assim fica tão bom... eu... – Neji acelerou, e minhas pernas foram presas pelas mãos dele, que as ergueu nas costas, até que eu as cruzasse ali. – Vou gozar dentro...

E eu queria que fosse dentro... não disse nada, apenas forcei minhas mãos tímidas nas suas costas, como se pedisse pra ele não sair de dentro de mim, até se sentir satisfeito como eu. Seu líquido quente não tardou a chegar se alojando ali, numa última estocada que nos fez gemer juntos, deliciosos de suor e prazer.

Minha primeira vez foi... perfeita. É possível? Ah, não sei, mas a minha foi.

A gente ainda tentava recuperar a respiração. Aquilo deveria gastar uma quantidade significativa de chakra, só pode, porque eu me sentia completamente exausta (já disse satisfeita?). Nossa, e faminta, sério, poderia comer aquele javali que comentei antes, num espeto bem grandão com shoyu e onigiris.

- Ah, os dangos! – Me empolguei.

- Ah, como você é romântica... – ele sorriu, debochando de mim. – Acaba de fazer amor comigo e só pensa em comida.

- Na-não fala isso... – eu corei, como a bobinha que sou. – Estou com fome, você não?

- Fica tão linda quando tem vergonha... – ele me beijou no rosto, me apertando em seus braços, outra vez. – Não saia daqui, eu sou seu presente, lembra? Então você tem que cuidar bem de mim...

Oh, Kami-sama, sério mesmo, se isso for aquilo que a gente chama de sonho, não me acorde, se não eu chuto o vosso respeitoso fundilho!

- Uhn... – eu sorri bem baixinho. – Ainda bem que meu presente não é um collant, como o ano passado...

E a gente se pôs a rir, abertamente. Repare nisso: é quase impossível ver um sorriso de Hyuuga Neji, certo? Reparou? Agora chegue nessa conclusão: Hyuuga Neji, sorrindo, nu, suado e com os lábios entre os dentes, te beijando inteira.

O que você faria?

Nada.

E sabe por quê?

Porque ele é meu =P

Ele fez isso só pra mim, só comigo. Sou eu a menina bonita quando cora; foi longe de mim que ele não quis ficar... quer dizer, tem aniversário melhor no mundo, do que esse? Tem melhor presente no mundo, do que esse?

- A propósito... – ele se levantou naquele corpo perfeito que eu ainda tinha um pouco, bem pouquinho, vergonha de olhar. Foi até a cozinha e trouxe os dangos do País do Chá pra nós dois. – Ano passado, eu ajudei a pagar aquele collant... e uhn, não podia imaginar o quão linda você era sem ele, porque com ele, nossa, Tenten, aqueles ninjas de Iwa morreram por uma boa causa...

- NEJI-BAKA-PERVERTIDO! – os dangos rolaram com nós dois pro chão da sala da minha casa. – Kami-sama! Estamos aqui, em casa! Meus pais! Ryu-...

Travei aquele nome abominável.

- Não se preocupe, ursinha... – ah maldito, vai pagar caro por isso. – Tenho certeza que as meninas deram um jeito em todo mundo, e no mais, você é minha namorada, esquece aquele cara. Só uma pergunta, quem te deu aquele vestido?

- Meu pai!

- Uhn... – ele parecia um tanto ciumento.

Ah, é bem a cara de Neji ter ciúmes de um vestido mesmo ¬¬. Até parece, às vezes eu viajo.

Então a gente se beijou, nus, no chão da sala de casa, eu por cima e ele por baixo até porque, não tem jeito melhor de terminar um aniversário e uma história de amor, do que com um daqueles beijos que nem o Icha Icha de Jiraya-sama pode descrever.

Porque é o beijo de duas pessoas que se amam, mais do que você, eu ou Kami-sama, podemos definir.

Teoricamente: Fim.


Meninas lindas tem um caps "bônus", ok?! Posto amanha pra vcs! Obrigada mesmo por lerem essa fic!

bjOs *-*


RESPONDENDO REVIEWS POR AQUI

Hyuuga Ale: hauehaeuahuahe, sei bem como é isso! Uhnnn, não sei não flor, eu não costumo ter o espírito sempre leve pra escrever romances assim. Mas qndo vier, sai, pode deixar que sai sim! Whaaa NejiTen é VIDA *-* Um bom presente de comer *engole* hehehe, ai, é tão bom ter seus reviews *-* nem sei descrever o que sinto! Obrigada MESMO pelo seu carinho flor mais linda. bjOs enormes!

Natii-chan: Eu gosto tanto do Lee ahahahah, adoro taijutsu, ele owna pra mim, mas é fato... aqules olhos apavoram hahahah, que bom que gostou! bjOs flor!

Kune – Chan: Pois é hahahahah, e ela comeu tudinho, nem deixou um pedaço pra nós *chuta a Tenten* Flor, obrigada por ler essa fic! bjOs

Lust Lotu's: Hinata é uma linda! Eu gosto de fazer ela assim, sempre forte, pq é o que eu vejo naquela bixinha lá! Hanabi é tudo de bom, sou suspeita de falar ehehehe Que bom que gostou! Hahahah a doida da mãe da Tenten já sacou qual é a da galera, e ela sabe que a filha sempre gostou do Neji, então, liberou pra filha ser feliz *-* Espero mesmo que goste do final! bjOs FLOR *-*