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Segundas Intenções

Por Pink Ringo

Capítulo nove – O sabor de quem se ama

Flashback

Ainda se recriminava pela maneira abrasiva e indolente que havia tratado Hinata. Ela não tinha culpa dos problemas e da atual personalidade sombria que Neji estava afundado. Repelir a vontade de abraçar a prima era o mesmo que um escudo para se proteger de mais uma infinita quantidade de frustrações e desejos não alcançados.

Dois dias havia se passado desde que havia retornado aquela maldita cidade na qual não tinha muitas boas recordações. Podia contar nos dedos quantas vezes sorrira ou fora dominado por um sentimento de felicidade. Essas emoções benéficas eram associadas a uma só pessoa, aquela que tentava esquecer a todo custo e que seu coração se recusava a obedecer a sua mente podre que aos poucos se tornará despudorosa e sem escrúpulo durante aqueles anos.

Deitado na cama do luxuoso hotel imaginava o que Hinata estaria fazendo naquele momento. Um sorriso amargo foi esboçado no bonito semblante masculino ao se dar conta que a prima deveria estar chorando por amar um "monstro". Sim, Hyuuga Neji era um monstro e da pior espécie.

Uma batida na porta do quarto se anunciou afugentando aqueles pensamentos que futuramente só atrapalhariam os seus planos. Atendeu a porta sem esconder o semblante de desgosto e o aborrecimento visível em suas sobrancelhas franzidas. Aquela expressão, no entanto não durou por meros segundos ao identificar a encantadora silhueta de faces coradas e olhos suplicante, parada na porta esperava um convite para entrar no quarto.

Pasmo se encontrava diante de Hinata. Depois do tratamento áspero do último encontro não imaginou que a prima voltaria a procurá-lo ou melhor, rezou para que ela não insistisse em encontrá-lo. Era doloroso vê-la e não poder tocá-la, era irritante saber que o que tinha em mente era de conteúdo tão sombrio na qual a prima não seria uma exceção entre as futuras vítimas. Tudo seria muito mais fácil se Hinata não existisse.

-O que faz aqui? – perguntou fazendo menção de ameaçar fechar a porta. - Você é burra por acaso para não entender o que eu disse anteriormente?Não quero ver você!

-V-vamos conversar Neji p-por favor.- suplicou a herdeira Hyuuga tentando segurar a porta com a pouca força que tinha em comparação a do primo.

Neji ficou parado durante alguns minutos tentando achar uma resposta rude o bastante para enxotá-la e apagar qualquer vontade de um diálogo que Hinata possuía. Ao mirar os lábios rosados presos entre os dentes em um adorável gesto de nervosismo a hipótese de beijá-la começou a dominar suas vontade. O corpo esguio da atraente e tímida mulher coberto por um vestido em que ele podia ver pedaços da pele de seda que muitas noites imaginou-se tocando de uma maneira malicosa.

O homem Hyuuga andou até a porta e a fechou assim que fez um gesto dicisplinente com a cabeça para que a prima entrasse no recinto. O silêncio dominou o quarto por meros segundos que foram quebrados pela voz irônica e debochada de Neji que em uma brincadeira cruel torturaria Hinata para seu bel prazer.

Aproximou-se da trêmula mulher e a empurrou de encontro à cama assustando-a com o gesto repentino e malicioso. Era evidente o brilho impudico nos olhos perolados do rude homem, assim como não se podia enxergar qualquer sentimento amoroso que um dia Hinata fora presenteada juntamente com beijos amorosos e gestos de carinho. O que acontecera no passado deveria ficar no passado era isso que a herdeira Hyuuga aprenderia naquele momento.

-Não gosto de conversar.- falou rápido enquanto atrevidamente os dedos habilidosos abriam os botões do vestido que a prima usava na intenção de deixá-la nua. - Por que está tremendo?Tem medo de mim Hinata?Não me diga que ainda é uma virgenzinha idiota que espera o príncipe encantado? - perguntou com um sorriso cretino nos lábios.

Ele a machucava e se satisfazia com isso ao mesmo tempo em que se recriminava. As mãos masculinas por extinto desnudavam o corpo da paralisada e inocente mulher que parecia tentar assimilar as palavras venenosas dirigidas a si. Aquele homem definitivamente não era o Neji que ela amara anos atrás.A maneira concupiscente sem qualquer carinho que ele lhe tocava não era como imaginava que seria a primeira vez de amor deles.

-Me s-solta!- pediu chorosa tentando repelir as mãos masculinas sobre sua cintura.

Mas ele não a soltou. Continuou com as carícias e toques ousados até que levantou os olhar e se deparou com a decepção espelhada no semblante bonito e triste. Era notável a tortura que cada afago malicioso e sem amor causava na sensível garota.

-Eu sabia que você era o tipo errado.Não passa de uma garotinha e eu preciso de uma mulher de verdade. - Saiu de cima da prima. Arrumou as próprias roupas que estavam amarrotadas. Olhou álgido e desgostoso para as lágrimas que escorriam no rosto da mulher deitada na cama com o vestido aberto. - Eu não suporto você!

Aquelas foram às palavras erradas no momento certo. O fim do que um dia fora o romance dos dois havia chegado, e Neji podia se "orgulhar" de ser o culpado pelo término do amor que os unia.

Fim do Flashback

O beijo de início era delicado, o Hyuuga ia com calma deixando que a esposa se familiariza-se com a situação, ela quem guiava o ósculo,tentava reconhecer o gosto dos lábios. Ao mesmo tempo em que era um beijo doce também era sensual uma comparação antagônica na qual Hinata não conseguia impedir que se formasse em sua concepção. O beijo de Neji assemelhava-se ao gosto de café, por mais doce que fosse ou por mais amargo que parecesse as pessoas continuavam a tomar, pois era viciante.

Enroscou o pescoço do marido com os braços para puxá-lo para mais perto e assim aumentar o contato. O corpo de Hinata estava aquecido e pedia por mais, implorava para que Neji tomasse as rédeas e a subjugasse ao ato de fazer amor. Ela queria. Gritava internamente para que dessa vez fosse dele, sem qualquer resistência e impedimento. Amava aquele homem!

Aos poucos a carícias se tornaram mais picantes e quentes, as línguas se tocavam com mais vontade, a respiração se tornava mais alterada e o beijo cada vez mais molhado começava a desnortear o apaixonado casal.

Separaram os lábios apenas o suficiente para que Neji descesse o beijo em direção ao pescoço feminino, sentindo a fragrância suave que impregnava suas narinas e que antigamente deixara marcas em sua memória.A pele sensível de Hinata arrepiou-se quando recoberta de beijos. Descia as mãos até as costas desnudas do homem sobre si e deixou que as pontas dos dedos contornassem os músculos rígidos que levemente de retorciam ao serem tocados. POr mais suave que a carícia fosse fazia o corpo do Hyuuga se satisfazer tão facilmente quanto uma carícia ousada.

Finalmente chegou ao farto busto, deixando a relutância de lado ou qualquer insanidade que indicasse que deveria ir com calma, o intenso homem abocanhou um dos seios da esposa passando a língua pelo mamilo deixando-o intumescido devido ao prazer que a experiente da boca causava no despudoroso local. Chupava, lambia sugava. Apenas os gemidos da herdeira Hyuuga eram escutados, algo comparado ao mais torturante deleite.

Era tudo muito bom!

-Neji! - a voz de Hinata saiu em um sussurro sem ter forças realmente para gritar. Jogou a cabeça para traz rendida a cada novo arrepio e estremecimento que seu corpo era balançado em empasto. As mãos antes nas costas do marido escorregaram até o colchão apertando o lençol com força em uma tentativa de se controlar diante das sensações. – Eu quero muito... Você.

Por mais que ela pedisse ou até mesmo implorasse Neji não cessaria as preliminares. Iria mostrar a esposa que era capaz de levá-la ao paraíso. Continuaria aquela gostosa tortura.

Os beijos desciam cada vez mais, a língua lentamente degustava a pele da barriga enxuta, chupões sôfregos marcavam a brancura deixando ali o vestígio de que aquela mulher tinha dono. Com sensualidade Neji mordiscou a tez macia recebendo como prêmio um gemido prazeroso por parte de Hinata.

Sorriu malicioso quando chegou ao ponto "V", lá estava casta e intocada feminilidade. Com as duas mãos separou as coxas da esposa que até estão estavam rígidas e grudadas no intuito de manter as pernas fechadas. Hinata ficou tensa ao sentir as ásperas mãos do marido separando-lhe as pernas. Achava que o momento enfim havia chegado, contudo estava enganada, Neji ainda tinha muitas carícias pela qual poderia levá-la a loucura, e ele estava disposto a usar toda sua experiência sexual unicamente para satisfazer aquela mulher.

Afundou o rosto entre as pernas sinuosas e com ímpeto e lascividade acariciou o íntimo local com a língua. Dessa vez a herdeira Hyuuga gritou, um gemido indiscreto sem conter o prazer eminente expresso em cada parte de seu corpo que poderia apenas ser caracterizado metaforicamente em chamas.

Aquela gostosa sensação durou alguns breves segundos, o suficiente para a chegada do primeiro orgasmo de Hinata naquela noite. Seu corpo foi balançado bruscamente por correntes quentes e frias que ultrapassavam sua pele com força. Era daquela forma que descrevia aquela deliciosa sensação.

Sem qualquer vergonha Neji levantou a cabeça e passou a língua pela própria boca como se o gesto demonstrasse o quanto havia degustado do "sabor" ali escondido na essência da esposa. A herdeira Hyuuga corou, mas não soube dizer se o rubor em sua face era pelo gesto impudico do marido ou pela memória do prazer que alguns segundos estava afundada.

Colocando-se sobre Hinata novamente, acomodou-se entre as pernas dela não permitindo que as fechasse novamente. Iniciou um beijo a fim de fazê-la se entreter com algo e esquecer o nervosismo da expectativa do que viria seguir.

Ainda não estava excitado o suficiente para iniciar o ato, rouco e malicioso mordiscou o lóbulo da orelha da herdeira Hyuuga e sussurrou com a voz falhada em suspiros extasiados.

-Me toque... - a voz grave e masculina soara em um timbre de ordem, porém se fosse diferente não seria Neji, além disso, Hinata gostava da forma que o marido falava.

As pontas dos dedos escorregaram dos ombros até o peitoral musculoso marotamente arranhando de leve e pele branca do marido. Apesar da inexperiência ela sabia exatamente como excita-lo involuntariamente, mesmo que isso não fosse do conhecimento da herdeira Hyuuga. Neji se arrepiava esperando de certa forma ansioso que as mãos de Hinata chegassem até sua virilidade. Enfim havia alcançado o púbis, em um prazeroso toque timidamente começou a acariciá-lo naquela região excitando, o membro rígido que começava a despertar.

Depois de alguns longos segundos que foram o marco do prazer, Neji finalmente estava devidamente preparado e impaciente o suficiente para dispensar as preliminares. Queria possuir Hinata e não tinha mais nada que o impedisse de concretizar aquele desejo.

Juntando novamente os lábios de encontro aos da esposa, segurou com firmeza uma das coxas da herdeira Hyuuga arqueando-a o suficiente para dar mais acesso ao orifício úmido a qual já estava pronto para ser preenchido com o membro rígido e pulsante. Firme, porém delicado iniciou a penetração adentrando em uma lentidão que provavelmente seria menos doloroso para Hinata que mal desconfiava que sua virgindade estivesse sendo roubada sem o seu conhecimento.

Ambos de olhos fechados, Neji concentrado na sensação de aquecimento exacerbado em sua virilha e também em distribuir beijos por toda a extensão do pescoço da esposa. Hinata com a cabeça jogada para trás, segurando-se com força no corpo do marido, sua expressão dolorosa.

Era uma dor suportável, mas doía o suficiente para que a respiração lhe faltasse alguns segundos. Não era mais virgem, já era casada há algum tempo, pelo menos fora isso que lhe disseram quando acordou desmemoriada na cama do hospital. Então será que deveria doer daquela forma o ato sexual?Aquilo não importava, o que realmente tinha a sensação de como era ser mulher de Neji.

Os movimentos se iniciaram. Entocadas lentas, porém fundas. Suspiros altos por parte de que começaram dolorosos para terminarem era feito com prazer, devoção e carinhoso.

Ter Hinata daquela forma entregue em seus braços era muito melhor do que Neji imaginava. Fazer amor com ela era perfeito de mais par ser verdade. Tinha medo de acordar e aquilo não passar de um sonho. Com esses pensamentos beijou-a com ardor e vontade tentando passar através daquele beijo o quão importante aquele ato era para ele.

Com o ósculo ardente vieram as intocadas mais rápidas e fortes transformando o sexo antes calmo em uma selvageria deliciosa na qual ambos se satisfaziam gemendo sem qualquer pudor, se tocando desesperadamente, tentando deixar o máximo que conseguiam de suas essências um no outro. O suor banhava os corpos que no enrosco da adrenalina chegava a escorrer de uma pele a outra misturando seus cheiros como se fossem um só.

O orgasmo se aproximava arrebatando primeiro Hinata em uma brusca chacoalhada quando sentiu novamente as correntes quentes e frias atravessando seu corpo, estremecendo cada pedaço de si em pura satisfação. Neji ainda permaneceu alguns minutos a mais naquele movimento incessante até que o ápice também se apoderou de seu corpo deixando que o gozo chegasse e preenchesse a cavidade que lhe encasulava.

Olharam-se, perolados intensos que não precisavam de palavras para declarar o que sentiam. Estava estampado em seus rostos o quanto tudo fora mais do que esperavam.

Beijaram-se mais uma vez antes de Neji sair de sobre o corpo da esposa e deitar-se na cama fazendo questão de trazer o corpo feminino para perto de si. Precisavam se manter aquecidos, longe um do outro era como invernos rigorosos e agressivos. Perto era como a mais bonita e quente primavera.

-Eu te amo Neji, mais do que a mim mesma. - revelou Hinata enquanto acariciava alguns fios castanhos dos cabelos do Hyuuga que caía sobre a face do mesmo escondendo os tirar perolados que ela tanto gostava de se afundar. – Sem você nada faz sentido.

Não era a primeira vez que escutava uma declaração de amor vinda da prima, mas ainda sim sempre que em doces palavras ela dizia que o amava, Neji não conseguia resistir à sensação de que era o homem mais feliz do mundo e também o mais cretino, afinal não merecia uma gota daquele sincero amor. Era indigno de ser amado por Hinata mesmo que esse fosse seu maior desejo.

-Também te amo! – as palavras que sempre quis dizer e nunca pode, eaíram de sua boca em uma rápida declaração, entretanto tão intensa que só aquelas poucas palavras já bastavam para a herdeira Hyuuga.

Hinata adormeceu nos braços do marido, um singelo sorriso estampado nos lábios assim como a expressão de absoluta felicidade. Neji, porém não conseguiu dormir naquela noite, tinha muito que pensar assim como o medo de que quando acordasse a mulher que amava não estivesse mais ali ao seu lado.

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A Mansão Hyuuga estava no mais absoluto silêncio naquela manhã, todos os empregados faziam seus afazeres silenciosamente para que não acordassem os patrões – propriamente Neji e sua fúria gélida rotineira.

Kurenai era a mais apreensiva, seria hoje que a máscara de Neji seria quebrada. No momento que o Hyuuga saísse para o trabalho Shino e Kiba apareceriam colocando todas as provas, além de palavras e depoimentos, sobre a sombra de mentiras que envolvia aquele homem que cruelmente havia brincado com os sentimentos de Hinata.

Sem desconfiar da trama que bolavam contra si Neji acordou calmo e com ligeiro bom humor ao constatar a esposa nua ao seu lado dormindo protegida entre seus braços. Era muito bom para ser verdade, mas tinha total consciência de que tudo era real. Não precisava mais sonhar, Hinata enfim era sua.

Sorrindo maldoso lembrou-se que se tivesse a oportunidade iria adorar jogar na cara daquele Uchiha desprezível quem havia ganhado aquela disputa, e dizer com orgulho os gemidos de prazer que fizera a herdeira Hyuuga pronunciar deleitosamente na noite anterior. Neji convicto agora afirmava que aquela era a mulher dele.

- O que é tão engraçado?-perguntou Hinata sonolenta despreguiçando-se manhosa deixando que o lençol que cobria parcialmente sua nudez deslizasse em direção ao chão. - Bom dia.

Um sorriso malicioso foi esboçado por Neji ao deparar-se com o corpo nu da esposa. Hinata corou ao perceber a situação e tentou pegar o lençol novamente para se cobrir, contudo o marido foi mais rápido a impedindo de tal ato.

-Bom dia! – exclamou beijando-a demoradamente. "Essa é uma ótima forma de começar o dia!" pensou Neji. – Que tal deixar a timidez de lado? Sou seu marido Hinata.

-Eu sei... Mas... Bom é estranho!- confessou sem deixar que a vergonha tomasse conta de si.

Neji suspirou. Não tinha como obrigar Hinata a deixar de ser a garota tímida de sempre, com o tempo ela se acostumaria àquela situação em ficar nua diante dele. Será que tinha tempo o suficiente antes de estragar tudo?O cruel Hyuuga tinha um plano em mente que provavelmente acabaria com aqueles segundos ao lado da prima no momento que ela descobrisse toda a sujeira escondida por debaixo do tapete.

Pensando no dinheiro que deveria ser transferido para sua conta, Neji adquiriu novamente aquela expressão indiferente e timbre frio anunciado sua partida do leito para o trabalho.

-Preciso ir trabalhar Hinata. Tenho alguns problemas pendentes que devem ser solucionados e não podem mais ser adiados. Por causa do casamento acabei deixando alguns assuntos importantes de lado.

-Tudo bem. Não quero te atrapalhar - com um sorriso compreensivo a herdeira Hyuuga deu um breve selinho no marido e se enrolou com o lençol levantando-se da cama e andando em direção ao banheiro. Antes de entrar disse – Vou tomar um banho, se quiser me ajudar a e-esfregar as c-costas. – complementou marota. Era a forma discreta de Hinata chamar Neji para o sexo.

É claro que ele aceitaria aquele tentador pedido de esfregar as costas da esposa, não somente as costas, mas o resto do corpo. Antes que pudesse levantar da cama algo chamou-lhe a atenção, uma mancha de sangue sobre o lençol que forrava o colchão. Sabia exatamente o que significava a tonalidade vermelha ali manchada, a virgindade "roubada" de Hinata na qual ele havia sido o ladrão.

Desesperado colocou um short qualquer para cobrir-lhe a nudez. Tirou a fronha do colchão e olhou relutante para a porta do banheiro. Fechada, era possível escutar o cantarolar doce de Hinata do outro lado da porta. Aquele era o momento de se livrar de qualquer prova que pudesse incriminá-lo, aproveitaria a ausência da esposa para se desfazer de seu "crime".

Andou até o corredor, avistou uma empregada tirando pó dos quadros pendurados na parede, à moça ficou boquiaberta ao se deparar com o peitoral nu do patrão, Neji por outro lado ignorou os olhos cobiçosos sobre si jogando a fronha manchada sobre a doméstica em seguida dizendo ríspido e baixo como se fosse um segredo.

-Queime essa fronha.

-O que disse? –perguntou a moça surpresa sem entender o que o patrão havia ordenado. Começava a achar que o Hyuuga estava louco.

-Eu falei para você queimar isso. É uma ordem escutou bem?Se eu souber que você não tacou fogo como ordenei pode se considerar demitida.

-S-sim s-senhor!- disse temerosa a doméstica.

Voltando para o quarto escutou o chuveiro ainda ligado. Suspirou aliviado por não ter sido descoberto. Como era canalha!Pensava se xingando mentalmente. A cada dia que passava se sentia pior pelo que havia feito e o que fazia com Hinata enganando-a dessa forma. Será que conseguiria daquela forma?Fugindo das verdades e permitindo-se contar mentiras?Mas é claro que conseguiria afinal ele era Hyuuga Neji não tinha qualquer pudor ou ética.

Andou a passos largos em direção ao banheiro. Queria fazer amor novamente com a esposa. Necessitava de mais uma dose de Hinata.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

As duas mãos sobre o ventre era uma forma de tentar sentir a criaturinha ali sendo gerada. Fora planejado aquele filho, contudo apenas pela mãe, o pai fora enganado, fizera aquele bebê sem consciência de que a criança viria ao mundo. Tenten dormira com Lee exclusivamente para ficar grávida e assim poder dizer que o filho que gerava era de Neji. Uma parcela daquele plano dera errado. Estava grávida, entretanto ainda não tinha o Hyuuga par si.

Humilhara-se da pior forma implorando por migalhas do afeto daquele homem, o que recebera em troca fora apenas ofensas e agressões físicas e verbais. Depois de anos dedicando amor, carinho, cumplicidade e compreensão para aquela mente sórdida de Neji a chinesa esperava pelo menos ganhar um pouco e amor, mesmo que fosse apenas um farelo comparado a imensidão de sentimentos que o Hyuuga nutria por Hinata.

Deitada no sofá afundada no desprezo Tenten foi despertada dos seus pensamentos pela campainha. Sem animo se levantou andando em direção a porta abrindo-a. Lá estava os cabelos tigelinhas, roupas verdes e sobrancelhas grossas, mas o que deixava à chinesa ainda mais segura de que desde o início aquele homem deveria ter sido o amor da vida dela era o sorriso radiante que Lee conseguia esboçar mesmo depois de inúmeras vezes ter sido repelido.

Por que não enxergara antes que Rock Lee era perfeito?Era cega por uma obsessiva paixão por Neji e agora pagava o preço. Será que ainda tinha chances em tentar ser feliz?Se pudesse ter só uma que fosse abraçaria essa chance.

-Trouxe algumas coisas nutricionais para você comer. Vai fazer bem para o bebê!- pareciam que havia comprado o supermercado inteiro tamanho à quantidade de compras. Somente cereais nutritivos haviam uns dez de cada sabor.

Sem cerimônias o homem de sobrancelhas grossas adentrou o apartamento fazendo força pra conseguir carregar as sacolas todas de uma vez. Tenten colocou uma das mãos na boca e deu uma risadinha sincera achando a cena no mínimo engraçada e os discursos sem noção costumeiros de Lee. "Isso é força da juventude. Veja minha força." Ele a deixava feliz com tão pouco, fazia-a sorrir nos momentos em que tinha vontade de chorar. Realmente Lee era perfeito!

-Obrigada, mas não acha que exagerou?Acho que eu não vou conseguir comer tudo isso.

-HÁ tem que comer tudo, o médico disse que esses cereais são saudáveis para mulheres grávidas. – uma das sacolas em meio a tantas brancas transparentes repleta de compras era colorida e foi dessa que Lee tirou dois macacões ambos verdes, porém um era com ursinhos e o outro com pipas desenhadas.- Verde é uma cor neutra, mas de qualquer forma eu queria algo para diferenciar o sexo do bebê, por isso comprei os dois pijaminhas já que não sei se é menino ou menina.O de ursinho caso seja uma garota e o de pipas caso seja um menino.

Mesmo que Lee ainda não soubesse se era o pai do bebê cuidava daquela criança como se já fosse seu filho e esse detalhe não passou despercebido. Por mais que tentasse se controlar não conseguia segurar as lágrimas que teimosamente escorriam por sua face emocionada.

-Por que está chorando Tenten?Está com dor?-perguntou Lee preocupado se aproximando da chinesa. Para sua surpresa a chorosa mulher o abraçou, os braços envolveram-no tão apertado que o homem de cabelos tigelinhas pode sentir todo o carinho e gratidão expressado no gesto.

-Obrigada por não me abandonar , mesmo depois dos meus erros imperdoáveis. Acho que meu bebê não poderia ter melhor pai.

-Isso quer dizer que... esse filho... é mesmo meu?- esperava apreensivo uma resposta para acabar de uma vez com aquele martírio e saber que realmente aquela criança fazia parte de sua prole.

-Parabéns Lee você vai ser papai!- com um sorriso radiante Tenten deu a notícia. Aproximaram-se suficiente para iniciarem um beijo.

Tenten corria atrás da felicidade em busca do seu final perfeito. Ela ainda tinha esperanças e esta estava lhe beijando juntamente com algo especial em seu ventre.

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Fazia duas horas que Neji havia saído para trabalhar. Hinata estava na cozinha fazendo um bolo de ameixa cantarolando a música que o marido havia feito no passado pra si. Estava radiante e aquele astral elevado e feliz da herdeira Hyuuga não passava despercebido por nenhum dos empregados. A maioria se entristecia com aquela felicidade, principalmente por saber onde ela terminaria: Lágrimas de desolação.

Kurenai estava na sala andando de um lado para o outro. Esperava que Kiba e Shino não demorassem, já fazia mais de meia hora que havia ligado para os dois para dizer que a área estava segura e que o "vilão" não estava presente na mansão. Temerosa que o patrão chegasse antes dos outros dois homens a governanta começou a sentir tontura devido à tensão que estava sofrendo. Quando sentiu que iria cair no chão em um desmaio a capainha tocou.

-Desculpe o atraso, estávamos pegando toda a papelada. Acredita que aquele cretino do Sasuke queria me cobrar?Filho de uma...

-Kiba isso não vem ao caso. -interrompeu Shino antes que o outro rapaz falasse um palavrão. - No final conseguimos toda a documentação da tramóia de graça. Foi só falar que era para ferrar o Hyuuga que o Uchiha esqueceu os preços.

-Quem são esses Kurenai?

A aparição repentina de Hinata assustou a todos. A moça estava adorável com o avental florido e a bochecha suja com um pouco de creme do bolo. Em uma das mãos segurava uma colher e na outra o livro de receitas.

-Esses são Kiba e Shino, você não se lembra Hinata, mas são seus amigos do tempo de escola. - disse Kurenai pegando o livro de receitas e a colher das mãos da patroa – Vocês têm muito que conversar.

-Sabia que reconhecia os rostos de vocês de algum lugar. – disse meiga olhando os dois homens a sua frente. A herdeira Hyuuga sabia que aqueles dois haviam significado algo em sua vida, apenas não se lembrava o grau de importância na qual eles estavam.

-Hinata sente-se temos que conversar sobre algo muito importante. - disse Shino plácido tentando em vão não assustar a moça de olhos perolados

-Aconteceu algo de errado?-perguntou séria. O que era aquele aperto no peito? Parecia que sua felicidade estava sendo sugada. Talvez fosse um pressentimento de que algo muito ruim desmoronaria em sua cabeça.

-TUDO está errado. Na verdade nada é realmente verdade pra ser o certo. – disse Kiba aborrecido recebendo um olhar de repressão de Shino.

Após aquela frase do homem de bochechas tatuadas Hinata teve certeza. Algo ruim aconteceria.

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Já era noite quando Neji saiu do escritório de Kakashi. Havia assinado a maldita transação do dinheiro e agora toda a fortuna dos Hyuuga estava em sua conta. Era uma sensação estranha de revanche e desgosto ao mesmo tempo. Aquela vitória parecia tão amarga!

Pensava que agora estava indo rumo à mansão Hyuuga se acomodar em baixo dos cobertores nos braços de Hinata. Passaria a noite toda a beijando, todavia sabia que apenas isso não faria com que se sentisse melhor pela cretinice que acabava de fazer. Havia roubado-a, deixado o saldo zero. Não deixara nem ao menos um centavo de recordação. No fundo não estava arrependido, contudo não queria que Hinata descobrisse caso contrário iria perdê-la e isso não suportaria.

Ficar com ela depois que o golpe tivesse sido concretizado não fazia parte dos seus planos, quando planejara a intenção era abandoná-la, porém tinha que reconsiderar que antes achava que havia superado o amor que nutrira pela prima no passado. Novamente com a convivência ficara evidente que nunca deixara de amá-la e depois de ontem à noite enquanto faziam amor Neji teve certeza que viver sem Hinata não faria o menor sentido.

Em meio aqueles pensamentos chegou à mansão. O meio sorriso em seus lábios morreu quando abriu a porta e notou o grupinho sentado no sofá. Kiba, Shino, Hinata e Kurenai exatamente nessa ordem.

A esposa continha uma grande papelada sobre o colo, seu rosto inchado e vermelho mostrava vestígios de choro. Quando seu olhar se levantou e mirou Neji este pode ver a decepção, raiva e indignação espelhada na íris perolada. Engoliu em seco!Sabia o porquê de Hinata olha-lo enojada. Enfim descobrira a verdade. Agora ela sabia que ele não passava de um mentiroso cretino.

-O que vocês estão fazendo aqui?-perguntou atroz em direção a Shino e Kiba.A culpa era deles, tinha total certeza disso.

-Não se preocupe já estamos de saída.-disse Shino calmo como se toda a energia negativa que Neji exalasse não intimidasse.

-Ninguém vai sair daqui.

A voz alterada de Hinata chamou a atenção de todos, principalmente do marido que não imaginava que um dia chegaria a ouvir a prima falar naquele timbre. Era ódio?Não sabia dizer, mas compreendeu que raiva pelo menos havia naquela voz.

Em passos curtos Hinata se aproximou, andava em câmera lenta pisando duro e firme sem soltar o chumaço de papéis em sua mão na qual o Hyuuga reconhecia perfeitamente como sendo a documentação da transação do dinheiro na qual deixava a prima na miséria e ele como único herdeiro de toda a fortuna.

SLAP!

A mão direita da herdeira Hyuuga se levantou acertando um tapa certeiro na face de Neji.A força acumulada nas mãos para desferir aquela agressão continha toda a raiva e decepção que no momento invadia o coração da desolada jovem. Não podia acreditar que realmente aquilo estava acontecendo, Hinata achava que não passava de uma brincadeir. Era difícil tomar consciência de que havia sido enganada justamente pelo homem que amava.A vida era cruel ou melhor dizendo, Neji era um desgraçado.

Faltava-lhe o ar, seu coração parecia estar sendo rasgado em pedacinhos tão pequenos como grão. Seria difícil recuperar a sanidade diante de toda aquela revelação. Por que ele brincara daquela forma tão maldosa com ela?Na noite passada sem qualquer remorso Neji a deitara na cama e sobre juras de amor transaram. No final dissera: "Eu te amo!". Como uma idiota Hinata acreditou. Pouco lhe importava o dinheiro, o que realmente doía era forma de descaso que os sentimentos dela foram tratados.

-Como você pode fazer isso comigo?-com força jogou os papéis sobre Neji esperando que ele lhe desse uma resposta que acabasse com todo o pesadelo que acontecia a sua volta.

Estático ele permaneceu mudo, olhando-a de maneira gélida. Por mais que estivesse se desmoronando por dentro, exteriormente ele não transparecia dessa forma, deixava que seu semblante permanecesse indiferente como se a tona da verdade não significasse nada.

Era exatamente assim que Hinata se sentia, um verdadeiro nada.


Continua...

Yoooooo People!Antes de mais nada desculpe pela demora .Enfim está ai o tão aclamado capítulo curtinho, porém eu gostei do resultado, principalmente do hentai em minha opinião foi um dos mais quentes que eu já fiz.( só perde para as ceninhas calientes do fic "Quanto custa o seu amor?" na qual a depravada Raven faz parceria comigo)

Queria explicar antes de mais nada que esse hentai foi feito com muito carinho, não só por que muitos aguardavam mas também por que eu queria passar a idéia que o Neji não estava preocupada em se satisfazer e sim dar prazer a que consegui esse feito.( caso alguém discorde pode criticar).

Também não resisti e precisava colocar uma ceninha feliz .Lee esses dois são um dos meus casais favoritos e nesse fic em especial eu simpatizei muito com o nosso sobrancelhudo querendo assim que ele tivesse um final feliz com a mulher que amava e com um lindo bebê de macacão verde. ( quem quiser dar presentes o figurino só será aceito caso seja verde ok?independente do tom mas tem que ser VERDE XD)

Bom chegou a parte crítica do fic n qual Hinata descobre toda a verdade.O próximo capítulo eu pretendo fazer um super mega hiper fazer os leitores á que conseguirei?Hahaha trarei tona a vocês toda a angustia e tristeza da nossa fofinha Hinatinha e o arrependimento do Neji por todas as besteiras que fez.

A pedidos terá cena KakashiXAnko, sexo selvagem e com direito a que a aparição do Sasuke para tentar conquistar a Hinata será indispensá - risada pervertida - Ok fiquem ansiosos!

Espero ter agr\dado a todos e agradeço desde já por terem sido paciêntes e esperado por esse capítulo.AMO VOCÊS LEITORES FIÉIS!

Nesse capítulo não responderei as reviews devido ao meu problema SEM PC como mencionei, se eu fosse responder todos os comentários demoraria mis uns dois a três dias para eu postar e como acho que já demorei de mais ai vai esse capítulo sem ém prometo que no próximo todas sem exceções serão respondidas com carinho e dedicaçã e não deixem e comentar, façam sua leitora feliz e com inspiração pra continuar esse fic.