Isto só pode ser mentira.
Olho mais uma vez para Nathaniel.
Caleb tinha saído para ir trabalhar, depois disso iria à polícia.
- Meu Deus Nate! Conta a verdade! Foi o tio Patrick?
Ele olhou para baixo. E começou a chorar.
Eu sabia.
- Quem foi Nate? Nathaniel? Quem te disse para mentir?
Ele olhou para mim. Voltou ao seu choro convulsivo.
Eu não iria perder a calma. Não o faria.
- Foi…
Mais algumas lágrimas irromperam dos seus olhos, impedindo-o de falar.
- Nathaniel Frost! A mamã precisa disso! A mamã precisa que tu digas quem foi!
Ele focou o olhar no meu.
- Nathaniel…começaste por confundir o padre Glen com o padre Gwayne… agora acusaste o Patrick! Isso é grave Nathaniel. A menina Lydia já te ensinou isso!
- Mamã! Foi o…
- O…
- Não posso dizer! – Gritou saindo do quarto a correr.
Peguei no telefone e liguei a Caleb.
- Caleb! Ele disse que não foi o Patrick, mas não quer dizer quem foi!
- Meu deus! Se não foi o Patrick, e se os padres foram ilibados… quem foi afinal?
- Também gostava de saber isso, a sério que gostava!
Desliguei a chamada e comecei a pensar.
Nathaniel não tinha grandes convivências com o sexo masculino, vivia maioritariamente rodeado de mulheres.
Fiz uma lista:
Caleb Frost
Patrick
Padres paroquiais
QUEM MAIS PODERIA SER?
POV Nathaniel
Sempre que relembro aquele dia. Yuk. Mas porquê?
Porque é que o meu amigo me fez aquilo?
Doeu tanto! Eu não queria!
O Nick foi horrível comigo! Eu pensava que nós éramos amigos!
Flashback on
- Olá pequeno! – Cumprimentou Nick. – Olha, espero que não fiques chateado comigo… mas precisava mesmo de fazer uma coisa…
- Diz! Talvez possa ajudar-te! – Prontifiquei-me.
- Não vai doer nada! E eu estou mesmo a precisar! Só preciso que baixes as calças e que tires a roupa interior! Depois vira-te de costas…se for mais confortável para ti, podes deitar-te no sofá…
- Nick?
- Diz Nate!
- O que é que me vais fazer?
- Eu vou ficar muito triste se não me deixares fazer isto pequenote!
Nicolas começou a despir-se. Fiquei assustado. Estávamos na sala da igreja.
- Nick?
Ele deitou-se em cima de mim.
- O que é?
Ele começou a gemer.
- Tenho duas perguntas…1º estou a magoar-te? É porque a mim dói-me!
- Deixa lá! A mim estás a fazer-me um grande favor! Isso depois passa-te!
Todas a suas palavras soavam a gemidos.
Ele gritou.
- qual é a segunda pergunta? – Voltou a soar como um gemido.
- Bem… - AUUUUU a dor aguda dentro de mim gritava silenciosamente. Dei por mim também a gemer – porque e que estamos a fazer isto na igreja? HUM! – Que foi isto? Gemi! E muito alto.
- Hei miúdo, estas a apanhar-lhe o jeito!
- Nick, pára!
Ele empurrava-me e magoava-me.
- Pára Nick! Pára!
Comecei a chorar convulsivamente.
Ele empurrou-me contra a parede. A minha bochecha ficou esborrachada contra a parede.
- Se continuares a fazer o que eu te mando compro-te um chupa! HUM!
Ele continua a gemer.
- PÁRA! PÁRA! PÁRA!
Continuei a chorar. Ele magoava-me. A parede estava fria. Eu sentia dor. Agonia.
Um grito final fez com que tudo parasse.
Ele largou-me e eu caí no chão. Eu deveria estar a uns bons 10 centímetros do chão, para ficar à altura à altura daquela coisa que ele enfiara dentro de mim.
Nicolas pegou naquela coisa nojenta e enfiou dentro das suas cuecas. Depois atirou-me umas. Mas doía tanto.
- Ouve bem miúdo! Se contas alguma coisa a alguém eu juro que mato a cabra da tua mãe e o cabrão do teu pai.
- Continuava a doer. As lágrimas caiam pela minha cara. Antes de me começar a vestir ele voltou a fazer-me mal.
Enfiou o seu dedo outra vez, onde anteriormente tinha enfiado a sua coisa nojenta, ao qual ele chamava 'bichinho'.
Sempre que gemia assustava-me. E gritava o meu nome. Foi assustador.
- Se te obrigarem a contar, diz que foi o padre Gwayne. Ele andou aí a fazer umas coisas a uns meninos, tal como eu te faço a ti.
Depois da primeira tortura, Nicolas magoou-me mais umas 4 vezes. Porque é que não pára?
Flashback off
Como é que vou contar à minha mãe?
Ela vai morrer! E o meu pai também!
- Nate, querido…
- Foi o Nicolas! Foi ele!
