O Sol
Tinha acabado a minha ronda já fazia algumas horas, mas mesmo assim continuei vagando sem rumo pela reserva.
Ainda não tinha escurecido totalmente, mas como eu estava perto da praia deu pra ver o Sol laranja avermelhado se pondo. Resolvi continuar em direção a praia e terminar o meu dia vendo o pôr-do-sol. Mas não pensei que fosse encontrar quem encontrei lá. Fui andando até ela, que parecia estar fazendo a mesma coisa que eu estava pensando em fazer. Ela estava com o costumeiro short jeans surrado e uma camiseta branca regata que deixava as alças do sutiã preto à mostra e com um belo decote. Tenho que admitir, não estava nada mal.
-E aí, Black?- ela cumprimentou.
-Oi Leah- cumprimentei, e aproveitei pra me sentar ao seu lado na areia.
-Você não deveria estar fazendo a tal ronda que você insistiu tanto em fazer sozinho hoje?- começou ela.
-Já terminei. - inventei.
A verdade era que pretendia passar o dia no covil, quer dizer, na casa dos Cullen pra ficar com a Nessie, mas como Bella tinha saído pra caçar com Alice, é claro que a minha presença foi negada. Obviamente, não preciso nem dizer por quem.
-Me deixa adivinhar. Por acaso o nome do motivo de você querer fazer essa ronda repentina é "Renesmee" e o motivo, ou melhor, os motivos dela ter acabado tão cedo se chamam Edward e Rosálie?- perguntou, se divertindo, é claro.
-A culpa não é minha se eu cheguei na hora que a Bella resolveu sair pra caçar. – respondi, vencido. O que só fez com que as risadas aumentassem. E a minha raiva também.
-Ah porra, você vai ficar aí rindo da minha cara e me zoando?- perguntei cheio de raiva, mas fui totalmente ignorado por causa das risadas – Ah, quer saber? Tchau!- já estava me levantando, quando senti meu braço sendo puxado pra baixo com uma força descomunal, me fazendo perder totalmente o equilíbrio.
-Aff, relaxa Black. Tava só zoando com a sua cara- falou, enxugando as lágrimas que vieram junto à crise de risos.
-É, percebi bem isso- respondi, já com o humor no calcanhar.
-Então, o que veio fazer aqui, Jake?
Olhei bem pra cara dela, quase que não acreditando no que tinha ouvido. Quer dizer, o Jake.
-Ih, que é, resolveu bancar a legal, é?
-Ai, credo garoto. Eu sou insuportável e você reclama, aí tento ser legal e você reclama também, porra? Estressadinho.
O sujo falando do mal lavado.
-Ok, ok, foi mal. Melhorou?
-Humpf. – foi tudo o que ela disse, e depois virou o rosto pra frente pra admirar o mar, ou o pôr-do-sol, sei lá o que ela estava olhando.
Isso era realmente inacreditável. Tipo, ela me zoa, ela ri da minha cara e eu tenho que pedir desculpa e ainda por cima aturar desaforo. Totalmente inacreditável.
Mas ali, naquele momento, não foi o Sol já vermelho que eu fiquei olhando, e sim Leah. Aproveitei que estava distraída e fiquei realmente admirando o seu rosto, as suas feições... Ela não era feia, de modo algum. Pelo contrário, ela era muito bonita. Sério, acho que Leah pode ser considerada a garota mais bonita da reserva, até mais do que Emily. E digo isso em relação a antes mesmo do incidente com Sam. O único problema mesmo de Leah é o temperamento. E pensando nisso eu tentei ver as coisas um pouco pelo ponto de vista dela. Eu tive a chance de conhecê-la antes mesmo da impressão de Sam. Ela era uma garota muito legal, mesmo. Até que aconteceu o ocorrido e ela mudou completamente. Então, a descoberta de que era a única metamorfoga do bando de La Push, o que acabou gerando o ataque cardíaco de Harry, e assim lhe veio o sentimento de culpa.
Ainda tem o fato de que tem que ficar ouvindo os pensamentos de Sam sobre Emily. Como deve ser conviver com o fato de que você perdeu o amor da sua vida pra alguém que você considerava quase uma irmã?
Nos bandos, todos vamos poder ter filhos, menos ela. Todos vamos obrigatoriamente achar o amor de nossas vidas, menos ela. É, acho que eu nunca tinha visto as coisas por esse ponto. Nem eu, nem ninguém.
-Ok, já chega Black.
Levei um susto. Tava tão distraído e morgado que nem reparei os olhares dela pra mim.
-Do q-que você... C-como você viu?- eu estava realmente chocado.
-Minha visão periférica é muito boa. – a maldita já começava a rir de novo.
-Nem sabia que você conseguia enxergar direito assim. – comecei a tentar desconversar.
-Então agora já sabe. – finalizou, divertida. Ainda bem.
O silêncio reinou mais uma vez entre nós, até que Leah resolveu falar.
-Já que não estamos fazendo nada, vamos jogar alguma coisa?
-Hum... E qual seria o jogo?- vindo de Leah, era sempre bom ter certeza absoluta do que ela estava falando.
-Perguntas e respostas. – respondeu.
Até aí tudo bem. Não fosse pela cara de pervertida que ela fez. Sério, sem brincadeira. Leah fez cara de pervertida pra mim. Ela tava muito estranha hoje sabe, não tava no seu juízo perfeito. Começava a considerar a possibilidade de ela estar com uma certa quantidade de álcool nas idéias.
-Ok, quem começa?- concordei, mas já me arrependendo. Por que raios eu tinha concordado, afinal?
-Eu claro. – disse ela- Então, Black, já pegou uma mulher mais velha?
Caramba, é assim mesmo, na lata? Porra, assim não vale não tava preparado.
-Ham... Er, bem... Não. – respondi, mas totalmente envergonhado, admito. Até que tive uma ótima idéia – Agora é a minha vez, certo?- perguntei, tentando bancar o inocente.
-É.
-Certo... E você, Clearwater, já pegou um cara mais novo?- Touché!
A cara que Leah fez foi impagável. Por cinco segundos ela ficou com uma expressão de espanto no rosto, sem fazer a mínima idéia de como reagir. Depois disso, ela começou a disfarçar, fazendo várias expressões diferentes ao mesmo tempo, até que finalmente conseguiu a cara de sabichona e respondeu:
-Também não.
Então, novamente aquela cara. Cacete, o que estava se passando pela cabeça daquela descompensada?
Ora, a quem eu estava querendo enganar? Ninguém, é claro, e acho que nem a mim mesmo. A verdade é que, àquela altura do campeonato, eu já começava a gostar daquela provocação toda.
-Quer experimentar?- perguntou ela, provocadoramente.
Aquilo me congelou. Até considerei a possibilidade de bancar o desentendido, mas com certeza aquela não era a melhor opção naquele momento. A questão era: que garoto da minha faixa etária, tipo 17 ou 18 anos, nunca pensou em pegar uma mulher de 20? Pois então, eu definitivamente não sou uma exceção. O único problema naquilo tudo era Leah. Quer dizer, ela é uma mulher realmente muito bonita, mas os reais problemas são 1) ela é a minha beta; e 2) eu acostumei a sempre usar a desculpa "ah, sabe como é que é né, é a Leah" pra todas as dúvidas em relação ao comportamento dela em certos momentos. Mas eu quase mandei tudo pro raio que o parta quando vi a posição em que ela estava. Sim, exatamente essa que está pensando.
Olhei para o lado e lá estava Leah de quatro ao meu lado me olhando pervertidamente. Daquela forma, era totalmente impossível não descer o olhar pro decote e repara que repentinamente o seu sutiã parecia ter encolhido, já que agora os seus seios pareciam querer saltar desesperadamente pra fora daquela regata. E quer saber? Eu era a favor deles.
-Leah, você bebeu?- soltei. Burro! Idiota! Imbecil! Babaca! Como é possível que eu tenha soltado uma asneira dessa? Ah, claro, minha consciência deve ter se lembrado de Nessie e resolveu falar mais alto. Maldita impressão! Claro que Nessie é a mulher da minha vida, mas às vezes também penso o quão mais fácil seria a minha vida se não tivesse que passar por isso.
Assim que ouviu a minha pergunta, Leah se sentou educadamente na areia e ficou me olhando com cara de inocente. Mas é claro que não deveria ter nada de inocente passando pela cabeça daquela desmiolada.
-Por que a pergunta? Amarelou lobinho?- perguntou, fingindo inocência. Danada.
-E por que eu amarelaria?- é pra fazer joguinho? Então ta.
-Medo.
-De quê?
-Não sei. De gostar e querer mais, agora e depois, talvez.
-Relaxa isso nunca vai acontecer. – então eu venho com essa.
Ela não expressou absolutamente nada, muito menos fingiu. Tudo que ela parecia expressar era naquele momento era uma seriedade que quase congelou a minha espinha. Depois de tanto ver os fatos pela visão dela, eu solto uma cagada dessas. Só sendo muito retardado mesmo, viu...
-Eu sei. – ela soltou, de repente. E com isso se levantou indo embora com passos rápidos e largos, fazendo com que a areia pela qual tinha acabado de passar se levantasse.
Ah, então quer dizer que ela podia se revoltar e ir embora, mas eu não? Ah, mas isso não ia ficar daquele jeito mesmo, ou eu não me chamo Jacob Black. E venhamos e convenhamos, não ia perder aquilo nem sob decreto.
-Ei, aonde você que ta indo?- perguntei, segurando-a pelo braço e a virando bruscamente, obrigando-a a olhar pra mim. Alcancei-a rapidamente, claro.
-Me solta!- falou, rispidamente.
-Eu realmente não consigo te entender. Primeiro tava lá, cheia de amor pra dar, e agora já tá nessa grosseria de novo?- retruquei, mas já achando melhor consertar o que havia dito, já que tinha um olhar de ódio sobre mim naquele exato momento. – Olha, tudo bem, desculpa por ter dito aquilo, ok? Não era a minha intenção. Sério.
Ela continuou sem dizer nada e a ficar apenas me olhando. E aquilo já tava me irritando.
-"Ok Jacob, eu perdôo você, eu sei que foi um mal entendido". – tentei imitar a voz dela. Mas sem sucesso, é claro. Bem, pelo menos era o que eu achava, até perceber que ela reprimia uma risada.
-Minha voz não é assim. – falou, com a risada ainda reprimida.
-Que seja. Perdoado?- impossível que ela não me perdoasse depois da cara que eu fiz.
-Ok. Mas agora eu tenho que ir. Tchau, Jake.
COMO É QUE É? Ah, mas não vai embora mesmo. Foi aí que percebi que teria que parar de conversa e partir pra ação.
-Ei, me solta garoto! Já disse que te desculpo agora larga o meu braço!- protestou totalmente contrariada. –Onde você pensa que está me levando?
Percorri toda a praia com ela, até chegar ao rochedo. Levei-a até onde tinha certeza de que ninguém poderia nos ver, mesmo que aquela praia estivesse lotada. Coisa rara, diga-se de passagem. Assim que ela percebeu pra onde estávamos indo, começou a me olhar confusamente, mas não protestava mais como antes. Tenho certeza de que ela ao menos já teria alguma idéia do que eu queria. Quando chegamos exatamente aonde eu queria prensei-a no rochedo, fazendo com que ela ofegasse profundamente. E eu também.
-O que você pretende Jacob?- dessa vez, sua pergunta não foi provocativa nem nada. Senti que ela apenas queria que aquele momento chegasse logo ao seu ápice, assim como eu.
-Você me atiçou Leah- olhei-a atentamente nos olhos- agora agüenta.
Então eu a beijei. Mas obviamente não foi só isso. Aproveitei que a havia prensado no rochedo e com a mão direita peguei a sua perna esquerda e envolvi a minha cintura com ela. Aproveitei e apertei a sua coxa com a mão cheia, o que lhe provocou um leve, mas sonoro gemido e só me incentivou a seguir em frente. Com a mão esquerda comecei a levantar a sua blusa e a acariciar a sua pele extremamente lisa e macia, lhe causando calafrios, já que senti sua pele se arrepiando.
Resolvi ousar e ir um pouco mais além. A mão que estava na cintura desceu e começou a dar leves beliscos na bunda de Leah. Mais uma vez ela gemeu levemente, mas agora seguido de uma ofegação. Considerei isso como um sinal de que estava gostando e os beliscos evoluíram para apertadas fortes e cheias, exatamente como as que eu dava agora na coxa., e assim os gemidos começaram a ficar mais altos, o que na realidade só serviu para me excitar e fazer com que houvesse um volume crescendo assustadoramente rápido no lugar do meu membro inferior e acabasse pressionando a "perseguida" de Leah. Obviamente ela sentiu, já que senti uma risadinha por parte dela.
De repente, ela parou o beijo bruscamente e me encarou fixamente e totalmente ofegante, do mesmo jeito que eu.
-Sabe... Em uma coisa... Eu tenho que concordar... Com a sem sal – disse, engolindo em seco logo depois. Não era necessário perguntar sobre quem ela estava falando.
-O quê?- perguntei realmente confuso.
-Você é o Sol. – sussurrou sedutoramente no meu ouvido.
-É mesmo? Por quê?- perguntei, dando uma de desentendido.
-Ué, simples. Quente e gostoso. – ao dizer isso, deu aquela apertada na minha bunda.
Certo, por essa eu não esperava, mas se era assim então Leah era o verão inteiro.
Tudo o que fiz foi voltar ao meu amasso com Leah e me descontrolar totalmente, tirando a blusa e o sutiã dela quase que de uma vez só. Ela fez o mesmo comigo, só que transformando a minha camisa em trapos. Só que como ela conseguiu essa façanha eu não faço idéia. Eu apenas encarei os dois círculos rosados e os seus faróis acesos, e no instante seguinte um deles já estava na minha boca, enquanto Leah gritava, gemia e se arqueava prensada no rochedo. Fiz tudo o que tinha direito com eles: apalpei, apertei, lambi, chupei, abocanhei.
Mas logo depois ela se virou e agora o prensado era eu. Ela entrelaçou os dedos longos e finos no meu cabelo e eu fazia o mesmo, aproveitando que o cabelo dela agora estava um pouco mais longo, na altura dos ombros, pra poder explorá-los melhor. Ela tirou uma das mãos do meu couro cabeludo pra poder alisar e arranhar o meu tórax, fazendo com que quem gemesse agora fosse eu. Enquanto isso, nossas línguas travavam uma batalha épica entre nossas bocas, competindo pra ver qual era a mais desesperada, louca e sedenta entre elas. E cá entre nós, estava difícil decidir quem venceria.
-Então, o quê ta achando de ter o seu primeiro amasso de verdade?
-Cala a boca, Leah.
E voltei a beijá-la, mas dessa vez no pescoço. Ela resolveu fazer o mesmo, e acredite, deu certo. Ficamos assim, beijando e mordiscando um ao outro. Minhas mãos, que estavam no cabelo e nas costas dela desceram novamente para a sua bunda, alisando-a, e ora massageando, ora apertando.
-Vamos Black, faça logo o que tem que fazer- ela arfou no meu ouvido, num tom desesperado –prometo que não conto a ninguém.
-Você ta me enlouquecendo. – falei desesperado também.
-Pelo contrário, você é que ta me enlouquecendo, garoto. – quando terminou de falar, ela já estava com a mão lá. Sim, lá mesmo, e me estimulando sem parar. E eu iria fazer o que ela queria, até mesmo porque eu queria também. Até que a imprinting se manifestou.
-Eu não posso. – falei.
Ficamos apenas nos entreolhando, provavelmente pensando no que tinha acabado de acontecer e o que eu tinha acabado de falar. Bem, pelo menos eu estava.
-Mas você quer- disse ela, olhando fixamente nos meus olhos – e eu também.
Nessie e o princípio da imprinting que me perdoasse, mas Leah tinha razão, eu queria muito aquilo. Então, tomei minha decisão. No mesmo instante já estava desabotoando desesperadamente o seu short, enquanto ela fazia o mesmo com a minha bermuda, ao mesmo tempo em que arranhava as minhas costas e lhes cravava as unhas, além de suspiros e dos já corriqueiros gemidos.
Virei o jogo novamente, prensando-a pra agora poder segurar ambas as suas pernas e apertar as suas coxas também. Abri as suas pernas e me preparei pra investir, mas ainda assim temeroso, já que aquela ainda era a minha primeira vez, e para um cara de 18 anos aquilo era um tanto quanto vergonhoso.
Quando parei de pensar nisso, olhei-a e vi que ela me encarava com um brilho especial nos olhos. De excitação, com certeza, que nem eu. E então eu penetrei. Posso garantir que foi incrível a sensação de vê-la fechando os olhos e logo em seguida abrir um sorriso de satisfação. Aquilo me motivou a dar mais investidas, o que a depender de Leah, eu estava fazendo certo.
Por causa da minha inexperiência, devo admitir, não demorou muito até eu atingir o meu ápice e soltar um gemido de intenso gozo.
-Até que pra um marinheiro de primeira transa, você foi muito bem. – sussurrou no meu ouvido.
-"Primeira transa"?- repeti, meio aflito.
-Não precisa mentir pra mim, Jacob- ela riu – pra você ter gozado tão rápido e porque foi a sua primeira vez, só pode. – concluiu, e eu engoli em seco - Mas tudo bem, nota oito.
COMO É QUE É? Depois daquilo tudo ela me dava só oito?
-Caramba, oito?- perguntei totalmente contrariado.
Ela riu abertamente, uma gargalhada gostosa e deliciosa de se ouvir.
-Calma isso não é ruim- ela continuou rindo – você só tem que aprender algumas coisas ainda, como por exemplo, controlar a sua ejaculação. – e com isso, tocou levemente a minha virilha, fazendo a excitação voltar – Mas se você quiser, pode treinar mais comigo depois. Se você quiser, claro.
Então, pegou as suas coisas, se vestiu e começou a andar.
-Ah, Jacob. Sobre o que acabou de acontecer, vamos deixar quieto, ok? Não quero nenhum marmanjo dessa reserva achando que eu posso dar pra ele assim, sem mais nem menos, valeu? Ah, claro, e controlo os pensamentos também.
Apenas concordei, vendo-a ir embora, rebolando aquela bunda maravilhosa, como se nada tivesse acontecido. Enquanto isso, fiquei ali, apenas acompanhado pelo final do dia e o pôr-do-sol, Se Leah tinha bebido ou apenas não estava em seu juízo perfeito, isso eu não sei. Só sei que eu realmente queria que aquela loucura tornasse a acontecer algum dia.
Ah se queria...
