Em troca de sua liberdade, Natsu poderá salvar a vila abaixo da montanha...
O que a aguarda, nas mãos de um ser cruel e impiedoso, que rejeita e tenta extinguir em seu coração, sentimentos que considera como uma vergonhosa fraqueza?
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Cap.3 - Escravidão.
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- Você pode salva-los de minha ira... a decisão de mata-los ou não estará em suas mãos...
Fala enquanto nota o quanto os traços dela eram delicados em contraste com sua personalidade, como se fosse uma menininha, não condizendo com o esperado de uma natureza guerreira.
- Nani? - olha-o confusa, abandonando o olhar de raiva quase que por completo.
- Simples - fala como se explicasse a uma criança um fato qualquer - terá que me dar algo em troca... este Igneel definirá e tu aceitaras ou não... senão aceitares, suas mãos irão encontrar-se banhadas em sangue, por não tê-los salvado e terá que conviver com sua consciência... aceitando, dou minha palavra que não toco nem em um fio de cabelo dos inferiores da vila lá embaixo...
- O-O-O-O que q-q-q-q-q-quer em troca? - gagueja de tão nervosa, esperando o pior.
- Simples, peças para que sejas minha escrava... nada mais, nada menos... - fala sorrindo- senão aceitares, prendo-a em uma cela e os mato...
Fez essa ameaça, pois sabia que ela aceitaria, afinal, era um de seus pontos fracos. Amigos e família e também por Natsu ser incapaz de suportar o peso da morte deles e a capacidade de sacrificar-se pelos mesmos. Fazia parte de sua decisão que esta pedisse a escravidão e com isso, iria humilha-la ainda mais. Caso estivesse errado, o que duvidava imensamente, tornando-se uma hipótese infundada, a trancaria na cela, mas, procuraria se vingar da mesma maneira e iria torna-la sua escrava de qualquer modo. Mas, preferia que a humana pedisse por isso.
A Mahou Kenshi olha atônita para o dragão por alguns minutos, processando o pedido, até que baixa o rosto e cerra os punhos e olhos, enquanto lágrimas brotavam de seus orbes, estas de dor e revolta, encharcando o chão frio abaixo da mesma. Não queria pedir para ser escrava dele, aliaís de ninguém, pois era algo degradante. Também amava a liberdade, por isso se tornara uma guerreira, para fugir de um casamento e tinha planos até de entrar em uma guilda. Era seu sonho. Não entrara numa ainda, pois queria estar perto de sua irmã mais nova até que essa desenvolvesse ainda mais sua magia e com isso, ambas entrariam juntas.
Mas, sabia que não podia conviver com o fardo da morte de todos da vila, aquilo seria insuportavél, suas mãos estariam manchadas de sangue por não ter podido protege-los por causa de seu orgulho. Seus sonhos agora, não passavam de coisas tolas, pois nunca se realizariam. Ficaria presa naquele inferno, até que Kami-sama fosse benevolente e a livrasse das injúrias que certamente sofreria ali, naquele lugar que mais parecia-lhe o inferno em pessoa e o ser em cima dela, sentado, como seu vil argoz, naquele lugar de futuros martírios a mesma.
Desde que aceitara lutar contra aquele monstro, fora para tentar defender suas terras dele. Mas, não conseguira. Agora, ele propunha que não os atacaria em troca da liberdade dela. No final, conseguiria protege-los. Sabia que o povo não podia lutar contra Igneel, duvidava inclusive que uma guilda inteira pudesse enfrenta-lo, embora os mestres das mesmas fossem poderosos, principalmente o mestre Marakov da Guilda de Fairy Tail. A mesma guilda que ela tanto sonhara em entrar, juntamente com a irmã e que a partir daquele momento, não passaria de mais um de seus sonhos, agora impossivéis e que eram despedaçados gradativamente e da maneira mais fria possivél, naquela gaiola dourada infernal a qual se encontrava.
Este Mestre da Guilda era poderoso, mas, infelizmente, ficava longe demais dali. Mesmo que o chamassem, a vila estaria destruída antes que a ajuda chegasse. Por mais que pensasse, não havia saída, não havia alternativa, não havia escolha. Teria que aceitar. Pelo menos, fora uma escolha dela e nada imposto, bem, talvez por ameaça, mas, ele deixou-a escolher. Embora soubesse ser uma falsa ilusão, afinal, em seu íntimo, fora obrigada a tal coisa. Obrigada a render-se, por este usar seu coração como mediador.
Derrotada, chorando, suspira e aceita seu destino, somente orando a Kami-sama que não deixasse ela sofrer muito, a livrando dos martírios que passaria com aquele monstro o mais cedo possivél, através de sua morte, pois só assim seria livre novamente.
- M-M-M-M-Me t-t-t-t-t-t-transfor... transforme em sua es-es-es-es-escrava... o-o-o-o-o-o-onegai, mas, n-n-n-n-n-n-não machu-machu-machuque-os...- pede gaguejando, sua voz saindo imersa em dor, esta tão grande quanto a do seu coração, sentindo-se um pássaro silvestre que perdera a liberdade nas grades de uma gélida gaiola dourada.
- Um pedido sábio e cuja promessa selarei, quando pedir para colocar algo... - se levanta e nota que a humana começava a se levantar, ainda chorando de raiva e tristeza, mas em silêncio, limitando-se somente a verter lágrimas péroladas.
Estranhamente se sente mal em fazê-la derramar tais lágrimas. Ao mesmo tempo, começa a censurar a si mesmo por sentir algo por aquele "ser inferior". Junta as mãos e murmura algumas palavras inaudivéis, fazendo surgir em seguida, nas mãos espalmadas, uma coleira, grossa marrom como o que cachorro usava, que reluz e depois, fica rubro, quando este derrama uma gota de seu sangue oriundo do dedo que mordera, em cima do objeto, passando este a apresentar uma faixa de metal negra, com relevos dourados de chamas. Então, estende á ela:
- Retire a armadura. - nisso, cerrando os punhos, ela desfaz o kansou, voltando a ficar com as roupas habituais - agora, coloque-a.
A jovem olha para a coleira e para Igneel, depois de volta ao objeto e cerra os punhos, secando os olhos em seguida, pois jurou a si mesmo nunca mais chorar na frente dele e que manteria-se sempre altiva, não importando o que ele fizesse.
Resignada coloca, para que o acordo fosse selado, tornando-se escrava para salvar o povo. Se este monstro, de mente doentia, a queria de coleira como um animal, assim teria. Afinal, agora seu status estava igual ou menos do que isso, pelo menos para ele, segundo suas próprias deduções. Nota ao colocar em seu pescoço que o objeto fechara sozinho.
Olha para ele um tanto irritada, por mais que tentasse não fazer isso, mas, fora uma mudança muito brusca, aliada a perda de seus sonhos. Nisso, vê apenas um borrão, enquanto Igneel novamente desfere um tapa nela, que voa a alguns metros com o impacto.
Por causa do tapa anterior que estava ficando arroxeado, fora duplamente mais dolorido, mas, cerra os dentes suprimindo um grito de dor, para não dar o prazer de vê-la gritar.
- Não olhe para seu dono! Vai aprender a ser submissa e a força se necessário! - grita, mas, depois sorri, ao vê-la se erguer e sem emitir nenhum grito ou chorar.
- Hai... - apenas fala seriamente, mas, controlando para não sair com raiva.
- Como se diz? Sou seu dono, esqueceu?
- Hai, Igneel-sama.
- Melhor assim... - nisso, se perde por alguns minutos admirando-a.
Mas, não gostava de vê-la com tanta roupa e sorri, murmurando algumas palavras e fazendo surgir um vestido vermelho de pano, dobrado, em cima de um movél ao lado deles e fala, sorrindo maliciosamente:
- Retire essa roupa... não gosto dela... usará somente esta... claro, que darei mais desse vestido. A partir de agora, se querer fazer algo, qualquer coisa, deverá pedir permissão a esse Igneel, entendeu? - nisso, a vê concordar.
- Não ouvi a resposta. - fala em um sussurro mortal.
- Hai, Igneel-sama - odiava-se cada vez mais que era obrigada a pronunciar o nome dele.
Ela se dirige até o vestido e o abre, segurando nas mãos e corando. Era curto, provavelmente iria somente até metade de suas coxas e era bem cavado, devendo ser preso por um nó atrás da nuca, que deixava suas costas, colo, ombro e membros completamente expostos.
Igneel confessava que adorava vê-la enrubescida, ficava encantadora, segundo ele, que juntamente com os traços delicados, fazia-a parecer uma bonequinha delicada. Nota, que ela olha para os lados, como se procurasse um lugar para se trocar, após engolir seu pudor e se resignar em aceitar aquela veste, no minímo "indecente" para a mesma, temendo agora dele ser um pervertido.
Esperava que outrora fosse apenas impressão sua. O destino não podia ser tão ruim assim, afinal, além de um monstro, ele seria um safado e temia só de pensar no que poderia fazer com ela, que só imaginava, mas, achava que sua imaginação era "inocente" em demasia, por sua inexperiência acerca desse assunto.
- Tome um banho... a casa de banho está ali - fala ordenando e mostrando uma porta próxima dali.
Ela agradeçe mentalmente, pois se sentia suja de tão suada. Só não gostou do tom deste, porém, só podia cerrar as juntas e caminhou sem olhar para ele, pisando forte a cada passo, levando a roupa, indignada por ter que vestir algo como aquilo.
- Deixe essa roupa aqui. - ele fala, cruzando os braços, sem deixar de olha-la maliciosamente, que a fez tremer ao olha-lo rapidamente.
Aquele sorriso a perturbava junto daquele brilho misterioso no olhar, que lhe dava juntamente com este, calafrios. Mas, depois, fica confusa, pois a mandara colocar aquela roupa indecente. Vendo a confusão na face delicada desta, marcada em ambas as faces por seus tapas, formando já hematomas, controla um riso pela inocência, falando em seguida:
- Se trocará na minha frente e não no banheiro- o dragão fala imperativamente. - agora, tire as vestes.
Ao ouvir aquilo, a humana tremeu e ficou imensamente vermelha. Afinal, mesmo este sendo na verdade um dragão, possuindo meramente uma forma semelhante a humana, se trocar com ele olhando-a daquela forma, a deixava em estado de pavor.
- C-C-C-C-Como? - agora, seus piores pesadelos se tornavam realidade, embora acreditasse que esses podiam ser piores do que imaginava.
Tivera outrora esperanças que fosse somente impressão dela que Igneel fosse um pervertido. Mas, para sua desesperança, o dragão era de fato um. O destino lhe era cruel, fazendo-a ficar escrava de um monstro pervertido, safado como aquele, já não bastando ter que lidar com as crueldades do mesmo. Começou a tremer ao imaginar o que o monstro poderia fazer com ela.
- Não vou repetir, escrava... retira a roupa e depois volte para se trocar na minha frente... sempre que se trocar, será comigo olhando-a... afinal, quero olhar o que possuo.. conferir o "material" - fala entre aspas em um tom rouco, repleto de malícia, fazendo-a tremer levemente.
Confessava que se divertia provocando sensações como essa nela, mas, era apenas o começo. A jovem não fazia ideia do que este reservava a mesma.
Natsu sente seus olhos arderem e encontra-se cabisbaixa, sentindo os olhos marejarem, jogando fracamente as vestes de volta a cadeira de estofado vermelho. Mas, ao se virar se lembra das ordens dele e começa a chorar em silêncio, sentindo pudor, vergonha e medo. Com as mãos tremendo, tenta ergue-las para retirar a blusa e calça que usava, acabando por ficar minutos, lutando contra o pavor e nervosismo que pareciam paralizar suas juntas e anestesiar seus músculos.
Irritado pela demora dela, desloca-se rapidamente, erguendo-a pelos punhos finos acima da cabeça, prensando-a na parede. Vê ela tremer e muito, aumentando quando aproxima seu nariz da curva do pescoço delicado e a cheira.
A humana mantinha seus olhos cerrados, não conseguindo abri-los, orando à Kami-sama, implorando que não perdesse a virgindade assim, que ele meramente quissesse apenas vê-la nua, embora desconfiasse que não seria só isso.
Chora compulsivamente ao sentir os lábios dele tocarem os seus de maneira praticamente feral, sedenta, enquanto lutava para selar seus lábios, não correspondendo ao beijo, por mais que esse forçasse. Principalmente porque não queria e por sua inexperiência, afinal, nunca beijara na vida.
O cheiro dela o deixava louco, estava inebriado, nunca imaginou sentir tamanho desejo por uma fêmea sem ser uma dragoa. Nunca sequer cogitou que poderia perderia o controle com um ser inferior. Seu corpo clamava por ela, seu membro estava ficando rigído, por mais que se controlasse, afinal, precisa resolver alguns assuntos inacabados e não tinha ainda tempo para isso, não que desde que a levou para ali, não tivesse desejo de toma-la e também sendo uma de suas curiosidades. Como era fazer sexo com uma humana, porque só tivera relacionamentos com dragoas, nunca com um ser tão frágil.
Estava irritado da recusa do beijo, pois ela havia travado seus lábios á ele e mesmo quando conseguiu entreabri-los, os dentes estavam fechados energeticamente, como se a jovem transferisse todas as suas forças restantes para a boca. Tentou faze-la abri-los, usando as garras nos punhos dela, provocando cortes, sentindo o líquido rubro escorrer. Mas, era meramente emite um gemido sufocado, mas, que mesmo assim, não a fizera ceder em nada.
Sorri ao ter uma ideia de como fazer isso, somando a impaciência dele da relutância desta de despir-se. Afinal, agora que era escrava dele, sua propriedade, teria que sempre se trocar na sua frente e deveria se acostumar com isso. Bem, esperava que com o tempo, Natsu deixasse de ser tão lenta nisso.
Invoca sua cauda e prende os braços dela, liberando os punhos, notando que ela ainda mantinha fechado olhos, embora lágrimas caíssem por suas bochechas edemaciadas e roxeadas, principalmente a face direita, que recebera dois tapas violentos.
Segurando com as mãos cada lado da alça da blusa dela, rasga-o facilmente, nem sentindo a resistência da roupa.
Como esperado ao fazer isso, esta acaba abrindo a boca para gritar e aproveitando o ensejo, coloca sua língua dentro da boca pequena, explorando a cavidade, mas, usando a mão esquerda com os dedos na articulação da mandíbula, fazendo-a ficar de boca semi-aberta, pois esta tentara fechar imediatamente e ele queria saborea-la lentamente, sentindo o seu gosto. Se supreende por ser melhor do que esperava, sentindo sua mente devanear, perdido no sabor único da mesma e imaginava como era o sabor do corpo dela e de sua intimidade.
Ela chorava mais intensamente, agora de dor também, pois sua face estava dolorida pelos tapas de antes e emite gemidos de dor desde que ele pressiona-la com força os dedos na articulação da mandíbula. Seus olhos abertos demonstravam tristeza e intenso sofrimento, não só fisíco, como mental também.
Arranca com uma mão o sutiã desta com facilidade e em seguida a calça juntamente com a calcinha, rasgando com suas garras, enquanto ela se contorcia ainda mais, lutando para se libertar, tentando chuta-lo, acabando por estar se tornarem tentativas infrutíferas, pois ele prendera firmemente suas pernas.
Saboreia a boca dela por mais alguns minutos, soltando-a em seguida com violência, fazendo-a cair no chão e nisso, por um minuto, antes dela raciocinar que estava solta e fechar as pernas, viu a intimidade desta e nisso, sentiu seu membro ficar ereto de uma vez, enquanto seu sangue fervia.
Fechou os olhos para controlar o desejo que ameaçava domina-lo. Não porque não queria, ao contrário, desejava-a e muito, mas, não tinha tempo, pelo menos naquele momento, mas, depois, era outra história.
Vê esta se levantar, ancorada na parede, tentando tapar seus seios e sexo com as mãos, sem olha-lo, chorando silenciosamente, tremendo e se arrastando pela parede até o quarto de banho, ainda cabisbaixa, envergonhada por ter seu corpo estar exposto daquela maneira, praticamente vulgar.
Ele via os contornos do corpo feminino, que era perfeito na opinião dele. Seios firmes, não exageradamente grandes, mas, fartos, curvas que lembrava de um violão com um quadril tentador. Pernas definidas, mas, não em excesso considerando que era uma guerreira, assim como os braços. Pés tão pequenos e delicados quanto as mãos, remetendo a uma delicadeza e graciosidade natural, um contraste com a personalidade guerreira. Era sua fêmea ideal, tinha tanto a personalidade de uma dragoa, mas, também tinha um corpo todo delicado, ao contrário destas.
Lutava para que suas emoções não passassem de desejo, luxúria, algo meramente carnal. Não podia permite-se sentir algo por ela mais do que fisíco, afinal, era sua escrava, sua propriedade, podia fazer o que quisesse, além de possuir métodos para puni-la, sem precisar marcar o corpo perfeito, embora poderia fazer isso se precisasse. Só precisava ser cuidadoso, impedindo que um pequeno sentimento indesejado que estava ameaçando surgir nele, criasse raízes e acabasse por domina-lo. Notara-o diversas vezes e cada vez mais, gradativamente, ameaçando ganhar mais forças, como quando bateu nela, quando rasgou suas roupas, forçou o beijo e principalmente, quando esta derramava lágrimas. Era indômio este sentimento, pois queria "dobra-lo", fazê-lo se sentir mal pelo que fazia a ela, começando a querer provocar sofrimento em seu coração.
Isso era algo imperdoavél, pois, não era um fraco. Era Igneel, Imperador do fogo e Senhor de todos os dragões de fogo. Era a personificação da perversidade, crueldade e poder. Odiava humanos e ela era uma humana, pertencente a raça que mais desprezava e odiava. Havia jurado a si mesmo que esta sentiria o peso de sua coléra, mas, não era injusto. Os outros humanos também sentiriam. De alguma maneira, pois diretamente não podia, por causa dos demais Imperadores. Até se revoltou por Grandine, aquela que criou quando filhote, após esta ter salvado sua vida com seus poderes de cura, ter apoiado tal decisão que fora aprovada por unaminidade.
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Na casa de banho, estava tão nervosa e chorando, que não notara o quanto o chuveiro era estranho, pois, tinha o formato da cabeça de um dragão e a água saía morna, quando girava a maçaneta em formato de garra.
Transcorrido mais de 10 minutos, consegue se acalmar gradativamente, soluçando e engolindo o choro, forçando-se a encarar seu destino e se resignar. Só a morte a libertaria, mas, tinha certeza que seu dono evitaria isso ao máximo, privando-a da libertação de seus martírios. Piorava o fato de saber que aquilo não era tudo e com certeza, o monstro reservava coisas piores, além do que conseguia sequer imaginar.
Começara a lavar a boca para retirar o gosto dele e continuava mesmo estes ficando vermelhos, inchados e irritados pela violência dela para com eles. Sentindo-se ainda suja, começou a esfregar o corpo com força, mesmo os punhos que estavam inchados, avermelhados, mas, com os cortes das garras já cicatrizados e estava tão imersa em tristeza, que nem percebera tal coisa ou dera atenção, pois, meramente queria tirar o cheiro repugnante dele de sua pele.
Mais calma, sentindo a pele arder pela força, dedicou-se só a jogar água, sentindo a epiderme arder, mas, tal ardência e dor diminuindo gradativamente. Agora, transcorrido mais alguns minutos, estava observando todo o espaço, com os orbes em volta vermelhos e inchados de tanto chorar. Via os apoios dourados e vermelhso, como se fossem talhados e potes de diversas cores, que conforme destampava, tinha um cheiro diferente e cada um melhor que o outro. Viu ao lado da pia de carvalho branco, um sabonete que exalava um perfume delicioso.
O lugar era amplo e mais parecia um quarto, avistando mais a frente uma imensa banheira, na verdade um ôfuro imenso que cabia duas pessoas com facilidade e ficou tentada em enche-lo para banhar-se. Nisso, compreende finalmente o porque daquela espécie de chuveiro.
Primeiro a pessoa limpava o corpo e os cabelos, para em seguida entrar na banheira de Shira kashi (carvalho branco), com detalhes dourados e ornamentado por fora, com desenhos dourados grafados de dragões voando pelos céus.
Ao ver aqueles desenhos, lhe vêem a mente tudo o que contaram a ela sobre aqueles seres, aumentando ainda mais a sua dor, se possivél. Descobrir a verdade fora muito doloroso e de fato, ainda a digeria, se conformando que era uma idiota sonhadora e que o que todos os outros falavam era verdade. Dragões não passavam de bestas sanguinárias, feras, monstros, porém poderosos, que podiam varrer uma vila da existência sem muito esforço. No caso do monstro a qual era propriedade dele, era pervertido. Ao pensar nisso, uma lágrima escorre por sua bochecha.
Estava tão distraída, que não viu a porta aberta, pois Igneel abrira e a olhava com um brilho de pura malícia nos olhos, vendo as gotas ousadas percorrerem as belas curvas, desta que parecia ser feita de porcelana. Sentia seu membro tornar a ficar rigído pela visão magnifíca. De fato, aquela humana despertava mutias sensações nele, embora odiasse, recriminando a maioria e adorasse a minoria destas.
Ao sentir que estava sendo observada, vira-se, deparando-se com o olhar dele de pura malícia e desejo. Sua face tornou-se rubra e seus batimentos cardíacos aumentaram, sem contar um tremor que se espalhava por toda a sua pele, fazendo-a tremer de medo.
Tenta cobrir seu corpo desnudo, mas, as mãos fortes de Igneel afastam seus braços do corpo. Natsu começa a se debater desesperada, mas, sendo algo infrutífero, afinal, ele era mais forte do que ela, logicamente.
Sente um pavor imenso assalta-la, ao vê-lo admirar seu corpo novamente e não consegue conter mais lágrimas de desespero, lutando para liberta-se, vendo o brilho de malícia nos orbes destes que a fitavam atentamente, até que fala:
- Pare de se debater que te solto... e mais, deixe a porta aberta ao tomares banho, para que este Igneel olhe o que é seu por direito... não dei permissão para fechar a porta.- fala roucamente, em um tom malicioso ao pé do ouvido dela.
Natsu para de se debater e o dragão a solta, nisso, o supreendendo, dá um tapa na face máscula, que nada sente. Naquele momento, ela não raciocinara por encontrar-se ofendida, triste e revoltada. Nunca um homem a olhou assim e muito menos duas vezes. Mesmo sendo um dragão, não diferenciava de um humano sujo.
Igneel a olha inicialmente surpreso ao vê-la encara-lo firmemente, apesar da situação delicada em que esta se encontrava, ainda o confrontando. Já, a humana, estava dividida entre o pavor e o ódio.
Porém, logo a surpresa vira ira e a humana vê o brilho malicioso desaparecer e os olhos negros como a noite, ficarem escuros de uma maneira sombria, provocando tremores nela que agora percebera seu erro. Fechou os olhos esperando o tapa, tal gesto tornando-se involuntário, mas, supreendeu-se por não sentir.
Ao contrário,sente este segurar seu braço e em seguida, uma dor violenta, inimaginavél no braço direito, na altura do ombro. Gritou até sentir a garganta ficar em carne viva. Tremores se espalhavam por seu corpo e ameaçou com a dor intensa, a ter uma convulsão.
Só viu um borrão de uma mão a sua frente e depois, tudo ficando escuro novamente, a dor desaparecendo, sentindo apenas estar deitada em algo frio e duro.
Igneel estava na frente dela, olhando-a impassivelmente. Não imaginou que esta fosse tão sensivél a marcação que fez nela, com suas mãos, com o desenho de um dragão de 50 centímetros. Seus ouvidos latejavam ainda pelo grito e achou preferivél fazê-la ficar inconsciente. Não por consideração a jovem, para que não sofresse até estar cicatrizado, mas, sim, porque suas orelhas ainda doíam. Afinal, tanto seu olfato quanto audição eram muito apurados e por isso, igualmente sensiveís.
Como ela era resistente, não ficava preocupado dela contrair alguma infecção ou algo assim. Viu a queimadura ficando vermelho vivo, depois, um liquído saindo e em seguida, esta se tornando enegrecida, para depois começar a descamar.
Deixando-a caída no chão do banheiro e ao mesmo tempo, suprimindo com rigidez os sentimentos que considerara proibidos, dirigiu-se para a sala, pois o processo de cicatrização, que em um humano comum demoraria algumas semanas, nela cicatrizaria em 5 horas, provavelmente, mas, mesmo assim, não queria ouvir os gritos. Fizera aquilo para fortalecer o que ela era de fato para ele. Nada mais que uma escrava, menos do que um animal e inferior a um verme. Era um brinquedo para sua diversão e bel prazer, nada mais.
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Não sabia que fora do suntuoso palácio em que morava, não muito longe dali, duas pessoas ouviram o grito e sentiram o cheiro de pele queimada da humana, tendo estas já sentido o cheiro de sangue e o salgado de lágrimas. Metallicana teve que segurar Grandine com força, para que a mesma não entrasse lá e resgatasse a Mahou Kenshi. Mesmo dentro da própria Metallicana, existia uma batalha acirrada e feroz entre a razão e a emoção, fazendo um esforço descomunal para não ir lá com a amiga. Ambas estavam naquele momento na forma semelhante a humana.
Após algum tempo, a Imperatriz Celestial e Senhora dos Dragões Celestiais para de se debater e cai de joelhos, arrasada, com o coração da mão. Nunca imaginou que Igneel, aquele que amava como seu anii-uê, chegasse a tal extremo de perversidade. Claro, sabia que ele era cruel, mas, não a tal ponto. Se alguém lhe contasse que este poderia fazer algo assim, tacharia de louco. Agora, vira que era perfeitamente plausivél. Já Metallicana, nunca foi tola como Grandine.
Ela era mais realista e não sonhadora. Sempre possuíu a convicção que Igneel tinha vocação para sadismo e perversidade. Apesar de estar abalada pelo que a pobre humana estava passando, não esperava nada menos dele. Então, fala, controlando a dor em sua voz:
- Entendeste, Grandine-dono? Vejas como Igneel-dono encontra-se... precisamos que ele deixe de ser assim, para ajudarmos a humanidade quando esta precisar... infelizmente, são necessários certos sacrifícios... - fala com pesar.
- Não concordo! Não precisamos lançar ao martírio uma criança! É ainda um filhote de humano! É impensavél para esta Grandine deixar um inocente sofrer, porque humanos no passado feriram profundamente meu anii-ue... - fala com lágrimas nos olhos, cerrando os punhos.
- Não fales como senão me importasse com aquele filhote! Não aches que me agradas ver um ser inocente ser jogado desamparado a um vil leão... - fala seriamente, controlando a ira na voz mesclada de pesar, com um lágrima escorrendo da face dela, sobre o olhar atônito de Grandine - Nunca... nunca... fales que esta Metallicana não se importa... nunca! Se pudesse, iríamos juntas tira-la dele... mas, precisamos ser racionais, pois esta pode ser a chance dele mudar... mesmo que seja através do sofrimento.
- E se o anii-ue não mudar? - pergunta com os lábios trêmulos.
- Só nos restará viver com remorso... mas, porém, com a consciência tranquila que tentamos tudo ao nosso alcançe e que fizemos com a melhor das intenções, pensando na humanidade, nos bilhões de seres que correm perigo de vida...- fala forçando-se a acreditar piamente nisso, pois seria o único bálsamo consolador de ambas.
- Em suma, dissestes: Uma vida não vale as milhares de vida que podem ser salvas... o fim, nesse caso, talvez provavél fim, justifica os meios? - pergunta, secando as lágrimas, mais para ela do que para Metallicana que ficara em silêncio.
Nisso, vêem Igneel assumir a forma de um dragão e sair voando dali, após fazer um encantamento em volta da propriedade. Pela direção notara que ia a algumas vilas distantes a leste dali. Estranharam ele não se dirigir a vila logo abaixo ao pé da montanha. Não precisavam adivinhar o que este estava indo fazer. A intensidade de mana dele dizia tudo. Iria destruir, ou melhor, teria um pouco de "diversão", segundo sua visão perversa, em nome de uma vingança que o consumia lentamente ao longo dos séculos.
Elas tiveram que cabisbaixas, se retirarem dali, para não ouvir mais o recomeço dos gritos sofridos e depois o choro oriundos de dentro da mansão protegida com a espécie de escudo reluzente em volta. Apesar de baixos para os humanos, para os dragões não era.
Não aguentavam mais, não queriam ouvir, não queriam sentir mais os sons e cheiros, pois, estavam de mãos atadas. Nem podiam ver a humana por causa da proteção que impediria qualquer dragão de entrar e se conseguissem, Igneel seria avisado imediatamente.
Nisso, assumem suas formas verdadeiras e alçam vôo, retornando a mansão de Metallicana que era, felizmente, bem longe dali, para se pouparem de ouvir os tormentos de inocentes, tentando esquecer os gritos e choro da jovem humana e os cheiros, inclusive de outros, quando Igneel chegasse ao seu destino.
Segura de que Grandine agora não tentaria mais intervir, decidira avisa-la, quando estas chegassem em sua morada, da decisão de partir em busca de um filho, para ser seu Dragonslayer (Dragão Assasino). Não queria esperar muito e também desejava, quando tivesse que abandona-lo, que ele já tivesse uma boa idade. Mas, a deixaria ficar, pois a dela era muito longe dali e esta confidenciou que tinha uma intuição de que precisa ficar perto dele. Confiava nela e não via problemas em deixa-la morar em seu palácio.
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Eis uma imagem de Natsu, durante a luta contra Igneel:
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Igneel é mesmo um monstro... mas, mal sabe que vai arcar com tudo o que fizer com Natsu... *risada maligna*
A Fanfiction está ficando cada vez mais Dark e vai ficar pesada. Claro, não descreverei cenas de estupro, pois, não consigo... mas, mostrarei só o início para terem uma ideia...
