Era Inverno, a neve caía , as aulas com Dumbledore corriam bem. O Harry nunca se havia sentido tão feliz. O seu namoro com Malfoy ia de vento em popa, já nenhum dos dois ligava a qualquer comentário fosse de quem fosse.

Já namoramos há algum tempo, também já é altura de sermos minimamente aceites e respeitados – Harry pensava para si mesmo, sem nunca esquecer o preconceito da sua 'melhor amiga'.

A reacção de Hermione ainda o perturbava. Tinha pesadelos com ela e Draco quase todas as noites, normalmente envolvendo a morte de pelo menos um deles.

Ultimamente também Ron se afastara da amiga, já nem valia a pena tentar conversar com ela. Não podia suportar os comentários maldosos dela e a constante tentativa de persuasão para se voltar contra o moreno. Desde então o ruivo passava bastante tempo com Harry e Draco, no ninho de cobras. Por mais que lhe custasse admitir Ron até gostava de Pansy e Zabini; achava que eles no fundo até eram boas pessoas. Quando não estava com os Slytherins, nas na sua torre, passava o tempo com a sua irmã, Neville, Dean e Seamus.

- Hermione por favor! – Ginny por vezes chegava a gritar com a morena – Não sejas tão preconceituosa! Olha, eu gostava do Harry, muito como tu sabes, mas eu percebi que é ao lado daquele loiro arrogante que ele é feliz, e só tenho de acitar isso. Não vou deixar de ser amiga dele – Ginny tentava várias vezes fazer Hermione ver a razão. Temia que a amiga pudesse fazer alguma insanidade contra o casal.

OoO

Draco decidira dassar o Natal em Hogwarts, uma vez que os seus pais estavam fora do país, muito provavelmente fugidos, e não queria ter de passar a quadra com a doida da sua tia Bellatrix. Iria ser o seu primeiro Natal com Harry e por isso nem ligava a ter de ficar na escola durante as férias.

Um sábado de manhã Harry levantara-se cedo. Tinha planeado com Ron ir a Hogsmeade para comprar presentes de Natal. Não podia obviamente levar Draco. Sabia que o loiro também iria às compras naquele sábado, mas sabia também que este gostava de dormir até tarde, de maneira que não precisava de se preocupar.

- Ron! Vamos! ACORDA!

- Hummm, mais 5 minutos mãe-…

-RON WEASLEY! Acorda imediatamente!

- Oh, Harry… adormeci…

- Nota-se…

Os amigos arranjaram-se e saíram.

- Então, já sabes o que lhe vais comprar?

- Hummm, nem por isso, ele tem tudo…

- Pois…

Depois de algumas horas e de várias lojas revistadas, Harry via-se prestes a desistir, mas numa lojinha discreta encontrou algo que lhe chamou a atenção. Era uma camisa negra, com um tecido fino, algo que um Malfoy usaria. Era discreta mas elegante, e no colarinho tinha uma serpente uns tons mais clara, o que a tornava diferente. Sem pensar duas vezes o moreno levou a camisa, satisfeito. Obviamente também lhe comprou uma caixa dos seus bombons favoritos, já que Draco ela um guloso.

- Então Ron, ainda não compraste presentes…

-Er—unh…. Era ela quem me costumava ajudar com essas coisas…

- Ah…. Sabes, para mim continua a ser estranho, depois de quase 6 anos de amizade, ela reagir assim e ….

- Ela há-de voltar a si… - Era o que Ron mais queria, mas sabia que isso não ia ser fácil, sequer possível.

De regresso ao castelo Harry avista Draco e apressa-se a esconder os sacos. Estás com pressa loiro. Malfoy vem com uma expressão feliz nos lábios. Harry aproxima-se e vê o seu namorado beijar Susan Bones apaixonadamente.

O coração de Harry caiu e partiu-se em pedaços. Não, não pode ser. Eu não estou a ver bem…

- Potter idiota! – Draco cuspiu – ahahhaha, nem imaginas o quanto esperei por isto! A tua cara! Ahahaha! És mesmo imbecil! Achas mesmo que eu ia ficar contigo muito tempo?

O moreno não acreditava no que via ou ouvia. O seu loiro só tinha brincado com ele o tempo todo? Queria…espancar Draco. Queria arrancar-lhe a pele. Mas só conseguiu segurar as lágrimas e correr para o castelo.

OoO

Durante as férias todas, Harry mal saía do dormitório. Comia pouco, e estava a emagrecer. Evitava a todo o custo qualquer contacto com o mundo, especialmente com aquele que era o seu mundo. Mal o via, mas quanto não conseguia evitar, havia sempre na sua face um sorrisinho cínico. Mas por algum motivo que Potter desconhecia os seus olhos não tinham qualquer expressão, estavam vazios. Eram esses olhos sem luz, mortos, que povoavam os subconsciente de Harry enquanto dormia.

- Harry, não podes ficar sempre assim - os seus amigos tentavam sempre animá-lo, sem sucesso.

Hermione por outro lado andava contente, apesar de não o tentar demonstrar. Que pena que eu tenho desses dois… - pensava irónica.

Ron e Ginny notaram que ela andava contente demais, e começaram a desconfiar que ela estaria a tramar alguma, mas logo desistiram da ideia. Hermione sabia como enganá-los.

Na véspera de Natal, Harry recebeu uma carta com a insígnia de Slytherin. Sabia que não era de Malfoy, não ela a sua caligrafia delicada. Abriu-a a custo.

Potter,

Em primeiro lugar queremos desejar-te um Feliz Natal, pois apesar de seres um Gryffindor irritante, sentimos a tua falta aqui em baixo. Estamos preocupados contigo, sabemos o que se passou, e mal te vemos por aqui…

Precisamos de falar contigo… sobre ele.

O Draco anda completamente sem vida, parece que está em transe. Só fala quando falamos com ele, faz tudo mecanicamente, não tem luz nos olhos. Sabemos do que se passou com a Bones, mas não por ele. Não abriu a boca sobre o assunto, não fez gozos… nada. Por vazes parece que sai do transe e fica em choque, olha em volta e começa a gritar o teu nome e diz coisas sem nexo. Tem pesadelos constantemente. Estamos desesperados, ele é nosso amigo não sabemos o que fazer. Até o Weasley está preocupado.

Por favor se ainda lhe tens algum apreço, reponde-nos.

Sinceramente,

PP & BZ

O coração de Harry bate descompassadamente. Evidentemente ele é um Gryffindor, e evidentemente ele ama Draco.

Parkinson e Zabini,

Agradeço a preocupação. Amanha de manhã podemos encontra-nos na Torre do Relógio, logo depois do pequeno almoço.

Feliz Natal,

HP

OoO

- Nós temos de fazer alguma coisa! – Pansy gritava.

- O quê Parkinson? Nós não fazemos a mínima ideia do que se passa! – Ron, que tinha acompanhado Harry, já estava exaltado.

- Temos de procurar em livros…Estes "sintomas" não são normais… - dizia Blaise com uma ar cansado.

Harry apenas pensava, num canto enquanto os outros 3 discutiam opções. De repente a sua cabeça fez um click…

Sintomas Doença Enfermaria Madame Pomfrey. É isso!

Harry saiu a correr em direcção á enfermaria, e os outros seguiram-no num ápice.

- Que foi meu filho? O que tens Harry Potter? Sentes-te bem? – Madm. Pomfrey estava em pânico com aquela correria toda.

Harry explicou todos os sintomas de Draco, com a ajuda dos seus amigos. A enfermeira ficou em choque.

- Isso, Oh meu Deus…. Quem nesta escola…

- Madm. Pomfrey por favor diga-nos o que se passa….

- O Sr. Malfoy está sobre a maldição Imperius…

CHOQUE GERAL.

OoO

- É aquela sangue de lama! Maldita! – Pansy estava fora de si. – Vou matá-la.

Harry teve de tomar uma poção para se acalmar. Tinha a certeza que era Hermione a culpada. Quem mais seria. A enfermeira havia chamado o director para relatar o sucedido. Ninguém tinha provas de como era ela a autora da maldição.

Então Dumbledore propôs um plano. Eles iriam segui-la para a verem lançar a maldição. A partir daí seria fácil terminar com ela e provar quem era o autor do crime.

- Um de nós segue o Draco, outro a Hermione – Harry propôs – assim temos mais chances…

Assim fizeram.

oOo

Primeiro, mais uma vez desculpem a demora e os erros.

Este capítulo não está muito inspirado, prometo que o próximo será melhor. -'

Reviews plzzzz! :D

Beijos, Patt