Todos sabiam que era ela quem lançava insistentemente a maldição de controlo no Slytherin. Mas eles tinham de ter provas. Hermione era demasiado inteligente para se deixar apanhar assim tão facilmente.

- Como é possível? Seguimos o Draco tantas horas por dia, seguimos aquela maldita sangue de lama a toda a hora e não conseguimos apanhá-la! – Pansy estava fora de si.

Ron chorava ultimamente. A sua amada já não era aquela menina doce que conhecera no Expresso de Hogwarts, era mesquinha, e a todo o custo queria fazer Harry infeliz. Contudo Ron ainda tremia quando a insultavam, mas já nada dizia.

Os quatro, Harry, Ron, Pansy e Blaise, faziam turnos para vigiar Draco e Hermione, mas claramente não estavam a ter sucesso. Ela usava qualquer brecha deles. E Draco via-se consumir em inércia de dia para dia. Eles iam falando com o Director que os incitava a não desistir, eventualmente ela cansar-se-ia e cometeria algum erro.

OoO

O método de Hermione era eficaz, ela lançava a Imperius a algum Slytherin e este por sua vez ordenado pela morena, fazia o mesmo a Malfoy. Hermione ia sempre trocando de alvo, e por vezes usava duas ou três pessoas em cadeia. Estava cada vez mais arrojada. Sabia como lançar a maldição discretamente, sem nem a pronunciar, e ordenava aos seus "escravos" que procedessem da mesma forma.

- Nós já tentamos de tudo com a perseguição. Temos de arranjar outro método – Harry constatou sentindo-se derrotado.

- Mas o que Harry? Nós sabemos que ela é muito inteligente. Não se vai deixar apanhar facilmente – Ron estava visivelmente desgastado desta jornada. Só queria poder abanar a amiga até que ela acordasse desta maldita fantasia e aceitasse Harry como ele é.

- Eu não sei Ron, definitivamente…

-Eu estive a pensar – interrompeu Zabini, que raramente falava – nós podíamos usar Veritaserum para a fazer confessar….

- Blaise! Isso é genial! – Pansy animou-se

Os outros dois ficaram em choque e trocaram um olhar de como pudemos ser tão burros e não pensar nisso antes?

O problema era – como o iriam fazer?

O ruivo teve uma ideia …

O grupo estava animado enquanto ouvia o relato de Ron. Era um plano simples e ainda assim inteligente. Imediatamente ficaram mais leves e descontraídos. Estavam tão perto de acabar com aquela loucura.

Depois de conseguirem a poção da verdade com Dumbledore, o plano seria posto em acção.

Apesar de estar aliviado por acabar com toda esta confusão Ron estava claramente triste. Nunca pensou ter de chegar a este ponto, de escolher entre os dois melhores amigos, de prejudicar um deles, pois sabia bem que não iria ser bom o castigo da amiga assim que fosse provado que ela usara uma maldição imperdoável, ainda mais dentro da escola.

OoO

A Sala Comum de Gryffindor estava quente e confortável. Se não fosse por aquilo que iria acontecer poder-se ia dizer que o ambiente estava perfeito.

Ron entrou na sala com a sua mochila e sentou-se perto de Hermione. Não disse nada durante um bom tempo. Viu Ginny sentada de costas para eles, exactamente como lhe dissera para fazer.

- Humm… Hermione podes ajudar-me aqui? Não percebo estas runas…

Hermione a contragosto ajudou Ron. Passado o constrangimento de algum tempo sem se falarem, a conversa fluía bem, com assuntos como as aulas, o Quidditch, livros…. E nada relacionado com Harry.

O frasco com a poção parecia queimar no bolso de Ron. Estava no momento de agir.

- Queres uma? – Ron perguntou à morena, esticando uma garrafa de Cerveja de Manteiga.

- Pode ser….

A conversa continuou, lembrando até os velhos tempos, apesar de os dois saberem que nada volatria a ser como dantes. Não com o que Ron estava prestes a fazer. É agora Ginny.

- Mione, podes chegar aqui – chamou a ruiva. Pediu-lhe que lhe esclarecesse uma dúvida aleatória. Enquanto isso, como Hermione e a irmã estavam de costas Ron colocou todo o conteúdo da poção na cerveja da morena, e apenas esperou.

Ela voltou bebeu a sua cerveja calmamente, notando um Ron ligeiramente nervoso. Ele ainda conseguia ver nela a preocupada amiga, a sorridente e divertida Hermione. Livrando-se de todos os pensamentos que o fariam voltar atrás Ron perguntou.

- És tu quem anda a lançar a Maldição Imperius ao Malfoy?

- Ahahaha, mas claro que sou eu! Quem mais poderia ser? - Hermione inconscientemente contou todo o seu "plano inflível", nem se aprecebendo disso, pois estava animada demais, deixando passar o facto de que nunca contaria aquilo a ninguém.

As lágrimas corriam pelo rosto de Ron. Sabia tudo o que ia na cabeça de Hermione, tinha acabado de ouvir a coisa mais bizarra que alguém poderia fazer a um amigo. Ginny saira da sala, encontrando-se com os outros, contando as novidades.

OoO

- Hermione Granger, eu como director, obrigo-te a desfazer de imediato o feitiço da maldição – era impossível contornar uma ordem daquelas, dada pelo director da escola, era como se ela própria estivesse a receber um Imperius do director.

- Hermione Granger, eu Albus Dumbledore, director da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, expulso-te desta escola, onde nunca mais poderás entrar, e confisco a tua varinha.

Hermione caiu em lágrimas e imediatamente foi dispensada para arrumar os seus pertences e despedir-se dos seus colegas de equipa. Não iria para Azkaban por enquanto, por ser menor, mas aguardaria julgamento, interdita de sair do país.

Ron estava despedaçado. Tentou falar com ela, mas só recebeu declarações de ódio e ameaças de morte.

Enquanto isso no outro lado do castelo, Draco dormia. Pansy deixara Harry entrar para o "covil das cobras" para que estivesse perto do loiro quando este acordasse.

- Draco, eu estou aqui. Vai ficar tudo bem agora, nunca mais te vou largar…

- Huunmmm – Páraa… Não.. Harry…

- Shhhh, calma… eu estou aqui meu amor…

Draco dormiu ainda que agitado durante toda a noite, mas Harry estava sempre a seu lado, dando-lhe apoio, acordado toda a noite. Quando o sol raiou Harry exausto tinha adormecido, sentado numa cadeira , com a cabeça na cama, ao lado de Draco.

- Harry. Harry acorda – Draco olhava embevecido para o namorado, ao menos ainda pensava nele como tal.

- Humm. Ahh, Draco acordaste! Graças a Merlin! Oh Draco ….. - o moreno estava choroso.

- Calma Harry. Está tudo bem agora. Eu estou de volta para ti. anh, bem isto se ainda me quiseres…

Harry estava chocado com aquilo e respondeu ao seu loiro com um beijo apaixonado.

Passaram a manhã juntos, e Draco contou a Harry que sempre soube que estava debaixo da maldição, e que tentara a todo o custo resistir. Contou-lhe que rebentou por dentro quando "traiu" o moreno.

- Pronto Draco, está tudo bem. Estamos juntos outra vez. Ela foi expulsa de Hogwarts, não nos vai chatear mais.

Nisto o loiro sorriu como já não fazia há tanto tempo e beijou o seu moreno com paixão luxúria. Em pouco tempo estavam na cama, um sobre o outro sem roupa nos corpos delineados. Amaram-se como não faziam há tempo demais, sentiram-se completos um no outro. Passaram o dia assim, juntos e felizes e sozinhos.

OoO

Bem longe dali, uma morena suja com um malão, parou em frente a uma mansão obscura, negra, repleta de seguidores daquele-que-não- deve-ser-nomeado. Entrou confiante.

- Posso ajudar-vos a entrar em Hogwarts.

oOo

Mais um capítulo, este um pouco mais pequeno, e não é tão focada nos nossos dois meninos, mas até acho que está interessante.

Agora preciso mesmo de reviews:

É para continuar a fic ou só mais um epílogo? Ajudem siim?

Mais uma vez desculpem a demora e os erros.

Beijinhos

Patt'