Thalia
Na manhã seguinte, seguimos em fila até o refeitório para o café-da-manhã, era costume o chalé de Ártemis ser um dos mais animados, nós passavamos a eternidade juntas, então eramos como irmãs, mas naquele dia eu não tinha animo para participar de nenhuma das conversas, na verdade mal conseguia olhar para elas, entendão, eu não fiz nada EXTREMAMENTE errado ontem, mas as caçadoras são terminantemente proibidas de se apaixonar, mesmo que por um morto, bom eu sei que os últimos a entrar foram o Percy e o Nico, claro, eles eram os únicos dos seus chalés, enquanto comiam eu desviava minha atenção entre a comida e as mesas de Poseidon e de Hades, como aqueles dois tinham tanta sorte, eles não tinham que sentar na frente da mesa e carregar uma culpa horrivel.
- Thalia! – na hora eu tomei um susto, Belinda, uma garota nova na caça, estava me chamando – o que aconteceu, ontem, na clareira?
- OQUÊ?
- não se faça, eu vi você sair ontem pouco depois do filho de Hades, parece que meu pai te pegou, hein? – outra curiosidade da Belinda, ela filha de Eros, o que torna meio hilário ela ser uma caçadora.
- não, que isso Belly é que eu tive... – eu senti meu rosto esquentar de forma terrivel – eu tive... é que Nico me disse que a irmã dele, Bianca, uma antiga amiga de caça queria falar comigo, então foi só isso.
- tudo bem, não se preocupa eu não vou contar, apesar do seu voto – que raiva dessa garota, tem que lembrar daquele bendito voto.
Depois do café, algumas caçaodras foram treinar arco e flecha, outrs fazer corridas de bigas, acredite boa parte delas faz isso desde que foram inventadas, mas eu não tinha muito animo, eu fui para o chalé de Zeus a maior das construções, ela ficava bem no meio das outras o que dava bastante destaque.
O chalé parecia o mesmo de alguns anos atrás uma pilha de roupas e algumas coisas pessoais, fazia tanto tempo que eu não sabia o que era ficar sozinha, peguei meu MP4 e liguei no máximo, não sei quanto tempo eu fiquei ali, mas derepente começou a tocar Breathe do Paramore e pela primeira vez a música me deprimiu, ela me fez lembrar de Luke, não só da noite anterior, mas também de quando nos conhecemos, derepente a porta do chalé se abre e nele entra Nico.
- você está chorando Thalia?
- Não – até essa hora não tinha me dado conta de que estava chorando, mas limpei as lágrimas – o que está fazendo aqui.
- desculpa, é que ue estava passando e ouvi música vindo e resolvi passar par ver como você estava.
- já viu.
- Thalia. – seja o que ele fosse dizer, ele hesitou – o seu rimel está borrado.
Por um momento eu pensei que ele estivesse escondendo alguma coisa, mas olhei no meu reflexo pálido no MP3 e limpei o que deu do rimel. – deu? – ele deu um sorriso e aquilo me alegrou, um pouco.
- aqui – ele se agachou na minha frente, parecia mais estranho ter ele na minha frente agora, e passou o dedão gelado na parte debaixo do meu olho – pronto.
Eu olhei para ele, não parecia ser tão novo, eu me negava a acreditar que era o mesmo menino ou que a Belly estivesse certa, para mim já bastava a confusão com Luke, mas estavamos tão perto e as mão dele estavam em meu rosto e derepente não pareciam mais tão frias, era arriscado, mas ele chegou mais perto, eu estava tremendo, mas derepente uma trompa de caça soou na floresta, eu afastei as mãos dele.
- é melhor eu ir.
- vai – ele não parecia muito feliz com minha saida estratégica, mas eu não podia continuar ali eu sai e ouvi enquanto começava The Only Exception também do Paramore.
