Sério, qual é o meu problema? x3

O primeiro capítulo veio como uma short, mas minha cabeça anda com muitas ideias pervertidas e eu preciso tirar isso daqui muito rápido! Porque assistir aula de química pensando nessas coisas é broxante. #fato

Ah, só pra avisar, a classificação é M pelas cenas de sexo, ok? ._.

Quem não gosta, uma pena, as pessoas que gostam, sejam bem-vindas, minhas irmãs. x3


002 – Promessa ou Ameaça?

Eu achava que ia ser tudo passageiro.

Achava que depois do que eu e Scorpius fizemos na biblioteca esse fogo entre nós ia diminuir e, consequentimente, nós iríamos voltar a viver nossas vidas como antes: sendo meio-amigos.

Pra quem está acostumada a acertar todas as deduções e respostas eu não poderia estar mais errada, infelizmente. Porque as coisas com Scorpius não são como uma brasa, são fogo. Uma vez que você coloca e o instiga, você o faz crescer e não diminuir, como eu pensei que seria.

Meu subconsciente também me traia todas as noites, botando ele em meus sonhos cheios de desejo, suor e gemidos abafados.

Eu precisava de um tratamento. Urgente.

Ele parecia concordar comigo –não na parte do tratamento, é claro -, já que deixava bem claro que seu interesse em mim permanecia vivo.

Ainda em fase de negação, eu conversava com ele normalmente, mas sempre com a presença de outro alguém, nunca a sós. Da última vez que ficamos a sós eu teria sido dele ali, no meio da biblioteca, se não fosse por um bando de lufas e Merlin sabe até quando essas lufas iriam aparecer pra me salvar novamente.

Nunca gostei tanto de lufos.

E, depois de quase uma semana de sucesso em ignorar Scorpius, tudo é estragado pelos novos pares de monitoramento dos corredores.

Quem foi mesmo a retardada que resolveu sugerir a troca?

Ah, é mesmo, fui eu. Há quase um mês tinha sugerido e, como as coisas são rápidas por aqui, resolveram só trocar as duplas agora. Agora, que era quando eu menos queria arriscar minha segurança.

-Rose, da Grifinória e Scorpius, da Sonserina, vão patrulhar os corredores do quinto andar. - o monitor chefe falou, depois de tirar um papel com o meu nome e, logo depois, um com o nome de Scorpius.

Não precisava ser a aluna mais inteligente de Hogwarts pra saber que Malfoy tinha manipulado esse sorteio com magia, mas era algo tão pequeno (só as duplas de monitoramento!) que não valia a pena discutir. (E sobre que provas iria acusá-lo?)

E o dia tinha chegado.

Era a primeira ronda com as novas duplas e eu tinha combinado com Scorpius de esperá-lo em frente ao quadro da mulher-gorda no inicio da ronda. Iríamos descer dois andares, patrulhar os corredores e cada um iria voltar para seu respectivo Salão Comunal.

Isso na teoria,é claro.

Na pratica não tinha duvida de que seria diferente.

Ele chegou no horário combinado impecavelmente pronto. Nem uma mexa daquele cabelo sedoso fora do lugar.

-Vamos, Weasley? – ele falou.

-Quanto mais rápido isso começar, mais rápido vai terminar. – respondi dando de ombros.

Descemos lado a lado em silencio até chegarmos no quinto andar. Passávamos pelos corredores e abríamos as portas das salas, para ter certeza de que nenhum aluno estava lá.

-Aqui está vazio. – ele constatou o óbvio depois de fechar a porta de uma sala. – Seria um ótimo lugar se não estivesse empoeirado... O que esses elfos fazem nesse castelo, afinal?

-Não fale assim dos elfos. – falei. Não porque tinha a mesma coisa com eles que minha mãe, pra mim eles serviam porque queriam, apenas quis contrariá-lo. – E não precisamos de mais salas de aula em Hogwarts.

Ele deu um sorriso malicioso.

-E quem disse que eu quis dizer que seria um ótimo lugar para estudar, Weasley?

Senti minhas bochechas ficarem coradas e sai andando para continuar a ronda.

Mais que grande pervertido!

-Sabe, Weasley, eu realmente gostei do que aconteceu na biblioteca. – ele disse assim que me alcançou.

Abri a porta do que deveria ser uma das últimas salas do andar e fingi procurar alguém ou alguma coisa ali dentro. Talvez meu cérebro, que já estava sendo inebriado pelas imagens do que tinha acontecido na biblioteca.

Como fogo as imagens queimaram meu raciocínio.

-Poderíamos repetir isso qualquer dia desses. – ele falou em tom despreocupado.

-Poderíamos. – falei – Mas não vamos.

E, antes que eu pudesse fechar a porta da sala, ele, que estava atrás de mim, me empurrou pra dentro do cômodo e entrou no mesmo, fechando a porta atrás dele.

-Por que não, se você quer isso tanto quanto eu, sua mentirosinha? – ele falou com um brilho perigoso nos olhos cinza.

Estávamos a pouco mais de cinco metros de distância e ele continuava encostado na porta, que era a minha única chance de sair dali. Dei meu melhor sorriso e me sentei em uma das mesas que tinham ali.

-Porque eu sou uma mentirosinha, não é mesmo, Malfoy? – falei abrindo minhas pernas, fazendo com que ele pudesse ver minha calcinha.

Ele se desgrudou da porta e veio na minha direção, se encaixou no meio das minhas pernas e começou a beijar meu pescoço.

-Isso mesmo, Weasley. – ele murmurou contra meu pescoço.

Agora que a minha saída estava livre deveria ser o momento perfeito pra sair, mas não pensei que eu realmente fosse gostar do que Scorpius estava fazendo. Ele parecia um animal perdido no deserto desfrutando de um Oasis, estava totalmente distraído com o meu pescoço e podia afirmar que ele estava se divertindo tanto quanto eu.

Segurei os ombros dele e o afastei. Ele me olhou inquisidor e eu desci da mesa. Para manter a aparência de quem estava gostado o beijei. Mas apenas encostei seus lábios sobre o meu. Abri a boca e minha língua andou pelos lábios finos dele, quando ele abriu a boca dele e tocou sua língua na minha recolhi a minha e em um movimento rápido sai correndo para a porta da sala.

Era a maior esperança que eu tinha agora.

E eu consegui.

Abri a porta e fechei-a ao sair. Mas não comecei a correr. Fiquei olhando para a porta. Talvez no fundo, no fundo eu quisesse que ele saísse correndo atrás de mim. Ouvi um som alto, que devia ser Scorpius socando a mesa ou algo assim e, em seguida ouvi ele gritando tão alto que suspeitei que Hogwarts inteira tinha estremecido sobre sua ameaça:

-Você ainda será minha, Rose Weasley!

Pensando bem, não queria que ele me seguisse, não. Sai correndo antes que ele saísse da sala e pudesse cumprir com sua promessa.

Estava arrepiada – se era pelo vento que batia contra mim enquanto corria, ou pela sua ameaça, não sabia dizer - e suas palavras ecoavam pela minha cabeça, como um mantra, uma canção, uma maldição.


Eu resolvi explorar o lado pervertido da nova geração (só da Rose e do Scorpius, mas deixa quieto), espero que alguém aprecie x3

Ia juntar esse e o próximo capítulo, mas não queria um capítulo monstro; o próximo já tem cenas... hm... calientes. x3

Qualquer erro, avisem, não tive tempo de revisar. #damnitall