Safadinhas e safadinhos que esperaram, esse é o capítulo da NC! x3
Só pra avisar, sabe... Se você não for um safadinho, saia. Se você não for e continuar, reveja seus conceitos! kkk'
Se for um safadinho, bem-vindo! *-* (faleidemais)
003 - Sem Pantufas e Vergonha
Fosse o frio da noite, a conversa das minhas colegas de quarto - que são insuportáveis - ou qualquer outra maldita coisa. Eu não consegui dormir direito.
Toda hora me movia de um lado pro outro na cama e soltava um murmúrio irritado. Qual era a bosta do meu problema? Meu pescoço ainda pinicava ao lembrar dos beijos que Malfoy deixou por ali, na sala vazia.
Isso não podia estar acontecendo. Não de novo.
Encolhi meu corpo depois de ter sentido um arrepio. A diferença era que, agora, não tinha mais nada a perder. Ri amarga ao me lembrar disso. Quão patética podia ser às vezes.
Apenas fechei os olhos e consegui dormir várias horas depois de deitar. E tive que acordar muito cedo, graças às aulas.
Preciso dizer que Malfoy nem olhou na minha cara? Frustração sexual é algo péssimo, amigos e amigas. Podem ter certeza disso.
Por um lado – um lado bem pequeno e insignificante, diga-se de passagem – era bom que ele me ignorasse. Quem sabe se ele me ignorasse, eu não o ignoraria de volta e eu não estaria sujeita a... A tudo aquilo, de novo.
-Bom dia, Rose! – Lisa, minha amiga, disse quando estava saindo do Salão Principal.
Não tinha visto ela no café da manhã.
-Bom dia, Lisa. – sorri meio distante – Não tomou café?
-Tomei, sim! Só que eu achei que você já tinha tomado e corri para transfiguração, mas você não estava lá. Resolvi voltar e, por acaso, te achei aqui! – ela sorriu.
Lisa Malfatti sempre sorria. Ela era do sexto ano e Grifinória, como eu. E ela me lembra Scorpius. Assim que ela chegou em Hogwarts todos acharam que era uma parente dos Malfoy. Tem um cabelo quase branco – que é cortado bem curto, quase como o de um menino -, pele transparente e um rosto incrivelmente bonito. Até os sobrenomes são parecidos!
Só que Lisa tem olhos castanhos e Scorpius cinza. E ela era uma nascida trouxa.
Fomos para a aula de transfiguração e, assim que cheguei na porta, vi Scorpius com meu primo, Albus parados ali.
-Olha se não é sua prima, Scorpius! – Albus brincou.
-Cale a boca, Albus. – Scorpius respondeu irritado.
Como eu disse, frustração sexual é um problema.
-Ainda com isso, Potter? – Lisa falou sorrindo, pra variar. – Acho que Scorpius não gosta muito disso.
Albus apenas corou e olhou para o outro lado.
Eu dizia que eles três eram um triângulo amoroso não muito certo. Lisa, pra mim, tinha uma queda pelo Malfoy e Albus tinha uma queda pela Lisa. Malfoy não gostava da Lisa só porque ficavam falando que eles eram primos.
Acho que isso fez um triângulo.
Mas agora acho que está mais pra um quadrado, se não me engano. E eu estou nele.
Depois que McGonagall chegou - mesmo sendo diretora, se recusou a parar de dar aulas; ela adora isso - entramos na sala e eu e Lisa sentamos logo na frente de Scorpius e Albus, respectivamente. Acho que McGonagall tinha razão em não parar de dar aula. Ela tinha o dom, era uma ótima professora, juro. Mas nem essa ótima professora conseguia me fazer ignorar o fato de que Malfoy estava sentado logo atrás de mim e eu aposto minha sobremesa no jantar – o que não é pouca coisa - que ele estava encarando minha nuca com um olhar ameaçador, ou qualquer outra coisa assim.
Devia ser mais discreto, até eu, que estou de costas, percebia.
Dei graças a Merlin assim que a aula acabou. Eu e Lisa seguimos para Trato de Criaturas – só fazíamos isso por Hagrid, que é um grande amigo da minha família e gostou muito de Lisa.
Relaxei um pouco com a distância imposta entre eu e Scorpius pelas aulas. Mas só relaxei um pouco. O resto estava tenso. Muito tenso.
Já era hora do jantar e eu não tinha esbarrado em Scorpius. Lisa e eu ficamos conversando e, quando tinha chegado a hora em que eu ia relaxar completamente, esquecer do mundo e entrar em um novo onde só existia o bolo de chocolate, a calda de mel e eu, mas percebi que os dois mais importantes componentes desse mundo não estavam na mesa.
Não tinha nem meu bolo, nem minha calda de mel.
Agora, sim, eu desejei xingar Merlin em voz alta. Da última vez que isso tinha acontecido eu tinha acordado o demônio reencarnado no outro dia. Como eles ousavam não me dar bolo e mel?
-Não tem bolo nem calda, Lisa. – falei com voz fraca.
-Oh, é mesmo! – ele falou arregalando os olhos – O que vai fazer?
Ela entendia bem como me sentia, era uma ótima amiga.
-Vou ter que ir à noite à cozinha. – falei emburrada.
-Quer que eu vá junto com você? – ela sorriu.
Muito gentil da parte dela, mas eu ia estar com sono e a procura de um bolo com mel; ia ser um explosivo com pavio aceso, exemplificando.
-Não precisa, devo ir pelas duas na cozinha pra não cruzar com ninguém, já vai ser bem tarde.
-Mais drama de bolo, Rose? – Albus falou atrás de mim.
Assim que olhei pra ele reparei que Scorpius estava logo atrás, com um olhar perdido.
-Não é um drama, é uma necessidade.
-Necessidade de bolo com calda. Claro que sim. – ele revirou os olhos – Mas não vim aqui pra isso... Boa noite, Rose, boa noite, Lisa. – Albus sorriu e se afastou com o amigo.
Ele sempre fazia isso quando Lisa estava comigo; era uma desculpa idiota ir me desejar boa noite, ele só queria falar com Lisa!
-Acha que Scorpius estava bem? – pena que ela não liga tanto assim pra ele.
-Deve estar. – dei ombros.
Logo depois nós fomos dormir.
-Boa noite, Rose! – ela murmurou antes de se enfiar embaixo dos cobertores.
Fiz o mesmo e dormi. Dormi bem até acordar com o despertador que mamãe me deu. Sem querer acordar todo mundo – coisa que já devia ter acontecido, de qualquer maneira – desliguei ele e me levantei da cama.
Eram duas horas e, mais importante que isso, era hora de bolo de chocolate com calda de mel. Oh, sim! Achava que ia estar como um explosivo, mas estava animada e até um pouco agitada, animada em expectativa da deliciosa comida.
Não me dei o trabalho de tirar minha camisola – rosa clara, alcinha, até pouco acima do joelho -, apenas calcei uma pantufa e sai do dormitório. Passei pelo Salão Comunal, vazio, e desci os três andares para chegar na cozinha. Era o último corredor, já. Era só virar essa maldita curva e eu veria aquele quadro de frutas e teria que fazer cosquinha na pêra.
Mas encontrei outra coisa me esperando além do quadro de frutas.
Malfoy estava bem do lado do quadro, com braços e tornozelos cruzados, apoiado na parede. O cabelo lhe caia pela testa e um pouco sobre os olhos fechados. Usava uma calça cinza escura. É isso ai, sem camisa.
Puro deleite para meus olhos se eu não estivesse com os joelhos para fraquejar.
Acho que arfei um pouco alto demais pelo susto – ou por outras coisas -, porque ele abriu os olhos e eles, no mesmo momento, se grudaram nos meus.
Dei um passo pra trás, me sentindo de repente acuada.
Como fui idiota! Achava mesmo que ele deixaria isso barato? Que ele lançou aquela maldita promessa aos quatro ventos por raiva? Ele pretendia cumprir aquilo! Como soube que estaria aqui, afinal!
-N-não. – murmurei.
Ele sorriu. Percebeu que já tinha entendido tudo.
-Acho que não vai comer bolo de chocolate hoje, Weasley. – ele falou se aproximando.
Entendi! Ele me ouviu falando que viria aqui! Ele estava logo atrás de Albus! Porque não pensei nisso? Antes que pudesse dizer "Com mel" eu tinha me virado e estava correndo de volta para meu dormitório.
Estava um pouco assustada, odeio admitir.
Como Scorpius era maior e mais rápido, afinal, ele não tentava correr loucamente, segurar a pantufa no pé (sem sucesso, elas saíram quase de cara) e abaixar a camisola. Conseguiu me alcançar mal eu tinha terminado de correr o corredor anterior a cozinha. Tinha segurado meu pulso e me empurrado para a parede.
-Achava que podia escapar? – ele sorriu – Não, não. Você também vai gostar, Weasley, então, seja boazinha pelo menos agora.
E me beijou. Segurou meu rosto com uma mão só – sua palma no meu queixo e seus dedos em minhas bochechas – e me beijou. Ele botou uma mão em minhas costas e me inclinou um pouco para trás, afastou minhas pernas com os joelhos e investiu contra mim, mesmo que eu ainda tivesse uma calcinha e ele uma calça impedindo a penetração. Queria apenas me provocar e mostrar que estava excitado, porque, oh, sim, ele estava.
Arfei de susto contra sua boca, mas acho que ele achou que era outro tipo de arfar, se me entende, e me empurrou contra a parede.
Qual era o meu problema? Porque eu não parava isso?
Ele parou de me beijar e só ficou me olhando, com nossos narizes se encostando.
-Você quer isso, Weasley. – ele falou como lendo minha mente – Eu sei que você quer... – e desceu para meu pescoço – Não pense muito agora, deixe para pensar depois... Prometo que não vai se arrepender...
Depois de um chupão, logo de primeira, que ele me deu – não tinha outro nome pra ele chupar meu pescoço como um picolé – soprou o lugar e começou a beijar ao redor dali. A pele pinicava onde a boca dele tinha puxado minha carne e onde ele beijava agora, também. Estava tão bom.
Tão bom que eu deixei de pensar, como ele tinha sugerido. E soltei um gemido. Baixo, rouco.
Aquilo parecia o que ele queria ouvir desde o início, já que, sem aviso nem nada, mordeu meu pescoço – fraco, nada de vampiro – e segurou minha bunda com as duas mãos. Minhas mãos foram para seus ombros, como um reflexo.
As mãos dele deslizaram até a barra da minha camisola e ele subiu ela e a prendeu com um nó pouco abaixo dos meus seios, bem em cima do final das costelas.
-Branca. – ele quase ronronou quando viu minha calcinha.
Com as mãos na minha cintura ele me virou e me encostou contra a parede de pedra. Ela estava gelada e eu me arrepiei assim que minha barriga e seios encostaram contra ela, mesmo com o tecido da minha camisola o frio era intenso.
Tentando me afastar, empurrei meus quadris para trás. Os meus encontraram os dele e Scorpius, pela primeira vez aquela noite, gemeu. Suas mãos pararam sobre meu ventre e ele me puxou mais pra trás, talvez para aumentar o contato. Procurando me apoiar em alguma coisa estiquei meus braços, para continuar encostando na parede. Consegui manter meus cotovelos e ante-braço encostados.
Minhas costas estavam mais na horizontal que na vertical agora e ele se inclinou sobre mim, encostando o seu peito nu nas minhas costas. Estávamos encaixados, fazíamos quase um L de lado juntos, mas minhas pernas estavam mais pra um V de cabeça pra baixo.
-Viu como é bom não pensar, Weasley? – ele murmurou na minha orelha.
Mordeu meu lóbulo e puxou de leve. As mãos dele brincaram um pouco com o elástico lateral da minha calcinha; puxando, abaixando, levantando, dobrando e, por fim, ele abaixou ela, até que ela desceu sozinha. Não ousei me mover enquanto sentia minha calcinha descer por minhas pernas e parar nos meus tornozelos. Só aí percebi que já estava na ponta dos pés e quase empinada contra ele.
Me arrepiei assim que senti o toque das mãos dele na parte interna das minhas coxas. Era suave, ele não tocou com as mãos de uma vez, apenas com as pontas dos dedos ele fazia o caminho de ida e de volta, quando chegava muito perto do lugar onde eu queria que ele chegasse, precisava que ele chegasse, mas ele me frustrava e voltava até minha coxa.
Já estava quase resignada com minha situação quando ele, finalmente, me tocou. Ah, sim. Ele foi direto. Seu dedo pressionou meu clitóris e eu, sem querer, rebolei, querendo mais contato. Pude ouvir sua risada rouca quando eu fiz isso. Ele estava se divertindo com meu desespero.
Contrai um pouco meu corpo, quando ele começou a fazer movimentos circulares e lentos. Era agonizante, mas era prazeroso, muito. Quando ele parou eu soltei um grunhido de desejo, mas ele apenas substitui o dedo por um maior, que eu imaginei ser o dedão, e continuou o que estava fazendo; isso quer dizer, me levando a loucura.
Algum outro dedo dele me penetrou rápido e eu me sobressaltei com isso e soltei um gemido. Ele começou a se movimentar rápido, enquanto o ritmo com que mexia no meu clitóris era lento. Aquilo me desordenava um pouco e me excitava mais ainda.
Eu podia sentir o dedo dele se mexendo no meu canal de maneira forte, tentando chegar o mais fundo possível e se molhando comigo.
-Alguém alguma vez já te tocou assim, Weasley? – a voz dele era rouca e estava bem próxima da minha orelha.
Não respondi nada, apenas continuei gemendo como se o mundo fosse acabar e nós não estivéssemos no meio do corredor fazendo aquilo.
Enquanto isso ainda sentia sua ereção na minha bunda, ele, ocasionalmente, se esfregava e empurrava contra mim; talvez tentando se saciar também.
Assim que ele me invadiu com mais um dedo eu apoiei minha testa, já com uma fina camada de suor, na parede e soltei mais um gemido. Droga, droga. Estava arfando loucamente enquanto ele continuava e se empurrar pra dentro de mim, cada vez mais forte.
Senti a contração que tive e finalmente atingi o orgasmo.
Antes que pudesse conter minhas pernas falharam por um segundo e eu ia cair no chão, de joelhos, se Scorpius não botasse o braço ao meu redor. Botei os pés de novo no chão e me virei, ficando de costas para a parede e de frente para Scorpius.
Ele estava com o cabelo loiro grudado na testa, com suor e sua respiração tão ofegante quanto a minha.
Escorreguei até o chão e deixei minhas pernas fechadas e esticadas. Apoiei minha cabeça na parede e fechei os olhos.
Aquilo tinha sido ótimo.
Sem abrir os olhos senti quando ele me beijou. Apenas um selinho e depois se afastou. Abri os olhos e vi ele indo embora. Indo embora? Ele fazia aquilo comigo e me deixava lá, escorada na parede, suada e ofegante?
Mas pelo menos satisfeita, pensei sorrindo.
Ele ainda estava com aquela tremenda ereção pra cuidar, provavelmente.
Levantei e botei a calcinha, que estava no chão. Deve ter escorregado do meu calcanhar e eu nem percebi. Voltei o caminho e peguei minhas pantufas.
Quando entrei no dormitório Lisa estava acordada.
-Te acordei? – perguntei baixo.
-Não agora, - ela sorriu – tinha acordado com o despertador.
Andei até a minha cama.
-Ah, desculpe! – murmurei um pouco culpada.
Eu achava que minha amiga gostava de Scorpius e mesmo assim nada me impediu de fazer aquilo com ele. Eu era um monstro, mesmo.
-Espero que tenha ficado satisfeita. – ela disse. – Vou voltar a dormir, Rose, boa noite.
E ela se deitou e dormiu.
por isso eu não queria juntar os dois, ia ficar grande e capítulos pequenos são o poder x3
espero que tenham gostaado! a primeira NC que eu posto! *-* Agora já era, a vegonha na cara se foi... x3
quero agradecer os reviews! Adoro reviews! x3
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