006 – Nada Pessoal, Apenas Vingança
Eu nunca odiei tanto fazer a ronda. Eu nunca odiei tanto ser monitora
Antes, quando meu parceiro era Thomas Holery, um corvinal, nós ficávamos conversando sobre feitiços, matérias de jornal e qualquer outra coisa que pudesse enriquecer nossas mentes. Por incrível que pareça, ele nunca tentou flertar comigo ou qualquer coisa assim; o que eu achava até bom, se quer saber. Éramos profissionais e às vezes dávamos umas risadas juntos.
Mas era só isso.
Agora que Scorpius Malfoy era meu parceiro eu achei que as rondas seriam uma irritação do começo ao fim. A última semana mostrou que eu não estava errada, mas hoje as coisas estavam péssimas e era porque eu estava sozinha.
Sozinha.
O frio do inverno só aumentava no meio daquelas paredes de pedra e as tochas, que antes serviam pra aquecer e iluminar meu caminho, agora apenas serviam para criar sombras aterrorizantes e estalarem, me fazendo pular de susto a cada cinco minutos. E, pra melhorar, meus sapatos também faziam um barulho enjoado contra o chão e meus pés estavam doendo.
Nem a presença de Scorpius Malfoy me deixaria tão irritada ou assustada como eu estava agora. E isso era bastante coisa.
A verdade é que eu sempre tive medos, muitos medos, mas eu sempre tentava ignorá-los e viver bem com eles. Talvez por isso eu tivesse ido pra Grifinória; superar meus medos é prova suficiente de que sou corajosa. Mas pensar que eu sou corajosa não faz meu medo diminuir, se você quer saber. E meu medo também não diminuiu quando eu ouvi passos.
No mesmo momento eu parei, pensando que estava confundindo meus passos, na esperança de que fosse apenas minha imaginação. Mas não. Lá estavam os passos. Eram leves e faziam menos barulho do que meus sapatos de boneca misturados com o meu medo, mas eram audíveis. E pareciam estar perto.
Olhei ao redor, assustada. Não via ninguém. Talvez a pessoa (e como eu esperava que fosse uma pessoa!) não estivesse tão perto assim. E isso era outra coisa que me irritava sobre essas paredes de pedra, elas faziam muitos ecos. Ecos e ecos, e à noite, com som de passos, e quando você está sozinha esses ecos podem quase te fazer ter um ataque do coração.
Peguei minhas vestes e apertei mais contra meu corpo. Os passos ainda estavam sendo dados. Quando apertei minha capa sobre o corpo, senti algo mais duro nela e lembrei da minha varinha. Afobada, botei a mãos nos bolsos e puxei minha varinha; odiava alguns momentos em que esquecia que era uma bruxa.
Levantei minha varinha para o nada e fiquei olhando ao redor, esperando que qualquer coisa saltasse da escuridão querendo me comer viva. Estava com o feitiço de estuporação na ponta da língua.
Digamos que eu não fiquei tão desapontada assim.
O qualquer coisa que saltou das sombras era loiro, incrivelmente sarcástico e talvez, apenas talvez, quisesse me comer viva. Ele estava com as mãos nos bolsos e olhava diretamente para mim.
Eu senti uma incrível raiva dele. Ele deveria estar aqui, comigo, fazendo a ronda e não aparecendo do meio do nada pra me dar um susto. Eu não deveria estar assustada, era apenas Malfoy, mas era Malfoy com aquele sorriso incrivelmente sexy e olhos que te devoram viva. Talvez eu devesse ficar um pouquinho assustada.
- O que você está fazendo? – perguntei ainda com a varinha apontada pra ele.
- Você não me esperou pra fazer a ronda, vim te achar. – ele disse se aproximando.
- Eu te esperei quase meia hora. – respondi – Você não apareceu então eu vim fazer a ronda sozinha.
- Deveria ter esperado um pouco mais, eu já estava chegando, mas tive um contra tempo.
- Mas é claro que teve um contra tempo... – falei revirando os olhos.
Ele chegou perto o suficiente pra minha varinha tocar seu peito.
- Já viu que sou só eu, Weasley, pode abaixar essa varinha. Não precisa ficar assustada.
Pensei em dizer que era ele, por isso eu tinha muitos motivos pra ficar assustada e tentar manter a maior distância possível, mas isso o faria ficar convencido. Tudo o que eu não precisava agora era ter Malfoy com o ego maior do que o de costume.
Sem a minha resposta, ele deu um passo pra trás.
- Está pensando no que fazer? – ele provocou – Já pensou em me estuporar?
Agora suas mãos não estavam mais nos seus bolsos, mas ele ainda estava sem varinha.
- Talvez. – respondi.
Era verdade, eu estava considerando o que deveria fazer. Mas eu não iria estuporá-lo. Estava considerando se deveria guardar a varinha e sair dali ou largar a varinha e continuar a ronda com ele. De qualquer maneira eu iria largar a varinha e não estuporar ele.
Mas antes que eu pudesse tomar uma decisão, ele pegou minha varinha com a mão e puxou. Não tive forças para segurar e agora minha varinha estava com ele. Eu tinha acabado de ser desarmada da maneira mais boçal possível. E, antes mesmo que eu pudesse ficar em choque com isso, Malfoy jogou minha varinha para longe e me agarrou. Botou suas mãos na minha cintura e seus lábios nos meus.
Antes que eu pudesse reagir da maneira errada, - e isso quer dizer que eu ia corresponder - ele afastou a boca da minha e sussurrou.
- Quanto mais você brigar comigo, Weasley, mais excitado eu vou ficar.
Automaticamente a lembrança do que tinha acontecido em outro corredor desse castelo me pegou de surpresa. Eu tinha sido totalmente submissa a ele, aquilo foi vergonhoso e, hoje e agora, era minha vez de comandar as coisas. Seria minha vingança.
- Não pretende fazer isso no meio do corredor, pretende? – perguntei.
Ele deu uma risada e me puxou para uma sala, ali do lado.
Que fique bem claro, mas bem claro que eu só estou fazendo isso como uma vingança, quero provar pra ele que eu não sou tão boazinha assim e que ele não pode fazer o que quiser comigo quando bem entender. Se não quer acredita, tudo bem, o mais importante é eu acreditar nas minhas próprias palavras.
A primeira coisa que Malfoy fez foi me empurrar para a parede em frente a porta. Sua boca já estava colada na minha e suas mãos prontas para tirar minha blusa (minha capa já tinha caído assim que entramos na sala, se que saber). As mãos dele eram rápidas desabotoando meus botões e eu pensei em quantas outras vezes ele vez isso com outras meninas. Felizmente, eu estava conseguindo desabotoar a dele tão rápido quanto ele desabotoava minha. Assim que ele acabou, botou a mão por baixo do meu sutiã, e atacou meu pescoço com os lábios. Parei de tentar desabotoar a blusa dele e apenas senti os lábios dele contra meu pescoço quente.
Eu sempre quis alguém quente. Alguém quente que a cada toque me fizesse sentir como no inferno, o meu inferno particular, mas Malfoy era gelado. Cada toque dele era gelado e isso era mais interessante do que eu jamais pensei, porque a cada toque gelado contra minha pele quente eu me arrepiava. E eu sentia que eu era quente, e seu toque gelado conseguia me relaxar, como o gelo sobre um machucado, conseguia me fazer ficar relaxada e derretida.
Me excitava.
Acordei do meu mundo perfeito e gelado quando ele tirou a mão do meu seio e dirigiu o toque pra embaixo da minha saia. Naquele momento eu percebi que tinha que tomar um pouco do controle que eu queria pra mostrar que eu não era tão indefesa.
Peguei os punhos dele, parando a dança erótica que ele fazia com as mãos enquanto abaixava minha calcinha.
- Fique contra a parede. - falei com a voz baixa e rouca.
Que o jogo comece de verdade.
Senti ele ter um pequeno arrepio e sorri. Adorava esse efeito que eu tinha sobre ele, parecia tão forte quanto o que ele tinha sobre mim.
Ele tirou o rosto da área do meu pescoço, em seu rosto um sorriso malicioso brilhava. Sem reclamar ele fez o que eu pedi, girou comigo e agora era ele quem estava contra a parede, e, consequentimente, o poder era meu. Antes que ele começasse a me tocar eu comecei a beijar a parte do seu peito já exposta e terminei de abrir os botões da sua blusa. Beijei toda a extensão do peito, até chegar no cós da calça (agora eu já estava ajoelhada). Levantei e comecei a beijar seu pescoço, como ele estava fazendo antes comigo, enquanto abria a calça dele.
- Quem diria que você é assim, Weasley. - ele falou com a voz baixa, brincando.
Suas mãos estavam nos meus ombros, brincando com a alça do meu sutiã. Dei um sorriso contra o pescoço dele. Lambi do seu pomo-de-adão até seu lóbulo depois soprei levemente essa região, que ficou arrepiada. Voltei a beijar e dar algumas mordidas no pescoço dele. Sua calça já estava aberta e eu empurrei ela pra baixo. Uma das minhas mãos foi para as costas dele, usei minhas unhas pra passar de leve sobre sua coluna, tentando fazer ele ficar arrepiado.
Cansada de ficar beijando o pescoço dele ataquei sua boca e aquilo parecia ser o que ele tanto queria. As mãos dele foram pra baixo da minha saia e eu senti o dedo dele por cima da calcinha. Arranhei as costas dele quando ele afastou o tecido e me tocou diretamente, me estimulando. Minha outra mão, que tinha ficado até agora segurando a barra da cueca dele, entrou em um segundo dentro dela e eu segurei ele, que já estava duro.
Scorpius deu quase um pulo de surpresa e eu dei uma risada. Esse é um jogo que dois podem jogar, meu querido. Ele gemeu quando eu comecei a mover a mão por toda a extensão devagar, uma tortura lenta e boa. Foi sua vez de rir quando ele me invadiu com dois dedos e eu também tomei um susto e gemi. Éramos dois sacanas idiotas. Ele entrava com dois dedos e me estimulava com o dedão. Estava ótimo assim, mas eu teria que manter minhas roupas inteiras se queria fazer o que eu tinha em mente. E essa mesma mente tinha que se manter clara pra pensar.
Tentei juntar minhas pernas e acabei esmagando um pouco a mão de Malfoy com as minhas coxas, torcendo pra ele entender que ele tinha que parar de fazer isso, mas ele continuou e, ainda por cima, dobrou os dedos, quase como um gancho, e se moveu dentro de mim. Soltei um gemido e meu corpo se jogou conta sua mão.
- T-tire a mão. - falei o contrário do que meu corpo todo queria.
Ele me olhou com um olhar confuso, mas quando eu aumentei a velocidade dos movimentos com a minha mão, ele fez o que eu pedi. Esfreguei minhas coxas, sentindo falta do contato, mas pensando em como ia ser divertida a cara dele quando percebesse o que eu ia fazer.
Veríamos quem realmente tinha um pouco de poder nessa coisa estranha que nós tínhamos.
Depois de um milênio, eu voltei. Ok, não foi um milênio, mas três semanas, no máximo, eu acho. Mesmo assim, não é o meu comum... Odeio ficar muito tempo sem atualizar... Vai entender.
Eu dividi o capítulo porque pretendo continuar com o PDV do Scorpius e tenho trauma de mudar de PDV no meio do capítulo, tem gente que fica confusa e eu odeio confusão! ¬¬
Infelizmente não vou conseguir terminar essa fic antes do ano acabar, como eu queria, mas acho que antes das minhas aulas começarem eu consigo. Isso é, em fevereiro.
Ah, foi mal pelos erros, também. Não sou uma gênia em português (em nada, deixa quieto).
De qualquer maneira...
;*
