Capítulo II

– Você realmente não se lembra de nada? – Perguntou o médico a Kagome que estava confusa pela pergunta, ela não se lembrava.

– Não, só do meu nome.. – respondeu confusa.

Porque se lembrara apenas do nome? Normalmente pessoas esquecem até mesmo o nome, mais por incrível que pareça ela se lembrava.

– Será que esse é mesmo seu nome? Consegue pelo menos se lembrar de seu sobrenome? Assim seria fácil encontrar sua família. – disse o médico.

Kagome pensou por alguns minutos, não havia nada de sua vida em sua mente somente os lindos olhos âmbares daquele rapaz que a salvou, nem ao menos sabia seu nome.

– Eu não consigo me lembrar – finalmente disse, com lágrimas nos olhos.

– Tudo bem, se acalme. Talvez em alguns dias sua memória volte – disse ele sorrindo e logo após saiu do quarto.

Kagome levantou-se e caminhou até a janela, olhou a paisagem, a vista de sua janela dava pra ver o mar, tão lindo, tão grande, era da onde ela havia vindo como se tivesse nascido dele. – O que aconteceu comigo afinal? – pensou.

No outro lado da cidade Inuyasha não conseguia tirar de seus pensamentos aquela bela moça, ele estava preocupado. Foi então que decidiu visita-la, amanhã teria que voltar a sua rotina cansativa, iria viajar para Nova York para negócios.

Foi até o quarto, pegou suas roupas e foi para o banheiro tomar um banho rápido. Pegou as chaves do carro e foi em direção ao hospital.

– Olá, sou Inuyasha.. – A moça nem o deixou terminar.

– Sei que é o senhor – ela deu um sorriso sedutor – Quem pretende visitar?

– Kagome, bom não sei o sobrenome dela mais é aquela moça que foi encontrada na praia.

– Ah sim, quarto 445 – respondeu a recepcionista sorrindo.

Ele entrou no elevador e logo estava no andar do quarto da moça, rapidamente encontrou o quarto. Bateu na porta e ninguém respondeu então resolveu entrar.

Kagome estava perto da janela, na posição que estava parecia que queria se jogar de lá de baixo. Inuyasha correu e agarrou pela cintura. A moça ficou assustada e sem reação, ao encontrar os olhos âmbares de seu salvador relaxou.

– O que você está pensando em fazer? Ficou maluca? – perguntou Inuyasha alterado.

– Eu não estava fazendo nada, somente olhando o mar e me inclinei para olhar melhor – respondeu ela sincera.

Ele percebeu que ainda a agarrava pela cintura e a soltou corando levemente.

– Me desculpe, pensei que estava querendo pular lá em baixo – ele disse sorrindo.

– Nunca, praticamente acabei de nascer – respondeu ela rindo.

Ela se sentou na cama e logo Inuyasha sentou ao seu lado.

– Então Kagome, conte-me porque estava desacordada na praia ontem.

– Eu não me lembro, o médico disse que bati a cabeça em algo e por isso perdi temporariamente a memória – Kagome abaixou a cabeça tentando conter as lágrimas. Essa situação era horrível, ter sido privada de suas próprias lembranças...

– Eu sinto muito – disse Inuyasha apoiando sua mão na dela.

– Ainda não sei seu nome – ela disse erguendo o olhar e o encarando.

– Minha nossa, me desculpe. Sou Inuyasha Taisho – respondeu erguendo a mão dela e a beijando levemente.

– Prazer Inuyasha e mais uma vez obrigada por ter me salvado. Só não sei o que fazer da vida agora, não tenho casa, nem ao menos dinheiro eu possuo.

Inuyasha pensou um pouco. Ele iria ficar um mês fora, ia tratar de negócios em Nova York a sua casa ia ficar sozinha e ele iria precisar de alguém para tomar conta de Buyo. Foi então que teve a idéia mais insana, iria deixar Kagome viver na sua casa, quem sabe até um mês ela já recuperou sua memória.

– Fique na minha casa – respondeu ele.

Ela o olhou assustada, ele não podia dizer isso, mal a conhecia.

– Eu.. – começou ela.

– Não se preocupe, amanhã sairei a negócios e voltarei daqui um mês. Acho que até lá você já recuperou sua memória. – explicou Inuyasha abrindo um largo sorriso. – Não aceito uma resposta negativa porque você estaria me fazendo um favor, poderia cuidar do Buyo?

– Quem é Buyou? Seu filho? – Perguntou Kagome curiosa.

Inuyasha deu uma leve gargalhada e respondeu – Não, eu não sou casado. Buyo é o cachorro do meu vizinho mais ele está viajando e pediu que eu cuida-se dele.

– Ah sim, é aquele lindo cachorro que ajudou me salvar não é? – disse ela sorrindo.

– Sim esse mesmo – respondeu Inuyasha se levantando. – Agora tenho que ir, pois preciso arrumar minhas coisas para viajem. Avisarei o médico sobre o que decidimos e amanhã bem cedo passarei aqui para lhe buscar tudo bem?

– Tudo bem senhor Inuyasha – respondeu Kagome acenando para ele que saía do quarto e fechava a porta.

Agora ela se sentia feliz, não era como antes, aquele vazio. Agora ela sabia que tinha um amigo, Inuyasha.