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Despedida de Solteiro
"Hinata foi contratada para ser a moça que sai do bolo numa despedida de solteiro, mas coisas muito estranhas acontecem e ela acorda nua, num quarto desconhecido e junto com o noivo."
Adaptação da obra de Karen Kelley.
Disclaimer: Uchiha Sasuke não me pertence, mas eu pertenço a ele, e é tão prazeroso quanto.
Capítulo 8.
Sasuke rapidamente desligou o gravador. — Por que você fez isso? — perguntou Hinata. Ele a olhou por longo momento antes de responder:
— Tem certeza de que quer ouvir o que ele tem a dizer? - Ela umedeceu os lábios. Queria realmente ouvir? Trazer tudo às claras?
Quase em câmera lenta, estendeu a mão e apertou o botão play.
Posso imaginar que vocês dois estão querendo me matar neste momento.
A risada gravada de Naruto ecoou pelas paredes. Hinata olhou para Sasuke. Pela expressão do rosto dele, estava mais do que aborrecido com seu irmão caçula. Poderia ela culpá-lo por estar irritado?
Ela voltou sua atenção para a voz de Naruto:
Não seria a primeira vez que um de vocês pensou em me matar, sei disso. Tudo bem,-talvez eu tenha me exacerbado uma vez, quando pus vocês dois na cama juntos. Tudo que queria fazer era evitar que Sasuke cometesse um enorme erro. E casando-se com Karin, você cometeria, sem sombra de dúvida.
Não vou cometer mais um erro agora. Vocês dois estão apaixonados, mas são muito teimosos para admitir isso. Tudo que têm a fazer é olhar um para o outro e dizer as palavras. Agora é a chance de vocês. Não a desperdicem.
Sasuke finalmente quebrou o silêncio:
— Você estava certa, Naruto acredita em finais felizes.
A voz dele era visivelmente hostil quando pronunciou aquelas palavras. Hinata sentiu seu coração doer. Estaria Sasuke constrangido pelo que o irmão dissera? Ela virou-se e caminhou até a lareira. Respirando fundo, falou:
— Tolice dele, não é?
— Será? Hinata, talvez...
— Ohhh, Sasuke — ela engoliu o resto da sentença como se de repente uma dor a atingisse.
— Então você se sente da mesma maneira que eu?
— Não tenho a menor idéia do que você está falando, mas duvido muito que estejamos sentindo a mesma coisa agora.
Ela cambaleou um pouco e segurou-se na cadeira mais próxima.
— Oh, meu Deus — exclamou ele, como se, de súbito, notasse o que estava acontecendo. — Por favor, diga-me que não está em trabalho de parto — implorou, totalmente pálido.
— Muito bem, se é o que quer, não estou em trabalho de parto — declarou ela com sarcasmo. — Quer ouvir mais algumas mentiras?
— Não é hora para piadas.
— Não estou brincando.
Ela sentou-se na cadeira e massageou a barriga. A dor persistia, ia e vinha de tempos em tempos.
— Chamarei o médico — disse ele, correndo para a cozinha.
Hinata o observou, incrédula. Quanto tempo levaria para ele perceber que não havia um telefone? Obviamente, um instante, decidiu, enquanto ouvia portas de gabinetes baterem, seguidas por algumas pragas obscenas. Em momentos, ele voltou correndo para a sala.
— Não há telefone – anunciou, ofegante. Os cabelos, normalmente penteados, estavam completamente bagunçados, o que dava um ar de garotão.
— Onde procurou?
— Em todos os lugares inimagináveis – replicou ele, nervoso. – Até na caixa de lixo. Talvez haja uma casa por perto – completou, dirigindo-se para a porta.
Ela meneou a cabeça.
—Naruto disse que este chalé era totalmente isolado, lembra-se?
— Não custa nada dar uma olhada. Não demorarei.
— Nem pense nisso. Você não vai me deixar sozinha... Ohhh... - — outra contração a interrompeu.
Sasuke correu para ela, ajoelhando-se ao lado da cadeira.
— Tenho que fazer alguma coisa? Ferver água?
—Por quê? Está querendo tomar um chá?—disse ela entre ofegos.
— Estava apenas tentando ajudar — desculpou-se Sasuke. — Espere, talvez seja um falso alarme. Você está ainda a duas semanas da data do nascimento.
Quando a dor começou a diminuir, ela o fitou.
— Se isso não for de verdade, então não quero saber o que é. Que coisa, Sasuke. Eu não deveria estar sentindo nada disso.
— Eu sei, querida. Sinto muito que isso tenha acontecido.
— Você sente muito? É tudo que tem a dizer?
Quando a dor cessou, Hinata percebeu o quanto irracional estava sendo. Não era culpa de Sasuke eles estarem enfurnados ali. Fechando os olhos, descansou a cabeça no espaldar da cadeira.
— Ouça, vou checar o quarto de dormir. Você se sentirá melhor se deitar.
Ele saiu, apressado.
Por que se envolvera com aquela família louca?, perguntou-se Hinata. Fora péssima idéia ter ido atrás dele à procura de ajuda financeira e acabado casada com o homem. Mas tinha que se apaixonar por ele?
— O quarto está limpo. Tenho que encontrar lençóis para a cama - murmurou Sasuke, correndo do quarto para a sala e vice-versa. Se a situação não fosse tão apavorante, ela teria rido. Nunca pensara que algum dia veria Sasuke tão fora de controle. Bem, talvez tivesse havido uma outra vez.
Um calor a invadiu como um cobertor quando ela recordou-se da noite da festa. Fechou os olhos e quase podia sentir as mãos dele tocando-a, acendendo partes em seu interior que ela nem soubera existir.
— Acendi o fogo — disse Sasuke.
— É melhor você acreditar que sim.
— O quê?
Ela abriu os olhos. Quando ele voltara à sala?
— Desculpe-me. O que foi que você disse?
— Acendi o fogo.
Teria ele lido seus pensamentos? Estaria jactando-se enquanto ela estava sentada ali naquela cabana, no meio do fim do mundo, em trabalho de parto do filho dele?
— No quarto de dormir — completou ele.
— Do que você está falando?
— Há uma lareira no quarto. Eu a acendi. De que você estava falando?
Ops. Espécie errada de calor.
— Nada. Não tem importância.
— As contrações estão ocorrendo com maior frequência? Ela olhou para o relógio.
-— Não, estão espaçadas de dez em dez minutos. Eu deveria estar sentindo nova dor agora.
Eles olharam para seus relógios. Um minuto passou e nada aconteceu. Ela ouviu Sasuke dizer com suspiro de alívio:
— Pode ter sido um alarme falso de trabalho de parto.
Ela começou a gargalhar.
— Talvez você tenha razão. Oh, Sasuke, se você pudesse ver sua cara...
Ela nem acabara de falar, quando nova contração começou, vagarosamente.
— Talvez não seja alarme falso — concluiu ela, cerrando os dentes de dor.
Sasuke esperou que a contração passasse e então disse:
— Vamos, deve estar bem quente no quarto agora. Você precisa descansar o mais que puder, caso Naruto não volte antes do... uh...
-— Você sabe, tanto quanto eu, que ele não retomará em tempo.
— Nunca se sabe. Ele pode começar a sentir-se culpado e voltar.
— Você alguma vez ajudou um bebê a nascer? Ou pelo menos viu um nascer?
Sasuke olhou para o rosto assustado de Hinata. Como poderia lhe dizer que nunca vira um bebê recém-nascido? Só o pensamento de sangue o deixava de joelhos bambos. Mas não poderia contar-lhe isso, pois a deixaria mais preocupada. Só havia um modo de acalmá-la.
Mentir.
— Nunca dei à luz um bebê — brincou para espantar o medo do rosto dela —, mas ajudei uma vez. Havia uma senhora que entrou em trabalho de parto quando eu estava preso num elevador. Aconteceu que uma enfermeira estava lá também — Ele suava frio por causa da mentira - Ela realmente deu à luz, mas eu ajudei. Um garoto de quatro quilos. Ela deu o meu nome ao bebê.
Eles foram para o quarto e Sasuke ajudou-a a deitar-se na cama.
— Quatro quilos? Então era um bebê enorme.
Ele tratou de mudar de assunto antes que ela desconfiasse que estava mentindo:
— Eu vi chá quando estava procurando o telefone na cozinha. Pensei que você gostaria de uma xícara — disse ele, enfiando um travesseiro sob a cabeça dela.
— Isso parece bom.
— Deixarei a porta aberta. Se precisar de mim, grite.
Ele só levou alguns minutos para localizar uma chaleira e pôr água para ferver. Tão logo ferveu, foi percorrer a casa.
Havia outro quarto que saía da sala de estar. Era menor e muito pouco mobiliado. Avistou uma pilha de livros e soltou um suspiro de alívio.
— Por favor, faça que o amigo de Naruto seja um estudante de medicina.
Sua pulsação acelerou quando encontrou um livro sobre emergências médicas. Ótimo, o amigo de Naruto não era tolo. O livro era bom e grosso, também. Tinha que ter algo sobre parto.
Ele vasculhou as páginas até que encontrou o que estava procurando. Leu apreensivo e respirou fundo. Não havia meios de ser capaz de fazer aquilo. Mesmo em partos normais, alguma coisa podia sair errado.
Se algo acontecesse a Hinata, ele jamais se perdoaria. Percebia claramente agora que não poderia deixá-la partir depois que o bebê nascesse. Se precisasse implorar para ficar, imploraria. Desde que eles se casaram, sua vida tomara novo significado. E ele a amava muito para deixá-la ir agora.
Ele olhou para o livro outra vez. Suas mãos tremiam. Sasuke sabia que não seria capaz de dar conta do recado. Mas também sabia que não tinha escolha.
Precisava pensar que tudo daria certo. Tinha que dar. Arrancando a página que listava o equipamento que precisaria, voltou para a cozinha. Por Deus, faria aquele parto e nada sairia errado. Tudo que tinha a fazer era ajuntar as ferramentas certas para o trabalho. Com o resto, a natureza ajudaria.
E depois de tudo, mataria Naruto. Quando o irmão caçula chegasse, Sasuke se tornaria filho único.
...
Por que Sasuke estava demorando tanto? Será que fora até a China atrás de chá de jasmim? Não seria uma má idéia. Poderia trazer um médico com ele. Médicos sempre tinham analgésicos nas suas malinhas pretas.
Ela sorriu. As contrações estavam ficando mais constantes. E a última fora mais longa do que as outras. Agora, os espaços entre elas eram de apenas seis minutos.
Freneticamente, olhou em volta do quarto.
Onde estava Sasuke? Talvez ele saíra. Ela estava quase certa que ele mentira sobre o bebê no elevador. Naruto lhe contara uma vez que Sasuke ficava verde e desfalecia só de ver sangue.
Hinata decidira gritar por ele, quando ele apareceu segurando uma xícara de chá. Ela franziu o cenho. Ele não tinha de parecer tão casual.
— Desculpe-me a demora. Estava juntando algumas coisas no caso de as coisas piorarem.
— Coisas?
Ele estendeu-lhe a xícara de chá.
— Temos que ser realistas — Sasuke sentou-se na beira da cama. — Prefiro estar preparado para o que possa acontecer.
— Exatamente que tipo de coisas você juntou? — indagou ela, tomando um gole do chá.
— Toalhas, panos de prato, uma seringa.
— Seringa?
— Para fazer sucção do bebê — disse ele.
Talvez ela estivesse errada sobre Sasuke. Pelo menos, parecia meio familiarizado com coisas para o parto.
— Eu lhe disse que não há com que se preocupar — acrescentou ele, querendo confortá-la.
— As contrações estão ficando cada vez mais próximas e durando mais tempo.
Ele empalideceu. Na verdade, parecia que iria desfalecer a qualquer momento. Não, ela deveria estar imaginando coisas. Ele estava um pouco nervoso porque era seu filho que queria nascer.
—É melhor certificar-me que tenho tudo que preciso—murmurou ele, saindo do quarto.
— Provavelmente levará algum tempo, ainda — gritou Hinata, mas ele já saíra.
Quando a próxima contração começou, ela se esqueceu de Sasuke e tentou ficar concentrada. Lera em algum lugar que aquilo ajudava.
Então notou que os quadros estavam embaçados, e a luz, difusa. Fechou os olhos. Assim era melhor. Quanto mais pensava nas várias maneiras de matar Naruto, parecia que a dor não era tão insuportável.
Sasuke ouviu Hinata gemer e freneticamente verificou a lista de apetrechos que ainda precisava juntar. A seringa tinha que ser esterilizada. Tirou outra panela do armário e colocou água para ferver.
Pinça para o cordão umbilical. Olhou em volta da cozinha.
Hinata gemeu alto novamente e o suor escorria pela sua testa. Usando um pano de prato, ele enxugou-lhe o rosto. Certo, precisava pensar. Onde poderia achar faixas ou cintas para apertar? Ele notou um quarto de despejo nos fundos da casa e lá achou duas pequenas pinças que colocou também para ferver.
Sasuke sentia-se mais seguro agora que tinha os apetrechos necessários. Estava começando a achar que poderia fazer aquilo. Ele consultou seu relógio. Vinte minutos. Era tempo suficiente. Pegando um garfo, removeu as pinças e secou-as com toalha de papel. Com tudo arranjado, foi para o quarto, mas tão logo entrou, seus passos vacilaram.
A mulher olhando para ele do meio da cama não era sua doce Hinata. Enquanto estivera ocupado com os apetrechos, alguma força demoníaca entrara no corpo dela.
Era a única explicação que encontrava.
Os cabelos femininos estavam desalinhados, dentes cerrados e pupilas dilatadas. O lençol estava enrolado em volta de ambos os pulsos. A qualquer momento, ele esperava que a cabeça dela começasse a dar voltas.
— Querida, você está bem?
Assim que as palavras saíram, Sasuke percebeu que seria melhor que não tivesse falado. Ele deu um passo atrás, preparado para correr se a necessidade aumentasse.
Continua...
Yo minna!
Quem achou esse capítulo HILÁRIO do começo ao fim? Gente, a hora que ele comparou ela com a garota do Exorcista eu quase caí da cadeira de tanto rir! hahahahhaha
Adoro essa fic, ai ai... :x
Sim, o capítulo é curtinho, mããããs super importante. Estamos entrando na reta final então comentem bastante que quanto mais comentário, mais rápido eu posto!
Agora, sem mais, vou responder as reviews anônimas:
gesy: Continuei flor! E nem demorei! *-*Beijos.
O resto será respondido por MP. :)
Lembrem-se: Reviews movem montanhas, ou melhor, capítulos.
Quanto mais comentários mais rápido sai o próximo capítulo! Comentem. 10 coments e o capítulo novo sai na hora!
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Beeijos.
