Disclaimer: Harry Potter não me pertence, e sim a J. K. Rowling. Só peguei os personagens e os cenários emprestados para criar esta estória.

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Divagações

II

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Dark Temi

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Eu não me apaixonei por Lily Evans à primeira vista.

A bem da verdade, o nosso primeiro contato foi desastroso.

Mas é tudo uma questão de prioridades. Eu tinha onze anos. Garotos de onze não estão interessados por garotas, por mais ruivas e bonitas que elas possam ser. Garotos de onze anos que acabam de embarcar num trem pra incrível escola de magia do qual ouviu falar a vida toda, menos ainda. Eu estava excitado ao extremo, imaginando e reinventando todas as expectativas que eu criara sobre Hogwarts ao longo dos anos. Eu era filho único, e seria a primeira vez que eu realmente poderia conviver em tempo integral com garotos da minha idade.

E havia é claro, Sirius Black, futuro Padfoot, do qual eu já ouvira falar um pouco graças as intrincadas relações de parentesco dos puros-sangues, que parecia tão animado com a situação quanto eu.

Eu já imaginava, naquele dia, que aquele garoto cabeludo e mal-encarado viria a ser o meu melhor amigo.

Mas não chegava nem perto de sonhar que eu viria a amar aquela garotinha pequena e ruiva que parecia chorar com o rosto colado no vidro da janela.

Quando nós entramos na cabine, a primeira coisa que eu registrei foi aquela vastidão de cabelos acaju. Nós a cumprimentamos, mas ela apenas respondeu com um fraco aceno de cabeça. Eu pensei em perguntar qual era o problema, mas, ora, ela não parecia disposta a falar e eu não estava nem um pouco disposto a consolar uma menina que eu nunca vira na vida; caramba, eu estava indo pra Hogwarts!

Como eu disse: prioridades de garotos de onze anos.

Se a minha primeira impressão não foi boa, a segunda foi péssima. Eu vi você protegendo aquela cria de Sonserina, e pensei que você talvez também estivesse ambicionando ir pra lá. Eu conhecia a reputação da casa, e os boatos de que Você-Sabe-Quem estudara lá. Em tempos de guerra, qualquer um que quisesse isso pra si seria alguém de quem eu não poderia gostar.

Isso eu entendia, mesmo com onze anos.

Então pra mim foi um choque quando o eu vi Lily Evans sendo mandada quase instantaneamente para a Grifinória, a casa que eu queria ir. Eu acompanhei aquele seu longo cabelo ruivo balançando enquanto você alegremente se juntava à mesa da Grifinória, e vi também você virando a cara para o Sirius.

Por Merlin, como você era arrogante pra mim. Eu tinha certeza que nós nunca nos entenderíamos.

E eu não estava totalmente enganado.

Eu estava me divertindo bastante em Hogwarts, muito mais do que eu sonhara ou planejara. Eu queria aproveitar ao máximo tudo que a escola tinha para oferecer. Eu fiz amigos, os melhores amigos que alguém pode desejar, e tentava ao máximo me dar bem com todo mundo.

Mas você era uma exceção.

Todos as vezes que nossos olhares se cruzavam, você estava com uma expressão descontente no rosto. Você não gostava de mim. Ok, talvez eu quebrasse alguns regulamentos, e só talvez eu ficasse caçando encrenca com o pessoal da Sonserina mas hei, isso não era problema seu. Você estava sempre me criticando com o olhar. Então não me culpe pelos apelidos sobre suas sardas e seu cabelo de cor exageradamente vermelha. As vezes isso levava somente à algumas trocas de "elogios"; outras vezes deflagrava verdadeiras discussões épicas.

Eu tenho quase certeza que o seu cabelo criava vida e se eriçava nessas horas.

Ah, pensamentos de garotos de onze anos.

Como eu disse, era tudo uma questão de prioridades, e você não era uma delas naquele momento.

Até porque no meu segundo ano minha prioridade era apenas uma: quadribol. Quadribol era a única coisa que eu realmente amava fazer. Eu realmente me esforcei para entrar como apanhador do time, e não sei por que diabos isso pareceu fazer você desgostar ainda mais de mim. Ok, talvez eu tenha me exibido um pouco meio muito por causa disso, mas foi só a empolgação inicial. Havia algumas coisas que eu realmente só fazia pra me exibir, mas quadribol não era uma delas. Quadribol era uma paixão. Mas não vou negar que eu adorava a sensação de apanhar o pomo e conquistar a vitória para a Grifinória, de capturar aquela bolinha e erguê-la bem alto diante da arquibancada da nossa casa, de ver os rostos de extasiada alegria dos nossos colegas. Nessas horas, eu sempre procurava por um cabelo acaju rebelde. Você sempre aplaudia, mas eu sabia que esses aplausos e a sua comemoração não eram pra mim, e sim pra Grifinória. Isso me irritava um pouco, mas não era nada que ocupasse os meus pensamentos.

Você só começou a ocupar verdadeiramente meus pensamentos no terceiro ano. Não no sentindo romântico, ainda não.

A essa altura da nossa vida acadêmica, você me deixava puto da vida.

Eu admito que talvez eu tenha uma pequena tendência a querer ser o melhor em tudo. Só que eu não era. Porque você era. Você chutava completamente a minha bunda em poções. Você merecia cada um dos elogios que o velho Slug derramava em cima de você. E você era legal, e sempre ajudava as pessoas a sua volta, mesmo aquelas que não estavam dividindo a mesa com você. Mas o problema não era você ser boa em poções e eu ser péssimo. O problema era o meu orgulho estúpido que me impedia de pedir ajuda pra você. Eu sei que você teria ajudado. Mas eu nunca pedi. Ao invés disso, eu ficava observando aquela cabeleira ruiva na minha frente e mentalmente colocando a culpa das minhas poções fracassadas nos fios vermelhos que com certeza deveria estar caindo no meu caldeirão.

Também me irritava o fato de que você era gentil e agradável com todo mundo, exceto comigo. Você era legal até com o Ranhoso. Mas parecia ter desenvolvido uma espécie de aversão á mim. E tirando algumas implicâncias e apelidos, eu nunca tinha realmente feito nada contra você. Nem te azarado nem nada do tipo. Mas ainda assim você me odiava. E eu te odiava de volta por me odiar sem motivo.

Uma outra coisa que me enfurecia era o fato de que você sempre implicava comigo quando eu fazia algo com os sonserinos. Por Merlin, mulher, eram sonserinos. Eles faziam coisas piores. Eles eram cria de Comensais da Morte.

E nem me deixe começar a falar do Ranhoso.

Mas você sempre ficava contra mim nessas horas, me encarando com aqueles lindos olhos verdes furiosos. O que me deixava furioso também. Hey, não fui eu quem criou a rixa histórica entre Grifinória e Sonserina. Não sou eu quem está intencionando se unir a Você-Sabe-Quem. Eu não sou o maldito vilão aqui.

Evans, eu preciso confessar. Eu estive muito perto de te matar naquele terceiro ano.

Não literalmente, claro.

E quando eu achei que nossa repulsa mútua não podia ficar maior, ela eventualmente chegou pra mim, como chega pra todo mundo: a puberdade.

Ao contrário do que se pode pensar, você não foi meu primeiro interesse romântico. Eu era popular e bem, você estava pouco se importando. Havia outras garotas me dando atenção, então não me julgue pelos meus hormônios em fúria. Você já me julgava por coisa demais até, e eu estava cansado disso.

Eu estava cansado de cumprimentar você todas as manhãs e você me devolver um cumprimento seco ou sem emoção alguma.

Eu estava cansado me sair bem nas aulas e dar uma olhadinha pra você e ver que você não expressava reação nenhuma diante das minhas façanhas; no máximo, girava os olhos como se estivesse irritada pela minha existência.

Eu estava cansado de ajudar o time a conquistar as vitórias da Grifinória e você recompensar todos os jogadores com o seu sorriso calmo e bonito e nem olhar pra mim direito.

Eu estava cansado do seu constante olhar de reprovação.

Eu estava cansado de estar sempre procurando por aquele cabelo ruivo.

Então não me culpe por ter me interessado por outras garotas mais simpáticas e menos agressivas que você. Você estava sempre em defensiva perto de mim, e isso era exaustivo. Eu já não aguentava mais estar sempre te procurando pra tentar provar que você estava errada e que eu era sim uma pessoa digna de receber os seus sorrisos.

Foi quando eu me dei conta de que meus olhos estavam sempre procurando por um longo cabelo ruivo que eu cheguei à conclusão de que eu estava ferrado.

Eu nunca aprendi a lidar com o fato de gostar de você. Depois de perceber isso, todas as vezes que você estava perto de mim eu ficava nervoso e começava a fazer coisas automáticas, como despentear o cabelo ou ficar sorrindo pra você feito idiota.

Eu era idiota.

Sirius me dizia isso o tempo todo.

Foi na verdade exatamente isso que ele me disse antes de ajudar Remus e Peter a tirar o resto dos alunos da sala quando eu decidi que te chamaria pra sair.

Eu nunca vou me esquecer daquele dia. Eu estava completamente nervoso, e minhas mãos tremiam, então eu enfiei elas bem fundo nos bolsos. Eu esperei os outros marotos terminarem de arrastar o resto do pessoal pra fora da sala e então pedi pra falar em particular com você. E você veio, meio desconfiada, olhos verdes ferinos, e aquele maldito/bendito cabelo ruivo que me hipnotizava. Acho que foi por culpa dele que eu fiquei ainda mais nervoso e soltei tudo de uma vez só:

"Então, Evans, neste final de semana, Hogsmeade... Quer ir comigo?"

As suas pequenas sobrancelhas ruivas foram parar bem no alto da sua testa quando você arregalou os olhos. Você estava tão chocada que me perguntou se eu estava mesmo te convidando pra sair. Eu confirmei com um aceno nervoso de cabeça.

"Não, Potter. Mas obrigada pelo convite."

Foi o primeiro de muitos nãos que eu ouviria. O primeiro e o último dito de uma forma educada.

Mas foi o que mais doeu, com certeza. A decepção amargou bem fundo no meu estômago. Eu considerei seriamente desistir. Na verdade, pode-se dizer que eu desisti por um tempo; eu ainda te chamava pra sair, na esperança que você aceitasse, mas na verdade eu remoia aquele fora e pensava se valia mesmo a pena insistir ou não.

Eu cheguei mesmo a tirar você dos pensamentos durante um tempo, quando Sirius e eu estávamos finalmente próximos de conseguir nos tornar animagos pra ajudar Remus, e pode ter certeza que auxiliar Peter não era fácil. Questão de prioridades. Durante um tempo, ajudar Remus substituiu você.

Mas a verdade é que mesmo com o probleminha peludo do Remus, a coisa dos NOMs, a guerra se agravando, vários conhecidos e amigos da família morrendo, e sonserinos começando a trazer a guerra pra dentro do castelo enquanto perseguiam nascidos-trouxa, mesmo quando o mundo parecia que estava desabando, eu sempre voltava a procurar por aquele cabelo ruivo.

Eu percebi que não podia desistir de você.

Mas hmmmm, como eu posso dizer, aparentemente eu não sou uma pessoa muito esperta, porque as coisas que eu fazia enquanto tentava conquistar você eram lastimáveis.

E sim, estou me referindo ao que aconteceu depois dos NOMs de DCAT.

Hoje eu não me orgulho de ter pendurado o Ranhoso pelos pés para perturbá-lo, em primeiro lugar. Mas também não me arrependo por ter tirado as cuecas dele depois que você foi embora. Ele te chamou de sangue-ruim. Você estava defendendo o cara, e ele te chamou de sangue-ruim. Eu senti cada célula do meu corpo gritando pra arrancar não só as cuecas, mas também a alma daquele maldito infeliz fora. Como ele ousava ofender você?

Mas então você gritou que eu era tão ruim quanto ele. Aquilo doeu, de verdade. Mais do que aquele primeiro fora. Você me odiava tanto assim?

A julgar pelo que você disse depois, você me odiava o suficiente pra ter náuseas de mim.

Foi quando eu percebi que ia ter que mudar o meu comportamento inconsequente se eu quisesse ter alguma real chance com você.

Mas primeiro, eu iria arrancar as cuecas do Ranhoso. Uma despedida apropriada para os meus tempos de vilanias. Não que eu fosse largar minha vida marginal imediatamente; isso foi acontecendo aos poucos, mas a decisão de mudar foi tomada naquele dia.

Eu não queria ser tão ruim quanto o Ranhoso.

E falando em Ranhoso, ele decidiu acampar diante do retrato da Mulher Gorda pra tentar falar com você. Eu senti fortes ânsias de ir lá expulsar ele eu mesmo, principalmente porque Padfoot estava me dando ótimas boas ideias sobre que nós poderíamos fazer com o ele, mas Remus nos manteve sobre controle. Sem contar que lembrar das coisas que você me jogou na cara ainda me amargava o estômago. Eu decidi esperar pra ver o que você faria.

...esperar com a capa da invisibilidade, com a orelha pregada no retrato pra ouvir tudo o que vocês diziam.

E ouvindo suas palavras decididas, eu percebi que você também havia decidido mudar. Você era sempre impressionante, Evans. Foi o que me levou a me mostrar e te pedir desculpas.

Mas você estava chorando. Eu queria arrancar as malditas tripas malditamente podres do maldito Ranhoso que usava cuecas velhas e encardidas. Você estava chorando e eu queria correr atrás do responsável por aquilo e dessa vez fazê-lo engolir as cuecas encardidas, ou enfiá-las em outro lugar. Você estava chorando e eu seria capaz de explodir o mundo se isso fosse te fazer feliz de novo.

Eu estava nervoso, e como sempre ocorre quando eu estou nervoso, eu disparei a falar como um maluco. Devia estar parecendo um maluco mesmo, porque você começou a rir. Eu parei de falar, chocado, processando a informação de que após quase cinco anos, eu finalmente tinha feito Lily Evans rir. Numa situação totalmente bizarra, mas hei, um cara na minha situação pouco apreciada não pode reclamar das pequenas conquistas.

"Não é pra mim que você deve pedir desculpas, Potter."

"Esqueça, Evans, eu não vou me desculpar com o cara. Eu só... Eu só não quero te ver chorando, me deixa nervoso."

"Eu não estou mais chorando. E não se preocupe, eu prometo que você nunca mais vai me ver chorando."

"Você não precisa prometer isso pra mim."

"Estou prometendo para mim mesma."

Aquilo foi o mais próximo de uma conversa civilizada que nós tivemos em muito, muito tempo. Mas não significa que as coisas entre nós mudaram. A minha transição de completo idiota para cara não idiota estava andando em passos lentos, e você continuava gritando comigo eventualmente. Acho que eu sentiria falta se você não o fizesse. Se há algo a ser mencionado, é apenas o fato de que você nunca mais saiu em defesa do Seboso Snape. Mas isso eu acho que todo mundo já esperava.

E então o sexto ano chegou, e as coisas pareciam estar mudando lentamente. Meu processo de transição agora tinha avançado alguns bons passos: eu me limitava a caçar encrenca com os sonserinos que todo mundo sabia que se tornariam Comensais assim que deixassem Hogwarts. Disso eu não abriria mão, nem mesmo por você: aquilo era minha pequena guerra particular. Mas talvez você tenha percebido, porque já não implicava comigo no que dizia respeito a esse assunto.

Mas continuava me xingando em alto e bom som sempre que eu perdia pontos pra Grifinória por comportamento inadequado. Acho que você me xingaria ainda mais se eu te dissesse que você ficava adorável quando suas maçãs do rosto ficavam da cor do seu cabelo.

Eu nunca me cansaria de te observar e tentar ganhar a sua atenção, Evans, nem que fosse através de gritos.

E era nas horas que eu ficava bobamente feliz com as migalhas de atenção que você me dava que eu concordava com Padfoot: eu era mesmo um idiota.

Eu me senti um idiota quando procurei o seu cabelo ruivo nas arquibancadas durante os testes pra ingressar no time da Grifinória. Eu sabia que não tinha chance nenhuma de você vir ver a minha primeira tarefa como capitão, mas contrariando todas as minhas perspectivas você estava ali. Provavelmente só por causa da Meadowes estar fazendo o teste, mas você estava ali. Era minha pequena recompensa pessoal quando eu procurava o seu cabelo ruivo e acabava encontrando. Por Merlin, eu era muito idiota. Você me fazia idiota. E acho que pode se dizer que o quadribol também, porque quando eu vi o meu precioso time completo, eu sorri como um retardado. Eu te procurei na arquibancada. E você retribui o meu sorriso, com as bochechas um pouco rosadas. Eu quase caí da vassoura em resposta.

Eu era muito idiota.

E o sétimo ano finalmente chegou, trazendo para você e para mim os cargos de Monitores-Chefes. Eu fiz questão de te dizer que achava aquilo um despropósito. Eu era a última pessoa de Hogwarts que poderia ensinar bom comportamento pra alguém. Talvez a penúltima, já que o Sirius consegue ser mais mal elemento do que eu. Eu só não comecei a questionar seriamente a sanidade do Dumbledore porque bem, é o Dumbledore. E aquilo me daria uma desculpa pra passar bastante tempo com você.

Até porque estar perto de você era uma das poucas coisas boas do dia. A tensão da guerra estava no ar. A cada dia, mais conhecidos e entes queridos pereciam combatendo Voldemort. Estava cada vez mais perigoso para os nascidos-trouxa, e isso fazia com que eu ficasse tenso ao pensar que em breve você abandonaria a relativa segurança de Hogwarts. Sirius, Remus, Peter e eu havíamos decidido lutar, e a guerra passou a ocupar grande parte das nossas conversas. O tempo de diversão irresponsável em Hogwarts já havia acabado.

Você não faz ideia, Evans, de quanto era relaxante estar com você de noite, trabalhando na sala dos monitores ou pelos corredores. Ficar olhando pro seu cabelo ruivo ou contar suas sardas enquanto você estava distraída eram as pequenas coisas que iluminavam o meu dia. Em insistia em te convidar pra sair Evans, porque nosso tempo em Hogwarts estava acabando e eu queria, eu precisava, continuar te vendo depois daqui. E pra isso eu tinha que fazer você me amar tanto quanto eu te amava.

Porque eu te amava, Lily. Eu te amava há bastante tempo. Tudo começou com esse seu cabelo ruivo, acaju, com uma cor tão forte e tão viva, que sempre fazia minha atenção se desviar pra você. E prestando mais atenção em você, eu percebi a pessoa incrível que você era. Como você realmente trabalhava duro pelas suas notas. Você era inteligente e esforçada. Você cuidava das suas amigas com um carinho quase maternal. Você estava sempre disposta a ajudar todo mundo que precisasse. Você tinha os olhos mais verdes que eu já vira. Todas as suas cores eram muito intensas. Você era uma pessoa intensa. Ao mesmo tempo em que era meiga e gentil, também era forte e soltava palavrões como ninguém.

E você era justa. Você reconheceu o meu esforço pra mudar, e deixou que eu me aproximasse, deixou que eu te chamasse de Lily e me tornasse seu amigo. Apesar de que eu sempre vou ter um carinho especial pelo seu sobrenome Evans, após tantos anos gritando ele pelos corredores. Você enfrentava aquele mundo bruxo preconceituoso de cabeça erguida. A garotinha pequena e chorona que eu conhecera no trem deixara de existir. Você havia se tornado uma mulher forte.

E Lily, eu tenho que dizer: você havia se tornado a mulher mais desejável que eu já conheci. Você povoava meus sonhos em situações que não ouso descrever.

Eu já havia deixado de sair com outras garotas há muito tempo, porque eu simplesmente decidi que nenhuma delas chegava aos seus pés. Evans, você era bonita demais. Você era intensa demais. Você me deixava louco.

E assim, em minha loucura, eu continuava te convidando pra sair.

E quando você finalmente disse "sim", a sensação foi de ter levado um balaço na nuca. Eu nunca estive tão atordoado. E nem tão feliz.

Refletindo sobre tudo o que aconteceu nos últimos sete anos, eu posso dizer que pelo menos sempre mantive as prioridades no lugar certo. E que quando você se tornou a prioridade, valeu a pena cada grama de esforço que eu investi em tentar conquistar você. Todos os anos em que eu tentei me provar pra você foram recompensados. E Evans, eu tenho que admitir que eu me tornei uma pessoa melhor no processo para merecer você.

Quando eu me deitei em minha cama naquela noite, após você aceitar sair comigo, foi como se todo o peso do mundo tivesse sido retirado das minhas costas. Eu sabia que ainda era só o começo pra te conquistar, mas eu já sabia o final. Evans, você selou o seu destino com aquele "sim", porque agora que você me dera a oportunidade, eu não ia desperdiçá-la. Eu já estava planejando o nosso casamento e você nem sabia.

Mais uma vez, eu admito que eu sou um idiota.

Mas essa seria a última vez que eu tentaria provar algo pra você Evans, e mais uma vez, você seria convencida. Eu tenho certeza que você já sabia que eu te amava.

Agora era só eu te convencer a me amar também.

xxx

N/A: Bom eu tenho que dizer que eu fui convencida pelas reviews adoráveis a fazer a versão do James.

Eu peço desculpas por qualquer eventual erro ortográfico, mas meio que talvez eu tenha escrito isso durante uma crise de insônia de madrugada. Pois é.

Eu não fiquei tão satisfeita com a versão do James quanto eu gostei de escrever a da Lily, mas eu acho que é porque o James tem uma personalidade difícil, e ele não aparece tanto nos livros como a Lily apareceu no último, então é difícil dizer como foi a transição de personalidade dele.

Gente, dessa vez terminou mesmo. Mas eu estou com outras ideias sobre HP fervilhando, então pode ser que eu apareça com projetos novos sobre Lily e James.

Eu agradeço a todo mundo pelas reviews. Balllive, Livia Black Potter, lilsprongs, Anonymous, fico feliz que vocês tenham gostado. Mellany B eu também gosto desse estilo de narração, é o que eu mais gosto de escrever, apesar de achar o mais difícil também. BarbaraEvans, eu acho que vou continuar a escrever J/L, mas aviso antes que frequencia de atualizações NÃO é uma característica minha; infelizmente eu sou muito enrolada. Obrigada pelos elogios . Bah Malfoy Black, obrigada pelas palavras fofas :3. Annabel Evers você não tem noção do quanto eu amei o seu review, porque o principal ponto no qual eu me esforço ao máximo e fazer a fanfic ficar o mais próxima do que seria "real" possível. Obrigada mesmo. PatyAnjinha Malfoy Potter ressurgir das cinzas faz parte (acabo de me dar conta que eu postei o primeiro capítulo disso aqui há mais de um ano, vish). Obrigada pelos elogios. Nathalia Potter eu sou meio viciada na palavra "adorável", então eu achei adorável você achar minha fanfic adorável xD. Mionehermionea ideia original era fazer algo próximo de poesia mesmo, mas não deu exatamente certo e acabou nesse estilo. Enfim, obrigada pela review. G. P não foi bem uma continuação mas foi algo próximo a isso. Espero que tenha gostado. ^^

Enfim gente, é isso. Até a próxima.

D.T.