EPISÓDIO 3 – AQUELE COM O DEDÃO

No Central Perk, Luna entra e encontra os amigos no usual sofá.

- Oi pessoal.

- Oi Luna. – diz alguns.

Ela se aproxima do balcão, para pedir um café.

- Como foi? – pergunta Harry.

- Não foi muito bom. Ele me levou até o metrô e disse: "Deviamos fazer isto de novo."

Todos fazem um gemido de lamento, menos Ginny, que tinha um ar de incompreensão. Ela entrega uma xícara de café para Luna.

- O quê? "Deviamos fazer isto de novo." Isso não é bom?

- "Deviamos fazer isto de novo" na verdade, significa "Jamais vai me ver pelado." – responde Hermione.

Ginny anda até o sofá.

- Desde quando? – ela pergunta.

- Desde sempre. – responde seu irmão. – É a linguagem dos encontros. Como: "não é você", significa "É você."

- Ou "Você é legal", significa "Vou sair com alcólatras, e reclamar deles pra você."- diz Draco.

- Ou "Acho que deveríamos ver outras pessoas" significa "Há, há, já estou saindo." – diz Luna.

- E todo mundo sabe disto? – pergunta Ginny novamente.

- Oh, yeah. Amortece o choque. – diz Ron.

- Sabe, é como quando você é pequeno, e seus pais põe seu cachorro pra dormir, e lhe dizem que o mandaram pra uma fazenda. – diz Draco.

- É engraçado. Nossos pais realmente mndaram nosso cachorro para uma fazenda. – afirma Harry.

- Oh, Harry...? – Hermione tenta.

- O quê? Alô? A fazenda dos Millner em Connecticut? – Hermione olha pra ele concordando. – A fazenda deles era linda. Tinha cavalos e coelhinhos que ele podia perseguir... e era... – todos o encaram com olhares de pena. – Oh, Meu Deus! Chi-chi!

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So no one told you life was gonna be this way (five claps)

Então ninguém te falou que a vida era dessa forma

Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.

Seu trabalho é uma piada, você está sem dinheiro, seu novo amor chegando ao fim

It's like you're always stuck in second gear

É como se você estivesse sempre em segunda marcha

When it hasn't been your day, your week, your month, or even your year, but...
Quando não foi seu dia, sua semana, seu mês, ou até mesmo seu ano, mas

I'll be there for you

Eu estarei lá por você

(When the rain starts to fall)

(Quando começar chover)

I'll be there for you

Eu estarei lá por você

(Like I've been there before)

(Como estive lá antes)

I'll be there for you

Eu estarei lá por você

('Cause you're there for me too)

(Porque você também esteve lá por mim)

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X

No apartamento da frente de Hermione, Ron ajuda Draco a ensaiar.

- Como é saber que está prestes a morrer? – diz Ron.

- Diretor, em cinco minutos, a minha dor vai acabar. Mas você viverá com o peso de ter mandado um homem honesto... para a morte.

Ron o olha sorrindo.

- Isso foi muito bom!

- É? Obrigado! Continua, continua...

- Então, o que quer de mim, Dimon... hein? – Ron é pessimo.

Draco o olha, ri e continua:

- Só quero voltar para a minha cela. Porque lá, eu posso fumar.

- Então fume aí!

Draco pega um cigarro no maço, que estava no criado-mudo e põe na boca. Ele pega o isqueiro, e na hora de acender, ele o lança longe. Ele o pega, tendo o olhar divertido de Ron em cima dele, acende o cigarro, traga e, em seguida começa a tossir.

- É por isso que Dimon fuma dentro da cela... sozinho.

- O quê? – ele mantem a mão aberta.

- Relaxe a mão, solte o pulso. – Draco deixa a mão cair, parecendo um pouco "gay".

- Não tanto.

- Hey! – diz Draco ofendido.

- Tente tragar.

Draco traga, mas ele faz caretas, e solta a fumaça parecendo enojado.

- Okay, me dá o cigarro. – pede Ron.

- Eu não vou te dar o cigarro.

- Tá tudo bem. Você quer o papel ou não? – Draco lhe entrega. – Okay, não pense nele como um cigarro. Pense nele como a coisa que está faltando na sua mão. Quando está com ele, você sente que está bem, que está completo.

- Sente falta?

- Não muito. Agora vamos fumar. – ele põe o cigarro na boca e traga. – Oh, meu Deus! – ele exclama, soltando a fumaça, delirando de prazer.

- Ron, me dá isso!

- Não. Você tem opções. Você pode fumar assim. – ele começa a demonstrar as várias maneiras de como segurar o cigarro.

- Ron... - Ron foge, correndo para a cozinha. – Me dá o cigarro!

- Tá, você tenta. – ele entrega o cigarro.

- Obrigado. Okay, que tal assim? – ele fuma novamente, segurando o cigarro entre os dedos, com eles abertos. Desta vez, ele solta a fumaça, sem fazer careta.

- Nada mal. – diz Ron. – Okay, agora quando terminar, seria legal você agitar. Agitar. – ele faz um movimento como se jogasse a cinza do cigarro fora. – Agitar.

Draco faz aquilo, rindo, entendendo.

- Tudo bem. Continue praticando, e... eu... vou abrir o sofá-cama.

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No Central Perk, Ron, Draco, Hermione e Harry conversam no sofá. Discutem como medir o tamanho do orgão reprodutor masculino.

- Achei que fosse do tamanho do pé. – diz Draco.

- Não, dizem que é da mesma distância do dedão até o dedo indicador do cara. – diz Hermione.

Na hora, os três homens olham para seus respectivos dedos. E comparam um com os outros.

- Isso é ridiculo! – exclama Ron.

Harry olhando para suas duas mãos, pergunta:

- Pode ser qualquer dedão? – ele junta os dois dedos indicadores.

- Eu fico com a teoria do pé. – diz Draco, frustrado.

Ginny aparece com uma bandeja cheia de copos e xícaras.

- Não me falem. Não me falem. – ela pede. – Capuccino sem cafeína para Ron. – e lhe entrega.

Ela continua:

- Café puro para Harry.

- Chá quente para Draco.

- Chá gelado para Hermione.

Ela dá um sorriso largo.

- Estou ficando craque nisso.

Todos concordam.

- Claro!

- Excelente!

- Bom pra mim! – Ginny exclama, e vira as costas, na direção do balcão.

Neste momento, os quatro trocam os pedidos. Ginny errou em tudo.

Luna aparece, resmungando para si mesma. Todos se entreolham, achando aquilo bem esquisito.

- Tudo bem, Luna? – pergunta Ron.

- Eu só... não vale... é o meu banco. – ela diz parecendo confusa.

- O que eles fizeram com você? – pergunta Hermione.

- Não vale a pena... certo... eu fui até o correio e peguei aquele tal de... "extrato." – Luna parece furiosa, como se o extrato fosse algo maligno.

- Calma! – pede Harry, rapidamente.

Luna suspira.

- Havia US$ 500 a mais na minha conta.

- Os vassalos de Satanás atacam novamente. – exclama Draco, se levantando do sofá.

- Agora eu tenho que falar com eles e lidar com isso.

- Como assim, Lu? Embolsa a grana. – sugere Ron.

- Ela não é minha. Eu não ganhei, se eu ficar com ela, será como roubar.

Ginny aparece atrás dela entregando uma xícara de café para Luna, atenta na conversa:

- Se gastar, será como fazer compras.

- Ok, mas... – continua Luna. -... digamos que eu compre lindos pares de sapatos. Sabem o que eu vou ouvir quando usá-los? "La-dra! La-dra! La-dra!" Mesmo que eu fique feliz, e... dê pulinos de alegria, eu vou ouvir: "Pega-ladra! Pega-ladra! Pega-ladra!"

- Nós entendemos, querida. – diz Hermione, para fazê-la parar.

- Eu jamais aproveitaria. Seria como uma dívida cármica eterna.

Hermione olha para Ron, e ele está sentado no braço do sofá, com o corpo virado no encosto, como se pegasse algo atrás dele.

- Ron, o que foi? – ela o puxa de volta. – O que está fazendo?

Ele se volta para ela, tendo a boca cheia, forçando um sorriso. Sem aguentar, ele abre a boca soltando fumaça de cigarro.

Todos reclamam.

- Ah, não!

- Não, Ron!

Ele confessa:

- Tô fumando! Tô fumando!

- Não acredito. – diz Luna. – Você tava indo tão bem nesses três anos.

- E isto é a minha recompensa. – ele se defende.

- Espere. – diz Harry. – Pense como você ficou da última vez que parou. Esquece você. Pense no que nós passamos.

- Okay, desta vez... eu não vou parar.

Todos protestam.

- Apague.

- Apague agora, Ron.

- Tá, tá, tá! – ele joga o cigarro dentro da xícara de Luna.

- Ah, não! – ela olha para a xícara. – Agora não posso mais beber!

Hermione pega sua bolsa na poltrona, pronta pra sair.

- Certo, vou me arrumar. Eu tenho um encontro.

- É o Allan de novo? – Ginny pergunta. – Como estão as coisas?
- Muito bem, sabe? Ele é legal. Está bem divertido.

- Quando vamos conhecer o cara? – pergunta Ron.

- Hmmm. – Hermione parece pensar. – Deixar eu ver... hoje é segunda... então, nunca!

Todos voltam a protestar.

- Não, não! – ela exclama. – Não depois do que vocês fizeram com Steve.

- Como assim? – diz Draco. - Nós adoramos o SSSteve. SSSteve era tão sssexy.

Todos gargalham. Hermione o olha furiosa.

- Desssculpa. – ele diz pra ela.

- Olha, - ela diz. – eu nem sei o que sinto por ele, tá? Me deixem descobrir primeiro.

- E então aí, vamos conhecê-lo? – pergunta Ginny.

- Hmmm. Não! "Sssem chanccce!" – ela exclama, saindo.

Ron olhava para sua mão, reparando ainda as distâncias dos dedos.

- Ron, - diz Harry. – esquece.

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No Tridium, Hermione e outra cozinheira conversam.

- Por que eu deveria apresentá-los? Eu o levo para casa e em cinco minutos, eles acabam com o cara. Parecem coiotes torturando o mais fraco do bando.

- Ouça., - diz a amiga. – Como alguém que já se deu muito mal na vida, tenho que te dizer, que isso não é tão terrível. São seus amigos, só querem o seu bem.

- Eu queria ao menos um encontro com um cara que eles gostassem. – ela diz, arrumando um prato.

- Tem que admitir que a chance de isso acontecer é bem menor se não conhecerem o cara.

- Eu sei, eu sei. Se importa se eu choramingar um pouco?

- Choramingue.

- Ehe, ehe, ehe, ehe, ehe. – ela finge chorar. – Tudo bem, terminei.

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No dia seguinte, todos esperam no apartamento de Hermione.

Draco tem um prato de bolo na mão. Harry está vendo uma foto na sua carteira.

- Esquece Harry. – diz Draco.

- Você não conhecia Chi-chi.

Hermione berra do quarto.

- Vocês prometem?

- Nós prometemos. – diz Harry.

- Sim, vamos nos comportar. – diz Ginny.

Hermione aparece na sala usando um vestido floral.

- Ron, promete se comportar?

Ron, do lado de fora da janela, na varanda, faz um sinal de "eu juro", como o dos escoteiros.

Começa a chover, e Ron bate no vidro, para todos verem que está chovendo, e que ele quer entrar.

- Você pode entrar, mas o seu amiguinho com filtro, tem que ficar aí fora! – Draco exclama.

Ron bufa, mas não entra no apartamento. Ele encontra a tampa da churrasqueira, que está ao seu lado na varanda, e se cobre com ela.

Luna entra no apartamento, sem bater a porta e sem cumprimentar ninguém. Senta no sofá, tendo um papel nas mãos.

- "Cara Srta. Lovegood. – ela começa a ler alto. – Obrigada por nos avisar sobre o nosso erro. Creditamos na sua conta US$ 500. Desculpe algum inconveniente, e esperamos que aceite este telefone bola...

E ela tire um telefone em formato de bola de futebol americano da bolsa.

- ... como brinde". Vocês acreditam? Agora eu tenho US$ 1000, e um telefone bola.

- Que banco é esse? – Ginny pergunta, pegando o papel na mão.

O interfone toca.

- É ele. – diz Hermione, indo até o aparelho. – Quem é?

- Allan. – sai a voz no auto-falante.

- Ron, ele chegou! – Draco grita.

Ron joga o cigarro fora, e põe a tampa de volta na churrasqueira.

- Estou bem? – Hermione pergunta para Harry.

Ele aponta para o vestido:

- Mais um botão.

Ela abre mais um botão do vestido.

– FECHADO! erH- berra Harry. – Que tal fechado?

- Não sabia. – diz ela, envergonhada.

- Aham. – ele não acredita.

Allan bate a porta.

- Por favor! – pede Hermione. – Sejam bonzinhos. Pensem no quanto vocês gostam de mim.

Ela abre a porta e um homem alto de cavanhaque e um terno claro entra.

- Allan, este é o pessoal. – ela os apresenta. – Pessoal, este é o Allan.

- Oi. – diz Allan. – Ouvi falar muito de vocccêsss!

Todos gargalham, inclusive Hermione e ele.

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Horas depois, Hermione leva Allan até a porta.

- Te ligo amanhã.

Ele desce as escadas, e ela fecha a porta. Se vira na direção dos amigos todos sentados no sofá.

- Okay, podem começar o fuzilamento. Quem quer começar?

Todos se entreolham, sérios, em silêncio.

- Eu começo. – diz Harry. Hermione dobra os braços diante do peito, aguardando. – Bem... vamos começar com o jeito que ele cutucou o... eu não posso... não consigo... nós adoramos ele.

Todos se levantam, gritando e afirmando ao mesmo tempo o quanto gostaram dele.

- O quê? Esperem, vocês gostaram de alguém que eu estou saindo? – pergunta Hermione.

Todos confirmam.

- É sim.

- A brincadeira da pimenta. – diz Ginny.

- Nunca mais vou olhar da mesma maneira para uma azeitona. – diz Draco.

- E vocês notaram? – Ginny diz, fazendo a posição da mão falando da distância dos dedos novamente.

Os homens abaixam a cabeça, desgostosos.

- Sabem o que eu achei legal? – diz Ron. – O sorriso torto dele.

- Igual o homem do sapato! – exclama Luna.

- Que sapato? – pergunta Harry.

- Da canção de ninar. "Havia um cara torto/ com um sorriso torto/ E morava no sapato/ que nem um carrapato..."

Todos dão um sorriso de incompreensão.

- Então... – diz Harry, ignorando-a -... eu acho que Allan será a base de comparação para seus futuros namorados.

- Que futuros namorados? – diz Ginny. – Acho que ele pode ser o sortudo.

- Jura? – diz Hermione.

- Eu casaria com ele só por causa da imitação do Severo Snape.

Ron começa a gargalhar. Draco continua:

- Sabe que eu vou fazer isso nas festas, né?

Draco começa a andar diferente, com uma expressão maligna no rosto.

Harry, rindo com uma garrafa de suco na mão, diz:

- Sabe o que mais gostei nele?

- O quê? – todos perguntam ao mesmo tempo.

- O jeito que ele me faz sentir. – responde.

Todos concordam, e se encostam no sofá, pensando. Hermione ri e dá de ombros. Melhor que nada!

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No Central Perk, Hermione está sentada no balcão, lendo um revista, e tomando café, quando entram Harry, Draco, Ron e Ginny.

Todos usavam roupas e bonés de beiseball, inclusive Ginny. Parecem tristes e cabisbaixos.

- Como foi o jogo? – ela pergunta.

- Bem... – diz Harry.

- GANHAMOS! – os quatro gritam ao mesmo tempo.

- Legal. – diz ela, rindo. – Só uma coisa, como isso foi possível?

- Allan! – Ron responde.

- Ele foi inacreditável! – diz Harry. – Ele parecia o Pernalonga no desenho em que ele jogava em todas as posições. Na primeira base, Allan... na segunda base, Allan...

Ginny dá a volta no balcão, e pega uma garrafa de água:

- Ele nos fez jogar como um time de verdade.

- Yeah, nós ensinamos aqueles joalheiros hassídicos a jogar beiseball! – exclamou Draco.

- Posso fazer uma pergunta? – pergunta Hermione. - As vezes, vocês não acham que o Allan...

- O quê? – Ron pergunta.

- Sei lá. Um pouco... "Allan demais"?

- Isso é impossivel. – diz Ginny. – Ele jamais seria "Allan demais".

- O que mais gostamos nele é o seu jeito Allan de ser. – diz Harry, feliz.

Draco levanta as sobrancelhas:

- Eu poderia beber um galão de "Allan".

Todos gargalham. Menos Hermione.

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Numa rua de Nova Yorque, Luna anda até uma senhora sentada na calçada, ao lado de um carrinho de supermercado cheio de bugigangas. Claramente, uma mendiga.

- Oi, Lizzy. – diz Luna, se aproximando.

- Oi, maluquinha. – diz ela, não muito contente.

- Trouxe sopa de letrinhas. – Luna diz, entregando um potinho.

- Tirou as vogais? – a mendiga pergunta.

- Sim, mais deixei os "y". Sabe, deixa um sabor mais exótico. E te trouxe outra coisa.

- Tostines?

- Não, mas você quer US$ 1000 e um telefone bola?

- O quê? – Lizzy pergunta.

Luna lhe entrega um envelope e coloca o telefone no carrinho dela.

- Meu Deus, é dinheiro de verdade! – ela diz olhando o que tem dentro do envelope.

- Eu sei.

- Maluquinha, o que você tá fazendo? – tentando devolver o envelope.

- Fique com ele, eu não quero.

- Preciso de dar alguma coisa em troca.

- Não, tá tudo bem.

- Quer meu chapeuzinho de alumínio? – ela lhe entrega um negocio que parece uma toca com um bico na frente.

- Não, você vai precisar dele. Tudo bem mesmo, juro.

- Por favor, quero retribuir.

- Okay, já sei. Me pague um refrigerante e ficamos quites. Okay?

- Okay. – Lizzy diz.

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No escritório de Ron, ele trabalha na sua baia.

Ele aperta alguns comandos no computador, pára, olha para os lados e abre a primeira gaveta da mesa. Tira de dentro um cigarro aceso em um cinzeiro, leva a boca, fuma e o devolve, fechando a gaveta.

Abre uma segunda gaveta, tirando de dentro um spray de odores para disfarçar o cheiro, e um ventilador de mão e solta a fumaça. Em seguida, joga na boca um spray de garganta.

Ele digita algo no computador novamente. Olha para os lados, mais uma vez fuma, e guarda o cigarro na gaveta. Só que desta vez, ele sem prestar atenção, solta a fumaça usando o ventilador e o spray de garganta, e joga na boca, o spray de ambiente.

Tosse várias vezes, e tenta refrescar a lingua com o ventilador de mão.

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Luna pega o refrigerante numa barraquinha de cachorro quente.

- Fique com o troco. – diz Lizzy para o atendente.

- Obrigado, Lizzy. – agradece Luna.

- Quer um pretzel? – ela oferece.

- Não, estou bem. Obrigado.

- Até mais. – Lizzy vai embora rapidinho com seu carrinho.

Luna abre a lata de refrigerante barato e pára prestando atenção em algo dentro da lata, junto com o líquido.

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- Um dedão? – pergunta Harry horrorizado.

Luna confirma com a cabeça.

Todos fazem cara de nojo.

- Eu sei. – ela diz ainda com a lata na mão. – Abri e lá estava ele flutuando, este... pequeno "carona".

- Talvez seja uma promoção. Tipo "colecione os cinco." – diz Draco.

- Alguém quer ver? – pergunta Luna.

- Não. – todos gritam ao mesmo tempo.

Ron acende um cigarro. Todos protestam de forma desordenada.

- Não faça isso.

- Apague.

- Ah, não.

- Isso é pior que o dedão. – diz Ginny.

- Isso é injusto. – ele exclama, injuriado.

- Por que é injusto? – pergunta Hermione.

- Eu tenho um vício. Grande coisa! Como se o estalar de dedos do Draco não fosse chato. O Harry pronunciando as palavras direito. Mione que grunhe quando ri. Que diabos é isso? Aceito tudo isso. Por que não podem me aceitar assim?

Todos ficam em silêncio, se entreolham, embaraçados. Ron não aguenta ficar quieto:

- Estalar os dedos incomoda todo mundo?

- Bem... Eu viveria sem isso. – diz Ginny.

- Incomoda um pouco ou é igual como Luna quando come cabelo? – ele pergunta de novo.

Luna, ao ouvir isso, larga o cabelo que tinha na boca.

- Não dê ouvidos a ele. Eu acho adorável! – diz Harry.

- Você acha "adorável" mesmo. – diz Ron.

Hermione ri e grunhe do jeito que Ron tinha dito. Harry se defende.

- Não há nada de errado em se falar corretamente.

- De fato, não há. – Ginny diz, Harry a encara bravo. – Acho melhor eu voltar pro trabalho.

- Isso, ou podemos beber o que realmente pedimos. – diz Luna.

Ginny arregala os olhos.

- Tirou o cabelo da boca e colocou as luvas de boxe! – ela exclama.

Todos começam a discutir, e Ron sai dali fumando, rindo sozinho.

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- Já saiu com alguém que seus amigos gostassem? – perguntou Hermione para a amiga, no Tridium.

- Não.

- Okay. Estou saindo com um cara que meus amigos gostam.

- Estamos falando dos coiotes? Muito bem, uma vaca sobreviveu.

- Não é incrível? Mas quer saber, eu não sinto "a coisa". Eles sentem "a coisa", eu não.

- Querida, - diz a amiga. – você sempre deveria sentir "a coisa". Se sente isso sobre o cara, termine com ele.

- Vai ser difícil.

- Ele é grandinho. Vai superar.

- Ele vai ficar bem. – diz Hermione. – Estou preocupada com os outros cinco.

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No Central Perk, Ron está sentado no sofá, fumando, enquanto Harry e Draco tentam convence-lo do contrário.

- Não respeita seu corpo? – diz Draco.

- Não vê o que está fazendo? – pergunta Harry.

- Olha aqui, estou cheio de vocês com esse papo de efisema, câncer e doença do coração. É o seguinte, fumar é bacana e sabem disso.

Ginny no balcão, está com o telefone na mão.

- Ron, Allan quer falar com você.

- Verdade? Quer? – ele se levanta, e pega o aparelho. – E aí, cara? Como vai?... Ela falou pra você? – ele olha para Ginny, que sorri triunfante. -... De vez em quando... é, sim, agora... Não é tão... É verdade... Nunca tinham me falado isso antes... Então, valeu. – e desliga. E joga o cigarro no cinzeiro, voltando a sentar no sofá.

- Deus, ele é bom. – diz Ginny.

Harry está a sua frente impressionado.

- Imagine se fosse mulher...

- É...

De repente, ela chacoalha a cabeça, percebendo a besteira que falou.

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No apartamento de Hermione, Luna, Draco e Harry assistem "Carneirinho" na TV. Sabem aquela senhora que usa um fantoche como se fosse um carneiro? Pois é, ela.

- Costeleta de carneiro! – grita Ron.

Harry, sentado a seu lado, o olha.

- Que meia velha. – diz Ron, novamente. – Use uma meia na mão por 30 anos, e ela também vai falar!

- Acho que é hora de trocar o adesivo de nicotina de alguém.

Hermione chega.

- Hey. – diz Ginny.

- Cadê o Draco? – ela pergunta.

- Ele comeu meu último chiclete, então eu o matei. – diz Ron. – Acha que eu fiz mal?

- Acho que tá no apê dele. – diz Ginny.

- Okay. – ela diz, e vai até lá.

- Pronto. – Harry diz, terminando de por o adesivo.

- Uh! – exclama Ron. – Agora estou delirando de prazer!

Luna está sentada no chão, olhando para um biscoito na sua mão.

- Lu, vai comer o resto? – ela não responde. – Luna?

- Alguém vai querer o resto desse biscoito? – ela pergunta.

- Hey, talvez eu queira. – diz Harry.

- Desculpe. – ela diz. – A fábrica de refrigerante me deu US$ 7000 pelo dedão.

- US$ 7000?

- Oh, meu Deus!

- Quando eu vim pra cá, pisei num chiclete. – ela continua: - O que aconteceu com o universo?

Hermione aparece com Draco, que usava só um roupão, secando os cabelos com uma toalha.

- O que foi? – ele pergunta.

- Nada. – ela diz. – Só acho legal quando ficamos todos juntos.

- Seria mais legal, se eu tivesse vestindo minha cueca. – ele diz, sentando no sofá.

- Ah, Draco... – ela diz apontando para as pernas abertas dele.

- Oh! – ele diz, a fechando rapidamente.

Hermione desliga a TV. Todo munda protesta.

- Por favor, precisamos conversar.

- Espere, eu estou tendo um "déjà-vu". – Luna diz a olhando. – Não estou, não.

- Certo, precisamos conversar. – ela repete.

- É isso! – Luna exclama.

- É sobre o Allan. – diz Hermione.

- Falando nele, fala pra ele que vamos na Feira da Renascença semana que vem. – diz Ginny. Todos confirmam.

- Tem algo que devem saber. É tão difícil falar isto... Eu resolvi romper com Allan.

Todos os cinco ficam surpresos.

- Tem outra pessoa? – pergunta Harry.

- Não, não. As coisas mudam. As pessoas mudam. – ela diz.

- Nós não mudamos . – diz Ginny.

- É isso? Acabou? Assim? – pergunta Draco.

- Sabe, basta baixar a guarda, gostar da pessoa e... e... – Luna põe uma mecha de cabelo na boca.

- Posso continuar fingindo. – diz Hermione.

- Okay. – confirma Ron. Todos concordam com ele.

- Não. Não seria justo comigo. Não seria justo com Allan. Não seria justo com vocês.

- Quem quer justiça? Quero que as coisas voltem a ser como antes. – diz Harry.

- Sinto muito. – ela diz, parecendo sincera.

- Ah, ela sente muito. Estou me sentindo melhor agora. – diz um Ron bravo.

- Não acredito. – diz Ginny. – Com o Natal se aproximando eu ia apresentá-lo a minha família.

- Vou conhecer outro cara. Haverá outros iguais a ele. – ela diz.

- Oh, yeah.

- Até parece.

- Vocês vão ficar bem? – Hermione pergunta.

- Vamos ficar bem. Só precisamos de um tempo. – diz Harry.

- Eu entendo. – ela diz, levantando as sobrancelhas.

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- Uau! – exclama Allan.

- Sinto muito. – Hermione diz.

- É, eu também. Mas estou um pouco aliviado.

- Aliviado?

- Eu me diverti muito com você, mas... eu não suporto seus amigos.

Hermione abre a boca de choque.

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No apartamento de Hermione, todos estão à mesa, tomando sorvete.

- Lembra quando fomos ao Central Park e alugamos os barcos? – Ginny pergunta. – Foi tão divertido.

- Ele remava como um viking. – Harry diz com uma colher na mão.

Hermione entra em casa.

- Oi. – ela diz.

Todos lhe dão um oi sem graça.

- Como foi? – Harry pergunta a ela.

- Você sabe...

- Ele perguntou da gente? – Luna pergunta.

- Hmmm. – Hermione acha melhor mentir. – Disse que vai sentir muita falta de vocês.

Todos gemem de tristeza.

- Teve um dia duro, né? – diz Harry pra ela.

- Você nem imagina. – ela diz.

- Vem cá. – ele diz, fazendo massagem nas têmporas dela.

Todos ficam em silêncio por alguns segundos. Ron se levanta.

- Chega. Eu vou comprar cigarros.

Todos protestam.

- Não importa. Não importa.O jogo acabou. Eu sou fraco. Eu preciso fumar. Eu preciso fumar. – e sai pela porta.

Luna dá um grito:

- Se nunca mais fumar, eu te dou US$ 7000!

- PAREI DE FUMAR! – Ron volta correndo.

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N/A: Pronto galera. O episódio já tava pronto antes de eu viajar, só precisava ser betado. Voltei de viagem ontem (dia 28) e já betei.

Ah, a imitação do Severo Snape foi idéia minha. Ainda acredito que Snape não é nenhum traidor. "EU ACREDITO EM SEVERO SNAPE".

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:

CISSY: Qual o nome do seu cachorro? Quem sabe ele entra na história? E ah, a Ginny não é infantil, ela é uma bebezona mimada!!!

DANI B. : Acho que te mandei uma MP, e eu também sou apaixonada por Lost. E completamente apaixonada pelo Sawyer. Acho que vou mudar meu nome de Annabelle Potter para Sra. James "Sawyer" Ford. O que acha? Ah, acho que vou enlouquecer até 7 de fevereiro! Se matarem o Sawyer, juro que nunca mais vejo Lost.

LIS: Love of my life!!! Que bom que tú gostou. Bom, o Pépe ainda tá mal, continuo indo em Lan Houses. O chato é que tenho que formatar o pobre coitado. Vou ter que baixar tudo de novo, de anti-virus ao msn. De win-zip ao emule. Do torrent ao TVU Player. É chato pra cacete. E vou ter que fazer isso até 7 de fevereiro! Que é quando volta o Lost!!!

No próximo episódio: AQUELE COM GEORGE STEPHANOPOULOS

"- Luna, sua vez.

- Okay, okay. Se eu fosse onipotente por um dia, ia querer a paz mundial, acabar com a fome, preservar a floresta tropical... e peitos maiores.

- Puxa, eu ia dizer isso. – diz Harry."

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