Aviso: Os direitos autorais do anime/mangá Saint Seiya pertencem ao seu criador e empresas licenciadas. Esta fanfic, no entanto, se utiliza dos personagens da obra e do universo da mesma, com o intuito apenas de levar o entretenimento aos fãs.
C A V A L O D E T R Ó I A
Por Arthemisys
Mal o Sol havia ocupado seu posto no firmamento e Aioria já estava na décima terceira casa, mais precisamente, nos aposentos do Grande Mestre. Por ser da elite dos doze, o cavaleiro não teve grandes dificuldades em chegar à presença do Papa. Entretanto, teve que anunciar ao auxiliar dele, o motivo de sua inesperada visita.
- Vim cumprir uma missão ordenada pelo Mestre. – Aioria objetivou, enquanto encarava de cima para baixo, o homem que tinha no lugar do olho esquerdo, um portentoso diamante.
- Uma missão? – Gigars indagou, achando no mínimo curioso o fato do Mestre precisar dos serviços de dois cavaleiros dourados àquela hora da manhã. – Pois bem... abram alas ao cavaleiro de Leão!
Imediatamente, os guardas descruzaram suas lanças e a pesada porta de madeira rangeu dando passagem a Aioria que avistou de longe o Mestre respeitosamente sentado em seu trono de honra e outro personagem que logo ele reconheceu como sendo o cavaleiro de ouro de Escorpião.
- Aioria... O que deseja? – o patriarca indagou com serenidade, mas o tom de sua voz era austero e encheu todo o recinto com a sua grandeza. Milo por sua vez, limitou-se a encarar o recém-chegado.
- Para onde enviou Marin? – o grego retorquiu sem a menor cerimônia.
- Não se preocupe com a amazona de Águia, pois ela está bem.
- Não respondeu a minha pergunta, Grande Mestre.
- Não seja atrevido com o Mestre ou do contrário...
- Ou do contrário, o que fará a mim? – indagou sarcasticamente. – Por acaso, hoje eu não acordei com bom humor, o que significa que para se iniciar uma guerra dos mil dias, não será nada difícil.
Os dentes do moreno cerraram com força e um lampejo dourado emergiu ao redor do corpo de Milo que após um suspiro rápido, respondeu com um falso sorriso.
– Suas ameaças não surtem efeito em mim... aliás, você deveria ter mais cuidado com a sua língua ferina porque do contrário, serei obrigado a...
- Chega. – o grande pai falou e ambos se viraram na direção do homem que se levantou do trono. Apesar da máscara que usava, os cavaleiros puderam sentir que os olhos daquele papa pareciam perfurá-los. – Esta é uma situação delicada e não admito rinhas entre guerreiros. – e finalmente pousou os olhos para Aioria. – Os titãs estão usando da mesquinha artimanha de invocarem de volta à vida, antigos personagens do passado.
- Novidade. – o cavaleiro de Leão desdenhou, ao lembrar as missões que havia desempenhado nos últimos meses. Dentre tais deveres, houve uma luta contra o Minotauro e quase que em seguida, soube que Miro enfrentou ninguém menos que o mítico herói Heitor.
- Mestre, por favor, ignore Leão e me permita ir de encontro ao inimigo.
- Não. Você ficará no Santuário.
- Não...? – Milo não parecia querer acreditar na súbita mudança nas ordens do Grande Mestre.
Após algum segundo calado, como se pensasse em alguma decisão, o mestre então falou.
- Aioria, você está designado para a missão de resgatar a amazona de prata da constelação de Águia que foi tomada refém...
- Mas você disse que ela estava bem! – bradou contrariado.
- Sim, ela está bem... até agora.
- Aioria... – dessa vez, foi Milo a interromper. – Marin foi designada para vistoriar a região de Sunion, pois foi constatada, além de alguns fenômenos naturais, a súbita aparição de um templo nas encostas dos paredões litorâneos.
- Templo...? – e passando uma mão nervosamente na cabeça, continuou. – E porque motivos enviar a Marin para uma missão de nível 1?
- Ela foi a pessoa mais adequada para esse tipo de missão.
- Eu não posso admitir isso! – Aioria falou impaciente.
- Não fale assim com o Grande...
- Pare de ser puxa-saco Milo! – e voltando-se ao serviçal da deusa Athena - Hypérion está por trás disso?
Sentindo-se inquirido por Leão, o homem a sua frente limitou-se em se sentar novamente no trono e disse resignadamente: - Isso é o que você, cavaleiro de Athena, irá descobrir.
A História Dentro Da História
Parte 2
Garan foi surpreendido com a entrada abrupta de seu mestre seguido pelo guerreiro escorpiano. Com o olhar fixo e determinado, Aioria se dirigiu até a sala comunal, onde no centro, repousava sublime a dourada urna, conhecida também como a "caixa de Pandora".
- Aonde vai, mestre? – o servo respondeu, enquanto auxiliava Aioria a colocar a pesada urna em suas costas.
- Marin. – respondeu.
- Não entendi.
- Fui convocado para uma missão. – Milo falou. - Mas aí o Aioria apareceu e...
- E tirei a oportunidade de ficar se gabando na frente do Mestre mais uma vez, não é Milo?
- Deixa de ser idiota, Aioria.
- Quem precisa deixar de ser idiota é você!
- Quem é idiota? – Lithos perguntou com inocência, enquanto esfregava os olhos cansados e sonolentos.
- Seu mestre, guria. – o melhor amigo de Kamus respondeu sorrindo e piscando um olho para a pequena que também sorriu.
- Mestre, aconteceu alguma coisa com a amazona? – Garan perguntou, na intenção de interromper a discussão dos dois.
- Aconteceu, Garan. Mas eu a trarei de volta... eu prometo. E Milo: cuide de tudo aqui durante minha ausência, tudo bem?
- Tá me achando com cara de empregada?
- Tô te achando com cara de segurança, sacou?
- Engraçadinho... pode deixar. – respondeu, sorrindo e dando um sinal de positivo.
Aioria não deixou de sorrir. Afinal, Milo era alguém em que ele, por mais que relutasse, poderia confiar. E dando meia-volta, o cavaleiro desapareceu por entre as colunas que sustentavam toda a estrutura da milenar casa zodiacal.
- Há algo mais entre eles dois... – Milo concatenou, enquanto uma das mãos segurava o queixo de forma pensativa.
- Não percebo isso.
- Não percebe porque você dorme no ponto, Garan. Ele paga todas pela Marin e ela vive esnobando ele... – falou, balançando uma das mãos com desinteresse. - Sabe o que o seu mestre é? Um amador! Se fosse comigo, não daria nem uma semana para que ela ou qualquer outra amazona caísse aos meus pés.
O homem limitou-se a olhá-lo dos pés a cabeça, para depois, falar. – Seu poder de sedução é sem dúvida ilimitada, mestre Milo.
- Não precisa me lembrar de algo que já sei. – respondeu convencido, mas o sorriso que antes imperava nos lábios bem definidos, logo deu lugar a um suspiro. Os olhos vividamente azuis se mostraram de certa forma tristes, quando eles pousaram na figura a sua frente. Assim, refletiu: – Mas... não consigo ficar tranqüilo. O Santuário está em constante perigo... Athena desde que nasceu ficou a mercê do inimigo e...
- Tens medo de falhar com sua missão, cavaleiro? – o servo de Aioria perguntou, enquanto se dirigia até a varanda da sala comunal.
- O medo é natural do ser humano. A coragem é natural de um cavaleiro... do que está rindo, Garan?
O homem parecia rir da forma corajosa de como Milo expressava a sua honra em ser um cavaleiro. Dessa forma, ele preferiu contemplar a paisagem que lhe era proporcionada, enquanto murmurava: - Dizem que os heróis são guiados pelo altruísmo e os monstros, pela destruição... todavia, o que me leva realmente a acreditar que alguém se torna um herói ou um monstro, é a capacidade de amar de forma plena aquilo que o leva a lutar.
- A quem você se refere com essa filosofia? Ao seu amigo Aiolos? Ou ao seu mestre Aioria?
- Refiro-me acerca dos grandes heróis que eu conheci e que um dia hei de conhecer. – ele respondeu com um olhar enigmático ao cavaleiro que se fazia presente.
...x...x...x...
As ondas do imenso mar Egeu pareciam naquela tarde, mais tempestuosas que o normal. Os pescadores, experientes homens que pareciam conhecer os anseios de Posseidon melhor que seus servos mais fiéis, perceberam a inquietude daquele reino majestoso ainda pela manhã e, portanto, resolveram não levar seus barcos ao alto mar.
Em meio às encrespadas ondas que se formavam ainda em alto mar, um ostentoso ciclone começou a se formar... obra de ninguém menos do que aquele que havia gerado em eras primordiais, toda a vida marinha.
Pontos.
Entretanto, outra presença – não menos grandiosa – se fez presente naquela região inóspita. Tal como uma sereia que emerge a superfície, um corpo feminino e de feições agradáveis se formou em meio ao turbilhão de água que explodia entre às ondas e ao vento.
Tétis.
- Senhora minha. – uma potente voz que saia por entre as correntes de ar produzidas pelo ciclone, estrondou. – Sua presença na superfície desse planeta indigno me trouxe surpresa.
Os claros olhos da titânide pousaram na coluna feita de água e vento que como cortinas de teatro, se abriram, dando passagem a um homem de feições belas e olhar frio.
- Suas lisonjas não serão suficientes. Nesse momento, anseio apenas por uma resposta.
O deus primordial se aproximou daquele outro ser divino e seus dedos tocaram a face dela delicadamente.
- Ele voltou para ser um vencedor. Irá vencer em nome dos deuses.
- Suas palavras mentem suas reais intenções. – a deusa falou ressentida. – Se queres vingança pelo passado, faça agora e comigo!
Ele a quis calar com um beijo, mas a senhora dos mares virou o rosto em um sinal claro de desgosto e ira pelas atitudes de seu esposo. Pontos, o senhor primordial dos oceanos, teve seu orgulho ferido pela deusa que nunca o amou, como uma esposa deveria fazê-lo. Talvez por esse motivo, seus lábios se moveram e proferiram a cruel sentença.
- Não há como retroceder. Aquiles selou seu destino mais uma vez.
Tétis ficou estática, enquanto ouvia a frase objetiva que Pontos anunciou. Mal teve tempo de abrir seus lábios para uma réplica, pois o ciclone já havia desaparecido e com ele, a presença do deus.
Sem saber o que fazer ante a fúria velada de seu marido traído, a última reação da deusa foi a de desaparecer, e o que antes era um corpo formado por um líquido azul e cristalino, se tornou uma triste neblina de água que como lágrimas, banharam o oceano grego.
...x...x...x...
Abriu os olhos com serenidade. O corpo dessa vez pareceu que iria reagir aos comandos mentais dados pela amazona que calmamente, sentou-se no leito onde dormiu só os deuses sabem quanto tempo. Diferente da última vez, o quarto estava vazio, e uma túnica vermelha repousava no divã onde antes, ele estava.
Levantou-se e deixando cair o lençol que cobria seu corpo, caminhou completamente nua até o lado oposto do aposento, se apossando do vestido que tão logo, cobriu o corpo branco e esbelto da amazona de Águia.
Ao olhar para a porta, a viu entreaberta e uma curiosidade incomum aflorou dentro de si... decidiu sair daquela pequena "gaiola" onde seu algoz a havia aprisionado e decidida, saiu a procurá-lo.
Para surpresa de Marin, a porta deu acesso a um amplo corredor guarnecido por colunas que de tão espessas, pareciam sustentar o peso do planeta. Seus instintos a aconselharam ir para o seu lado direito, o que tão logo o fez. A cada passo que dava, a guerreira se espantava cada vez mais com o fato de um lugar tão grandioso jazer no interior de uma caverna tão inabitável. Após alguns minutos, o corredor alargou-se, dando vez a um amplo salão de formar circular. No centro deste, um altar que sustentava a imagem de uma mulher de feições amenas e sérias, estava incrustado de flores e velas que emitiam um agradável odor de incenso.
E aos pés da estátua, ele estava ajoelhado, como se rezasse a algum gênio invisível.
- Faço votos de que esteja mais disposta. – a voz grave repercutiu por todo o espaço, mas Aquiles não se virou para a amazona que caminhou até ele, dizendo:
- Estou melhor.
O herói então se virou e a contemplou com um discreto sorriso. – A palidez da morte sumiu de sua face e agora é possível contemplar toda a extensão de sua beleza.
A amazona não baixou o olhar, mas sentiu que aquelas palavras produziram em si, efeito vergonhoso, pois sentiu que suas faces arderam timidamente.
- Quem o trouxe de volta à vida, herói Aquiles?
Sem responder nesse primeiro momento, o grego voltou-se ao altar e de lá retirou um ostentoso colar feito de ouro e lápis-lazuli. Quando tornou a olhá-la, respondeu:
- Algum deus me chamou do leito da morte. Infelizmente, não sei dizer quem é, nem o que pretende.
- Então prefere ser usado como um joguete nas mãos dos deuses, a saber a verdade?
- Sou Aquiles. Nasci para lutar e vencer. Não importa quem é o inimigo e tão pouco, a causa da guerra. O sangue deles é o vinho que inebria meu corpo. – e aproximando-se por trás da japonesa que permanecia parada, ele estendeu o colar que trazia em uma das mãos e o prendeu cuidadosamente no pescoço dela. Assim, pousou os lábios próximos ao ouvido dela, dizendo por fim: - E o amor é o autor dos meus atos impensados... Polixena.
Marin tremeu dos pés a cabeça ao ouvir o nome daquela antiga nobre troiana. Polixena... a filha de Príamo e irmã do general Heitor. A princesa que deu seu magnífico colar de ouro para que seu pai pudesse recuperar o corpo de seu filho mais querido... a donzela que despertou no coração revolto de Aquiles, um amor intempestivo e que culminou com a traidora morte do herói grego.
- Polixena... – ela repetiu, como se tentasse compreender o universo de verdades que se descortinava através daquela simples palavra.
- Você retornou do mundo dos mortos para mim. Talvez seja esse o motivo do meu retorno... proteger você.
- Não... não sou quem você idealiza... Polixena morreu e agora jaz no mundo dos mortos.
Inesperadamente sentiu que seu corpo era virado e seus olhos se encontraram com os do grego que apesar de claros, pareciam transmitir o fogo das tochas de guerra.
- Não a culpo por sua memória adormecida. Mas no momento em que ver o sangue de um grego escorrer até seus pés, suas lembranças voltarão à tona e então verás que minhas palavras são bem mais que um blefe.
...x...x...x...
Sozinho no pátio onde a magnífica estátua de Athena reinava única e soberana, o Papa do Santuário caminhava a passos lentos e mesmo escondido sob a máscara azulada, percebia-se que seu olhar parecia distante daquele mundo. Em uma das mãos, um pergaminho amassado que ele havia perdido as contas de quantas vezes já o tinha lido desde que recebera, na madrugada daquele dia.
- Fez uma excelente escolha.
A voz vinda de lugar algum despertou o homem de seus pensamentos dispersos.
- Devo acatar isso como um elogio, ou uma ironia?
Um terrível silêncio se seguiu junto com o som fantasmagórico da ventania que trazia consigo algumas folhas de outono. O que se passou em seguida, o Mestre não pode distinguir com clareza, uma vez que um raio cortou os céus e a claridade o cegara por poucos segundos, mas que foram suficientes para que o grande Mestre não conseguisse distinguir com clareza o rosto daquele ser que era o dono da retumbante voz.
- Saga de Gêmeos. Tuas interpretações pouco importam ao grande senhor do Tempo. Mas ele se sente agradecido a você, por ter enviado à boca do leão, o cavaleiro mais impertinente da virgem branca1.
- Consideras Aquiles tão invencível? – preponderou o mascarado. – Acaso esqueceu-se do famoso tendão?
Um sorriso contido se formou nos lábios do ser a frente de Saga.
- Os deuses nunca se esquecem dos pequenos detalhes.
Por um breve instante, o poderoso cavaleiro que até aos deuses desafiava, sentiu uma leve frieza subir por toda a extensão de sua espinha dorsal.
...x...x...x...
A escalada havia sido difícil, mas Aioria conseguiu vencer os obstáculos naturais em menos tempo do que esperava. Ao entrar na caverna, perguntou-se se realmente aquele era o lugar certo, uma vez que não havia encontrado nada que denotasse vida, além do som de sua própria respiração.
Todavia, com um esmerado cuidado, o guerreiro começou a caminhar rumo ao fim do túnel que era escondido sobre uma negridão sem fim. Com o avanço da caminhada, Aioria decidiu acender seu cosmo, criando assim uma luz cintilante que iluminou uma boa parte de seu caminho.
Mas havia algo estranho.
- Essa caverna... acaba aqui?!
A sua frente, apenas uma poça de água formada pelos respingos dos estalactites2 e uma parede formada por uma grande rocha demarcavam o final da caverna.
Aioria então cerrou um punho e elevou seu cosmos. Talvez se arrebentasse aquela parede...
- Relâmpago de plasma!!! – bradou, direcionando o potente soco em direção à rocha que se estilhaçou em pedaços microscópicos. O impacto do golpe ocasionou ainda, abalos na estrutura da caverna que teve parte de sua entrada coberta por pedras que se soltaram.
Mas a parede continuou, mesmo depois de perder muitos metros de espessura.
- Mas... mas que droga! – bradou, descobrindo que sua lógica daquela ser a entrada para o templo era errônea. Ainda indignado, o jovem deu um passo para frente, para averiguar a situação da rocha, mas antes que pudesse perfazer algum outro pensamento, seus pés afundaram na poça d'água que para sua surpresa, era um fosso profundo.
Emergindo a superfície, o grego tomou novo fôlego e com cuidado, mergulhou novamente rumo ao caminho que o fosso perfazia.
...x...x...x...
O herói ainda segurava Marin quando um estrondo distante se fez ouvir. Aquiles não deixou de sorrir com o prenuncio da chegada de um convidado tão esperado. Soltando a jovem, ele se voltou ao altar que resguardava uma couraça feita de bronze e couro.
"Então é você, Aioria..." – pensou a amazona, que involuntariamente colocou uma das mãos no peito, como se com isso, quisesse aquietar o coração que disparava. – "Certo... não é só você que está nessa luta."
Quando terminava de acoplar o bracelete, o grego sentiu que um cosmo agressivo começava a se elevar. Ao se virar, viu o mais belo espetáculo visual proporcionado pela cadência da vida humana e do cosmos que havia dentro da amazona que mesmo sem sua máscara e indumentárias de batalha, tinha a sua volta, uma iluminada áurea que tinha o brilho da prata e a cor da guerra.
- Eu o desafio, Aquiles.
- Eu aceito seu desafio, amazona... mas se for a derrotada desta peleja... será minha para sempre.
- É o que veremos. – ela respondeu firme.
- É o que será. – o semi-deus retorquiu, enquanto seu olhar oscilava entre o assassino e o amante que o dominavam, desde tempos imemoriais.
Continua...
1 - Virgem branca – Era uma expressão respeitosa feita apenas a deusa Athena e a sua irmã Ártemis. Tal denominação se dava pelo fato de que essas deusas eram as únicas filhas de Zeus que permaneceram virgens.
2 – Estalactites – São formadas pelo gotejamento através de fendas ou furos no teto. Ao precipitar, o mineral forma um anel em torno da gota, próximo de sua interface com a rocha. Quando a gota cai, o anel se sedimenta e cristaliza, juntando-se à rocha. Os anéis se unem uns aos outros formando tubos cilíndricos que crescem em direção ao chão, com 2 a 9 milímetros de diâmetro interno e paredes com aproximadamente 0,5 milímetros de espessura.
Notas da autora:
Nota 1: É, Cavalo de Tróia ainda não acabou... pensei em terminar com esse capítulo, mas percebi que se o fizesse, a fic ficaria longa demais e se tornaria uma leitura cansativa demais.
Nota 2: Para esta fic, usei uma particularidade do mito de Aquiles que sempre gostei, que é o romance dele com a filha de Príamo, a princesa Políxena. Uma variante da lenda diz que ele se apaixonou por ela e no momento em que pedia sua mão em casamento, Páris os acertou com uma flecha em seu tendão.
Nota 3: É claro e evidente que imaginei no lindo e loiro Brad Pitt para encarnar – pelo menos fisicamente – o Aquiles nessa fic... e depois de Tróia, quem não pensaria igual? -
Nota 4: Peço desculpas a quem estiver lendo essa fic e está vendo só aventura... infelizmente não tenho nenhuma criatividade para humor – se bem que estou tentando isso numa fic Radha x Pandora – e muito menos, para romance - não joguem pedras em mim, acho que minha cota de romantismo se foi com a fic O mito do amor eterno... ¬¬ - mas é sim uma intenção minha que Cavalo de Tróia seja uma fic mais ao estilo Kurumada de ser... não que eu queira me comparar com o mestre, longe disso! XD
Nota 5: Quero agradecer de coração a todos que tiveram a coragem de ler e comentar o primeiro capítulo! - Então, meu "muito obrigada por me aturar" vai para... Thaty de Leo, Nicky, Juliane.chan1, Aninhaloka, Dana007, Enfermeira-chan, Harpia, Fabi Washu, Petit Ange e Medeia... obrigada meninas, vocês são demais! -
Nota 6: E por fim, quero agradecer em especial a Alana e ao Lord Hades que tão gentilmente revisaram esse segundo capítulo.
Nota 7: As notas acabaram, que bom! XD Bom, então até a próxima! o/
Arthemisys
