Death Note não me pertence. Nem seus personagens.
Fic sem fins lucrativos. É pura diversão.
Esse capítulo contém lemon, ou seja, sexo entre dois meninos de quatorze anos. Se não aprecia, por favor, não continue com a leitura.
Acho importante ressaltar que:
Esse capítulo não é recomendado para menores de 18 anos por ter conteúdo altamente erótico.
Obrigada por estarem aqui novamente.
Boa leitura!
Promessas
Capítulo 4
"No gelo da indiferença ocultam-se as paixões
Como no gelo frio do cume da montanha
Se oculta a lava quente do seio dos vulcões."
-Apenas me ouça... – disse Mello.
Near voltou a olhar o céu. Seu rosto relaxado transmitia toda a paz e pureza do mundo.
-Sei que fui um completo idiota. E sei que dizer isso me torna mais idiota ainda. Mas perto de você, Near, eu sou apenas um garotinho assustado querendo ser o número um... Você está completamente certo em tudo o que disse. – parou e olhou os próprios pés. – Mas se ainda houver tempo... Se ainda houver chances... – olhou novamente para Near. - ... De perdão. De uma nova tentativa... – parou engasgado. Uma espada parecia transpassada em seu peito. – Se tu olhares pra dentro de mim, Near, não encontrarás nada de bom... Eu não sei o que você pode ter visto ao ter me dado a chance de conhecê-lo de perto... Eu não sei o que te motivou, a única certeza que tenho é que eu estraguei tudo. Eu fui um completo imaturo que insistiu em não aceitar o que é óbvio. Este sou eu, o Mello, que todos temem... O Mello que todos respeitam... Este sou eu, completamente trêmulo aqui diante de ti, pedindo perdão... Perdão por ter te ferido. – Mello suspirou e passou lentamente as mãos pelos cabelos - Só quero que você saiba que aquele beijo... Eu jamais me esquecerei... Perdão por ter agido daquela forma tão desprezível e mesquinha... A verdade é que o seu beijo foi a melhor coisa que me aconteceu na vida... Na minha infinita imaturidade não soube como agir... – calou-se, fitando novamente o chão. – Que irônico eu estar te falando essas coisas – sorriu – mas estou feliz por em fim poder estar te falando tudo isso... Estou feliz de ter podido te mostrar como eu me sinto. Ao menos uma vez na vida, eu estou sendo completamente sincero. Obrigado por me ouvir... - Mello esperou alguma reação de Near, mas ele continuou na mesma posição. - Obrigado Near.. – Virou as costas e saiu. A cabeça baixa... Os cabelos loiros moldurando o rosto... Os passos hesitantes distanciando-se de Near...
"Ao menos eu falei o que queria... Mesmo que ele não tenha dito que me perdoa, eu me sinto mais leve..." Suspirou.
"Obrigado por me ou- ..."
-Mello, aonde você pensa que vai? – a voz doce de Near cortou seus pensamentos.
O loiro congelou instantaneamente. Virou-se e olhou à direção de que viera. Retornou o caminho que percorrera parando na porta do quarto. Near tinha-se virado e agora olhava pra ele. Um sorriso singelo decorava seu rosto. Fitaram-se por alguns segundos. O coração de Mello batia absurdamente acelerado.
-Feche a porta. – disse Near sem deixar de fitá-lo.
Mello fechou a porta obediente.
-Com a chave. – falou Near num tom baixo e tranqüilo. Mello limitava-se a obedecer. A respiração de Mello estava pesada. O peito parecia doer ao subir e descer descompassado.
Near transmitia tranqüilidade, mas ele estava terrivelmente nervoso. Um frio cruzava sua espinha enquanto suas mãos suavam violentamente.
Ao fechar a porta ainda permaneceu imóvel segurando a maçaneta redonda por alguns segundos. Girou o corpo para encarar Near. Teve o pensamento de desligar as telas dos computadores, e o quarto foi invadido completamente pela noite estrelada que decorava a janela. Somente a luz da lua ousava adentrar naquele quarto.Venceu a distância entre eles. Parou a centímetros do rosto do menino.
Near sentado no peitoril ficava mais alto do que Mello. Ele sorriu ao olhar o loiro por um ângulo diferente. Esticou as pernas, circuncidou o corpo de Mello com elas e o puxou para si. Mello enlaçou a cintura fina do menino de cabelos brancos e fitaram-se de pertinho, sentindo a respiração de ambos se misturando.
Near sorriu e inclinou a cabeça tocando levemente os lábios de Mello. Pausadamente ambos fecharam os olhos e o mundo ao redor deles voltou a se tornar um imenso borrão.
Que beijo maravilhoso trocaram no silêncio do quarto na penumbra! Um beijo recheado de sentimentos, saudade, de línguas sedentas. Um beijo que a maioria das pessoas passam a vida inteira procurando. Um beijo tão poderoso capaz de fazer com que tudo à volta deixe de ser importante. Deixe de existir. Deixe de ser cenário. Aquele tipo de beijo que os poetas apaixonados cantam em seus versos e prosas. Um beijo capaz de calar toda a voz do mundo. Capaz de fazer com que o corpo reaja involuntariamente.
Interromperam o beijo, mas permaneceram como estavam: juntos. Colados. Angustiados por permanecer próximo um do outro. Por satisfazerem a vontade de permanecer juntos. Juntos... Juntos...
A respiração ofegante de ambos cortava o silêncio.
-Você não sabe o que eu vi em você, Mello? Você não compreende porque te achei digno de vislumbrar quem eu realmente sou? – perguntava Near puxando os cabelos de Mello pra trás, fazendo este arquear a cabeça, dificultando a respiração. Near aproximou os lábios do pescoço do loiro e continuou seu monólogo. – Porque você me faz ser quem sou... A única pessoa digna de ver quem realmente sou é aquela que amadureceu comigo durante os anos que se passaram. É aquela que me fez amadurecer no silêncio... É aquela que eu amo... Todos os seus incontáveis defeitos eu amo... Todas as suas infinitas qualidades eu amo... Toda a sua beleza angelical eu amo... Eu amo tudo o que há em você... E pouco me importa se não há nada de bom dentro de você: eu amo toda a sua mesquinharia... Todo o seu instinto violento... Toda a sua forma inescrupulosa de conseguir o que quer... – Near enrolou ainda mais os dedos nas madeixas douradas puxando um pouco mais pra trás. Mello sentiu o couro cabeludo ser puxado com mais forte e soltou um gemido de dor misturado com excitação.
Um sorriso leve brotou nos lábios de Mello. Seu coração estava angustiado pelo tanto de palavras que ali eram depositadas. O seu Near, a quem pertencia sua alma, estava diante dele dizendo que o amava. Uma sensação avassaladora assaltava seu peito. Mello tinha a impressão de que morreria de contentamento. Uma emoção muito poderosa tomava conta de seu coração. A voz de Near chegava aos ouvidos de Mello como refrigério para sua alma fatigada. Algo muito desejado. Ansiado. Tudo o que Mello precisava era estar ali, entregue àquele ser que ama tudo o que há nele.
Respirou fundo enchendo os pulmões de ar e sentiu seu corpo tremer. Fechou os olhos sentindo pequenas lágrimas vindo-lhe. Lágrimas de felicidade. Lágrimas de quem ganhou um presente muito especial. Seu cérebro transmitia a informação de que ele estava infinitamente feliz. Sentiu Near puxando-lhes os cabelos e aquilo doeu. Mas como era bom sentir essa dor! Permaneceria escravo todos os dias da sua vida àquele ser magnífico que puxava-lhe as madeixas.
As batidas de seu coração não paravam de acelerar. Elas não se acalmariam porque o que estava sentindo era deveras poderoso. Engoliu em seco e sentiu uma lágrima escapar pelos seus olhos indo em direção ao seu ouvido devido a inclinação de sua cabeça.
Sentiu Near beijar sua lágrima e abriu os olhos. O garoto de cabelos brancos olhava pra ele com dois imensos olhos emocionados. A água límpida que marejava o olhar de seu pequeno amor escorrera lentamente por sua face.Lágrimas salgadas, sinceras e abundantes. Todas as estrelas do céu brilhavam nos olhos de Near.
-Mello...
As lágrimas que Mello tentara conter vieram subitamente e inundaram seu rosto.
-Near... – Mello não conseguiu terminar a frase. Um peso pareceu afundar no seu ser... Sentia-se meio tolo. Mas estava estafado pela quantidade absurda de sentimento que o atingia. Ele sentia necessidade de liberar um pouco o sentimento que o consumia, mas não tinha forças pra falar...Então, involuntária e covardemente, seus olhos reagim por contar própria. Ele queria dizer que o amava, que o desejava, que jamais o deixaria, mas não conseguia...
Uma dor poderosa, antiga, eterna pairava no corpo de Mello. Ele sentia que seu corpo era insuficiente para conter todo aquele sentimento...
Mello segurou o rosto de Near. Testa à testa. Olhos nos olhos.
-Demorou tanto para chegarmos até aqui...
-Mas agora nada poderá nos separar...
As frases perdiam-se no quarto escuro.
Fecharam os olhos angustiados pela quantia de sentimentos que fluía de seus corpos.
Risos, lágrimas, mãos nervosas que apertavam o corpo do outro num ato desesperado. Num ato de certeza. Num ato sôfrego de desejo.
Mello inclinou o rosto e procurou pela boca de Near tomando suavemente os lábios rosados. Sugou a carne macia e doce do menino e lentamente invadiu sua boca com sua língua úmida e romântica. Near não hesitou e abriu passagem para receber a carícia. Imediatamente, Near levou sua língua à encostar na da Mello e ambas se entrelaçaram, dançando sensualmente, juntas.
Near sentia o gosto de chocolate em Mello e aquilo o excitava de todas as maneiras. Seu coração acelerava ainda mais ao estar fazendo o que sempre imaginou fazer. Seu corpo se excitava por estar recebendo carícias cálidas. Línguas e lábios se confundiam no aposento à meia-luz. As narinas tentavam captar o ar que as bocas eram impossibilitadas.
Enquanto a mão esquerda de Near mantinha-se firme nas costas de Mello o puxando para si, a direita passeava sem pressa entre o queixo e o pescoço do loiro, acariciando-o com delicadeza e calma.
Mello permanecia envolvendo a cintura de Near com ambos os braços, deslizando a mão, subindo e descendo lentamente.
O ar fez-se necessário e Mello abandonou gentilmente os lábios de Near encaminhando-se com seus beijos lentos ao pescoço do menino, explorando todo o caminho da boca ao lóbulo da orelha.
Near arqueou a cabeça pra trás a fim de deixar o caminho livre e soltou um suspiro rouco, que fez o corpo de Mello arrepiar-se ao ouvi-lo. O garoto número 1 pressionou ainda mais o corpo de Mello entre suas pernas, apertando-o com firmeza e paixão. As mãos de Near agarravam-se desesperadas as costas de Mello. Fechou os olhos para poder apreciar cada contato dos lábios do loiro no seu corpo jovem.
Sentia os lábios do chocólatra incendiando seu pescoço e ondas de calor expandiam-se lentamente por todo o corpo. Inclinou-se novamente desejoso e buscou os lábios de Mello tomando-os avidamente. O beijo intensificou-se rapidamente e quase que instantaneamente o lugar fico quente e abafado.
Com dedos finos e ágeis, Near desabotoou o blazer italiano de Mello e o tirou apressadamente, deixando-o cair no chão. Continuavam com beijos intensos. As mãos de Near prosseguiam impacientes buscando contato com a pele quente do garoto.
Mello sorriu maliciosamente ao sentir desejo nos toques ansiosos de Near. Interromperam o beijo e ambos se olharam fixamente. O peito de ambos subia e descia pesado. Alguns segundos de contemplação e Mello estende a mão, posicionando na nuca de Near. Puxa-o com veemência. E voltam a se beijar com ainda mais intensidade. Com mais desejo. Com lascívia de jovens apaixonados. Mello percorre com as mãos um caminho ao longo do corpo de Near, parando nas pernas roliças; e apalpando-as. Toma-as para si e as suspende, tirando Near do peitoril, amparando-o junto ao seu corpo. A mão esquerda de Mello sustentava o quadril de Near enquanto a direita seguravam-no firmemente pela cintura.
As pernas de Near se agarram na cintura de Mello. As mãos abraçam seu pescoço enquanto é mantido confortavelmente no colo do amante.
-Quer dançar comigo Near? – pergunta Mello no pé do ouvido do garoto balançando suavemente o corpo de ambos.
-Agora não... Quero outra coisa...
Mello ri e volta a tomar os lábios de Near, enquanto lentamente vai flexionando os joelhos, devagar, abaixando-se, equilibrando o corpo dos dois juntos, vai sentando ao chão, beijando Near, sendo beijado, continua a descer em direção ao piso, apoiando seu corpo, sentindo o peso de Near sobre seu colo. Até que algo fere seu corpo.
-Ai! – exclama Mello numa expressão dolorida.
-Que foi? – pergunta Near olhando-o.
Mello arqueia um pouco o corpo e tateia com a mão. Uma pecinha de lego volta entre seus dedos. Near sorri e volta a beijar Mello, que joga a pecinha num canto qualquer do quarto.
As mãos frias de Near circulam o pescoço do loiro causando um caminho tênue de arrepio ao longo de sua espinha. Voltam a se beijar voluptuosamente enquanto a mão de um explora sensualmente o corpo do outro. Mello balança o seu quadril suavemente de encontro a Near fazendo este soltar um gemido abafado arquear ligeiramente o corpo no mesmo ritmo das carícias de Mello.
O loiro põe a mão dentro da camisa de Near sentindo a pele sedoza arrepiar-se levemente ao seu toque.
-Near... – chamou tonto.
A respiração de ambos ficava a cada segundo que se passava mais pesada e acelerada.
Near perdia seus dedos entre os fios louros de Mello. Sentindo a mão quente dele acariciar seu peito por baixo da camisa branca social. Mello respirava fundo na curva do pescoço de Near, acariciando com a mão direita a nuca do menino de cabelo branco, fazendo esses movimentos causar inúmeras sensações ao seu corpo magro. Mello cessa o beijo pra mirar o rosto de Near. Observando atentamente cada refinada expressão no rosto de seu amante. Near devolve o olhar com a mesma intensidade com que recebe. Ainda encarando as orbes cinzentas, Mello lentamente tira o blazer preto de Near.
Passa pelo ombro direito, faz deslizar lentamente pelo braço... Depois, no ombro esquerdo, puxando sem pressa a roupa elegante, fazendo escorregar vagarosamente pelo braço longínquo do garoto sentado no seu colo. Near deixa Mello tirar seu blazer sentindo um misto de ansiedade e excitação. Quanto tempo estivera esperando por aquilo?
Mello lança a roupa negra pro lado oposto aos dois e beija Near com afinco.
-Near... Near... Near...
Ele estava embriagado pelo sabor de Near. Sentir seus beijos era a verdadeira benção dos deuses. Mello fechou os olhos completamente extasiado pelo momento íntimo de ambos. Iria até o fim e jamais se separaria daquele ser candidamente picante em seu colo.
Passou os dedos pelos fios pratas sentindo pela primeira vez a textura delicada das madeixas curtas. Era como se segurasse pétalas da mais rara flor, tamanho era seu primor.
-Near...
Mello estava enlouquecido. Como fora tão idiota ao se privar da maior de todas as coisas!? O amor, a cumplicidade! A satisfação. O seu contentamento pessoal. O seu amor.
O belo garoto de cabelos brancos beijava a boca ligeiramente avermelhada de Mello com uma paixão inenarrável; ambos ardiam e consumiam-se na loucura do desejo carnal. Desejo firmado no sentimento que extravasa. Near agarrou-se a Mello e remexeu-se lentamente no colo do outro, fazendo o loiro soltar um gemido abafado...
-hum...
As mãos de Mello passeavam pelas costas de Near, subindo até as madeixas pratas e descendo novamente, enquanto a boca beijava o pescoço alvo e suculento de Near.
Near pusera sua mão gélida dentro da camiseta de Mello e passava as unhas levemente nas costas do rapaz, que se arrepiava todo a cada arranhada que levava.
Mello, lascivo, mordeu levemente o lóbulo da orelha de Near, fazendo o garoto menor jogar levemente a cabeça pra trás e puxar o ar com força pra dentro dos pulmões. Mello pos a língua um pouco mais pra fora e lambeu com volúpia.
-Ahnnn... – Near gemeu ao sentir a língua úmida de Mello lhe proporcionar carícias deliciosas.
Mello abocanhou a carne exposta distribuindo mordidas sensuais. Sugando a pele em alguns pontos. Deixando Near enlouquecido. Enlouquecendo-se...
Mello volta a tomar os lábios de Near sem pudor, chupando febrilmente a língua do jovem. Near enterra seus dedos novamente nas madeixas louras e puxa-as, causando excitação.
-Hunn... – Mello deixa um suspirou rasgar seus lábios.
Near inclina o rosto e volta a tomar os lábios magenta de Mello. Apesar da euforia e excitação, ambos mantinham-se calmos para não precipitarem. Eles demorariam o tempo que fosse preciso pra degustar todo o refinado sabor de seu parceiro.
Near dá uma leve mordidinha no lábio inferior de Mello. Após interromper o beijo, afasta um pouco o rosto pra observar o loiro. Sorri.
Mello aproxima-se novamente de Near e morde-lhe o queixo. Vai descendo dando mordidas pelo caminho. Chega na camiseta e arranca o primeiro botão com o dente. Near suspira ao ver o que Mello fazia. Segundo botão. Near joga a cabeça pra trás. Terceiro botão. Near fecha os olhos. Quarto botão. Um gemido rouco corta o ar. Quinto botão. Near se agarra com força nas costas de Mello. Sexto botão. Near sente seu corpo pegar fogo. Último botão. Near se remexe em seu colo, mantendo a cabeça jogada levemente pra trás. Mello passa a mão direita do pescoço ao abdômen de Near, num movimento lento e com a mão esquerda puxa-lhe o rosto e toma seus lábios.
Near corresponde imediatamente, fechando ainda mais as pernas em torno da cintura de Mello. As línguas excitadas entrelaçaram-se sensualmente, numa luxúria regada de sentimentos.
Mello volta a abandonar a boca de Near e vai descendo pelo peito do garoto, distribuindo beijos eróticos no percurso. Pára em um dos mamilos róseos e com as pontas dos dentes, morde com delicadeza. Circula com a língua e o suga libidinosamente, pressionando a língua na pele. Mello continua investindo na região suscetível a carícia, até que sente o pequeno mamilo enrijecer-se. Afina a língua serpenteando-a em direção ao outro mamilo. Instigando-o. Incitando-o.
Near sente inúmeras sensações perpassarem pelo seu corpo. Inclina o corpo pra trás, apoiando as mãos no chão, uma de cada lado das pernas de Mello, dando ao loiro acesso ainda maior ao seu corpo. O chocólatra desce numa vagareza calculada e pára no umbigo. Tão lindo! Insere a língua no buraquinho, percebendo que o corpo do jovem se arrepia a esta carícia.
Vai descendo um pouco mais, beijando a pele macia de Near, esfregando gentilmente a ponta do nariz, exalando o cheiro de Near e causando novas sensações ao corpo do menor.
Beijou seu baixo ventre, curvando-se totalmente diante de Near.
-Essa calça só está atrapalhando.
Com isso, adentrou as pontas dos dedos na calça de Near, acariciando a região. Levantou o rosto e puxou o corpo menor pra si, tomando-lhe os lábios. Enquanto isso, suas mãos abriam o botão da calça social.
-Hunn... – Near gemeu levemente, sentindo Mello se aproximar daquela região.
O loiro continuou seu intento, ainda por cima da calça, Mello passou com as costas da mão suavemente pelo membro de Near.
-Hunn... – dessa vez foi Mello quem gemeu, ao sentir a intimidade de Near.
Levemente Mello abandonou o que estava fazendo, deixando o botão ainda aberto, voltou a subir as mãos e tirou a blusa de Near, passando os dedos pelas costas nuas do rapaz. Deslizando suavemente na pele branca, sentindo a carne macia de Near enchendo-lhe a mão. Inebriado devido ao contato direto naquela pele quente.
Near sentia Mello aquecendo-se. Sentia seus toques mais ardentes. Sentia necessidade e urgência em cada toque de Mello.
-Esta calça só está atraplhando... - repetiu lânguido.
Near sente-se tremer com esse comentário malicioso e sincero de Mello.
Sim, estava atraplhando, incomodando, pertubando...
Ousadamente Mello não tira a calça, mas volta a acariciar Near.
"Maldito...Quer me enlouquecer..."
Mello afasta-se de Near e o observa inebriado. Lindo. Excitado. Tentador.
Sorri e recebe um sorriso de lado do garoto ofegante no seu colo.
Mello desliza a mão sob a perna de Near. Segura a bainha da calça.
-Puxa.
Near puxa a perna enquanto Mello mantém a calça no mesmo lugar. Imediatamente sentiu o frescor do quarto atingindo-lhe a perna esquerda, agora descoberta.
Mello quase baba. Sente sua boca se encher de saliva ao contemplar a brancura tentadora da perna esquerda de Near. Molha os lábios com a língua enquanto mira inebriado a perna outrora oculta de Near. Ergue a mão direita e apalpa a carne roliça que lhe envolve a cintura.
Near observa atentamente as feições em Mello ao contemplar seu corpo semi-exposto.
"Delícia..."
Mello arqueia o corpo e beija a coxa de Near. Fazendo o menino gemer e sentir seu sexo pulsar. O ar voltou a ficar incrivelmente pesado. Mello beija a região, morde e chupa. Near treme-se todo a esse toque cheio de malícia. Desejava que Mello continuasse... Que subisse um pouco mais... Que beijasse com a mesma lascívia e deleite uma outra região que clamava desesperadamente pelas suas carícias ousadas.
Mello levanta o rosto levemente ofegante e corado. Ele não estava com vergonha. Estava terminantemente excitado. Near era ifinitamente mais delicioso do que ele um dia pôde supor. Seguiu com os olhos o pé com a meia clara, a canela, o joelho, a coxa, o interior da coxa... Um caminhozinho meio encoberto. Uma parte da roupa íntima à mostra. O volume mal disfarçado do sexo do menino.
Com as costas da mão direita, Mello faz um carinho ao longo da perna alva de Near e volta a beijar os lábios do garoto de cabelo branco. Ele estava enlouquecendo em não possuir Near ali e agora, mas ele queria essa loucura. Queria sucumbir à essa insanidade...
Bagunçou os cabelos de Near enquanto tomava-lhe os lábios com ardor e tesão desenfreados. Sentiu que Near correspondia na mesma ansiedade... O tempo estava se esgotando.. O tempo deles se findaria e eles morreriam se não saciassem esse desejo agora...
"Não..."
Near remexeu-se levemente no corpo de Mello e ambos gemeram.
-Hummm...
Que delícia! O corpo de ambos os apressavam, mas o coração e alma os faziam esperar. Ainda tinha todo o corpo, todos os toques, todas as carícias, todas as partículas dos corpos à serem descobertas.
O loiro desliza a mão esquerda pela perna direita de Near. Sorri nos lábios de Near enquanto sussurra entre beijos.
-Puxa...
Near puxou lentamente a perna sentindo uma adrenalina ultrapassar seu corpo como um vento gelado e repentino. Puxou, lentamente, tirou a coxa, o joelho, o pé. Ergueu o quadril e Mello puxou a roupa que estava ainda debaixo do seu corpo e lançou pra longe.
Near sentiu imediatamente o quanto seu corpo ficou 'vulnerável' sem a calça. Agora ele podia distinguir com total nitidez os contornos no corpo de Mello... O quadril, a coxa, o sexo... Near remexeu-se levemente de encontro ao sexo de Mello.
-humm...
Jogou a cabeça pra trás e sentiu Mello abocanhar seu pescoço de maneira libertina. Encheu os pulmões de ar e gemeu de novo.
-aahn...
Near esticou os pés e entrelaçou os dedos pequenos, esticando-os logo em seguida. Todo o seu corpo respondia...
Instantaneamente Near queria poder sentir todo o corpo de Mello e começou a tirar-lhe a camisa. Abriu os botões apressadamente e jogou a camisa longe, descendo os lábios de encontro à pele exposta do ombro, o cantinho do pescoço...
A pele de Mello... Uma delícia sem preço ao seu doce apaixonado.
Enterrou as unhas nas costas macias do chocólatra e viu que esse gesto excitou ainda mais seu amante.
-Hunn... - ouviu-o gemer.
Balançou o corpo insinuando-se.
-hunnn... - gemeu fraco.
Mello circundava o corpo de Near de todas as maneiras possíveis, investindo carícias em todo o canto de pele exposta. Puxou os cabelos pratas pra trás,deixando a orelha perfeita exposta, e logo tomou-a entre os dentes, mordendo-a levemente para logo em seguida sugar o lóbulo. Chupar. Instigar-lhe.
Near arqueou o corpo pra trás na medida que as investidas de Mello iam consumindo-o. Precisava urgentemente de Mello...
-Hunnn... Melloooo
Mello acaricia a perna esquerda de Near, puxando o corpo do menor de encontro ao seu corpo, esfregando rudemente seus corpos excitados.
-hunnn... - gemeram juntos...
Com a mão a direita Mello mantinha o corpo de Near muito próximo ao seu, castigando a ambos com o contato quente das peles.
-Mello... - Near precisava. E era agora.
-Diga-me Near... - falou rouco entre gemidos - o que você quer...
-Eu quero, hummm... - Near gemeu ao sentir a mão provocante de Mello repousando lentamente sobre seu sexo.
-Que? Eu não hunn nã- não ouvi... - Mello tremia levemente, gemendo por sentir o corpo do menino.
-Eu te quero... Eu te quero... Eu te quero... - disse Near voltando a raciocinar. - Eu te quero. - falou determinado. Parou o beijo puxando bruscamente os cabelos de Mello pra trás e encarando os olhos azuis cintilantes de Mello. - Eu te quero, agora...
Mello com a cabeça completamente arqueada sorri e adentra as pontas dos dedos dentro da peça íntima de Near, que joga a cabeça pra trás ao sentir levemente as pontas dos dedos de Mello invadindo aquela região.
-Hunnn... - suspirou soltando os cabelos de Mello.
O loiro, excitado como nunca estivera antes, lambe os próprios lábios e contempla o corpo de Near em seu colo. Num movimento rápido, Mello ergue a perna esquerda de Near e vira o corpo do garoto num ângulo de 180 graus, mantendo-o agora de costas para si, mas ainda sentado em seu colo.
Near encosta-se no peito de Mello, posiciona as pernas flexionadas uma de cada lado das de Mello, e sente as duas mãos do loiro passeando vagarosamente pelo seu peito. As mãos sincronizadas sobem e descem numa dança lenta. Vão até o baixo ventre, sobem até o lóbulo da orelha. Descem até a coxa, sobem até os mamilos. Descem até o interior da coxa, sobem até o pescoço.
-Aahnnn... - Near sente labaredas lambendo seu corpo no local onde Mello sadicamente passa as mãos.
Mello sente o bumbum firme de Near pesando sobre o seu sexo e isso o deixa louco.
-Near...
-hunnnn...
Com as pontas dos dedos médios, Mello adentra a peça íntima e lentamente começa a retirar a peça. Near arqueia o corpo para a saída da sua última (graças a Deus) peça de roupa. Estica a mão e ele próprio retira a perna esquerda da peça, que agora escorrega pela perna direita sendo guiada pelo pé esquerdo.
Near está completamente exposto aos caprichos de Mello. Sentado em seu colo, completamente nu, sentindo o corpo de Mello debaixo do seu, sentindo o sangue pulsando nas veias de Mello, sentindo o sangue pulsando no sexo do loiro.
-Hunn...
Near se balança no colo de Mello, que guiado pelas mãos do loiro em seu quadril, move-se de um jeito tentador. Near volta a jogar a cabeça pra trás, encontrando apoio no ombro direito de Mello. Sentindo a respiração do loiro roçar-lhe o ouvido esquerdo.
-Hum... Melloo...
Mello caminha com as pontas dos dedos ao redor do sexo de Near. Passa a unha levemente em volta do membro do jovem. Com a mão esquerda, Mello massageia a base do membro ereto, enquanto que a direita, numa lentidão irritante, pousa-se no membro do menino.
-Humm... - Near gemeu alto quando sentiu os dedos de Mello se fechando ao redor de seu membro.
O chocólatra inicia um movimento de sobe-e-desce no membro de nuances róseas de Near, sentindo o menino tremer a cada toque, a cada investida, a cada descida, despindo todo o seu vigor com a mais alta luxúria.
-Aaaaahhh... - Near geme fechando os olhos com força.
A mão ágil de Mello continua subindo e descendo habilidosamente, provocando em Near vários espamos esporádicos, seguidos de tremores e gemidos.
-Aannnn... - o garoto de cabelos pratas puxa o ar com força pra dentro dos pulmões. Sente seu membro ser despido sem piedade pela mão firme e delicada de Mello. Sente o peito de Mello apoiar seu corpo. Sente as pernas de Mello debaixo da sua. Sente o membro do loiro de baixo do seu corpo.
-Aaaaaaaaaaahh...
As carícias proporcionadas por Mello começam a cegar-lhe. Near sente-se entrando numa outra esfera. As coisas ao redor deixam de ser reais. Tudo, de borrão, passa a ser inexistente. Seus sentidos estagnam. Todo o seu sistema vital concentra-se em algum lugarzinho de seu sexo que é castigado cruelmente pelas mãos do carrasco Mello, que tortura-o profissionalmente.
-Hunnn... aaaaaaaaaaaaa...
Near sente uma pressão poderosa em seu cérebro. Como se estivesse entrando no vácuo. Como se tudo de repente parasse. Como se o seu corpo ficasse leve, como pluma. Sente que está perto. Sente que algo se aproxima dele. Algo poderoso. Forte. Alguma energia, talvez. Algo se aproxima. E as mãos de Mello não páram. E Near sente que está perto. Falta pouco. A pressão em seu cérebro torna-se maior. O ar torna-se mais rarefeito. E ele está perto. Algo se aproxima... Ele se aproxima. E as mãos não páram. Sente seu sangue correr desesperado pelas veias. Sente o ar faltando aos pulmões.Um grito começa a se formar em sua garganta. Ele quer gritar. Sim, ele quer gritar. E as mãos do loiro não páram. Mas ele não tem forças. Algo dentro dele consome toda a sua energia. Mas está perto. Está perto. Está perto. Todas as células do seu corpo correm em uma única direção. E as mãos não páram. Sim, está perto. Acho que ele vai gritar. Talvez... Como se grita mesmo? Está perto. Muito perto. Algo se rompe dentro dele. Uma represa? Avalanche? Não importa. As mãos não páram. O ar já não existe. Ele encontra a voz e, por fim, geme:
-Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhnnn.
Mil sensações passam por ele. Seu corpo é sacudido violentamente por espasmos diversos. Os músculos se contraem e relaxam e voltam a se contrair rapidamente.Sentiu vida escorrendo por seu sexo altivo, molhando seu corpo, molhando os dedos de Mello. Gotículas de seu sêmen regando o momento íntimo dos dois. Seu peito sobe e desce desesperado em busca de ar. As mãos não páram. Ele se vê preso a uma outra esfera, aonde o ar é só de prazeres. Aonde o deleite invade todo o seu corpo. Mas ele nem mais corpo é. É somente uma partícula de prazer sobrevoando a imensidão do seu delírio obsceno.Ele é somente a loucura em brasa de seu mais apetitoso desejo carnal.
Near permanece meros segundos sobrevoando o clímax ocasionado por Mello. Meros segundos capazes de mudar toda a história de sua vida em antes e depois. A respiração ofegante continua buscando o ar. As narinas se abrem violentamente. Os lábios permanecem entreabertos. O coração atordoado pela imensidão de novas sensações palpita desesperado. O cérebro em transe, tentando transmitir todas as informações para o seu corpo. O corpo fraco. Completamente relaxado. Fraco. Fatigado.
CONSUMIDO.
Pausadamente Near sai do paraíso dos prazeres eróticos e volta a se encontrar no seu quarto. No colo de Mello, que o beija e o acaricia, gemendo baixinho em seu ouvido esquerdo.
-Lindo...hunnn... Near...
Os braços de Mello envolvem confortavelmente seu corpo desprotegido e entregue. Afagando seus cabelos pratas. Cobrindo seu ombro de beijos. Enlaçando seus dedos lívidos entre os seus.
-hunnn... Near...
Near abre um pouco os olhos e avista o céu estrelado pela janela aberta. Fecha os olhos novamente, normalizando a respiração. Contendo as batidas do coração. Acalmando o sangue acelerado em sua veias.
-Mello... - sussurrou.
Mello obsevava o corpo jovem e magro em cima do seu. A pele alva. A carne macia. O clímax perfeito. O gemido lânguido. As contrações sensuais. A falta do ar. O modo voluptuoso de arquear a cabeça pra trás.
-Near... Você é perfeito... - murmurou docemente no ouvido do rapaz.
Near apenas sorri. Ele não tem forças pra dizer à Mello o quanto ele fora maravilhoso. E limita-se a sentir e continuar sentindo os carinho e abraços que Mello lhe proporcionava. Seu corpo nu sentia-se protegido como nunca sentira em toda a sua vida. Ali estava a verdadeira razão de seu existir. O seu porto seguro. O seu cais. Ele não precisava correr em becos e longas avenidas buscando: ele já encontrara. O amor verdadeiro. Antiguado pensar isso, mas ele sabia, que sua existência tinha significado apenas se estivesse aonde estava naquele exato momento: nos braços de Mello. Do seu loiro. Do seu rival. Daquele que destruia seus brinquedos. Daquele que pediu perdão pelo erro. Daquele que buscou-o na alta madrugada. Naquele que paralisou ao fitar seus olhos. Naquele ser perfeito que sustentava o peso de seu corpo.
O ar agora entrava e saia de seu corpo lentamente. Os lábios repousaram-se um sobre o outro. A mão direita estava entrelaçada na de Mello. Ah! Como era bom ficar ali!
Near pretendia passar a vida inteira aonde estava. A vida, a morte, a pós-morte, a eternidade após morte, a reencarnação... Todo o tempo que alguns religiosos acreditam. Todo o tempo seria insuficiente. Mas Near lembrou-se que ainda não tinha proporcionado prazer à Mello. O loiro elegantemente aguardava. Como um verdadeiro cavalheiro.
-Mello...
-Sim...
Near virou o rosto e beijou o lábio de Mello. Sorriu ao ver o quanto Mello se segurava.
-Mello... Você é que é perfeito...
Com isso, Near levantou-se e estende a mão direita pra Mello, que a segurando o fez levantar-se também. Near guiou Mello até a cama. Tirou algumas peças de roupa que estavam espalhadas pela cama e as jogou no chão. Recolheu a gravata que ganhara de L e depositou na mesa. Parou diante do loiro e beijou-lhe o peito enquanto as mãos desceram ao botão da calça e lentamente abaixou o zíper. Deixou a peça deslizar pela perna bonita de Mello. Abaixou-se, ergueu o pé esquerdo de Mello retirando completamente a calça. Depois o direito. Tirou as meias. Voltou a ficar de pé e enlaçou a cintura de Mello com o braço direito, tomando-lhe os lábios suavemente. Desceu as duas mãos sentindo as costas e o bumbum apetitoso de Mello. Enterrou os dedos na peça íntima e tirou tão devagar que Mello tinha a impressão de ser uma eternidade. Ajoelhou-se diante de Mello e beijou-lhe a coxa, enquanto a mão subia e descia ao longo das pernas. Fez Mello sentar-se na cama enquanto beijava-lhe os lábios. Near interrompeu o beijo e ergueu a mão direita pousando as pontas dos dedos lentamente sobre as pálpebras de Mello, fazendo ele fechar os olhos.
Mello sorriu internamente. E ficaria de olhos fechados, se assim Near queria, apenas sentindo...
Near beijou as maçãs do rosto. Escorregou ambas as mãos com suavidade ao longo dos braços de Mello. Desceu mais, passando pela coxa, pelos joelhos, chegando ao pé. Near parou e observou o pé de Mello e apertou gentilmente os dedos magros. Voltou a subir e curvou-se sobre o corpo do loiro, beijando o baixo ventre.
-Hun... - Mello gemeu baixinho, já pressentindo o que aconteceria.
Lambeu a região ao redor do sexo, mirando fascinado o membro rijo. As unhas arranhavam o lado externo da coxa de Mello e a língua abrasadora de Near deixava um rastro incandescente por onde passava.
-Near... - pediu o chocólatra entre gemidos.
Near já tinha sido cruel demais fazendo Mello esperar tanto. Com isso, dirigiu-se com língua lúbrica ao membro teso. Repousando lentamente os lábios e os fechando em volta do membro, fazendo pressão com a língua, iniciou o movimento de sobe-e-desce, estimulando seu loiro.
-Hunnnn...
Mello atordou-se instantaneamente. Mesmo de olhos fechadas podia ter visão da cena. Os lábios róseos de Near em torno de si. O corpo magro ajoelhado entre suas pernas. Mello podia jurar que Near mantinha os olhos fechados. Ele tinha vontade de abrir os olhos e espiar. Mas não. Não podia fazer isso.
-Hummm... - Mello gemeu novamente. As investidas lentas de Near vão causando relaxamento ao longo do corpo de Mello. Lentamente. Indecentemente. Near sobe e desce sobre a jovialidade de seu corpo sadio.
-Hunn... - Mello apertou ainda mais os olhos.
Near mantinha as carícias ousadas, provocando em Mello diversas novas sensações. Sensações que a masturbação não foi capaz de mostrar-lhe.
-Hunmmm...Ne- - Mello jogou a cabeça pra trás sentindo um leve formigamento nas pontas dos pés. Sentia sua força esvaindo-se lentamente. Seu corpo ia relaxando enquanto o formigamento avançava para a canela.
-Aaaaan... - O loiro agarra com forças os lençóis em baixo de si. Uma tremor espalha-se pelo seu corpo e sente contrações involuntárias em determinados pontos. O formigamento sobe aos seus joelhos e sente seu corpo deflagrar.
-Aaaaaaannh - Seus sentindos se perdem. Vê-se caindo num abismo de silêncios. O formigamento concentra-se em seu baixo ventre. Correntes elétricas cruzam seu corpo na velocidade da luz, causando espasmos e tremores ao corpo arrepiado.
-Aaaaaaaaahhhhh... Ne- - Seu corpo já não lhe pertence. Sente-se desprender da matéira e flutuar de encontro a luxúria. Sente-se açoitado por deleites imensuráveis e se contorce automaticamente.
-Aaaaaaannnnn... - Seu sexo lateja violentamente. Palpita acelerado na boca delicada de Near. Ele está tremendo. Seu membro está tremendo. O oxigênio abandonou o seu corpo. Seu peito arfa. Um calor desprende de todo os seus poros. Ele é aquecido. Sente suas costas suando. O cérebro está nublado. Ele treme e se contorce novamente, jogando a cabeça pra trás, pros lados.
-Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...
Ouve o eco do próprio gemido enquanto vai caindo no abismo de silêncio e gemidos e sussurros. Convulções sacodem-lhe o corpo. Ele sente-se arquear e bruscamente seus músculos se contraem. Ele treme arrebatado num frenesi intenso. Delirando em seu sonho erótico. Buscando o ar pela boca entreaberta. Tentando acalmar as batidas do coração. De olhos fechados. No abismo maravilhoso da satisfação de seu corpo jovem. Oásis. Sim, Mello caia e se aprofundava no verdadeiro oásis. Seu corpo relaxado e extasiado, sem forças pra respirar. Sem forças pra abrir os olhos. Sem forças pra voltar pra realidade.
-Aaannn... - mais sussurrou do que gemeu.
Lentamente, Mello foi voltando de seu enlevo. Sentia Near sugando os últimos resquícios de seu sêmen, ouvia-o gemendo baixinho. Largou os lençóis que ainda mantinha firmemente entre as mãos. Respirou com calma e abriu os olhos lentamente, deparando-se com os olhos cintilantes de Near o fitando bem perto.
Near sorri ao ver os olhos azuis destacando-se na penumbra do ambiente e desce os lábios vagarosamente aos lábios de Mello, selando aquele momento perfeito com um beijo.
Beijaram-se, acariciaram-se, apertaram-se desesperados. Os minutos, ou as horas, ou as eras, passavam enquanto os dois meninos permaneciam num mundo a parte. Se ajeitaram da melhor maneira na cama e Near puxou o cobertor para cima de ambos. Um virado pro outro, dividindo o mesmo travesseiro, encarando-se.
Ficaram se encarando por minutos indefinidos. Um reparando na beleza original do outro. Os traços. Os pêlos. As manchas. Os poros. As curvas.
O chocólatra estava extasiada pela beleza deslumbrante de Near. Tanto era seu esplendor que Mello não se importava com seu corpo que clamava por ter Near por inteiro. Tudo o que Mello precisava era jamais deixar de mirar aquele par de olhos acinzentados que o fitavam como nunca ninguém jamais o fez.
O loiro tira uma mecha prata da frente dos olhos de Near. Que silêncio! Ambos submersos em pensamentos. Ambos examinando o que acabaram de fazer e o que ainda estava por vir. Tudo mudou tão depressa! De rivais à amantes. De inimigos à namorados.
"Namorados..." O loiro mantinha essa palavra dançando em sua mente.
"Então quer dizer que agora Near é meu namorado? Sim... Ele é" . O chocólatra estava incrivelmente satisfeito pelo caminho que as coisas estavam indo. Enfim, sem mentiras. Sem renúncias. Sem fraquezas. Sim, porque não beijar Near, não amar Near era o maior ato de covardia que Mello cometeu durante esses anos que se passaram.
"Éramos crianças. Está tudo perfeito... Ainda temos a vida pela frente...".
Near puxa Mello para si.
-Ainda não acabou, Mello... - falou Near com uma voz tão doce e aveludada que a garganta de Mello deu um nó. Como era poderosa a força que o menino frágil, quase etéreo excercia sobre ele!!
Mello espalma as mãos na cama deitando-se levemente sobre o corpo de Near. A expressão de Mello é marcada pela curvatura dos lábios. Uma expressão rica de felicidade e contentamento, olhando com visível deleite o garoto logo abaixo de seu corpo. Sua face relaxada exibe uma fisionomia afável, risonha e incrivelmente bela.
Near é somente olhos.
Duas portas abertas ao interior de sua alma repleta de amor ao garoto loiro que pesa sob seu corpo. Ele contempla Mello com uma devoção intensa e verdadeira. No seu rosto está estampado todo o sentimento saturado que sente pelo loiro. Cada músculo de sua face denota a entrega total ao chocólatra. Near está completamente fascinado pela figura angelical de Mello. Os lábios entreabertos num sinal de êxtase pela situação mágica em que se encontram. Sôfrego perante o homem que ama. O seu enigma favorito. O dono de seu coração. Aquele que é digno de ser chamado seu amor. Seu peito subia e descia lentamente. Ele queria permanecer eternamente sustentando o peso de Mello sobre o seu corpo; sentindo os fios dourados roçando-lhe a face; contemplando os belíssimos olhos azuis de Mello. Tão lindos! Tão vivos!
-Mello... – ele queria pôr em palavras tudo o que sua alma sentia. Mas era completamente incapaz. As palavras são inúteis em se tratando de coisas do coração. Da alma.
E, o que sente, Near tem certeza que ultrapassa qualquer barreira. Céu, terra, inferno... Não haveria separação para eles. Nem mesmo a morte. Pois, o amor que pertencia a esses jovens há muito já ultrapassou a esfera natural.
Mais do que desejo carnal, mais do que amor romântico... O que sentiam estava seguramente guardado em suas almas.
E elas são eternas.
-Em que está pensando? – pergunta Mello com um olhar encantador ao observar que Near perdia-se em pensamentos.
-No quanto te amo. – foi a resposta de Near.
Mello sentiu um peso afundar em seu espírito. Seu coração falhou uma batida para logo em seguida acelerar alucinadamente.
Tirou a mão direita em que se apoiava, dividindo seu peso sobre o corpo de Near e seu braço esquerdo. Com a mão direita livre, acariciou o rosto de Near, olhando demoradamente, cada curva, cada poro, cada fio da sobrancelha rala, mexendo suavemente nas madeixas pratas.
-Eu queria dizer o quanto te amo Near... – Mello silenciou. Voltou a encarar os olhos cinzentos. – mas todas as palavras do mundo parecem-me insuficientes... – Mello silenciou mais uma vez. Encararam-se tão profundamente , que Near sentiu a alma de ambos se abraçando. Uma sensação de paz invadiu seu coração de menino. – terei que me limitar às velhas palavras. Tão bregas. Tão antigas. Tão fora de moda. – acariciou os cabelos de Near que estavam espalhados pelo travesseiro. – Eu te amo.
Near sentiu seu coração estilhaçar-se em milhares de pedaços. Sentiu essas partículas abandonarem o seu corpo e migrarem lentamente ao interior de Mello.
-Eu te amo Mello... – falou com voz embargada, devido o turbilhão de emoções que recaia sobre ele.
Near engoliu em seco. Mello sorriu, inclinou a cabeça pro lado e desceu sem pressa aos lábios de Near, selando-os. Um beijo tão verdadeiro que chegava a causar angustia. Línguas e lábios. O gosto natural de Near. O gosto adocicado de Mello. O cheiro de ambos se misturando ao ar. Beijaram-se, morderam-se. Um apertava o outro da melhor maneira possível. Mello pressionava com o joelho e a coxa o sexo de Near a ponto de inspira-lo novamente. Movia-se como onda em cima do corpo do menor. Apalpando-lhe a carne macia. Massageando-o. Beijando-o. Lambendo-o.
Near enlaçou Mello com a perna esquerda, mantendo o corpo do loiro próximo ao seu. Temendo perde aquele contato provocador. O ar começou a faltar lentamente a medida que os beijos tornavam-se mais intensos e desejosos. Desesperados voltaram a se procurarem e a se consumirem. Ardendo nas chamas da lúxúria. Retomando os passos da dança sensual. Mello escorregou o braço direito pra dentro das cobertas, fez um caminho até o baixo ventre e voltou a tocar o sexo de Near, que 'acordava' depois do arroubo que tivera antes.
-humm... - gemeram juntos.
Mello desceu os dedos ainda mais procurando por um certo buraquinho escondido em Near. Fez movimentos circulares na entrada do orifício sem penetrá-lo.
-Já volto. - disse Mello sorrindo, escorregando pelo corpo de Near e se perdendo debaixo das cobertas, abrindo bem as pernas de Near, e se posicionado diante do lugar da penetração. Sentiu calor só de pensar e com isso jogou o cobertor pra longe, deixando ambos expostos novamente. Beijou lascivamente o lugar apertado.
-Humm... - Near remexeu-se um tanto desconfortável pelo contato inesperado. Apesar de já saber o que o aguardava, todas as sensações ainda eram um mistério. E, Mello estava ali para desvendar-lhe os segredos do prazer em seu corpo que ele próprio desconhecia.
Mello umedece os lábios com sua língua e beija novamente, lambendo a região.
-Hunn...- Near gemeu surpreso ao constatar o quanto aquela carícia inusitada lhe causava prazer.
Mello chupou o dedo indicador e muito pausadamente foi introduzindo. Sentiu o corpo de Near se fechar ainda mais. Pára o movimento e beija a região, a fim de causar prazer mesmo numa hora tão delicada como esta. O corpo do menor voltou a relaxar e Mello reiniciou a penetração.
-Aaa-- - Near sentiu dor. Uma dor fina, meio cortante. Mas incrivelmente suportável. Near podia até jurar que aquela dor era boa. Tirou o travesseiro de baixo de sua cabeça e arqueou o corpo, apoiando o quadril no travesseiro a fim de ajudar Mello.
O loiro fazia movimentos circulatórios dentro do corpo de Near. Sentia-o muito apertado. Mal acreditava que em breve ele estaria totalmente enterrado naquele corpo pequeno.
-Hunn... - Mello gemeu só de imaginar.
Com movimentos lentos de vai-e-vem, Mello com calma introduz o segundo dedo. Repetindo toda a dança. Esperando Near se acostumar. Fazendo movimentos lentos. Distraindo-o com carícias em seu sexo. Tereceiro dedo. Tudo de novo.
-Hunnn... - Near gemeu de uma forma diferente fazendo Mello arquear uma sobrancelha. Repetiu o movimento com mais intensidade e esperou.
-Hunnnn...
Near gemeu novamente e com um quê a mais de erotismo.Mello voltou a escorregar pelo corpo de Near, lambendo o caminho do umbigo ao pescoço, tomando os lábios de Near num beijo cheio de malícia. Enquanto seus dedos ainda se mantinham no interior do garoto número 1.
Near agarra-se as costas de Mello arranhando com força a pele macia.
-Humm... - um gemido pôde-se ouvir, mas entre as bocas entrelaçadas, não se pôde verificar quem gemia.
Near estava ligeiramente atordoado. Sentia seu corpo novamente em chamas pelos simples movimentos que Mello fazia em seu interior. Como num tango.
-Hunnn... - Mello gemeu. Precisava sentir Near totalmente. Precisava tê-lo complemente. Precisava fazer com que se tornamssem um.
-Hunnn... - Near gemeu suavemente.
Mello retira os dedos do interior apertado e volta a beijar a região. Acariciando de todas as maneiras. Das mais ternas às mais libertinas possíveis.
-Aaannh... - Near volta a gemer. Quanto prazer sentia o nosso menininho!
Mello pos-se de joelhos na cama, posicionado entre as pernas de Near fita o rapaz e a sua bela nudez. Near percorre com os olhos a beleza máscula do corpo à sua frente. Mello estava absurdamente lindo. A face corada, os cabelos loiros muito lisos moldurando o rosto, o peito subindo e descendo devido a excitação, a cintura fina, o ventre alvo, o membro reto, aprumado, pronto...
-Mello... - chamou lânguido.
Mello voltou a se deitar sobre Near, arqueando o quadril do menino. Aproximou seu membro e iniciou a penetração.
-Aaa... - um murmúrio de dor foi dado por Near.
-Humm... - um gemido de prazer emitido pelos lábios do loiro.
Mello, agora mais do que nunca, precisa ter calma. Parou de penetrar, mirando a face de Near, esperando ele normalizar a respiração e se acostumar com o novo invasor de seu corpo frágil. Mello ergueu um pouco a perna esquerda de Near. Aos poucos, o menino de olhos cinzentos foi se acostumando e moveu o quadril em direção ao corpo de Mello, que imediatamente reiniciou a penetração. Devagar, Mello entrou por inteiro no corpo jovem. Esperou. Beijou Near. Deslizou a mão ao longo do seu corpo. Esperou um pouco mais e iniciou o movimento de vai-e-vem. Lentamente, pra não machucar. O corpo de Mello se contrai e relaxa em direção ao corpo de Near.
Os quadris de ambos se encontravam e se afastavam enquanto os olhos permaneciam fixos. O olhar de Mello, tão intenso e vívido, brilhando com um astro poderoso, mirando as orbes cinzentas de Near, atingindo a face do outro com sua respiração ofengante, cheia de prazer, regada de uma luxúria intensa. Os lábios vermelhos de Mello beijavam sua boca de forma pervertida. Os fios dourados de Mello roçavam seu rosto, Near podia sentir o cheiro suave que exalava do cabelo de Mello. O peito de ambos roçavam levemente nessas subidas e descidas.
-Hunn... - Near fechou os olhos ao sentir uma onda de prazer cruzar seu corpo.
-Olha pra mim, Near...
O garoto de cabelos pratas voltou a abrir as orbes cinzentas, vendo Mello franzir levemente o cenho e gemer.
-Aaaahh.. hunnn.
Os movimentos em cima de seu corpo tornam-se mais intensos. Mais profundos. Mais prazerosos.
-Aaaaahhh... - gemeram juntos.
Near arqueou a cabeça ainda fitando o garoto loiro, notando as várias sensações de prazer que passavam pelo seu rosto contorcido.
-Hunnnn... - Mello gemeu em boca quiuza. - Hunnn... Near...
Mello sentia seu corpo completamente apertado pelo corpo de Near. Tão apertado! Atraindo ondas de prazer ainda maiores do que conhecia. Roçava bem no fundo do corpo do menor, ouvindo-o gemer. Vendo-o jogar a cabeça pro lado e morder o lábio inferior. Mello estava completamente excitado pela momento único dos dois. Sem precedentes.
-Near... gostoso... - sussurrou no pé do ouvido de Near, mordendo o pescoço. Chupando. Lambendo. - Isso é um chupão, Near... - falou Mello lânguido enquando sugava uma região no pescoço alvo de Near.
-Não Mello, isso é tesão... - sussurrou Near de forma rouca e muito baixa.
-Aaaaaaahhhhh... - Mello gemeu ao ouvir a resposta lasciva de Near. E, imediatamente, aumentou a velocidade. Entrando e saindo do corpo do menor. Despindo sua virilidade no corpo pequeno de Near.
Mello sentia como se energia passasse por ele, arrepiando todo os seus pêlos loiros. Seu coração bombeou o sangue com mais velocidade, fazendo-os correr alucinadamente pelas suas veias. Sentiu um calor intenso tomando-o. Seu cérebro concentrou-se em mandar todas as inúmeras informações de prazer por todos os cantinhos do seu corpo jovem.
-Aaaaaa... - gemeu alto.
-Hunnnn... - Near cerrrou os olhos para logo em seguida abrí-los, revelando sua pupila totalmente dilata. Mal se podia distinguir a cor de sua íris, tamanha era sua excitação.
Mello aumentou as investidas, sentindo a razão querer abandonar-lhe novamente. Com isso, flexionou os olhos e puxou o corpo de Near, sem deixar de penetrá-lo, fazendo ele agora estar novamente sentado em seu colo.
Near imediatamente abraçou a cintura de Mello com as pernas. Jogou o pescoço pra trás ao ver o quanto esta nova posição lhe causava mais prazer, sentindo Mello adentrar ainda mais fundo em seu interior. Agarrou-se as costas de Mello e com impulso, subiu e desceu, rebolando levemente, no membro firme de Mello. Voltaram a se beijar e ambos gemeram dentro do beijo.
-Aaaaaannnnn...
As mãos do loiro mantinham-se na cintura de Near, ajudando-o a subir e descer sobre o seu corpo. Mello jogou a cabeça pra trás e outro gemido rasgou os seus lábios.
-Hhhhunnnn... Near...
Ele estava perto. Abriu os olhos pra conferir as expressões de Near. Sim, o garoto número 1 mantinha o rosto contorcido de prazer, enquanto investia no corpo do maior. Mas Mello queria que ele sentisse mais. Com isso voltou a tocar o membro de Near que roçava entre os dois e acariciou-o, suscitando o prazer.
-Aaaaaannnnn. - o gemido de Near foi imediato e Mello continuou com as investidas, dobrando o prazer do seu pequeno amante. O corpo de Near subia e descia. O quadril de Mello dançava em direção ao corpo de Near e se afastava, a mão do loiro, numa massagem erótica, percorria o membro alçado de Near.
-Hunnnn... hunnnn...
O ar voltou a abandoná-los. A razão voltou a se ausentar. As coisas ao redor dos dois desapareceram. Os sentindos de ambos se concentrou para serví-los com todo o prazer possível. Mello e Near, juntos, entraram lentamente na esfera a parte. Na esfera dos prazeres. Ambos, ligados pelos corpos. Fundidos em carne, gemeram ao se aproximarem do clímax.
-Aaaaaaaahhhhnn...
Os corpos agiam agora por instinto. Mello deixou sua cabeça pender, apoiando a testa no queixo de Near. Os corpos não paravam. As investidas não paravam. A mão de Mello não parava. Uma energia poderosa parecia envolver a ambos. Near viu que novamente se aproximava dele. Sim, já está bem próximo. Aquele prazer maravilhoso que o atingiu. Já estava extravasando.
-Aaaaaaah...
Mello voltou a cair no abismo de seu mais alto prazer. Caindo lentamente. Caindo, as vezes rapidamente. As vezes lentamente, caindo, levando Near consigo. Colados. Uma só carne.
-Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhnnnnnnnnn
Gemeram juntos. Sôfregos. Desesperados. Enlevados. Perdidos em seus universos de prazeres. Sobrevoando o lugar de seu clímax. Espasmos sacudiram a ambos. Near sentiu as contraçõs jogarem o seu corpo com força pra trás, foi incapaz de se controlar, mas sentiu Mello o amparando com seus braços fortes. Os músculos de ambos se contraiam e as pernas tremeram muito violentamente. Num ato involúntario os músculos se repuxavam, causando tremores diversos. Estremeceram por meros segundos, sentindo o cérebro em pane e o sangue correr nas veias. Os corpos ainda se moviam, diminuindo gradativamente a velocidade.
Mello sentiu novamente o sêmen de Near molhando seus dedos e parte de seu abdômen. Mirando a face de Near, Mello chupou os próprios dedos úmidos com seu néctar. Um a um, Mello foi limpando com língua todo os resquícios do fluído quente. Near fitava aquela cena completamente sem forças. Tentava acalmar seu coração e a respiração. Reparava a língua de Mello dançando sensualmente, engolindo todo o seu sêmen.
"Que delícia...". Pensou com muito esforço.
Mello abraçou Near e recebeu o abraço de volta. Um abraço carinhoso. Quente. Confortável. Terno. Ficaram em silêncio, abraçados por minutos indefinidos. Acalmando as batidas do coração. Near apoiava o queixo no ombro de Mello, que fazia a mesma coisa. O coração de ambos batiam juntos. Como se fossem um só. Um abraço verdadeiro e forte, aonde nenhum mal do mundo é capaz de alcançar. Um abraço sincero. Puro.
-Mello... - Near sussurrou apertando o corpo de Mello.
-Near... Estou aqui...
Near sorriu de olhos fechados. Sim, ele estava ali. Finalmente.
Mello fez o corpo de Near se arquear e ele puxou uma camisa que estava jogada no chão. Com isso, lentamente, Mello retirou-se do corpo do menor, e com a camisa, limpou o seu sêmen que escorria, antes que pudesse chegar ao lençol. Limpou-o da melhor maneira possível. Ajeitou Near na cama e levantou-se para pegar o coberto que tinha jogado no chão. Voltou pra cama, tapou a ambos e ajeitou Near em seus braços. As mãos de ambos se entrelaçavam lentamente e os dois ficaram em silêncio. Mello acariciava os cabelos sedozos de Near vagarosamente. A expressão de felicidade e satisfação era facilmente distinguida no rosto de ambos. Os minutos continuaram passando. Sem pressa. Sem mais anseios. Sem medos. Sem reservas e fugas. Sem pesadelos na madrugada. Sem palavras duras e frias. Sem dor. Sem mentiras.
Mello devaneiava o quanto era maravilhoso estar com Near. Ele nunca mais iria se afastar daquele ser angelical que repousava em seus braços. Lembrou-se dos momentos horríveis que passou longe de Near. A ausência do garoto era-lhe pertubadora. Recordou-se de como sentira-se terrivelmente mal por não vê-lo durante aquelas últimas semanas. Lembrou-se da dor que o acometera ao ver que tinha se tornado o número 1 e que Near não estava ali. Ele nunca mais queria sentir o que sentiu.
-Near.
-Sim.
-Prometa-me uma coisa?
-Sim.
-Nunca deixe de ser o número 1.
Near ficou em silêncio ponderando aquelas palavras. Entendeu de imediato o que elas queriam dizer. Se Near fosse sempre o número 1, então eles não se afastariam nunca mais. Porque quando ele deixou de ser o número 1, foi o momento em que ambos se afastaram. Mas, se ele sempre fosse o número 1, não haveria riscos. Era isso que Mello queria dizer. Near sentou-se na cama pra encarar o loiro.
-Sim Mello... Eu prometo.
Ambos sorriram levemente e se beijaram. Near continuou mirando detalhadamente o rosto bonito do loiro.
-Mello... Prometa-me uma coisa também?
-Sim.
-Nunca deixe de chutar meus brinquedos.
Mello sorriu. O pensamento de Near era muito semelhante ao seu. Se ele nunca deixasse de chutar os brinquedos de Near, isso significaria, que eles sempre estariam juntos. Sempre.
-Sim. Eu prometo.
Near sorriu com os olhos mais brilhantes que podem haver nesse mundo. Voltou a se deitar e fechou os olhos. Mello puxou o cobertor pra tapar o peito descoberto de Near, enlaçou os seus dedos nos de Near e fechou os olhos também.
-Boa noite... meu amor.
-Boa noite... amor.
O sono lentamente repousou-se sobre eles. Os corpos amoleceram ainda mais e entraram no silêncio de um sono tranquilo e feliz.
...
A LUZ DO SOL DOMINICAL INVADIA o quarto, entrando ousadamente pela janela aberta. Near abriu os olhos lentamente, piscando várias vezes para se acostumar a claridade. Ao abrir completamente os olhos, deu de cara com o peito nu de Mello, que ainda dormia. Near sorriu mas levou um susto. Pelo brilho intenso do sol, já deviam passar das onze horas da manhã. Alguém poderia procurar por algum deles. Mello tinha que sair dali.
-Mello... Mello... Mello... Acorda. Ta na hora de você ir pro seu quarto. Mello! - Near falava baixinho para acordá-lo, sacudindo-o calmamente.
-Hun? - Mello resmungou abraçando Near com mais força. Near sorriu com o gesto.
-Mello! Já deve ser mais de onze horas da manhã. Nós dormimos demais. Alguém pode sentir a nossa falta. Vão vir nos procurar, com certeza. Você precisa voltar ao seu quarto.
-Near... - falou Mello sonolento. - Eles foram pra casa de praia, lembra-se? O casarão deve estar vazio.
A casa de praia! É mesmo! Near tinha se esquecido completamente! Nessa hora, eles já deveriam estar se divertindo no litoral. Com isso relaxou e abraçou Mello. Que bom, pelo menos nessa semana não teriam muito com o que se preocupar. Fechou os olhos.
-Near...- chamou.
-Hun?
-Seu guarda-roupa é grande?
-Que? - perguntou Near confuso.
-O seu guarda-roupa, é grande? - repetiu Mello com a voz cheia de sono. - É que vou me mudar pra cá.
Near deu uma gargalhada observando Mello sorrir levemente. Com isso deu um selinho em Mello.
Espreguiçou-se.
-Estou com fome, vamos descer pra comer alguma coisa. - falou Near.
-Acordou com fome, é? Sua noite deve ter sido bem produtiva. - falou Mello em tom de brincadeira.
Near riu e levantou-se. Botou sua roupa habitual. Mello virou-se de bruços e continuou com os olhos fechados. Near ficou observando, mal acreditando no que seus olhos viam. Mello, deitado em sua cama, dormindo tranquilamente, com as costas nuas à mostra, o rosto relaxado, os cabelos loiros se espalhando no travesseiro branco.
"Mello... Que lindo... Estou feliz...".
Near olhou o seu quarto. As roupas dele e de Mello estavam espalhadas pelo chão. A camiseta utilizada pra limpar o sêmen de Mello estava enrolada, jogada num canto.
"Tenho que dar um jeito nisso... No banho... Sim... enquanto eu tomar banho, eu lavo."
Near catou as roupas de Mello. Dobrou-as minuciosamente. Depois, catou a roupa que tinha ganhado de L. Procurou pelos botões e colocou-o num saquinho plástico. Aquela peça de roupa era importante por dois motivos: tinha sido um presente de L e tinha sido a roupa da primeira noite de ambos. A primeira roupa que Mello arrancou de seu corpo. Near juntou as duas roupas sociais que tinham ganhado de L, e as guardou em seu guarda-roupa. Depois, foi recolhendo suas outras roupas do dia-a-dia que ainda estavam espalhadas pelo chão. Saiu do seu quarto e foi pro quarto de Mello. Foi pro guarda-roupa e pegou uma camiseta de algodão preta e uma calça também preta. Pegou roupa íntima e voltou ao próprio quarto, depositando a roupa na cama, pra Mello vestir assim que acordasse. O quarto estava menos bagunçado agora. Near pegou uma toalha de banho, recolheu a camisa suspeita no chão, deu um beijo no rosto de Mello e saiu do quarto, dirigindo-se ao banheiro.
A água quente aqueceu seu corpo. Lavou-se por vários minutos. Um banho era sempre revitalizante. Levanta até defunto. Near secou-se e foi pra frente do espelho, passando a mão pra tirar o vapor que tinha o embaçado.
Uma mancha roxa no lado direito do seu pescoço destacou-se em sua pele alva. Near sorriu ao lembrar "Isso é um chupão, Near...". Sim, era um belo chupão. Near teria que usar uma camisa de gola alta pra ocultar a marca de seu deleite. Saiu do banheiro e foi pro quarto, reparando o quanto o casarão ficava em silêncio com a ausência das crianças. Abriu a porta e encontrou o quarto vazio. Mello tinha saído. Near franziu o cenho e trocou de camisa. Ligou as telas do seu computador reparando que L lhe passara várias informações do caso Kira.
Near pegou uma mecha do cabelo e fez um cachinho.
-Kira, maldito verme...
A porta do quarto se abriu e Near olhou um tanto espantado.
-Bom dia meu amor. - disse Mello entrando com uma bandeija gigante. - Café da manhã. Você disse que estava com fome. - falou entrando e trancando a porta. Com a chave.
Near sorriu e seus pensamentos sobre Kira, assassinatos, ataque cardíaco desapareceu. Levantou-se foi pra cama. Ambos se sentaram e tomaram o primeiro café da manhã juntos.
...
A SEMANA PASSOU DEPRESSA DEMAIS e ambos mal saíram daquele quarto. Só saíam para as refeições e pra verificar quem tinha permanecido no casarão. A miss Brown (que era umas das cozinheiras). O zelador. Alguns alunos mais velhos. E só. Cada um deles se perdia pelos corredores silenciosos da mansão. A miss Brown fazia as refeições, mas não as servia no salão principal. Cada aluno, quando tinha fome, ia na cozinha e comia por lá mesmo. Isso ajudava muito Mello e Near, que se viam livres para fazerem as refeições juntos. Mas essa folga estava acabando. Na manhã seguinte todos estariam de volta. E, os meninos teriam que tomar suas máscaras de disfarce. Ia ser divertido. Com certeza. Mas agora deveriam ser mais cautelosos.
Mello estava sentado na cama e Near permanecia sentado entre suas pernas, escorado no peito de Mello. Near tinha um laptop no colo e ambos liam juntos as informações que L lhes passavam. Os meninos tinham sincronizados os computadores a ponto que as informações que eram passadas para Mello, podiam ser vistas no computador de Near, e vice-e-versa. Discutiam algumas possibilidades. Pensavam juntos. Near puxou o cobertor pra cima das pernas e voltou a se encostar em Mello.
-Eu adoro ficar nessa posição. - falou Near. - Adoro ficar sentado na sua frente, entre suas pernas.
Mello abaixou-se e deu um beijo no pescoço de Near.
-Então ficaremos sempre nessa posição.
O silêncio voltou a envolve-los enquanto juntavam as informações quando, de repente, a porta do quarto de Near se abre violentamente.
"ixi... Fudeu". Pensou Mello sentindo o coração disparar no peito.
"..." Near não pensou em nada. E nem conseguiu se mexer. A porta tinha sido aberta com tanta violência e rapidez, que ambos congelaram, incapazes de tomar qualquer atitude.
-Sabia que estavam aqui!! - a figura inconfundível de Matt apareceu à porta.
Mello e Near estavam pasmos. Imóveis.
-Matt, seu filha-da-puta, não faça mais isso! - vociferou Mello dando graças à Deus por ser Matt quem tinha aberto aquela porta. Como é que ele pôde se esquecer de passar a chave?
Mello e Near relaxaram. Respiraram aliviados.Continuaram na mesma posição que estavam.
Matt sorria ainda na soleira da porta. Entrou sem presa e fechou a porta.
-É só rodar a chave. - falou zombeteiro, vendo a cara de susto que ambos fizeram.
Encaminhou-se no quarto e sentou-se aos pés da cama, na frente de Mello e Near.
-Vejo que finalmente se entenderam. Estou muito feliz.
Near ficou meio constrangido, mas sentiu Mello lhe apertando levemente, como se estivesse dizendo que estava tudo bem.
-Então quer dizer que o pessoal já voltou? Que saco! Vocês não iam voltar somente amanhã? - perguntou Mello.
Matt franziu o cenho.
-Ahh... Não não, Mello, eu não estava na casa de praia... Eles vão voltar amanhã sim. Roger é um homem de palavra, você sabe.
-Matt... Então aonde você estava? - perguntou Mello arqueando uma sobrancelha e estreitanto os olhos. - Reparando bem, você não está com a pele de quem passou dias no litoral.
-Hun...Bem... Eu estava... No apartamente de Gevanni... - falou.
Mello arregalou os dois olhos e sorriu. Near franziu o cenho e virou-se para encarar Mello com uma cara de dúvida. Mello lembrou-se que Near não sabia de nada, e sem se importar com a presença de Matt, desceu o rosto e deu um selinho em Near.
-É que o Matt tem um caso com Gevanni... Aquele do FBI.
Near olhou pra Matt com um sorriso agradável no rosto.
-Agora é a minha vez de ficar feliz, Matt. Gevanni é um homem muito elegante e fino. Tenho certeza que vocês serão muito felizes.
Matt ficou um tanto constrangido, mas, de acordo como as coisas estavam indo, não tinha mais motivo pra isso. Eles eram pessoas confiáveis, amigos de verdade. Mello sempre foi a pessoa mais importante na vida do ruivo, e agora, Near também fazia parte disso, graças à Mello. Matt sabia no quanto Near era confiável. Não tinha com o que se preocupar. Estava entre amigos. Verdadeiros amigos. Pra vida toda. As coisas agora estavam claras. Límpidas. Sem nada oculto. Tanto da parte dele, quanto da parte dos meninos sentados à sua frente. Eles agora sabiam do seu envolvimento com Gevanni, não precisava mais se sentir contrangido e nem mesmo omitir a verdade. Além de quê, ele também sabia da relação Mello e Near, e acima de tudo, Mello tinha acabado de dar um selinho em Near bem na sua frente. Definitivamente, não tinha mais motivos para ser constranger.
-Então Matt, acho que você já pode começar a contar a história. - falou Mello.
Matt tirou os sapatos e se recostou da melhor maneira possível na parede do quarto colocando os pés na cama.
-Sim... Eu vou contar o que aconteceu...
XXX
Esse verso faz parte do poema Vulcões de Florbela Espanca.
Eeeeee!!
Primeiramente quero agradecer à todos que comentaram: Jana, Débby, Raayy, Yakimishi Sama, Yume, Ny, Salina Angel Kail, Julih, Sakura e William.. Obrigada mesmo! Comentários são estimulantes. A razão pra se escrever fics é saber que a história está coerente e que tem algum fã gostando. Arigatou!
Enfim, o título fez sentido. Até agora estava meio vago, né? Mas, finalmente, chegamos ao ponto cume da história. A rendição, o lemon.
Esse capítulo demorou muito, não é mesmo? É que meu computador deu pau e na mesma semana eu mudei de serviço. Correria de empresa nova. Semana louca. Mas eu não aguentava mais saber que a minha querida história, que estou adorando escrever, estava parada. Consegui arrumar o pc (graças a Kami-sama) e me dispus a terminar tudo hoje. São exatamanente 04:13 da madrugada. Daqui há umas quatro horas estarei publicando. Enfim, já tomei 37859502074 xícaras de café. Estou morrendo de sono e mal posso ver essa setinha piscando diante de mim.
Esse capítulo ficou grande também... Agradeço a paciência de vocês por lerem até aqui. Sei que capítulos compridos são cansativos e tals, por isso agradeço mais uma vez. Mas eu não podia dividir o lemon, né?
Como puderam perceber, a história não acaba aqui. Vou explicar a minha visão do envolvimento de Matt e Gevanni. E tem mais algumas coisas pela frente! Estou empolgada pra continuar a história e espero que não se cansem! sorriso sem graça
Bem, vou ficando por aqui porque a minha cama esta condidativa demais e eu já tomei muito do tempo de vocês...
Bjs e mais uma vez: ARIGATOU
curvo-me em humilde reverência
o/
