Death Note não me pertence. Nem seus personagens.
Mina!
Obrigada por estarem aqui novamente!
Boa leitura!
Promessas
Capítulo 5
-SIM... EU VOU CONTAR O QUE ACONTECEU... - Matt tirou um cigarro do bolso. Acendeu calmamente, tragando e expelindo a fumaça sem pressa. Perdido nas próprias lembranças, fitando algum ponto qualquer do guarda-roupa de Near. - Tudo começou quando eu recebi uma ligação de L...
-Mochi-mochi... É L. - a voz de L sem os habituais disfarces cruzou meio mundo e chegou aos ouvidos do ruivo.
"L?" Matt pensou franzindo o cenho levemente. L estava ligando pro celular dele? Esse fato era inédito.
-L?! - o pensamento saiu da sua boca mais como uma exclamação do que uma pergunta.
-Matt-kun... Ohayoo...
-Kun? Ohayoo? L?! Pare de falar como se fosse japonês! - exclamou Matt.
-Gomene... É que tenho convivido muito com japoneses ultimamente, você sabe...
-Tudo bem... - respondeu Matt se perguntando do por quê que L lhe ligaria. Desde quando L tinha o número do seu celular?
-Matt-kun, preciso que você faça um favor pra mim.
Matt arqueou as duas sobrancelhas.
-Claro. O que você precisa? - indagou excitado. "Tomara que seja uma coisa emocionante... Tomara, tomara".
-Preciso que você vá até os Estados Unidos retirar uns documentos no FBI.
Matt ficou em silêncio. Estava decepcionado. L o estava chamando pra ser officeboy de luxo? Que saco...
-Sim... - falou sem muito ânimo na voz.
L quase riu ao perceber desânimo na voz do rapaz. Então com voz baixa, em tom confidencial, falou:
-Matt-kun... O FBI não pode saber que você estará retirando tais documentos. Essa é uma missão importante.- L fez uma pausa proposital para que Matt entendesse a dimensão da coisa - Você sabe que o FBI retirou seus agentes depois da morte de todos os enviados ao Japão... Eu sei que você sabe porque o seu computador e o de Mello-kun são conectados. Então, nada do que eu pedir o diretor me fará... Encontre uma desculpa qualquer e entre no prédio. Os alunos do Lar Wammy's são muito bem vindos no FBI, não vai ser difícil você entrar. Infiltre-se e furte os arquivos.
-Ta... - Matt conseguiu murmurar. L estava lhe mandando cometer um furto na maior organização de inteligência do mundo? Isso só pode ser um sonho!
-Alguma pergunta? - a voz gentil de L lhe tirou do devaneio.
-Não...
-Sei que posso contar com você pra essa missão. Nem preciso dizer o quanto ela é difícil e importante... Estou lhe enviando tudo por email. Por favor, vá amanhã à noite. Ah! Essa é uma missão estritamente sigilosa. - L estava se divertindo muito pelo modo estupefato da voz de Matt.
-Ok...
Matt desligou o telefone completamente pasmo. Excitado. Emocionado.
"Cara! Essa sim é uma missão interessante!"
L já tinha arranjado diversas missões pras crianças do Lar. Mas em suma, eram mais desafios de lógica e raciocíno do que uma missão propriamente dita. Os alunos sempre tinham que encontrar algo. Claro que as missões não eram fáceis. Geralmente os desafios eram individuais. Todavia, eram pequenos testes. Nada realmente emocionante.
Sua vontade foi de gritar por Mello pra lhe contar tudo. Mas não podia. "Estritamente sigilosa".
Abriu sua caixa de mensagem e leu os arquivos que L solicitava. Os olhos do ruivo brilhavam. Imprimiu todos os dados, inclusive sua própria passagem de avião. Fez as malas e começou a contar os minutos pra embarcar.
O AR DA CAPITAL DA MAIOR potência do mundo excitou o garoto de cabelos rubros, que caminhava no meio da multidão. O cigarro brilhava nas pontas do dedos. Os arranha-céus. Os outdoors. As vitrinis. Os estadunidenses. A neve suja na beira da calçada. Um homem tocando violão. Sobretudos e gorros. E uma imensidão de coisas interessantes.
Matt hospedou-se num hotel barato. L tinha-lhe enviado dinheiro suficiente pra se hospedar num hotel de primeira. Mas, ele tinha outros planos pra'quele dinheiro.
Tomou um banho e imediatamente dirigiu-se ao prédio do FBI. Federal Bureau Investigation. Excitante! Atravessou o saguão apinhado de gente e dirigiu-se à uma jovem de cabelos castanhos sentada atrás de uma mesa de mármore.
-Boa tarde. Em que posso ajudá-lo? - perguntou a garota sem esconder a curiosidade por ver a figura de Matt. Não é todo dia que se vê um ruivo de luvas, camisa listrada e botas de couro, com a idade máxima de quatorze anos entrando no prédio do FBI com passos firmes e seguros.
-Boa tarde. Meu nome é Matt. Gostaria de falar com John Water.
John Water foi um aluno da Wammy's House e hoje era diretor-chefe do Departamento de Violação dos Direitos Humanos. Era o que Matt precisava. Ele só tinha que entrar... Pra sair... Ele se joga da janela se for preciso...
-Matt do quê? - perguntou a mulher já digitanto o número de um ramal.
-Só Matt.
Ela deu uma olhada pra ele desconfiada, mas decidiu ficar quieta.
-Aguarde por favor, alguém virá buscá-lo pra mostrar-lhe o caminho. - disse ela lixando a unha.
Matt virou as costas e foi andando.
-Eu sei o caminho... - disse por cima do ombro antes que a mulher gritasse.
Matt já estivera inúmeras vezes no FBI. Era até engraçado. Enquanto as outras crianças faziam passeios semestrais para o zoológico e parque de diversões, as crianças do Lar Wammy's visitavam o FBI, a CIA, a sede da Interpol... Ele e Mello já correram inúmeras vezes por aqueles corredores. Matt não sabia do porque que davam tanta liberdade ao Lar Wammy's. Claro que tinha o L e tal, mas todas as crianças que pisavam o prédio do FBI, eram tratadas com todo o cuidado e zelo. Matt suspeitava que Watari deve ter colaborado imensamente com o FBI. O ruivo acreditava que tudo estava fundado e firmado na pessoa sólida de Watari. Watari com certeza foi e é um grande homem. Agora L. Posteriormente, eles...
Matt cruzava com pessoas de ternos e crachás, que tomavam café e discutiam algum assunto importante. Portas trancadas. Mesas cobertas de pastas. Computadores, aos montes, ligados. Matt continuou cruzando as salas e corredores sendo alvo de alguns olhares curiosos. Chegou diante da porta de John e a escancarou. O garoto magro de cabelos castanhos sorriu e gritou.
-Eu não estava acreditando que era você! - falou abrindo os braços e vindo até Matt. - Rapaz! Como você cresceu!
Matt sorriu e conversaram por algum tempo. Determinado momento Matt perguntou aonde era o banheiro. Obteve resposta e saiu a passos furtivos. Entrou na sala que L tinha lhe indicado. Arquivos confidenciais. Arquivos ultra-secretos. Entrou com imensa facilidade. Abriu algumas gavetas com o truque mais do que ultrapassado do clips e encontrou os arquivos que queria. Enrolou-os e os colocou dentro da luva de couro. Acessou o computador local, coletou mais alguns dados e apagou a existência deles. Como se jamais houvessem existidos.
Não houve tiros, sem correria, sem sangue , nem janelas de vidros quebradas. Ele tinha conseguido pegar os artigos e ainda estava limpo. Nem suava.
O ruivo estava terrivelmente decepcionado. Era tão fácil assim roubar o FBI? Deveriam ser mais cautelosos! Nunca ouviram falar de agente duplo? De traição? Claro que esse não era o caso de Matt. L não era um traidor ou algo do gênero. Mas a facilidade com que Matt conseguiu o que queria, deixou-o completamente frustrado.
A missão estava completa, mas não tinha aquele gostinho missão completa.
Voltou com passos lentos à sala de John para se despedir, mas ele não estava. A secretária de John veio avisar Matt que ele tinha entrado numa reunião de emergência e não tinha hora pra acabar. Ela disse também que ele podia ficar à vontade caso quissesse esperá-lo.
A mulher saiu e Matt ficou parado alguns instantes no meio da sala de John decidindo-se se ficava ou se ia embora antes que a merda fedesse. Vai saber né? Ele não queria subestimar o FBI. Com isso virou-se pra sair, mas antes que sua mão pudesse alcançar a maçaneta da porta, ela se abriu num rompante.
Matt deu de cara com um jovem de terno impecável, rosto muito branco e cabelos tão negros que quase eram azuis. Os olhos de ambos se abriram com a surpresa do quase-choque.
-Me desculpe - falou o homem.
Matt ficou quieto. Se olharam por alguns segundos. Uma mão forte e invisível comprimiu o seu estômago. Passou pelo estranho a sua frente e estava mais do que decidido sair daquele prédio imediatamente.
-Você é do Lar Wammy's, não é? - a voz educada, mais firme e inquisidora chegou aos ouvidos de Matt.
-Sim. - disse.
Olhou nos olhos do outro. Era estanho olhar pra'quele cara... Sei lá... Algo nele... Sei lá... Matt não sabia nomear o que era estranho, apenas era...
"Sei lá! Sei lá! Sei lá"
-Bem, adeus. - falou Matt dando as costas e se encaminhando com passos rápidos para a saída.
-Espere! - chamou o outro.
Matt parou. Que merda! Queria ir embora. Sentiu-se irritado sem motivo.
Virou o rosto e levantou a sobrancelha. Matt não tinha o hábito arrogante, mas sentiu-se muito esnobe e arrogante naquele momento. Não fora a sua intenção. Sei lá... Tudo estava confuso...
O cérebro de Matt dava voltas. Ele precisava sair dali. Agora.
Ficou esperando o outro falar, mas ele também ficou quieto. Matt engoliu em seco sentindo-se ridículo.
A única coisa que ele pensava : "Não sei o que está acontecendo aqui... Mas alguma coisa está acontecendo..."
-Meu nome é Gevanni. - disse por fim, estendendo a mão direita. - Estou ingressando no setor que cuida do Lar Wammy's. Por isso o reconheci. Nós temos fotos das crianças e você é uma pessoa com um rosto inesquecível. - disse de forma gentil.
Matt sentiu as maçãs do rosto pegarem fogo.
"Tem uma foto minha? Rosto inesquecível? Que ótimo..." Pensava com deboche. Por que estava tão sarcástico consigo mesmo? Por que ele sentia um frio na espinha e um peso na barriga?
-Ah... - balbuciou. Não tinha muito o que falar mesmo...
-Você vai ficar nos Estados Unidos até quando?
-Até amanhã. - respondeu o ruivo
-Você está ocupado esta noite? Gostaria de comer alguma coisa? Tomar um café? É que estou imensamente interessado em conhecer mais e mais a rotina do Lar... Sabe, conhecer realmente. E não através de números e tabelas e porcentagens... Os ex-alunos que hoje trabalham aqui nunca estão disponíveis... Eu os entendo... Depois de ingressar ao FBI, quase todos aqui perdem suas vidas... Digo, a maioria se dedica integralmente ao trabalho... Bem, de qualquer forma, se não for um incômodo, gostaria de conversar com alguém do Lar. Seria uma excelente maneira pra eu poder conhecê-los um pouco mais.
Matt engoliu em seco.
"Comer alguma coisa juntos? Café? To fudido..."
Ficou em silêncio. Olhou os olhos podendo ver que havia tons azulados reluzindo no veludo negro.
-Aah... - "aceito ou não aceito?" - ...
-Se você não puder, eu compreendo... - disse Gevanni com voz cortês.
-Não. Eu posso sim.
-Ok. Obrigado por ter aceito o meu convite. Em que hotel você está?
-No Saint German.
Gevanni franziu discretamente o cenho. Não era um lugar para os alunos refinados de Wammy's House.
-Ok. Às 20 horas está bom pra você?
-Sim. - respondeu Matt.
-Então até lá. - disse o outro saindo da sala elegantemente.
Matt deixou o prédio o mais rápido que pôde, saindo para o frescor de Washington e dirigiu-se ao Saint German. Passou as informações pra L e guardou a outra parte do material na maleta. Desceu as escadas de madeira velha do hotel disposto a caminhar pelo resto da tarde na capital norte-americana. Quando já estava na calçada o seu celular tocou.
-Matt-kun. Arigatou. Você foi extremamente profissional. Já recebi os arquivos eletrônicos. O resto está com você?
-Sim L. Está comigo. Lhe mando como combinamos.
-Ok. Vou aguardar. Arigatou Matt. Você já está mais do que pronto. - disse L com sua voz grave de sempre.
-L... Foi fácil... Estou até um pouco decepcionado.
L riu suavemente do outro lado da linha.
-Isso é só o começo, Matt-kun, só o começo...
...
ÀS 20 HORAS EM PONTO, a velha recepcionista do hotel ligou pro quarto de Matt avisando que "um homem ta te esperando". Hotel barato, quem se importa com os clientes?
Matt desceu os dois lances da escada de madeira escura ouvindo a tábua ranger sob seus pés. Saiu pra noite agradável de Washington. Gevanni mantinha as mãos nos bolsos. Encostado no capô do carros. As pernas cruzadas. A gravata impecável. O cabelo sedozo.
-Você é pontual. - falou Matt.
-Sim. - respondeu com uma voz educada. A voz que Matt não se cansaria de ouvir.
Entraram no carro.
-Posso ligar o som? - Matt perguntou.
-À vontade.
Matt ligou o rádio e foi passando algumas estações, até que reconheceu a voz de Kurt Coubain. Parou e se recostou no banco.
Os lábios de Gevanni se crisparam discretamente num tênue sorriso enquanto dirigia tranquilamente.
-Se importa se eu acender um cigarro?
-Fique à vontade, Matt. - respondeu calmo.
Matt.
Foi a primeira vez que Matt ouviu Gevanni pronunciar o seu nome. Um jeito tão aveludado que fez Matt virar o rosto pra encarar o homem que dirigia.
Matt.
Ecoou em sua mente.
O ruivo engoliu em seco e desistiu do cigarro. O carro cruzava as ruas movimentadas da capital.
-Tem um restaurante francês ótimo. Gosta de comida francesa? - A voz de Gevanni cortou os pensamentos de Matt.
-Sim. - respondeu Matt - Mas podemos comer só uma pizza.
Gevanni olhou pra Matt por um breve segundo, como se estivesse se certificando de que não era uma piada.
-Faz tempo que eu não como pizza... - falou o jovem de cabelos negros.
-Sério?
-Sim.
-Quer matar a saudade? - perguntou Matt num tom divertido.
Gevanni riu sonoramente.
-Sim... Seria bom. - respondeu com o sorriso ainda nos lábios. "faz tempo que eu não ria também" Pensou com certa melancolia.
Os queijos derretidos faziam pontes dos lábios à fatia. Os copos cheios com coca-cola gelada. A mesa com guardanapos espalhados. O lugar pequeno, com pessoas rindo, música alta. Namorandos se beijando. E, Matt e Gevanni conversaram por horas seguidas. Falaram muito do Lar Wammy's. Muito sobre muita coisa. Até que aos poucos o lugar começou a ficar silencioso e vazio. Já devia ser tarde. As horas passaram e eles não se deram conta.
Matt mantinha a perna direita em cima de sua cadeira, apoiando o cotovelo no joelho. Gevanni, mantinha-se ereto na poltrona de couro vermelho barato. Matt olhou no relógio. Duas horas da manhã.
-Gevanni, você trabalha amanhã?
-Sim. Por que? - indagou o outro.
-Porque já são duas horas da manhã e você tem que acordar cedo. Digo mais: pelo seu rosto bem tratado e a ausência de olheiras ,acredito que você seja uma pessoa que preza o sono. Vamos embora. Já está tarde. - Disse Matt se levantando e chamando o garçom pra jogar uma nota na bandeija.
-Não!! Por favor, eu pago. - falou Gevanni ao se levantar.
-Não. Pode deixar. - disse Matt.
-Não, mas eu faço questão. Você foi extremamente gentil ao ter aceito o meu convite. Deixe-me fazer isso. - falou com um tom de preocupação na voz.
-Gevanni! Está tudo bem. - disse Matt segurando levemente no braço do outro - Você quem fez um imenso favor ao me trazer pra comer essa pizza tão boa! Vou sentir falta desse lugar quando estiver na Inglaterra. - a voz gentil e ligeiramente doce de Matt saia baixa.
Olharam-se por alguns segundos. Profundamente.
-Vamos embora. - disse Matt tentando achar a linha de raciocínio que tinha sumido de seu cérebro.
MATT JOGOU-SE NA CAMA EMPOEIRADA do hotel fitando o teto.
Gevanni...
Tão diferente. Tão fino. Matt sorriu. Enquanto conversavam, descobriu que Gevanni tinha dezenove anos.
"Cinco anos de diferança..." Matt pensou ao acender o cigarro.
Descobriu que estava no FBI há três anos. Que tinha ingressado à profissão de detetive após ver seus pais serem brutalmente mortos num assalto. Ele sobrevivera e decidira seguir um caminho que pudesse trazer mais alento e segurança aos cidadãos. Matt também ficou sabendo que Gevanni gosta de música clássica, vinho Merlot e comida francesa. Não fuma, se preocupa com sua saúde. Cuida da pele e da alimentação. E tem alergia a gatos.
Gevanni...
Matt decidira adiar seu regresso à Inglaterra. Acordou tarde, tomou um capuccino numa lanchonete qualquer. Por que ele tinha adiado a volta pra casa? Não interessa. Ele estava nos E.U.A., ia aproveitar um pouco mais. Gastar dinheiro. Comprou um casaco pra ele e barras de chocolates de diversos sabores pra Mello.
Caminhava distraído pela Pennsylvania Avenue. As mãos no bolsos. No fim da avenidade estava a Casa Branca. Imponente. Cheia de pecados. Cheia de homens sem escrupulos. Matt arqueou a sobrancelha com esse pensamento. Se fode, ele não tem nada a ver com isso.
Continuou o seu caminho observando a tarde agradável. Ah!... O prédio do FBI... Que coinscidência...
Mentira.
Matt estava ali de propósito.
"Vou me despedir e me mandar pra Inglaterra..."
Cruzou o saguão do prédio se sentindo o maior cara-de-pau. Rouba o lugar e retorna no dia seguinte como se não fosse nada.
-Gevanni. - falou por sobre o ombro para a recepcionista já se encaminhando para o elevador.
Quinto andar. Cruzou o tapete verde. Parou diante de uma porta e abriu devagar.
-Vim me despedir... - disse em voz baixa quando o o jovem atrás da mesa levantou o olhar e sorriu levemente ao ver a figura de Matt.
Conversaram pouco. Ambos sentiam-se estranhos. Matt saiu do prédio e foi pro aeroporto. Matt voltou à Inglaterra. E Gevanni ficou pra trás. No outro lado do Atlântico.
...
TRÊS MESES APÓS o encontro nos Estados Unidos, o celular de Matt toca.
-Alô. - falou sem muito interesse.
-Olá. Quanto tempo. Como é que você está, Matt?
"Matt" .
Ninguém no mundo chamava seu nome daquele jeito. Ninguém. Imediatamente reconheceu a voz aveludada.
-Quem é? - perguntou fingindo não saber quem se tratava.
-Oh, desculpe-me. Não me identifiquei. É Gevanni. Do FBI... Talvez você nem se lembre mais. Nós comemos uma pizza juntos. Em Washington...
Tolo. Era claro que Matt se lembrava. De tudo.
-Gevanni. Como você está? - perguntou controlando a excitação na sua voz.
-Estou bem. E você?
-Bem também... - respondeu Matt se perguntando do por quê que Gevanni ligara pra ele.
Alguns segundos de silêncio.
-... Estou na Inglaterra. Então pensei em passar para vê-lo. Se você estiver disponível, talvez possa me mostrar sua pizzaria favorita. - a voz hesitante de Gevanni chegava aos ouvidos de Matt no mesmo tom educado que Matt se lembrava
-Não - falou Matt - vou levá-lo pra jantar no melhor restaurante francês de Londres! Em que hotel você está? Ok. Daqui meia hora estou aí. Exatamente às 22:00 horas.
Se Matt precissasse de uma desculpa esfarrapada para o que aconteceu naquela noite, poderia ter culpado o vinho. Ou a sobremessa afrodisíaca. Ou o cheiro de Gevanni. Ou a curvatura dos lábios finos. Ou os olhos profundos. Ou a pele bem tratada. Mas Matt não precisava de desculpas. Ele não. O ruivo cheio de atitude não tinha crises. Não hesitava. Sabia exatamente o que sentia e não tinha medo nenhum de fazer as coisas. Era o seu jeito. O seu jeito ruivo de viver.
Pegou as chaves de um carro qualquer do Lar Wammy's na sala de Roger. Ele sempre roubava as chaves quando precisava.
Parou o carro diante do Majestic Hotel. Saiu do carro e pôs as mãos nos bolsos. Exatamente no horário combinado, Matt avistou a figura de Gevanni saindo da porta-giratória do hotel. Matt levantou as sobrancelhas ao ver que Gevanni estava diferente. Calça jeans. Uma camisa preta. Um tênis meio surrado.
-Pensei que fosse vê-lo de terno. - falou Matt.
-Dia de folga. - respondeu o outro rindo meio sem graça e parando diante de Matt. Olharam-se por alguns segundos.
-Salvo as roupas, você não mudou nada. - disse Matt.
-Digo o mesmo de você. - respondeu dando um sorriso fraco.
Conversaram durante algum tempo no restaurante fino. Beberam o vinho e como falou Gevanni, degustaram a comida. Saíram do restaurante e a noite e a neblina tradicional de Londres os envolveu. Rodaram alguns minutos de carro sem saber pra onde ir. Eles não sentiam vontade de se separarem. Mas já tinham ficado mais do que o tempo necessário no restaurante. Tomaram um garrafa em meia de um vinho de 1986 e a garrafa, com a outra metade, estava entre as pernas de Matt, que dirigia em silêncio.
-Se você fosse um turista, eu poderia lhe mostrar os pontos interessantes da cidade. Mas tenho certeza que você conhece Londres tão bem quanto os Estados Unidos. - falou Matt olhando com atenção à rua.
-Bem, então mostre-me o seu lugar favorito.
Matt pensou por alguns segundos e virou o carro bruscamente. O automóvel rodou por ruas desertas. Passou por bairros. Subia lentamente. Não conversavam. Cada um permanecia num silêncio confortante. Não era chato nem mesmo ficar em silêncio ao lado daquele cara.
Matt fez o carro subir como serpente uma colina. A neblina andensou e tudo pareceu mais escuro. Subia. Subia, até chegar ao topo. Muito alto.
-Daqui há um tempo essa neblina vai passar e você terá uma vista previlegiada. - falou Matt quebrando o silêncio e desligando o carro. Abriu a porta e ambos saíram. Sentaram no capô do carro. E Matt tomou um generoso gole do vinho. Estava frio.
-Tome mais vinho, Gevanni. Você melhor do que eu sabe que o vinho aquece. - falou Matt estendendo a garrafa.
-Não. Eu já tomei o suficiente hoje. E se continuar, posso me embriagar. Esse vinho tem alto teor alcóolico.
Matt vendo que Gevanni tremia levemente de frio, levantou-se e foi buscar alguma coisa no carro. Voltou com um casaco. Estendeu pra Gevanni.
-Obrigado. Mas e você?
-Eu vou ficar bem. Além do mais, ainda tem meia garrafa.
A neblina lentamente começou a se dissipar e o jovem de cabelos negros começou a ter noção de onde estava. O lugar era tão alto que toda Londres estava sob seu olhar. O London Eye erguia-se magistralmente ao longe. A cidade piscava em suas milhares de luzes pálidas.
-Incrível... - sussurrou.
-Sim... Eu adoro ficar aqui. Pensar. Ouvir música. Se refugiar da vida. Eu adoro lugares altos. - falou Matt olhando à cidade.
-Incrível... Esse lugar é encantador. Você tem bom gosto, Matt... - falou Gevanni se virando pra encar o ruivo ao seu lado.
"Matt".
Olharam-se por algum tempo.
-Tenho bom gosto? - Matt riu. - Pode ser. Porque eu gosto de você. Gosto de seu jeito, Gevanni. - falou Matt sem maldade na voz.
Gevanni sentiu as maçãs do seu rosto queimarem. Não conseguiu parar de olhar os olhos cor de mel de Matt. Matt riu.
-Desculpe, não quis deixá-lo constrangido. - falou desviando os olhos e mirando a cidade.
Ele também não teve intenção de ter falado o que falou. Simplesmente saiu. Como algo que é incapaz de ser contido. O silêncio pesou entre ambos. Gevanni mirava a cidade e Matt pelo canto dos olhos, viu que ele tremia levemente, mas não era de frio.
-Me desculpe, sinceramente. Eu não tinha a intenção... Perdoe-me. Não quis causar qualquer tipo de aborrecimento. - desculpou-se Matt. Como é que ele fala uma coisa dessa? Sem saber se o outro... "Droga! Mail, seu idiota! Idiota!"
Gevanni continuava olhando algum ponto em particular da cidade.
- Venha, vamos embora. - falou Matt saltando do capô e jogando a garrafa na grama.
-Matt... - a voz de Gevanni tremeu levemente.
"Matt".
Gevanni virou-se para encará-lo. Ambos congelaram.
-Eu não sabia que era recíproco... - falou o garoto de cabelos negros no seu último fio de voz.
Agora foi a vez de Matt de se surpreender. Seu cérebro parou de funcionar. Nunca distância de uns dois metros Gevanni olhava pra ele com as mãos no fundo do casaco.
Gevanni voltou a olhar a cidade. Dobrou as pernas apoiando no pára-choque do carro. Os olhos tinham um brilho intenso.
Matt ainda estava com a mão na porta do carro. Lentamente foi largando o metal cromado. Abaixou-se pegou a garrafa no chão. Subiu em cima do capô, e sentou-se atrás de Gevanni, abraçando o corpo do rapaz com as pernas. Aproximou o peito das costas do garoto. Deslizou as mãos pelos braços. Entrelacou os dedos de ambos. Matt repousou seu queixo no ombro esquerdo de Gevanni, sentindo o perfume sofisticado. Permaneceram abraçados desse modo em silêncio por longo tempo. Matt apertava e soltava os dedos de Gevanni entre os seus. Exalava em grandes aspirações o perfume do outro. Fechava os olhos saboreando o momento.
-Nunca trouxe ninguém aqui... - falou. "Nem Mello".
-Sinto-me honrado ao ouvir isso.
Matt apertou os dedos pálidos de Gevanni sentindo a carne macia. Fez Gevanni se virar lentamente. O coração disparou. Matt sorriu e quebrou um pouco a cabeça pro lado e pausadamente fez seus lábios se encontrarem com os de Gevanni.
No alto de Londres, o primeiro beijo...
Ficaram a madrugada abraçados, beijando-se. Conversando. Se conhecendo...
Na manhã seguinte, Gevanni retornou aos Estados Unidos.
...
SEGUIRAM UMA ROTINA difícil. Os meses começaram a passar e eles se viam muito pouco. Gevanni envolvia-se em inúmeras investigações, ficando indisponível por semanas seguidas. Mas sempre que era possível, Gevanni pegava um avião e se encontrava com Matt.
Fazia três meses que se iniciaram um... Um "negócio". Um "rolo". Nesse meio tempo se viram muito pouco.
Matt podia contar, usando apenas uma mão, as vezes que se encontrara com o rapaz. Eles ainda não tinham se tornados íntimos. Até aquela tarde.
Matt estava esperando Gevanni no aeroporto num sábado. Acendeu um cigarro. Estava ansioso. Fazia um mês que não o via. O sol ameno da tarde aquecia sua pele. Observava os passageiros com suas malas pesadas. Alguns chegavam, outros partiam. Alguns choravam, alguns riam. E Matt estava ansioso. Muito ansioso.
Fitava a saída do aeroporto. Outro cigarro. E depois outro. Perdia-se em pensamentos quando sentiu uma mão no seu ombro. Virou o rosto e viu Gevanni ao seu lado.
-Eu não vi você sair... - disse Matt - Como que eu não vi você sai?
-É que meu vôo chegou mais cedo... - falou Gevanni sorrindo.
-Seu vôo chegou mais cedo? - Matt estava incrédulo - Por que você não me ligou para eu vir buscá-lo?
-Eu cheguei hoje de manhã... - a voz do jovem saia baixa e suave como sempre.
-De manhã? - indagou Matt espantado.
-Sim...
-... Por que você não me ligou?... Pensei que você... "estivesse sentido a minha falta..." Completou mentalmente. Sentiu-se chateado de repente.
Gevanni deu um leve sorriso e deu a volta no carro.
-Matt, eu quero te mostrar uma coisa. - falou Gevanni entrando no carro.
"Matt"
O ruivo entrou sentido-se estranho. Quer dizer que eles passam um mês sem ver e o outro chega pela manhã e nem procura por ele? Gevanni deveria ter outros motivos pra vir pra Inglaterra. Matt tinha ficado em segundo plano.
"Pareço o Mello lamentando ser o segundo..."
Matt ligou o carro sem interesse. Sua vontade era de voltar ao orfanato e de dormir. Nunca pensara sentir-se mal por ser deixado de lado. Sentia-se terrivelmente irritado.
"Eu me importo com ele... Mas ele não está nem aí... Idiota".
-O que você quer me mostrar? - a voz de Matt saia desanimada e seca.
Gevanni tirou um papel do bolso e entregou à Matt.
-É neste endereço.
Matt puxou o papel da mão do outro e leu. Ligou o carro e dirigiu em silêncio. Não fora bem esse encontro que tinha planejado. Pretendia abraçar, conversar, fugir com ele pela noite, prensá-lo numa parede, mas tudo o que Matt sentia naquele momento era que o descasso de Gevanni tinha tirado toda a sua vontade. Ele queria ir embora.
Com a cara fechada dirigiu. Acendeu um cigarro atrás do outro enquanto cruzava Londres, se dirigindo à uma áera nobre da cidade. Sentia-se irritado. A sobrancelha franzida.
O carro foi se aproximando do endereço indicado.
-Pode estacionar aqui. - falou Gevanni.
Matt o fez. Saíram do carro. Um prédio de apenas seis andares, muito luxuoso se erguia diante de Matt. Gevanni subiu correndo os degraus da entrada do edifício.
-Você não vem? - perguntou vendo que Matt permanecia no mesmo lugar.
Matt subiu lentamente os degraus escuros. Ele não conseguia entender o porque da excitação de Gevanni. Ele estava visivelmente empolgado com alguma coisa.
As portas do elevador se abriram. Entraram. Se fecharam. Quarto andar. Um corredor bem iluminado pelo sol do fim de tarde. Uma porta branca. Número 4001. Gevanni tirou uma chave do bolso e abriu passagem pra Matt entrar. O ruivo entrou desconfiado. O apartamente cheirava a coisa nova. Viu algumas caixas num canto. Viu utenzilios de casa ainda embalados. Vidros, quadros, material de decoração.
-Seja bem vindo...
Matt confuso virou o rosto pra Gevanni.
-Eu tentei arrumar da melhor maneira possível... Eu queria que tivesse tudo arrumado antes de trazê-lo aqui... Mas não tive mais tempo... E, não estava aguentando saber que você estava aqui pertinho... - falou Gevanni apertando os próprios dedos.
Matt continuou olhando pra ele pra tentar assimilar a situação.
-Comprei esse apartamento. Toda a negociação foi nos Estados Unidos. É uma imobiliária muito boa e de confiança. - ergueu os olhos pra observar as paredes. - Eles fizeram exatamente como eu pedi. Encontraram esse apartamento e quando me enviaram as fotos... É perfeito. Aconchegante, pequeno, elegante. Pra mim e pra você.
Matt ficou em silêncio profundo. Era quase um transe. Gevanni tinha comprado um apartamento em Londres?
"Por minha causa?"
Engoliu em seco sentindo-se tolo. Meio idiota.
-Então, o que achou? - perguntou o jovem olhando pra Matt com grande expectativa no olhar.
-Gevanni...
Matt conseguiu encontrar forças e caminhou pela cozinha que se estendia em sala de estar. Passou a mão pela bancada de mármore. Pelo sofá de veludo branco. Reparou o piso de madeira brilhosa. Caminhou-se para uma porta grande, entrando num quarto aconchegante, cortinhas de vual brancas, uma cama clássica de ferro, uma poltrona bege, a sacada com um sofazinho confortável. Todo o apartamente era meio bege, com detalhes em madeira escura.
"Comprou um apartamento em Londres?..."
Matt continuou seu safari pelo apartamento novo, observando que algumas coisas ainda estavam espalhadas pelo chão para serem postas nos devidos lugares. Tudo limpo. Cheirando a coisa nova. Coisas nunca usadas.
Gevanni na sala imóvel esperava ansioso. Matt nunca fora um cara de ficar quieto. Por que aquele silêncio?
"Será se ele não gostou? Será se eu me precipitei?". Pensava o agente aflito.
Matt voltou pra sala. As mãos nos bolsos. O olhar brilhando intensamente.
-Gevanni... Nem sei o que dizer...
-Você gostou, Matt?
"Matt"
Matt sorriu ao ver a aflição do outro. Venceu a distância entre eles, parando muito perto do outro. Engoliu em seco.
-Eu... adorei... - falou rouco.
Gevanni o enlaçou pela cintura, encostando o rosto no peito de Matt.
-Que bom... Fico aliviado. Fiz isso por você..
Matt arqueou o rosto de Gevanni e desceu seus lábios sobre os deles. Apertou-o. Beijou-o. Era correspondido na mesma intensidade.
-Senti a sua falta. - sussurrou entre beijos.
As roupas começaram a cair pelo chão, fazendo um caminho da sala ao quarto. Matt sentiu sua pele encostando no cetim fino da cama nova. Sentia o corpo de Gevanni. Sentia os beijou enlouquecidos. Instigou o corpo do homem em seus braços. Proporcionou-lhe carícias diversas. Recebia inúmeras carinhos e afagos. Afundava as mãos nos cabelos negros. Sentia suas mechas rubras serem puxadas. Sentia seu corpo pulsar. Sentia o corpo de Gevanni pulsar.
-Gê.. - sussurrou rouco.
Mais beijos e amassos e os minutos pareciam não passar. O mundo deixou de existir. Matt agarrava-se a Gevanni desesperado.
Ele era um presente, mais do que especial, que a vida tinha lhe dado.
...
-DESDE LÁ, NOS ENCONTRAMOS regularmente. Ele pediu tranfêrencia pra trabalhar no escritório do FBI na Interpol, que tem sede na França. - falou o ruivo. - A França é aqui pertinho e isso nos ajuda muito. Como já está escalado para a equipe do sucessor de L, Gevanni retornará aos Estados Unidos no momento oportuno. Por hora nos vemos praticamente toda semana.
-Nossa! Que história... Por que escondeu isso tanto tempo de mim Matt? - perguntou Mello.
-Bem... Sei lá. - falou Matt acendendo mais um cigarro.
-Quanto tempo faz isso? - perguntou Near que estava particulamente interessado na história.
-Nove meses. - ficou em silêncio por alguns segundos - Bem, como puderam perceber, essa semana foi o momento que passamos mais tempo juntos. Seis dias! Parece até um milagre! - falou Matt se levantando. - Agora vou deixar vocês sozinhos... - deu um sorriso malicioso e saiu do quarto.
...
O TEMPO PASSAVA NO SEU passo de sempre. Durante o dia eu me cercava por meus brinquedos, investigava Kira, ia pra sala de aula. Era o número 1. Mas durante as noites, Mello se esgueirava pelas sombras do casarão e ia pro meu quarto. Muitas vezes eu ia pro quarto dele. Eu me sentia bem quando levantava da minha cama e com passos silenciosos me encaminhava para o quarto dele. Era uma delícia. De dia, as brigas que nos excitavam. A noite, nos corrompiámos no pecado.
Numa dessas tardes, estava eu numa sala montando um quebra-cabeça qualquer. Mello estava jogando futebol na rua com as outras crianças. Eu podia ouvir a voz dele dando ordens. Eu podia ouvir a voz de alguma criança reclamando do jeito nada gentil dele.
Até que Roger nos chamou.
Eu e Mello estávamos parados diante da mesa de Roger. O diretor tinha uma expressão séria e carregada.
"Será se ele descobriu que eu e Mello somos íntimos?". Era uma hipótese que eu não podia descartar.
-O que foi, Roger? - Mello perguntou.
O velho continuou em siêncio. As mãos cruzadas diante do rosto. Com a voz grave e baixa falou:
-L morreu...
XxXxX
Cá estou eu novamente. Agradeço todas as pessoas que estão acompanhando essa fic. À todas que comentaram. É bom saber que vocês gostaram. Isso me deixa muito feliz - escritora infantil que pula de felicidade quando recebe uma review-
O que acharam de Matt e Gevanni? Espero que tenha ficado verossímel o encontro dos dois. E, isso não ficou especificado na fic, mas o Matt é o seme! Eu estou sem imaginação pra escrever o lemon deles. Talvez mais na frente. Por hora, deixo na imaginação de vocês.
Bem, esse capítulo ficou pequeno, assim fica melhor pra ler, né?
Então, mereço review? - autora chata que chora por uma review-
Diga que sim! - autora insistente-
Obrigada pelo tempo disponibilizado.
-faço uma mesura e sorrio levemente-
